17/04/2015 08h08 – Atualizado em 17/04/2015 08h08

Definitivamente essa atual legislatura da Câmara de Vereadores da Capital não agradou a grande maioria da população, que vê com desesperança a resolução de problemas que a afligem diariamente. Em vez de os nobres representantes do povo aproveitarem a oportunidade para aprofundar as discussões nas sessões comunitárias, preferem se distrair no WhatsApp e, assim, evitar as cobranças mais diretas. O povão chiou até não poder mais e se disse desiludido com seus representantes.

ARRAIGADO

A legislação eleitoral tenta, a cada pleito, se modernizar para tentar evitar os chamados crimes eleitorais. Apesar de todo esse esforço da Justiça, quase nada muda e o esquema continua a todo o vapor. Até porque, quem tem dinheiro vai sempre se sobrepor aos demais e a tendência é de se eternizar no poder. Isso só vai mudar o dia em que a população entender que vender o voto vem sendo um mau negócio há muito tempo. Caso não faça essa leitura, vai continuar trocando gato por lebre.

BANHO-MARIA

A incorporação do DEM ao PTB continua em stand by e não há prazo definitivo para que se efetive ou acabe de vez com essa ideia. Houve resistências, principalmente de getulistas do interior de Mato Grosso do Sul, que relutam em agregar ao partido os remanescentes do antigo PFL. Embora quem deva bater o martelo são as lideranças nacionais dos dois partidos, essas insatisfações podem sim ser levadas em conta em momentos que antecedem as eleições municipais.

RI

O deputado estadual Amarildo Cruz (PT) quer que a Assembleia Legislativa mude o Regimento Interno de modo que exclua as sessões secretas. Segundo ele, a proposta atende as expectativas da população que espera mais transparência do Legislativo. De acordo com o RI, esse tipo de sessão acontece em casos excepcionais para tratar, por exemplo, de processos de cassação de deputados.

CRISE

Gilmar Olarte (sem partido) defendeu um pacto suprapartidário social para enfrentar a atual situação financeira que afeta todo o País. Segundo o prefeito, a crise pode ainda atingir as negociações salariais não só com os servidores públicos, mas também trabalhadores da iniciativa privada. Como exemplo, ele atesta que o FPM (Fundo de Participação dos Municípios) está chegando 25% a menos para os cofres da Capital.

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