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quarta-feira, 20 de outubro, 2021
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Justiceiros fazem o segundo ataque em menos de 48 horas na fronteira

Suspeitos de roubos na região fronteiriça de MS estão sendo eliminados por grupo que se apresenta como justiceiros da fronteira em bilhetes deixados nos corpos das vítimas

Por Antonio Coca

Mais uma pessoa foi morta pelo grupo autodenominado “Justiceiros da Fronteira”. O corpo de Derlis Alonso Cardozo de 17 anos, foi encontrado por populares na manhã de ontem, terça-feira (28), em das ruas do bairro Cidade Nova em Pedro Juan Caballero.

Acusado de furtos e roubos pela região fronteiriça, Derlis foi levado na noite de ontem por homens armados e encontrado morto, depois de ser torturado. O corpo teve as mãos cortadas e parte da pele do peito até a orelha esquerda foi arrancada, deixando os ossos das costelas e parte de órgãos internos do pescoço à mostra.

Luiz Mateo Martinez Armoa de 26 anos e a namorada dele Anabel Mancuello Centurion de 22 anos foram mortos pelos justiceiros essa semana em um choperia (Foto: Divulgação)

BILHETE

Um bilhete com a “assinatura” do autodenominado grupo de justiceiros foi deixa em cima das pernas do rapaz. O padrão da folha em que uma mensagem foi escrita é o mesmo daquele deixado sobre a cabeça de Matheus Elefante, executado com mais de 40 tiros na noite de segunda-feira em uma choperia nas proximidades da Laguna de Punta Porã em Pedro Juan Caballero.

Matheus que era acusado de roubos e furtos a lojas de eletrônicos (ver vídeo) na cidade foi executado ao lado da namorada em uma festa de aniversário que acontecia na choperia, por homens que estavam em um Hilux. Mais duas pessoas que estavam no local foram atingidos por disparos e socorridos para o HR de Pedro Juan.

No caso da execução de Derlis encontrado nesta manhã, o bilhete (Foto) escrito em espanhol dizia: “Os justiceiros. Estamos de volta. Aviso. Vamos por todos. Isso é só o começo. Morte aos ladrões”.

Homens da perícia técnica da Polícia Nacional do Paraguai estiveram no local e o caso é investigado. Em outras várias execuções atribuídas ao grupo de justiceiros nenhuma pessoa foi presa e não há informações sobre como anda as investigações.

MS em Foco

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