Ele fez acordo judicial e vai pagar R$ 1.045, em cinco parcelas, para se livrar do processo penal. O filho da magistrada já tem duas condenações e segue preso em Três Lagoas

G1 – O ex-chefe de gabinete da Agência Estadual de Administração Penitenciária (Agepen), em Mato Grosso do Sul, Pedro Carrilho de Arantes, confessou à Justiça que fraudou um documento para ajudar a desembargadora afastada, Tânia Borges, a transferir o filho, Breno Borges, de uma unidade penal para um hospital psiquiátrico.

A confissão faz parte de um acordo judicial que livrou o ex-dirigente de um processo por falsidade ideológica. Além de confessar que ajudou a magistrada, ele acordou o pagamento de R$ R$ 1.045 em cinco parcelas de R$ 209.

Breno está preso desde o dia 8 de abril de 2017, quando foi flagrado com outros dois jovens com 129 quilos de maconha e 270 munições, além de uma arma sem autorização. Em julho daquele ano, o rapaz conseguiu habeas corpus, porém específico para o crime de tráfico de drogas. No entanto, estava no presídio de Três Lagoas porque respondia também por organização criminosa.

O diretor do presídio à época recebeu o habeas corpus de Breno, mas ao olhar na ficha dele, viu que respondia por outro crime. Ele então consultou o juiz corregedor e a saída do filho da desembargadora foi negada. Foi então que houve a fraude.

Denúncia do Ministério Público Estadual afirma que o responsável pelo presídio de Três Lagoas recebeu decisão enviada por Pedro Carrilho Arantes autorizando a entrega de Breno à mãe. No documento constava um parecer prévio da Procuradoria Jurídica da Agepen resolvendo o impasse sobre a saída do rapaz.

No entanto, conforme apurado pela TV Morena, o parecer da Procuradoria Jurídica jamais existiu. O documento foi falsificado em 21 de julho de 2017 e uma semana depois Breno já havia sido levado para uma clínica psiquiátrica no interior de São Paulo. Depois disso, a transferência foi revogada.

Breno continua preso em Três Lagoas, condenado por tráfico de drogas e organização criminosa. A desembargadora foi afastada das funções pelo Conselho Nacional de Justiça e absolvida pelo TJ-MS em ação de improbidade administrativa.

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