04/11/2013 11h54 – Atualizado em 04/11/2013 11h54

Problema cardiovascular atinge mais de 300 mil pessoas por ano e é a principal causa de morte no país

Cardiologista Reginaldo Floriano alerta que as pessoas devem evitar fatores de risco como; sedentarismo, tabagismo, obesidade, fazer exames de rotina e exercícios físicos

Da redação, com informações da Ketchum Agência de Comunicação

Aperto no peito irradiado para os membros superiores e pescoço. Este é o principal sintoma sentido por milhares de brasileiros que sofrem um infarto agudo do miocárdio. Segundo dados do Ministério da Saúde, o problema cardiovascular atinge mais de 300 mil pessoas por ano e faz 80 mil vítimas. O número representa um óbito a cada cinco minutos. Segundo o cardiologista de
Três Lagoas, Reginaldo Floriano o nível de óbitos no país é muito grande. “As pessoas devem conhecer mais e evitar os fatores de risco como tabagismo, sedentarismo, tomar medicações adequadas nos casos de diabetes e hipertensão”, disse.

“A visita ao médico e a realização de exames de rotina auxiliam o cardiologista a detectar se o paciente está dentro do grupo de risco de um infarto agudo do miocárdio e a sugerir ações e tratamentos para prevenir futuros danos ao coração”, esclarece o cardiologista.

Segundo o especialista, as pessoas ainda têm muitas dúvidas sobre o infarto agudo do miocárdio e dificuldades em reconhecer os sintomas de uma alteração cardíaca. Para esclarecer a população sobre o assunto, o especialista explica alguns mitos e verdades:

Forte emoção pode provocar infarto

Verdade Em pessoas com predisposição, uma forte emoção ou situação de grande estresse pode desencadear um infarto agudo do miocárdio. Os eventos são relativos e vão desde jogos de futebol, para os apaixonados pelo esporte, até a perda de um membro da família. “Esse emocional provoca taquicardia e cansa o coração passando a ter maiores probabilidades de infarto”. Outro fator importante é a hereditariedade, pessoas que tem na família que já teve infarto, AVC tem que tomar cuido redobrado, são fortes fatores de risco.

Quem ronca, tem predisposição ao infarto

Mito Entre os distúrbios do sono, apenas a apneia pode contribuir com o infarto agudo do miocárdio. Isso porque a pessoa tem a respiração interrompida por mais de 10 segundos, por várias vezes, enquanto dorme. A apneia interfere na circulação do oxigênio no organismo, o que prejudica o bom funcionamento do coração.

Aspirina ajuda a salvar a vida de quem está enfartando

Verdade Os efeitos do medicamento em casos de emergência ou prevenção do infarto agudo do miocárdio são cientificamente comprovados, mas apenas um médico poderá fazer essa recomendação a um paciente de risco. O uso indiscriminado da aspirina é muito perigoso e pode gerar hemorragias.

Uma pessoa pode enfartar e não perceber

Verdade A maioria das pessoas sabe identificar apenas o sintoma básico do infarto agudo do miocárdio: aperto no peito irradiado para os membros superiores e pescoço. Outros sintomas, como dor na boca do estômago e náuseas, podem ser interpretados erroneamente pelo paciente, por exemplo, como gastrite. Por isso, em caso de suspeita, a pessoa deve ir imediatamente ao hospital para realização de um eletrocardiograma, exame que detecta o infarto agudo do miocárdio.

Quem sofre um infarto não pode praticar atividade física

Mito É parte da reabilitação do paciente que sofreu um infarto agudo do miocárdio praticar atividade física. O médico responsável pelo caso vai avaliar qual o melhor programa. O especialista pode indicar diversas atividades. Entre elas, a prática de exercícios em academias especializadas na reabilitação de pacientes ou leve caminhada em ruas ou parques.

O infarto agudo do miocárdio atinge mais homens do que mulheres

Mito A mortalidade de homens por infarto agudo do miocárdio é maior na população mais jovem, mas, com o envelhecimento, o índice de mulheres vítimas supera o de homens devido à diminuição dos hormônios ocasionada pela menopausa. A partir dos 70 anos, as mulheres passam a ser as principais vítimas.

Médico Cardiologista, Reginaldo Floriano alerta que o sedentarismo e o tabagismo são fatores de risco que podem influenciar o infarto no miocárdio (Foto: Arquivo/Perfil News)

O problema cardiovascular atinge mais de 300 mil pessoas por ano e faz 80 mil vítimas (Foto: Reprodução)

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