O resultado do exame necroscópico apontou que o bebê possivelmente tenha vindo a óbito por broncoaspiração, quando o alimento ou a saliva “descem pelo tubo errado” e entram na traqueia em vez do esôfago. Tosses e engasgos são os efeitos mais comuns

A morte de um bebê de 9 meses na tarde de ontem e Bataguassu foi investigada pela Polícia Civil do Município, pelo fato que havia suspeita que criança ter sofrido abuso. A equipe médica da Santa Casa de Bataguassu observou possíveis sinais de violência no corpo da criança e diante disso a Polícia Civil e o Conselho Tutelar foram acionados pelos plantonistas do hospital.

O delegado Thiago Passos, responsável pela investigação, até para não cometer nenhuma injustiça com os pais da criança, antes de tomar qualquer decisão, se os indiciava ou não, determinou que fosse feito um exame necroscópico para constatar a causa da morte.

O corpo da criança chegou sem vida à Santa Casa de Bataguassu e após passar por exames, a equipe plantonista suspeitaram de possíveis sinais de abuso, porém o exame feito pelo legista descartou a suspeita (Foto: Cenário MS)

Primeiramente cogitou-se levar o corpo para o IML- Instituto de Medicina Legal de Nova Andradina, porém devido à distância, ele entrou em contato com colegas de Três Lagoas que se prontificaram realizar o procedimento. “Encaminhamos para Três Lagoas em princípio, até para tentar agilizar, pois é mais perto de Bataguassu do que Nova Andradina, que seria o destino natural para esse tipo de exame. Ocorre que, por conta da complexidade do exame, o legista de Três Lagoas não pode fazer a necropsia, pois o IML está em reforma e ele não teria os recursos necessários realizar um exame dessa natureza. Exatamente por esse motivo encaminhamos para o IML de Dourados, mais estruturado para que possamos estabelecer a causa da morte e verificar se a vítima sofreu algum tipo de violência”, disse o delegado Thiago Passos.

“O resultado do exame necroscópico foi concluído agora há pouco e conforme informou o delegado responsável pela investigação, não ficou comprovado nenhum sinal de morte violenta ou de outro tipo de violência ou abuso. Foi morte natural, possivelmente por broncoaspiração”, informou Passos.

Porém para chegar a esse resultado o corpo da criança teve que viajar por quase 1 mil quilômetros. Primeiramente o carro da funerária seguiu para Três Lagoas, retornando em seguida à Bataguassu, percorrendo 260 quilômetros. A distância de Bataguassu a Dourados são 350 quilômetros e somados o percurso de ida e volta são mais 700 KM rodados, atingindo 960 quilômetros percorridos apenas para fazer o exame.

O corpo do bebê já foi liberado e está retornando à Bataguassu, onde deverá ser sepultado.

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