14/10/2015 08h57 – Atualizado em 14/10/2015 08h57

Para quem imaginava que a Operação Lama Asfáltica estivesse devagar demais, eis que surgem fatos novos em sua segunda etapa deflagrada na semana passada. Já foi possível a Polícia Federal descobrir que ao menos R$ 6 milhões foram desviados dos cofres públicos pelo grupo que vem sendo investigado.
Essas cifras, no entanto, podem chegar a valores estratosféricos e assustar até mesmo a Polícia Federal e o Poder Judiciário. Pedidos de prisão, no entanto, não estão descartados, pois com o aperto do cerco, alguns podem querer fugir do país.

SOB RÉDEAS

Por ora, o PMDB não pretende fazer grandes mexidas para seguir em frente até as eleições municipais do ano que vem. Por consenso, seu atual presidente regional, Júnior Mochi, vai continuar no cargo com a missão de pacificar o partido e prepará-lo para as próximas disputas, sobretudo na Capital e nos maiores colégios eleitorais do Estado. As mudanças que porventura ocorrerem, serão nos diretórios municipais em decorrência de defecções em seus quadros. A missão mais difícil, no entanto, será encontrar um nome que reúna as qualidades esperadas.

SEM MORAL

A pergunta que não quer calar na Capital é quanto à legitimidade dos vereadores em legislar sobre importantes temas da cidade se eles são suspeitos de terem vendido o voto para cassar o mandato de Alcides Bernal (PP). Além disso, entende-se que eles jamais vão ter boa vontade em ajudar o prefeito a administrar a cidade se existe essa polêmica em torno do assunto. Seria o momento de a Justiça afastar todos os suspeitos e convocar seus respectivos suplentes.

JOGO DURO

A Assembleia Legislativa aprovou ontem projeto de lei que dispõe sobre a obrigatoriedade dos postos de combustíveis informarem ao consumidor se a gasolina comercializada é formulada ou refinada. De autoria do deputado José Carlos Barbosa (PSB), o Barbosinha, a proposta foi aprovada em 2ª votação e será encaminhada para sanção ou veto do governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

PRESSÃO XIITA

Sabendo da queixa de alguns agentes públicos sobre falhas no repasse de verbas à saúde, o deputado estadual Cabo Almi (PT) se apressou e apresentou um projeto de lei na tentativa de inibir eventual calote. A ideia é responsabilizar quem descumprir a norma. Ao justificar, lembrou que compete ao Tesouro Estadual zelar pela aplicação dos recursos destinados ao repasse mínimo à saúde, conforme estabelece a “Lei Complementar Federal nº 141, de 13 de janeiro de 2012”.

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