09/10/2015 16h00 – Atualizado em 09/10/2015 16h00

Uma pesquisa realizada mostrou que o Natal deste ano para os brasileiros não deverá ser um dos melhores

Da redação

Inflação alta, aumento do endividamento e do desemprego. Com as perspectivas ruins sobre a economia, os brasileiros devem apertar os cintos (ainda mais) no fim de ano. Com a perda do poder de compra, o Natal deste ano não deve ser um dos melhores. Segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), o fim de ano deve ter a primeira retração nas vendas desde 2004.

A expectativa é que a movimentação financeira para o Natal – a melhor data comemorativa para o comércio – seja de R$ 32,2 bilhões em todo o país, o que representa uma queda de 4,1% em relação ao ano passado.
As más expectativas também vão atingir o trabalho temporário, que deve ter a maior retração do número de vagas para a temporada desde 2009. O estudo aponta uma queda de 2,3% no número de empregos temporários em relação a 2014.

Ainda de acordo com o estudo da CNC, um dos segmentos mais afetados devem ser os móveis e os eletrodomésticos, uma vez que presentes “mais caros” devem ser riscados da lista deste ano, com a alta inflação, a desvalorização cambial e o encarecimento do crédito.

LEMBRANCINHAS

Em contrapartida, neste ano, alguns itens típicos de Natal devem passar de uma mera gentileza e virar a única lembrança para os amigos e parentes. Uma marca de panetones, aposta neste ano alavancar as vendas. Com quase 70 anos de mercado, a fábrica quer que o panetone, que antes era visto como uma lembrança, seja o presente principal para aqueles que estão pensando em economizar na data festiva.

Ela observou que, em momentos de crise, as pessoas trocam presentes convencionais, como roupas, calçados, acessórios, eletrodomésticos, entre outros, por panetones.

Enquanto os comerciantes devem vender menos ou igual ao ano passado, a Bauducco deve expandir a oferta em 10% neste ano, produzindo 75 milhões de unidades.

“Atingimos dois públicos. As vendas dos produtos de frutas geralmente são mais fortes para o público acima de 50 anos, enquanto os chocotones são apreciados pelos mais jovens”, disse a gerente de marketing institucional da Pandurata, companhia dona da marca, Renata Del Clar.

Sozinha, a marca responde por mais de 40% do mercado de panetones no Brasil. Para concorrer com outras lembrancinhas, a Pandurata vai segurar os preços.

Segundo a empresa, os reajustes ficarão abaixo da inflação acumulada nos últimos 12 meses, que chega a mais de 9,50%, segundo o IPCA de agosto.

(*) Exame.com

A marca quer que o panetone seja o presente principal para aqueles que estão pensando em economizar no Natal. (Foto: Divulgação)

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