29/06/2017 07h59

Acusações foram feitas pela polícia australiana

Da Redação

O cardeal australiano George Pell, ministro de Finanças do Vaticano, foi acusado pela polícia do Estado de Victoria, Austrália, de ter cometido “múltiplos abusos sexuais”, por meio de denúncias ocorridas ao longo de vários anos. A acusação foi divulgada nesta quarta-feira (28), pelo jornal The Guardian.

Pell é a maior autoridade da Igreja Católica na Austrália, e a terceira maior do Vaticano. “Eu gostaria de reafirmar minha inocência”, disse o cardeal, após a divulgação de seu indiciamento. O religioso é conselheiro financeiro do papa Francisco, e vive no Vaticano.

As acusações são resultado de anos de uma investigação nacional instaurada pelo governo australiano sobre respostas da Igreja Católica aos crimes de pedofilia dentro da instituição. O inquérito foi instaurado em 2012.

“Mantenho tudo o que disse à comissão [sobre pedofilia] e em outros lugares. Temos de respeitar o devido processo, esperar até que seja concluído, e obviamente eu vou continuar colaborando totalmente”, afirmou o cardeal ao The Guardian.

Pell deve se apresentar à Justiça australiana no dia 18 de julho. Ele afirmou à imprensa nesta quinta-feira (29) que recebeu licença do papa Francisco para ir aos tribunais australianos para “limpar seu nome” e depois retornar a Roma.

Pell é suspeito de ter abusado sexualmente de menores quando era sacerdote na cidade de Ballarat, entre 1976 e 1980, e quando foi arcebispo de Melbourne, capital da Austrália, entre 1996 e 2001. Desde 2014, ele é encarregado das finanças do Vaticano.

(*) Midiamax

Comentários