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terça-feira, 21 de julho de 2026

Implantação de UTI Neonatal é discutida pelos vereadores de Três Lagoas

29/10/2018 11h42

Soluções como a abertura de vagas no Cassems ou o credenciamento do Auxiliadora já foram pautas de sessões na Câmara e continuam em foco nesta semana

Gisele Berto

Em reunião realizada com vereadores na Câmara, na manhã de hoje, 29, os secretários municipais Cassiano Maia (Geral) e Angelina Zuque (Saúde), e o assessor jurídico, Luiz Henrique Gusmão, foram questionados sobre a necessidade urgente de uma definição sobre a questão da UTI Neonatal, em Três Lagoas. Recentemente, o Perfil News fez uma reportagem sobre um bebê prematuro que faleceu, após o transporte para atendimento, na Capital, já que Três Lagoas não conta com leitos públicos de UTI Neonatal.

Os principais questionamentos dos vereadores foram a respeito da abertura de atendimento na UTI Neonatal do Hospital Cassems, liberação de recursos e credenciamento do Hospital Auxiliadora para que ofereça a opção de leitos de UTI neonatal.

“Pedimos que o município faça o impossível para salvar vidas, não queremos que mais crianças morram”, enfatizou o vereador Davis Martinelli.

A secretária de saúde informou que foi aberta uma sindicância tanto na Prefeitura quanto no Hospital, para apurar as responsabilidades sobre a morte do bebê prematuro. Ele foi transportado para Campo Grande, mas não resistiu, após dar entrada no hospital.

Ela informou que, no caso, um médico e um enfermeiro acompanharam o transporte e tinham autorização para paradas em hospitais de Água Clara e Ribas, se fosse necessário. A criança chegou viva ao hospital, mas acabou não resistindo.

Zuque fez questão de reforçar que todo o procedimento, transporte ou não para outros municípios (Campo Grande ou Dourados), ou recorrer a UTI da Cassems (via liminar), depende da conduta do médico (do Hospital Auxiliadora), do que ele coloca no laudo.

O secretário Cassiano acrescentou que o Município está buscando o credenciamento junto à Cassems, de uma forma que não se limite o número de leitos. Ele lembrou que o hospital do convênio conta com apenas 10 leitos. E fez questão de ressaltar que, devido ao tempo de permanência de bebês em UTI geralmente ser longo, pode ocorrer de algum ter que aguardar vaga da Central de Regulação. E, terá que ser transportado para outra cidade.

No que se refere a trâmites com a Cassems, a secretária de saúde disse que, agora, o Hospital está com a documentação em dia, que as conversas iniciaram em 2017, mas trata-se de um processo extremamente burocrático e demorado (até 120 dias).

Ela ainda frisou que outros nove bebês já foram atendidos na Cassems, mas que tudo dependeu da conduta médica e da concessão de uma liminar.

Tonhão frisou que, realmente, é necessário entender a questão da responsabilidade técnica e que, às vezes, se interpreta que o município não está fazendo nada. E, que os vereadores continuarão cobrando.

O presidente da Câmara, André Bittencourt, fez questão de destacar a importância de se buscar uma solução para a questão, que os vereadores acompanham a situação, de perto. E, que acredita que o que é possível fazer, tem certeza, que o município está fazendo.

Reunião para tratar da implantação de UTI Neonatal na cidade aconteceu hoje de manhã na Câmara dos Vereadores de Três Lagoas. Foto: Divulgação

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