01/05/2018 07h40

Em dois anos, MS abriu 18 mil vagas e reduziu desocupação

Interesse de 126 novas empresas ajudou a melhorar cenário de emprego

Redação

No fim de 2017, Mato Grosso do Sul registrou a segunda menor taxa de desocupação do Brasil. Por conta de 126 empreendimentos atraídos pela política de incentivos fiscais do Estado, foram criados 18 mil novos postos de trabalho, em dois anos. A política de atração de indústrias ajudou a reduzir a taxa de desocupação, segundo a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro). De acordo com a Pesquisa por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), no quarto trimestre de 2017, houve redução da taxa de desocupação para 7,3%, segunda mais baixa do País, junto com o estado de Mato Grosso, atrás apenas do estado de Santa Catarina, com 6,3%, e bem abaixo da taxa de desocupação brasileira que, mesmo em queda, ainda apresenta valores de 11,8%, verificados neste mesmo trimestre.

A força de trabalho também mudou o seu perfil, conforme aponta levantamento da Semagro, com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais). A geração de empregos em número considerável em plena retração da economia, segundo os técnicos, foi favorecida pela política de incentivos fiscais e programas de estímulo às cadeias produtivas. De 2015 a 2017, segundo o governo do Estado, 126 novas empresas se instalaram em Mato Grosso do Sul, não apenas nos tradicionais polos industriais, mas em todas as regiões. Os investimentos passam de R$ 41 bilhões. Essas empresas garantiram 18 mil empregos.

Para o governador Reinaldo Azambuja, “o progresso social tem de avançar na esteira do desenvolvimento econômico. O emprego é condição primordial para as empresas concorrerem aos benefícios fiscais. O papel do Estado é promover o desenvolvimento e assegurar melhores condições de vida para a população. Melhorar as condições de vida é investir na saúde, na educação, na segurança, na habitação, e criar condições para que a economia cresça e gere empregos”.

(*) Correio do Estado

Empresas e indústrias exigem maior qualificação da mão de obra no Estado - Foto: Valdenir Rezende / Arquivo / Correio do Estado

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