24/07/2017 07h29

Dizem que quem anda em pré-campanha animadíssimo que só é o ex-governador André Puccinelli, principal liderança do PMDB em Mato Grosso do Sul. Mesmo depois das graves acusações sobre suposto esquema de corrupção em seus governos, o italiano circula pelo interior em busca de apoio na tentativa de voltar ao comando do Estado. Para analistas, vai dar trabalho se sobreviver até lá.

Agenda

Aliás, o ex-deputado federal e ex-secretário de Obras no governo de André Puccinelli, Edson Giroto, continua com agenda cheia em seu escritório político em Campo Grande. Não se sabe de onde vem tanta força política assim mesmo diante do que ocorreu com ele e outros figurões envolvidos na Operação Lama Asfáltica, mas o homem segue dando as cartas, atendendo secretários municipais de obras e prefeitos. O resultado é que muitos gestores estão satisfeitos com o trânsito que o progressista tem em Brasília.

Indignação

O pedido de pena pesada aos assassinos do ex-vereador Cristóvão Silveira e de sua mulher, feito por políticos no decorrer do velório do casal, bem que poderia soar forte nos ouvidos da Justiça. Mas essa indignação, na verdade, deveria chegar ao Congresso Nacional por meio dos mesmos que estão estarrecidos com a violência do caso. Afinal, criar leis mais duras para quem tira a vida do semelhante é de competência exclusiva do Legislativo. Quem sabe não chegou a hora!

Embaraços

O deputado federal Zeca do PT teve um refresco esta semana ao sair da mira do Supremo Tribunal Federal na ação em que era acusado de ter recebido dinheiro para a campanha do sobrinho Vander Loubet (PT) à prefeitura de Campo Grande. Isso, porém, não permite que ele mantenha a guarda abaixada, pois outro processo em curso no Tribunal de Justiça de MS pode interromper seu sonho de buscar uma das vagas ao Senado nas eleições do ano que vem.

Fundo do baú

O publicitário Marcos Valério, preso no processo do Mensalão, havia negociado uma delação premiada com a Polícia Federal. Em matéria recente, o jornal O Globo divulgou o conteúdo do que foi dito ao delegado como parte desse acordo. O caso é antigo e remete ao governo de Fernando Henrique Cardoso, passando por Aécio Neves, PT e PMDB. Quem vai dar o aval a essa delação ou não é o MPF. Mas Janot deverá analisar com muito carinho esse depoimento.

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