03/09/2014 17h16 – Atualizado em 03/09/2014 17h16

Ela atuava no tráfico de drogas, negociação de dívidas e repassava ordens. Gaeco e Sejusp identificaram integrantes de grupo criminoso

Da Redação

Uma detenta do Estabelecimento Penal Feminino Carlos Alberto Jonas Giordano, em Corumbá, distante 415 quilômetros de Campo Grande, é apontada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) como responsável por comandar presas ligadas a uma facção criminosa no Brasil, na Bolívia e no Paraguai.

De acordo com o Gaeco, a mulher de 43 anos atuava em questões relativas à aquisição de drogas, à logística de transporte e à contratação de motoristas. De dentro do presídio ela também intermediava negociações de dívidas dos faccionados e repassava orientações.

Nesta quarta-feira (3), o Gaeco e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) deflagrou operação pente-fino no presídio com o objetivo de retirar aparelhos de celular das mãos de presos. Não está descartada a transferência da detenta para outra unidade penal. Ela deve ficar em Regime Disciplinar Diferenciado.

A identificação da detenta de Corumbá e de outros integrantes do grupo criminoso é resultado de seis meses de investigação do Gaeco e Sejusp. Diversas funções dentro da facção foram catalogadas, entre elas as chamadas: final, geral dos estados, resumo, geral do sistema, disciplina, geral dos cadastros, livro branco, livro negro, livro do prazo, geral do progresso, geral da rifa, caixa do comando ou caixa da família, geral da rua, geral dos gravatas, geral do paiol, salveiros e apoio das casas ou apoio externo.

Segundo a Agência Estadual de Administração Penitenciária (Agepen), foram realizadas revistas também nos presidios de Dourados, Aquidauana e Naviraí. Somente a ação em Dourados tem relação com a investigação sobre a facção criminosa. Nos outros dois municípios, são operações que já estavam programadas.

(*)Com informação de G1 MS

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