23/04/2018 15h28

O promotor de justiça e Meio Ambiente classificou a ocorrência como incêndio criminoso, inclusive prometeu que vai abrir inquérito para apurar responsabilidades

Gisele Berto

Um incêndio criminoso destruiu o entorno da Segunda Lagoa na tarde desta segunda-feira, 23. “Foi deliberado”, afirmou o Promotor de Justiça, Antonio Carlos Garcia de Oliveira. “Percebe-se que colocaram fogo dos dois lados, de propósito”, completou.

O promotor visitava aleatoriamente a área, acompanhado pelo ecologista Manoel Pimenta, para tratar da construção do portal da Unidade de Conservação Monumento das Lagoas, e foi surpreendido pelo incêndio.

“Aqui existem pássaros que faziam seus ninhos nas árvores. Havia o capim que oferece sementes às aves. Com um incêndio como esses, os pássaros param de vir e mexe com todo o ecossistema local”, afirmou Pimenta.

Veja na galeria como ficou a vegetação atingida pelas chamas

UNIDADE DE CONSERVAÇÃO

O tempo seco favorece os focos de incêndio e ajuda com que o fogo se espalhe. É a terceira vez em apenas três dias que o Corpo de Bombeiros atende ocorrência de incêndio na Segunda Lagoa.

A Segunda Lagoa, junto com as outras duas Lagoas que dão nome ao município, faz parte da Unidade de Conservação Ambiental Monumento das Lagoas, criada por Lei Ordinária em 2016. Trata-se de área de proteção integral, devido à antiguidade do local – estima-se que as Lagoas tenham mais de 2 mil anos de existência, devido às espículas de esponja (pó-de-mico) encontradas na área.

Quem ameaça Unidade de Conservação de Proteção Integral está sujeito a multa que vai de R$ 300 a R$ 1,5 milhão.

DISK DENÚNCIA

Caso conheça a autoria de um incêndio ou veja um incêndio acontecendo, denuncie:
Polícia Ambiental (67) 3929-1360
Corpo de Bombeiros (67) 3509-7800
ou à Secretaria do Meio Ambiente (67) 3929-9900

O fogo destruiu a vegetação do entorno da Segunda Lagoa na tarde desta segunda-feira, 23 (Foto: Ricardo Ojeda)

É comum ocorrências de incêndio na Segunda Lagoa, porém autoridades ainda não criaram uma patrulha de fiscalização (Foto: Ricardo Ojeda)

Em primeiro plano aparece a Segunda Lagoa, que é uma unidade de conservação ambiental, mas vegetação sofre constantes queimadas provocadas (Foto: Sayuri Baez)

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