11/02/2012 10h55 – Atualizado em 11/02/2012 10h55

Correio do Estado

Depois de 57 anos dedicados aos cuidados do lar, o sonho de se aposentar ainda continua vivo em Edi Santiago Rezende, moradora de uma casa simples, em uma travessa no Jardim Petrópolis, em Campo Grande. Neste mês de fevereiro, ela vai quitar a primeira parcela da contribuição ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), depois de aderir à nova lei nacional, instituída em setembro do ano passado, que determinou alíquota de contribuição menor para as donas de casa. Desde o início da nova modalidade de contribuição, a procura cresceu 703% nos postos da previdência em Mato Grosso do Sul.

A vontade de Edi se inscrever para conseguir a aposentadoria veio devido as dificuldades financeiras. “Aqui em casa sou só eu e o marido, e ele é aposentado já, mas ganha só um salário, é muito pouco”, lamentou. O esposo, Hilderico de Rezende, complementa a renda familiar fazendo bicos. “Faço de tudo, trabalho de encanador, faço calçada, se não fica difícil de viver”, comentou Rezende.

Aprovada em agosto de 2011 pelo Senado, a lei que criou a contribuição reduzida para donas de casa foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff no início de setembro. Anteriormente, as trabalhadoras domésticas também podiam contribuir para a previdência, mas somente como profissional autônomo, com alíquota maior, de 11% sobre o salário mínimo.

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