29/08/2014 17h52 – Atualizado em 29/08/2014 17h52

Governo brasileiro poderá aprovar comercialização de eucaliptos geneticamente modificados

O governo brasileiro poderá aprovar a comercialização de eucaliptos geneticamente modificados, que produzem mais 20 por cento de madeira e em menos tempo que as árvores convencionais, noticiou hoje a revista Nature

Da Redação

No próximo dia 04 de setembro, as autoridades brasileiras vão receber o resultado das consultas públicas sobre a comercialização destas árvores transgênicas, a partir do final deste ano, mas, caso a medida seja implementada, a Organização para a Agricultura e Alimentação (FAO) alerta para um eventual “debate muito intenso e emocionalmente carregado” por parte das organizações não-governamentais pró-ambiente.

A possível aprovação do uso comercial das árvores do eucalipto Brasil — que se tornaria na primeira espécie florestal geneticamente modificada a ter aprovação oficial – poderá incentivar o plantio noutros lugares do mundo, pelo que as organizações ambientalistas avisam para riscos de desflorestação e adoção de prática de monocultura prejudiciais aos camponeses brasileiros e não só.

A comercialização de eucaliptos geneticamente modificados, que podem ser aproveitados em 5 anos e meio, contra os sete das árvores convencionais, “teria efeito cascata em todo o mundo”, até porque “todo mundo vai prestar atenção”, disse o académico Zander Myburg, que se dedica ao estudo da genética das árvores de floresta, na Universidade de Pretória, na África do Sul, citado pela Nature.

Segundo a revista científica, o Brasil tem cerca de 3,5 milhões de hectares de eucaliptos, usados especialmente para a produção de polpa e produtos derivados do papel.

(*) Com informações de Painel Florestal

A comercialização de eucaliptos geneticamente modificados

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