26/03/2012 17h49 – Atualizado em 26/03/2012 17h49

Deputado diz ser difícil unir PMDB ao PT e PSD, mas eventual apoio será bem recebido

Governador afirma que não dá palpite no Bolsão; Eduardo Rocha e Simone Tebet são os articuladores e interlocutores na região

Edmir Conceição

O deputado Eduardo Rocha (PMDB) afirmou que o processo de negociação de aliança encabeçada pela prefeita Márcia Moura, pré-candidata à reeleição, não exclui nenhum partido, nem mesmo o PSD e o PT, que ensaiam coligação para lançamento do vereador Ângelo Guerreiro. “Nosso barco é grande”, disse o deputado ao Perfil News.

Antes da observação do deputado, a reportagem do Perfil News quis saber do governador André Puccinelli se, numa eventual composição, quem ele recomendaria para ser vice de Márcia Moura – Fátima Montanha, do PSDB, Ãngelo Guerreiro, do PSD, ou Marco Lúcio Trajano dos Santos, do PT.

“Decidi que aqui em Três Lagoas quem encaminha as conversas político-eleitorais são a Simone e o deputado Eduardo Rocha”, desconversou Puccinelli.

Eduardo Rocha, no entanto, disse que o PMDB está aberto a todos os partidos, ressalvando que Ângelo Guerreiro já anunciou ser pré-candidato. Entre Fátima e Marco Lúcio, comentou que o petista é um ‘bom nome’ para compor, ressalvando, no entanto, que essa é uma hipótese pouco provável, muito embora ‘nada é impossível’ em política.

Márcia Moura é pré-candidata à reeleição e aguarda definição do bloco formado pelo PSDB, PPS, PSB e DEM, que busca um nome de consenso para vice. O PSDB apresentou sua pré-candidata ao grupo, a dentista aposentada e advogada Fátima Montanha, que tem o aval da cúpula tucana.

O vereador Ângelo Guerreiro já teria o apoio de seis partidos para a arrancada da campanha. Além do PSD e PT, estariam na órbita da pré-candidatura de Guerreiro o PP, PMN, PSL e PTC. Mas ‘a meta é uma coligação de 10 partidos’, segundo assessores do senador Delcídio do Amaral, que passaram 15 dias em Três Lagoas articulando a coligação que fará oposição a Márcia Moura.

Deputado Eduardo Rocha e a vice-governadora Simone Tebet têm poderes para negociar acordos eleitorais. (Foto: Ricardo Ojeda)

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