“Já não temos como poder ofertar mais leitos para a nossa gente em Mato Grosso do Sul”, alertou Secretário estadual de Saúde; com equipes exaustas e falta de profissionais de saúde, há também carência de recursos humanos

Em live realizada hoje, 14, pelas redes sociais do Governo do Estado, o Secretádio de Saúde do Estado, Geraldo Resende, admitiu, pela primeira vez, que o sistema está muito perto do colapso. “Já não temos como poder ofertar mais leitos para a nossa gente”, afirmou.

Atualmente, duas macrorregiões de Mato Grosso do Sul operam no limite da ocupação de leitos com as internações resultantes do agravamento dos casos de coronavírus: em Campo Grande e em Dourados. A última já atingiu os 100% de ocupação e a macrorregião da capital está nos 99%.

“Estamos vivendo uma superlotação nos hospitais. Estamos trabalhando ativamente para aumentar o número de leitos, mas precisamos do apoio de toda a população. Hoje é o dia 1 do decreto que define o toque de recolher para as 22h”, ressaltou o titular da pasta, Geraldo Resende.

A situação também é alarmante na macrorregião de Dourados, com ocupação de 81% e em Três Lagoas, de 80%.

“Estamos no período mais crítico da doença desde o início da pandemia”, afirmou. No sábado, 12, foram entregues mais leitos para habilitação, desta vez ocupando, inclusive, espaço de vagas para pacientes não-covid.

Para a Secretária Adjunta de Saúde, Dra. Crhistinne Maymone, além do limite físico para implantação de mais leitos, as equipes de saúde estão exaustas e faltam mãos para ajudar. “Há um limite de estruturas. Não é mais possível, não tem recursos humanos, porque nunca enfrentamos uma pandemia como essa”.

O vírus está vencendo

Segundo ela, todas as médias aumentaram: taxa de contágio, média de novos casos, de ocupações de leitos clínicos e de UTI. “A semana que fechou no sábado foi a pior desde o início da pandemia em território sul-mato-grossense. Se isso não te assusta, não sei o que te assustará. A situação é extrema. O vírus está vencendo.”, alertou.

Com 683 novos exames positivos em 24 horas, o Estado chegou a 113.981 casos confirmados de coronavírus. Em um dia 18 óbitos foram registrados, com total de 1.949 mortes desde o início da pandemia.

“A semana que terminou no sábado foi a pior registrada desde o início da pandemia, com 8149 casos”, afirmou a secretária adjunto, Christina Maymone.

Em tratamento, 12.833 pessoas estão em isolamento domiciliar e 643 pessoas estão internadas, sendo que 376 estão em leitos clínicos (227 pelo SUS e 149 pela rede privada); em estado mais grave 267 pessoas estão internadas em UTI sendo 181 pelo SUS e 86 pela rede privada.

De acordo com a SES, 98.556 estão recuperadas pela doença e sem sintomas.

Cenário estadual
Sobre o atual cenário nas unidades de saúde do Estado, Resende acrescentou: “Quero manifestar a nossa preocupação com as pessoas que tiverem qualquer sintoma de síndrome respiratória, a pessoa com coriza, com dor de garganta, com febre, com dificuldade respiratória, precisa procurar imediatamente uma unidade de saúde. Nós temos centenas de unidade de saúde espalhadas pelos 79 municípios do nosso Estado e aqui na Capital nós temos centenas de unidades de saúde, muitas delas fazendo agora a coleta dos exames, não só a consulta, mas a coleta de exames que estão sendo encaminhadas ao Lacen”.

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