15/11/2006 11h56 – Atualizado em 15/11/2006 11h56

BBC Brasil

A viagem de Bush tem sido descrita por analistas como um teste que deve mostrar qual o impacto do fracasso eleitoral dos republicanos na imagem do presidente americano no exterior.

Nas eleições da semana passada, a oposição democrata conquistou o controle das duas casas do Congresso americano com uma votação avaliada como um sinal de rejeição a política de Bush para o Iraque.

Enfraquecido pela derrota política dentro dos Estados Unidos, o presidente americano espera que a viagem ao exterior reafirme sua posição no cenário internacional.

Apec

A primeira escala de Bush é em Moscou, onde ele se reúne com o presidente russo Vladimir Putin, antes de partir para Cingapura e, depois, para o Vietnã, onde participará do fórum da Apec (sigla em inglês para Cooperação Econômica Ásia-Pacífico).

Bush será o segundo presidente americano a visitar Hanói desde a Guerra do Vietnã. No fórum da Apec, ele espera ampliar acordos de livre comércio dos Estados Unidos com países asiáticos.

Analistas afirmam, no entanto, que a agenda de livre comércio de Bush pode passar a ter novos obstáculos agora que o Partido Democrata controla o Congresso americano.

Os democratas têm ligações antigas e fortes com sindicatos e, por conta disso, costumam defender políticas protecionistas.

Durante o encontro da Apec, o presidente americano também deve aproveitar a oportunidade para discutir com líderes asiáticos as preocupações dos Estados Unidos com o programa nuclear da Coréia do Norte.

China

Na reunião em Hanói, Bush terá a companhia do líder chinês Hu Jintao, que também inicia um giro por outros países da Ásia. O presidente da China deve viajar ainda para Laos, Índia e Paquistão.

Um dos objetivos de Hu Jintao é melhorar as relações diplomáticas e comerciais da China com seus vizinhos.

Índia e China ainda não resolveram disputas sobre suas fronteiras, mas as relações entre os dois países melhoraram com o crescimento das duas economias no cenário global.

Autoridades indianas, no entanto, ainda encaram com suspeita as forças militares da China e a cooperação nuclear do país com o Paquistão.

A imprensa estatal chinesa diz que os dois países devem assinar um acordo de livre comércio durante a visita de Hu Jintao.

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