15/11/2006 17h18 – Atualizado em 15/11/2006 17h18

Estadão

No dia da Proclamação da República, os jogadores do Corinthians mandaram avisar que a greve de silêncio estava acabada. Depois de um mês sem dar entrevistas, eles voltam a falar com a imprensa nesta quinta-feira. Os motivos, no entanto, não são assim tão nobres como acabar com a monarquia. Ao contrário.

A primeira missão dos jogadores é tentar acabar com os fortes comentários de que Magrão foi o líder do movimento. Nos bastidores do Parque São Jorge há quase unanimidade em apontar o volante como o idealizador da greve de silêncio.

O capitão Betão procurou o técnico Leão – que deu todo apoio à greve, já que nada no futebol corintiano acontece sem a sua permissão – e explicou que não achava justo as cobranças ficarem toda sobre Magrão.

 

Além disso, as várias revelações que Leão foi obrigado a lançar, como Fagner, Wilson, Daniel, William, Carlão, Fabrício e Róbson Baiano, precisam de divulgação. As entrevistas são necessárias para valorizar os garotos no mercado e até para apresentá-los à torcida.

Há também os interesses pessoais dos jogadores. O volante Marcelo Mattos, por exemplo, marcou um gol contra o Santa Cruz e correu para as câmeras fazendo gestos incompreensíveis. Sua mulher está grávida, mas ninguém entendeu a sua mímica. Houve frustração dos familiares, já que o jogador estava proibido de dar entrevistas. Ninguém ficou sabendo do seu herdeiro.

Como o time reagiu depois que os atletas pararam de falar com a imprensa – foram cinco vitórias e um empate -, a conclusão foi a de que não haveria melhor momento para que voltassem a dar entrevistas. A primeira decisão deles era de ficar calado até o final do Brasileirão.

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