A Secretaria Municipal de Saúde de Três Lagoas confirmou, em Boletim Epidemiológico divulgado hoje, 17, que a cidade registrou mais 32 casos positivos para Covid nas últimas 24h.

O aumento do número de casos positivos preocupa a administração pública. Somado aos números de ontem, a cidade teve 86 casos novos em apenas dois dias.

A ocupação de leitos também é uma preocupação: 100% dos leitos de UTI habilitados pelo Ministério da Saúde estão ocupados na cidade. Como a cidade é sede de macrorregião, acaba recebendo também pacientes das cidades vizinhas.

Hoje, vinte pessoas estão internadas na cidade em decorrência da doença: seis dos confirmados estão em UTI pública (sendo três de outros municípios), dois estão em enfermaria pública (sendo 1 de outro município) e dois estão em UTI privada (ambos casos de outro município).

Entre os suspeitos cinco estão em enfermaria pública, quatro em UTI pública (sendo um caso de outro município) e um em enfermaria privada (caso de outro município).

A cidade chegou a 3.809 casos confirmados, dentre os quais 3.211 já se recuperaram da doença e 52 foram a óbito. O número de casos ativos é de 546.

De acordo com a secretária de Saúde, Angelina Zuque, “ninguém sabe as razões, mas, nas últimas semanas, vem se propagando em Três Lagoas a falsa e perigosa sensação de que a pandemia da Covid-19 está no fim e que não existe mais a gravidade do perigo da doença, que já levou a óbito tantos amigos e entes queridos das nossas famílias. Infelizmente, as pessoas insistem em querer relaxar nas medidas de biossegurança e higiene”.

“Perspectiva de piora”

O médico de Família e Comunidade, atualmente lotado na equipe do setor da Vigilância Epidemiológica da SMS, Vinícius de Jesus Rodrigues Neves, reforça que “a pandemia não só continua existindo, como tem perspectivas de piora nas próximas semanas, coisa que já está acontecendo nos municípios próximos, com UTIs (Unidade de Terapia Intensiva) lotadas e aumento grande do número de casos de Coronavírus”, alertou.

“Aglomerações, festas, confraternizações sempre trazem consigo o risco de contaminações e, a cada contaminação, o vírus circula mais. Quanto mais aglomerações, mais vírus teremos circulando e, com isso, mais pessoas contaminadas, resultando em mais internações e mais óbitos. E isso, as pessoas insistem em não querer enxergar”, advertiu o médico.

Sintomas comuns

Os sintomas mais comuns são tosse seca, febre, dor de cabeça, dor de garganta, coriza, dores no corpo, mal estar geral, fraqueza, diarreia, perda ou alteração de olfato, perda ou alteração de paladar. Em casos mais graves, pode levar a intensa falta de ar, com necessidade de oxigenação.

É transmitida através de secreções respiratórias (tosse, espirro, fala…), principalmente, ou pelo contato dos olhos, nariz ou boca com mãos ou outra superfície contaminada. Importante lembrar que não existe tratamento para a Covid-19. Ela se porta como uma gripe e, para tal, usam-se medicações sintomáticas: antitérmicos e analgésicos para febre e dor, além de hidratação.

Em aglomerações, se não houver os devidos cuidados, “se nesse meio, estiver alguém contaminado, a probabilidade de contrair a doença é bastante alta. Em proximidade e sem uso correto de máscara, uma pessoa contaminada pode contaminar um grande número de outras pessoas, que disseminarão depois o vírus pra dentro de suas casas, locais de trabalho e por onde mais passarem”, alertou o médico.

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