17/11/2006 17h15 – Atualizado em 17/11/2006 17h15

Campo Grande News

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve concluir a reforma ministerial apenas no ano que vem. As prioridades de Lula agora, segundo fontes ligadas ao governo, são conversas com líderes partidários e uma maior definição dos quadros no Congresso. Há a possibilidade, inclusive, de os ministros serem definidos apenas após a eleição dos presidentes da Câmara e do Senado, que acontece no dia 15 de fevereiro. O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, afirmou que o presidente tem o intuito de usar o mês de janeiro para pensar na composição. “Pode ser que passe dezembro com apenas dois ou três ministros modificados e, ao longo de janeiro, vá se compondo o resto do ministério. É com esta hispótese que o presidente está trabalhando”, revelou Tarso. Após audiência na manhã desta sexta-feira com Lula, o presidente do senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) fez a mesma constatação. “Ele vai esperar o máximo possível. Ele ainda não tem nenhum nome na cabeça. Antes ele pretende conversar com os partidos e avaliar as possibilidades”, explicou. Na pauta das conversas partidárias a que se referiu Renan, deve estar incluídos, inclusive, líderes da oposição, como o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissate (CE). “Ele quer conversar com todo mundo, sem excessão”, disse o presidente do Senado. O intuito é formar um governo de coalizão. Segundo Genro, o modelo a ser adotado seria o clássico, quando há um conselho político composto pelos presidentes dos partidos aliados que conduziriam a questão programática e os ministros seriam escolhidos de acordo com o tamanho das bancadas no Congresso. “A representação dos partidos no governo vai ter como referencia a representação política desses partidos no Congresso”, explicou. O ministro disse ainda que um partido pode ate não fazer parte do conselho político e ocupar um ministério, mas não terá assento no centro decisório do governo. “O que o presidente quer é isso, um governo de coalizão com um centro político estável”. Governadores Tarso comentou que o presidente vai encontrar com os governadores aliados na próxima semana por um pedido deles. “Os governadores é que estão planejando uma reunião e que irão convidar o presidente, que já aceitou o convite”. O ministro não soube dizer a data nem local do encontro. Tarso disse ainda que vai se reunir com a OAB no dia 20 para tratar as propostas para a Reforma Política e que o encontro com todos os governadores será feito assim que o governo fechar a sua proposta. PMDB Já o encontro com o presidente do PMDB, deputado Michel Temer, deve acontecer na quarta-feira da semana que vem. Da ala oposicionista do partido, Temer não será acompanhado por Renan Calheiros, que faz parte da outra ala. “Ele sabe o caminho”, brincou Renan. Apesar disso, o presidente do senado disse que Temer irá como presidente da sigla e não como líder da oposição. “No momento queremos juntar as alas. Qualquer momento de aproximação é aprovado por mim”, disse. Ainda sobre a sigla, Renan disse que durante a audiência com o presidente, nenhum cargo foi pledido. “Pleitiar cargos é repetir um velho erro”, explicou Renan.

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