Williams Araújo

MAQUIADOS

Tem candidato nessas eleições achando que a renovação exigida pelo eleitor é aquela em que ele apareça bem mais jovial nas fotos de campanha. Tem alguns caras de pau que usam fotos de 10, 15 anos atrás para mostrar o rosto sem as marcas que o tempo lhes impôs.

Nada contra a idade dos candidatos, mas daí tentar enganar os mais incautos é brincar com coisa séria. A idade, é bom lembrar, está na cabeça do homem e não no seu rosto. Rugas não envergonham.

BUMERANG

Rápido na resposta, o candidato ao governo pelo PSDB, Reinaldo Azambuja, tratou de desmentir seu adversário Nelsinho Trad (PMDB) sobre a afirmação de que ele teria votado contra o programa “Mais Médicos”. Em sua defesa, o tucano disse que a votação no plenário da Câmara Federal foi simbólica e que, por isso, não vou votou contra o projeto.

Como mentira de pernas curtas, o tucano deixou o adversário totalmente sem graça diante do eleitorado.

FARPAS

Pelas pesquisas mostradas até aqui, os candidatos Nelsinho Trad (PMDB) e Reinaldo Azambuja (PSDB) lutam para levar a eleição ao segundo turno. Diante disso, um deles, porém, terá que cair fora da disputa quando as urnas se abrirem. É por isso, certamente, que ambos têm se alfinetado nesses últimos dias.

A próxima pesquisa, por certo, trará informações mais precisas sobre a disputa e poderá até promover reviravoltas inimagináveis. Melhor mesmo é aguardar.

GUERRA

Demorou para que pedidos de direito de resposta dos candidatos ao Parque dos Poderes pipocassem na Justiça Eleitoral. No afã de desgastar a imagem dos oponentes, deitam falação sobre os malfeitos dos adversários e depois se veem obrigados a escancarar seus horários para que eles se defendam.

‘É o tiro saindo pela culatra’, como diz antigo e sábio ditado. Atento a tudo isso, o eleitor assiste de camarote e avalia esse imbróglio para decidir depois.

CUMPRA-SE

Os direitos de respostas concedidos pela Justiça Eleitoral não atingem somente o horário eleitoral. Os veículos de comunicação também estão na mira da Lei. Televisões, rádios, jornais e sites são rigorosamente fiscalizados. Recentemente, um deles teve que estampar em negrito e com chamada de capa o direito a um candidato ofendido de se defender.

Como o período de campanha é curto, a Justiça trabalha rápido para que nada fique sem uma decisão.

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