23/03/2018 07h03

Dois cães saíram de uma casa e atacaram a vítima e testemunhas

Redação

O estudante Luiz Henrique de Souza Barbarotti, de 20 anos, foi morto com tiro durante briga por causa de cachorros no início desta madrugada, na região do Jardim Seminário, em Campo Grande. A vítima voltava para a casa com amigos quando teve início a confusão. Eles foram perseguidos pelos autores que estavam de carro. Um suspeito foi identificado pelo Grupo de Operações e Investigações (GOI) da Polícia Civil, mas não foi localizado.

Segundo o boletim de ocorrência, Luiz Henrique ia para a casa com seus animais de estimação, juntamente com os amigos, um estudante de 17 anos, um pintor de 20 anos e outro não identificado, depois de passeio na região da Orla Morena. Ao passarem pela Rua Dois de Outubro, dois homens entraram em uma casa, oportunidade em que dois cachorros, um de pequeno porte e outro parecido com pit bull, escaparam pelo portão e avançaram na direção do grupo.

Conforme os relatos, o suposto pit bull teria mordido a perna de uma das testemunhas e iniciado briga com os cães da vítima. Outra testemunha teria batido nos bichos e apartado, mas em seguida, os dois indivíduos que estavam na casa se aproximaram e entraram em luta corporal com eles. No entanto, a situação foi rapidamente resolvida e todos deixaram o local. A vítima e os amigos então seguiram de volta para a casa.

Aproximadamente quatro quadras depois, um Ford Fox prata se aproximou deles, na Rua do Seminário, e os três ocupantes desceram. Eram eles os dois que iniciaram a briga pouco antes, bem com um terceiro que, segundo as testemunhas, era gordinho, baixinho, barbudo e estava armado. Houve nova discussão seguida de ofensas, briga e o disparo. Luiz Henrique foi atingido e tentou correr, mas não resistiu ao ferimento e caiu 80 metros depois, no cruzamento com a Rua Frutuoso Barbosa.

Os agressores ainda perseguiram as demais testemunhas e as agrediram com coronhadas, fugindo em seguida. A perícia foi acionada, juntamente com investigadores da Polícia Civil, onde foi apreendida cápsula de calibre 380. Os investigadores do GOI conseguiram identificar um suspeito que teria sido reconhecido pelas testemunhas. No entanto, ainda não há informações se ele foi preso. O caso é investigado.

(*) Correio do Estado

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