Estado bateu novo recorde de novos casos confirmados: 379 pessoas tiveram resultado positivo nas últimas 24h; realização de testes chegou ao limite e MS pedirá ajuda a São Paulo para que zerar fila de testes acumulados

Com 20 leitos de UTI disponíveis (10 para Covid e 10 para não Covid) e 19 pessoas internadas em terapia intensiva, a cidade de Corumbá vê de perto a possibilidade de colapso no sistema público de saúde.

Segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde, Corumbá já está com 95% de ocupação nos leitos, somados pacientes confirmados e suspeitos de Covid e outras patologias.

Ou seja, há apenas um leito de UTI disponível na cidade, seja para atender pacientes de Covid ou de qualquer outra patologia – AVCs, acidentes ou outras enfermidades sérias.

Com 161 casos confirmados da doença, Corumbá é a sexta cidade do Estado com o maior número de positivos e a cidade sede de macrorregião com o menor número de leitos ofertados.

Em um panorama geral, Mato Grosso do Sul está com 23% dos leitos públicos para Covid ocupados: são 199 leitos existentes e 46 ocupados com pessoas confirmadas e suspeitas da doença. A macrorregião de Três Lagoas é a que tem a menor taxa de ocupação: 43%. Dos 35 leitos globais disponíveis na cidade, 9% estão ocupados com pacientes Covid confirmados e 34% com pacientes não-Covid.

Entre as redes pública e privada há um total de 109 pessoas internadas no Estado, sendo 60 em leitos de UTI.

Realização de testes no limite

O Estado de Mato Grosso do Sul contabiliza, hoje, 4164 casos confirmados – 379 a mais do que ontem. Desses, 2018 são considerados ativos e 2110, recuperados.

Mais de 25 mil testes já foram realizados no Estado mas, com o avanço exponencial no número de contaminados, os laboratórios do Governo já não estão dando conta da realização dos testes – apesar do Lacen estar operando 24h por dia.

Essa defasagem nos resultados deve aumentar ainda mais já que, segundo o Secretário Geraldo Resende, haverá a necessidade de ampliação dos serviços de drive-thru em Dourados e Campo Grande, as duas cidades com maior crescimento no Estado.

Pedindo ajuda a São Paulo

Para que os resultados dos exames saiam com mais agilidade, a Secretaria de Saúde de MS pediu ajuda a São Paulo, para que o Instituto Butantan, com mais máquinas e pessoas, possa colaborar com a leitura dos testes, de forma a zerar os testes pendentes no Lacen. Mais de 1100 testes aguardam resultados no Laboratório Central de Campo Grande.

A reitoria da Universidade Federal da Grande Dourados também ficou de fazer um estudo para que o laboratório da Universidade chegue ao limite da leitura de testes. Além disso, o Governo anunciou que vai contratar médicos intensivistas para Dourados para ajudar na elaboração da equipe do hospital da UFGD.

“Precisamos de recursos humanos e mais máquinas para aumentar a testagem. Quanto mais testes fizermos teremos mais dados para fazer as intervenções necessárias”, afirmou Resende.

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