Em um dos casos o homem mantinha a companheira em cárcere privado sob ameaça

A Polícia Militar atendeu quatro ocorrências de violência doméstica neste final de semana em Três Lagoas.

A primeira foi na manhã de sábado no Jardim das Violetas. Depois de receber denúncias de gritos vindos de uma casa a polícia interveio. Ao chegar no local, a mulher, que pedia socorro, estava junto com um homem. Na hora, a mulher disse que estava tudo bem e que o companheiro havia fugido de bicicleta.

Desconfiados, os agentes perguntaram para o homem quem ele era. Ele disse que “morava na casa” e que tinha presenciado a discussão e “acalmado os ânimos”.

Quando perguntaram seu nome, o homem falou um nome aleatório, que não constava nada nos registros policiais. Os agentes, então, pediram para ver um documento. Nesse momento, ele saiu correndo, pulando o muro dos fundos.

Após perseguição, a polícia não conseguiu capturar o homem. Ao voltarem à casa, a mulher disse que o homem era, na verdade, seu companheiro e que ele a mantinha sob ameaças dentro da casa, e que há dias vinha fazendo tortura psicológica e ameaças de morte, não permitindo que ela deixasse a casa.

Ao checar o nome verdadeiro a polícia encontrou o sujeito, que tem mandado de prisão em aberto. Bastante abalada, a mulher decidiu representar contra o homem e pedir medida restritiva contra ele.

No início da madrugada, a polícia efetuou nova busca e conseguiu localizar o homem, que na verdade tinha dois mandados de prisão contra ele.

“Vou esmagar sua cabeça”

Na madrugada de domingo, a polícia compareceu ao residencial Orestinho, onde uma mulher informou que seu companheiro estava bêbado e que todas as vezes que ele bebe fica agressivo.

Desta vez, ele começou a xingá-la e disse que se ela não abrisse a porta iria “esmagar sua cabeça com um tijolo”. O homem foi levado sem resistência e a mulher não quis representar criminalmente contra ele.

Briga generalizada

Outra ocorrência do final de semana envolvendo violência doméstica começou, na verdade, como uma briga generalizada no Jardim Brasília.

Quando a polícia chegou ao local, na madrugada de domingo, encontrou um homem com várias lesões no rosto, cabeça e costas. Uma mulher presente na cena afirmou que se separou dele há dois meses, mas ele não aceitava a separação.

Ela disse, ainda, que havia registrado vários boletins de ocorrência contra ele e que tinha medida protetiva (que não estava mais válida), mas que ele continuava a persegui-la.

Ela disse que o homem soube que havia uma festa no local e que foi até lá. Por ciúmes começou a discutir com os demais participantes da festa e começou a brigar com outro homem. Em determinado momento ele acertou a ex-companheira com um chute. tendo em tal momento inclusive desferido um chute em Janaína.

No final os envolvidos foram encaminhados à delegacia. A mulher também embriagada, passou a ofender os policiais, que precisaram de algemas para contê-la. Mais calma, foi ouvida e liberada.

Entrou na casa espancando a mulher

Na noite de domingo, no Jardim Cangalha, um homem entrou em um condomínio e se dirigiu a um determinado apartamento.

Ele conseguiu arrombar a porta e começou a agredir uma mulher em frente ao filho. A polícia chegou e conteve o homem.

Deitada no sofá e chorando, reclamando de dores, a mulher era amparada pelo filhjo, de 18 anos. Eles relataram que estavam em casa quando o homem chegou batendo à porta pedindo para entrar. Como não foi atendido arrombou a porta.

Dentro do apartamento começou a agredir a vítima com socos e tapas no rosto, e em dado momento quando a vítima caiu no chão foi atingida por um chute na altura das costelas.

Nesse momento o filho interveio, fazendo com que as agressões do padrasto contra a sua mãe parassem.

A vitima disse tudo teria ocorrido por conta de ter descoberto traições por meio de conversas no WhatsApp no celular do homem.

A vítima ficou com hematoma no nariz, escoriações na teste, escoriações no ombro esquerdo, e escoriações nas costelas lado esquerdo. Os envolvidos foram conduzidos à Depac e o autor foi conduzido no compartimento de preso da viatura com auxílio de algemas.

Comentários