Uma menor de 17 anos passou por momentos de terror nas mãos do ex-namorado desde esta terça-feira (29), em Três Lagoas. O que ela pensou que seria uma reconciliação virou um pesadelo.

Conforme o boletim de ocorrência, a jovem teria encontrado o ex-namorado ontem em seu local de trabalho e de lá seguiram juntos para a casa dele.

Quando chegaram ao imóvel, segundo relatos da vítima, ele ainda estava tranquilo até ficar sozinho com ela, porém em determinado momento, quando um casal que mora no mesmo imóvel saiu, o rapaz teria colocado som alto em uma caixa acústica, afirmando que não pretendia reatar o namoro, mas sim mostrar à ela que não era bobo.

AGRESSÕES ATÉ URINAR NA ROUPA

Ao inciar as agressões contra a menor com tapas, chutes e socos, a vítima caiu no chão, apresentando hematomas e sangramento no nariz e mesmo caída, ele continuou com as investidas contra a jovem até ela urinar na própria roupa.

CÁRCERE PRIVADO

Após as sessões de torturas, o rapaz mandou a jovem tomar banho e se limpar, mantendo-a trancada no quarto dele a noite toda e conforme relatos da vítima aos policiais, as poucas vezes que saiu estava acompanhada pelo ex-namorado.

ESTUPRO

Ainda conforme o boletim de ocorrência, ao amanhecer, já nesta quarta-feira (30), o autor exigiu manter relações sexuais com a vítima, que inicialmente se negou, porém, mediante força física e ameça de morte, o rapaz consumou o ato.

Após a relação sexual forçada, uma mensagem no celular da jovem causou uma nova discussão entre eles, fazendo com que o agressor começasse novamente as agressões com tapas e chutes contra a vítima.

FUGA E PEDIDO DE SOCORRO

A menor relatou aos militares que ainda durante a discussão, seu desafeto teria se descuidado com a porta da casa aberta, momento em que a vítima fugiu do local a pé pela rua e se atirou na frente de um carro que passava pelo local pedindo por socorro.

O motorista do veículo a socorreu, levando-a para longe da casa, acionando a Polícia Militar.

MARCAS DE SANGUE

Ao retornar na residência acompanhada dos militares, eles localizaram marcas de sangue no colchão . Diligências foram realizadas, porém o autor não foi localizado.

O caso foi registrado na Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) com o acompanhamento do Conselho Tutelar.

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