22/03/2018 15h09

Ação começou por volta das 4h30 desta quinta-feira e contou com o apoio de aproximadamente 150 militares, além de um helicóptero

Ricardo Ojeda e Viviane Pinheiro

Os moradores de Três Lagoas acordaram na manhã de hoje (22), com uma grande movimentação de policiais. Além disso, o barulho de um helicóptero que sobrevoava em baixa altitude ajudou a despertar a maioria das pessoas.

Todo esse aparato policial foi em decorrência da “Operação Katagogis”, que teve a participação de 150 militares. A ação começou às 4h30 e se encerrou por volta das 09h30. Em quase cinco horas de operação, foram cumpridos cerca de 90% dos mandados de prisão. Além dos policiais de Campo Grande, militares de Bataguassu, Batayporã, Paranaíba e Inocência auxiliaram nas buscas, que contou também com dois cães e apoio aéreo que acompanhava toda a operação.

Logo nas primeiras horas, algumas pessoas foram presas e encaminhadas à sede do Setor de Investigações Gerais (SIG). Além disso, foram apreendidos entorpecentes, revólver, munição e uma quantia em dinheiro.

OUTROS TRABALHOS

A Operação Katagogis também ocorreu na Penitenciária de Segurança Média de Três Lagoas. Em buscas nas celas, 19 policiais da Força Tática conduzidos por dois oficiais realizaram a retirada dos internos de dois pavilhões para que os agentes realizassem buscas nas celas.

Na ação, foram encontrados diversos aparelhos celulares, com carregadores e fones de ouvido, uma televisão, vários entorpecentes e até um pé de maconha que estava sendo cultivada em um vaso. Os materiais foram apreendidos e encaminhados a 1º Delegacia de Polícia Civil.

COMO TUDO COMEÇOU

De acordo com o Delegado Regional, Rogério Market Faria, essa ação ocorreu devido ao trabalho do setor de Inteligência da SIG, que é comandada pelo delegado Airton Pereira. As investigações começaram há quatro meses, após o assassinato de Anderson Barbosa Bezerra. Ele foi morto a tiros em agosto do ano passado e o corpo foi encontrado na Cascalheira, em estado de composição.

Coletiva apresentou o número de prisões em Três Lagoas. (Foto: Ricardo Ojeda)

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