08/04/2014 08h05 – Atualizado em 08/04/2014 08h05

Conjuntura

Coluna diária com os mais diversos tópicos políticos do Mato Grosso do Sul

Williams Araújo

DOIDOS

Sobre sua permanência e a de Giroto nos cargos de governador e secretário de Obras respectivamente, André Puccinelli (PMDB) classificou como ‘doida’ a decisão. Segundo ele, ambos pareceriam imbatíveis nas pesquisas, mas os interesses de Mato Grosso do Sul falaram mais alto e ambos deixaram seus projetos pessoais de lado para ajudar o Estado.

Giroto (PR) deixou de concorrer à reeleição do próprio mandato de deputado federal que detém até o fim deste ano.

BASTIDORES

O fato de não estar no palanque de Nelsinho Trad (PMDB) como candidato ao Senado, não significa que o governador André Puccinelli vai estar ausente do processo eleitoral. Ele garantiu ao correligionário que vai se empenhar ao máximo para garantir a presença dos partidos aliados em seu palanque.

André acredita que aqueles que tinham compromisso com ele, certamente vão estar com Nelsinho, o que é natural. É bom lembrar que o italiano tem o poder da caneta até 31 de dezembro.

MOTIVOS

Embora o chamado do amigo Puccinelli para continuar no governo tenha sido forte, outro motivo também pesou para que Giroto desistisse de buscar a reeleição. Foi a não resposta ao povo por parte dos congressistas por ocasião dos protestos que tomaram as ruas do país. A população pediu reformas, votações de projetos que são importantes para o Brasil e que adormecem no Congresso Nacional.

Giroto disse que assim não teria coragem de encarar o eleitor e pedir votos.

PRETO NO BRANCO

A chamada aliança branca, aquela em que não é oficializada pela Justiça Eleitoral, não faz parte dos planos do tucano Reinaldo Azambuja. Ele quer sim se aliar ao PT em Mato Grosso do Sul, mas desde que seja de papel passado e tudo, como manda o figurino. Agora, já sobre uma possível candidatura ao Parque dos Poderes é algo que não está totalmente descartado.

Porém, uma definição nesse sentido fica para o mês de maio, prazo em que se encerra o ‘Pensando MS’.

CALMARIA

Por enquanto, o senador Delcídio do Amaral, pré-candidato do PT ao Parque dos Poderes, não acusou as quedas que a presidente Dilma Rousseff vem sofrendo na sua popularidade. Não só ele como os demais petistas acreditam que isso é apenas uma questão momentânea e que daqui alguns dias tudo começa a voltar ao normal.

Mas tudo, no entanto, vai depender dos desdobramentos que a CPI da Petrobras tiver no curso das investigações. Por enquanto céu de brigadeiro.

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