15/03/2016 14h46 – Atualizado em 15/03/2016 14h46

A publicação foi feita em todo o Estado.

Assessoria

A Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS) e os seus 73 sindicatos municipais filiados está em mobilização, participando da Greve Nacional da Educação, organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

As atividades começaram nesta terça-feira (15) e vão até a próxima quinta-feira (17), com foco nas Redes Municipais que não estão cumprindo as legislações de valorização trabalhista, como a Lei do Piso Salarial Nacional, Lei nº 11.738, de 16/7/2008, que prevê 11,36% de reajuste salarial para os professores em 2016. Além de outras questões, como a implantação de 1/3 de hora-atividade na jornada de trabalho dos educadores.

Como parte das ações da Greve Nacional a FETEMS publicou, nesta terça, na imprensa de Mato Grosso do Sul, o Ranking Salarial dos professores, em primeiro lugar está o município de Campo Grande (R$ 3.394,74), seguido da Rede Estadual de Ensino (R$ 3.151, 76) e de Fátima do Sul (R$ 3.136,84). Lembrando que a capital permanece em primeiro lugar, porém não houve reajuste do Piso Salarial este ano e além disso, a Prefeitura Municipal não está cumprindo a Lei Municipal nº 5.411 de 2014, que determina a implantação do Piso por 20 horas, uma bandeira assumida pelo atual prefeito, Alcides Bernal e que logo se tornou apenas promessa de palanque político.

Os três últimos municípios que aparecem no Ranking da Federação são Bela Vista (R$ 1.917,38), Guia Lopes da Laguna (R$ 1.834,88) e Miranda (R$ 1.697,40). Como dito acima o piso salarial do magistério foi atualizado em 11,36%, conforme determina o artigo 5º da Lei nº 11.738. O novo valor é de R$ 2.135,64.

De acordo com o presidente da FETEMS, Roberto Magno Botareli Cesar, o lema nacional da greve é “Não a perda de Direitos dos Trabalhadores em Educação” e as pautas são: pelo cumprimento da Lei do Piso Salarial Nacional dos Professores; Contra a Terceirização; Contra a entrega das escolas públicas ás organizações sociais (OSs); Contra o parcelamento de salários; Contra a militarização das escolas públicas e Contra a reorganização das escolas.

Municípios como Campo Grande, Nova Alvorada do Sul, Bonito, Antônio João, Amambai, Bodoquena, Dourados e Ladário, são algumas das cidades que já possuem agendas como caminhadas, audiências nas câmaras municipais, paralisações e assim por diante.

Administrativos em Educação

A FETEMS também debate nesta Greve questões ligadas aos administrativos em educação, dentre elas o anúncio do Governo do reajuste no próximo 31 de março. Segundo o secretário de finanças, Jaime Teixeira, que representa a entidade no Fórum, a FETEMS continua na batalha pela valorização dos administrativos em educação. “O governo irá anunciar o índice de reajuste dos servidores no próximo 31 de março, mas independente disso, continuamos batalhando pela construção da carreira na reformulação do nosso Estatuto dos Profissionais da Educação Básica (Lei 0087)”, conclui.


Como parte das atividades da Greve Nacional FETEMS lança Ranking Salarial. (Foto: Assessoria)

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