08/06/2017 08h06

Da Redação

O Arquivo Nacional e a Fundação Casa de Rui Barbosa promovem a 1ª Semana Nacional do Arquivo até o próximo sábado (10). Visitas guiadas, sessões de cinema, teatro e mesas-redondas sobre a memória e a sociedade marcam as comemorações do Dia Internacional do Arquivo, celebrado na sexta-feira (9).

As atividades reúnem mais de 150 instituições culturais de todo o país, com programação diversa e atividades gratuitas.

“É a primeira iniciativa que visa a dar maior visibilidade aos arquivos públicos junto à sociedade. Daí o tema Arquivos Abertos: patrimônio e cultura. A ideia é dar maior destaque aos arquivos junto à sociedade”, afirma Leonardo Augusto Silva Fontes, coordenador de pesquisa e difusão do acervo do Arquivo Nacional.

Todos os dias serão promovidas visitas guiadas à fábrica do Arquivo Nacional que produz papeis especiais para restaurar documentos, processo chamado de reenfibragem mecânica. “Além de produzir material para a restauração dos documentos custodiados na instituição, o Arquivo Nacional doa a massa de celulose para outras instituições detentoras de acervos, como a Biblioteca Nacional e universidades”, explicou o engenheiro químico Anialdo dos Santos Gonçalves, fundador e responsável pela fábrica.

Consta ainda da programação a exibição do filme Cortes da Censura Federal (Arquivo Nacional, 2003), que agrupa trechos de filmes censurados durante a ditadura militar. No teatro, a peça Acabarão por nos esquecer é um dos destaques e se baseia em história verídica da época da colonização, quando uma cidade inteira controlada por Portugal na costa africana foi transferida ao Brasil.

O lançamento da revista Acervo, pelo próprio Arquivo Nacional, que abordará arquivos de família, e a abertura da exposição Itinerários Indígenas, também estão na programação.

As atividades se encerram no próximo sábado (10). No Arquivo Nacional, a última programação acontece na sexta-feira (9): uma mesa de debates homenageia a pesquisadora e ativista do movimento negro Maria Beatriz do Nascimento e em seguida, será exibido o filme Ori (conceito metafísico que se refere destino espiritual e que significa cabeça na língua africana iorubá), sobre a trajetória da pesquisadora.

(*) Agência Brasil

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