19/03/2012 13h51 – Atualizado em 19/03/2012 13h51

Da Redação*

Rogério Ceni ainda se recupera da lesão que ele mesmo trata como a mais grave da carreira, sofre com as dores e não sabe dizer se vai seguir jogando em 2013. Em dúvida sobre o seu futuro nos gramados, o goleiro e ídolo do São Paulo evita fazer grandes planos para a carreira e também não tripudia da queda de Ricardo Teixeira, cobrando apenas que os clubes tenham mais participação nas decisões do futebol brasileiro.

“Se eu não estiver bem, jamais vou querer ter renovado contrato pelo que fiz nos últimos 21 anos. Só renovo se tiver condições de exercer minha função. Quero ficar bom para ver se em julho, agosto, volto a atuar e tenho condições de manter bom nível”, disse Rogério Ceni ao Lance!.

O goleiro fez uma cirurgia no ombro direito em 27 de janeiro, tem uma longa recuperação pela frente e seu contrato se encerra no fim do ano. A renovação depende do desempenho do São Paulo. Rogério condiciona o adiamento da aposentadoria a possíveis conquistas do clube.

Antes da decisão final, Rogério passou férias na Europa, conheceu Real Madrid, Barcelona e suas formas de treinamento e teve contato com gente como José Mourinho e Pep Guardiola. Ele prefere não falar sobre possíveis funções que pode assumir no futuro, diz que quer ajudar o São Paulo fora de campo e evita polêmicas no campo político.

Na semana em que Ricardo Teixeira deixou a CBF e o Comitê Organizador da Copa de 2014, Rogério Ceni não fez coro aos que criticam o cartola. “Não vou fazer críticas a uma pessoa que acabou de se retirar. Tem seus feitos, suas conquistas, seus deslizes e cabe a cada cidadão avaliar. Não vou bater, criar tumulto”, disse o goleiro, que foi sutil na crítica.

“Em um órgão como a CBF, que comanda o futebol brasileiro, é importante ter renovação. Espero que seja benéfico especialmente aos clubes filiados à entidade. Que possa haver uma proximidade e um benefício maiores”, disse Rogério.

(*) Com informações do UOL

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