A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por intermédio da Segunda Delegacia de Polícia de Três Lagoas, realizou, na tarde desta quinta-feira (26), a prisão em flagrante de um homem suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas no bairro Vila Piloto.
A ação ocorreu durante diligências investigativas conduzidas por equipe da unidade policial, que apurava informações sobre um indivíduo conhecido no meio policial pela possível comercialização de entorpecentes, bem como eventual ligação com investigação em andamento referente a desaparecimento registrado no município.
No local, ao perceber a presença dos policiais civis, o suspeito tentou ocultar objetos, atitude que chamou a atenção da equipe. Durante a abordagem e averiguação, foram localizadas porções de substâncias análogas à maconha e à cocaína, já fracionadas, além de uma balança de precisão — item frequentemente associado à atividade de tráfico de drogas.
Diante dos elementos constatados, o indivíduo foi conduzido à delegacia, onde foi autuado em flagrante pelo crime de tráfico de drogas, permanecendo à disposição da Justiça.
A Polícia Civil ressalta que as investigações prosseguem, inclusive para apurar possível vínculo do suspeito com outros fatos criminosos sob investigação.
A instituição reforça seu compromisso com o combate ao tráfico de drogas e a repressão à criminalidade, destacando a importância da colaboração da população por meio de denúncias anônimas.
Monitoramento com uso de painéis de inteligência amplia controle, transparência e qualidade nas rodovias concedidas
Mato Grosso do Sul chega a 1.500 quilômetros de rodovias concedidas, e garantir que grandes concessões rodoviárias entreguem obras, serviços e tarifas justas vai muito além da fiscalização em campo. Na Agência Estadual de Regulação (AGEMS), esse trabalho também envolve um acompanhamento técnico e contínuo que transforma números em decisões estratégicas, papel desempenhado pela regulação econômica dos contratos.
Enquanto equipes técnicas de engenharia e arquitetura atuam diretamente nas rodovias, verificando obras e serviços, outros profissionais das áreas de economia e engenharia avaliam o desempenho econômico-financeiro das concessões. Esse monitoramento permite verificar se o que foi planejado nos contratos está, de fato, sendo cumprido ao longo do tempo.
“O trabalho da regulação é essencial para garantir equilíbrio nos contratos e segurança para a população. Não se trata apenas de acompanhar obras, mas de assegurar que investimentos, receitas e tarifas estejam alinhados ao interesse público”, destaca o diretor-presidente Carlos Alberto de Assis. “Estamos investindo em inteligência, em informação e modernização, fortalecendo a fiscalização dos contratos em benefício da sociedade”.
O trabalho da regulação econômica se concentra em dois eixos principais:
Execução dos investimentos: comparação entre o que foi previsto e o que está sendo efetivamente realizado pelas concessionárias
Tráfego e receita: acompanhamento da movimentação de veículos e da arrecadação, fatores que impactam diretamente o equilíbrio do contrato e o valor das tarifas
Essas informações têm origem em estudos que estruturam as concessões, como o EVTEA (Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental), que define projeções de investimento, custos, demanda e receitas ao longo de todo o período contratual. Com o contrato em andamento, cabe à AGEMS fazer o acompanhamento e a conferência permanentes.
Para transformar grandes volumes de dados em informação acessível, a Agência desenvolveu painéis visuais que permitem acompanhar, de forma clara e dinâmica, a execução dos contratos. Esses painéis organizam dados técnicos em linguagem visual, facilitando a análise e apoiando decisões em nível estratégico.
Um exemplo prático está na nova concessão da Rota da Celulose, com 870 quilômetros. Em um dos trechos — a duplicação da BR-262 entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo — é possível visualizar toda a evolução prevista da obra. O investimento de capital estimado é de cerca de R$ 600 milhões, com execução prevista entre o segundo e o sexto ano da concessão. Pelos painéis, é possível identificar quanto deve ser executado em cada fase e monitorar o andamento.
Na mesma concessão, a MS-040 tem previsão de R$ 740 milhões em investimentos de capital destinados a reparo de pavimento e à implantação de acostamento, o que será detalhadamente monitorado pelos painéis visuais de inteligência de dados.
“Os painéis permitem verificar rapidamente: era previsto executar determinado percentual da obra naquele período. Isso foi cumprido? Houve atraso ou antecipação? Essa visão facilita a tomada de decisão”, detalha o coordenador da Câmara de Regulação Econômica, Kaio Mendes.
O desenvolvimento dessas ferramentas conta com atuação de diferentes profissionais da equipe. “Nós construímos painéis com um grande nível de detalhes, nos quais é possível aplicar diferentes filtros, por área de investimento, por localização das cidades, por período e outros. É um instrumento vital para a regulação e para o serviço que a concessionária entrega ao cidadão”, conta o engenheiro civil Vitor Lima.
A diretora de Transportes e Rodovias, Caroline Tomanquevez, ressalta a evolução da regulação, no ritmo do crescimento das concessões estaduais. A experiência acumulada em contratos já em andamento, como os da MS-306, de 219 quilômetros, e MS-112, com extensão de 413 quilômetros, permitiu à AGEMS estruturar metodologias e ferramentas que agora são aplicadas desde o início em novos contratos, como o da Rota da Celulose.
“Esse tipo de monitoramento é essencial para garantir que os investimentos ocorram conforme planejado — e também para avaliar seus impactos na tarifa de pedágio. A regulação econômica atua justamente para equilibrar esses fatores. Acompanhamos os investimentos e a receita para evitar distorções e garantir o menor impacto possível ao usuário”, destaca a diretora.
Além disso, o uso de ferramentas analíticas abre caminho para estudos e inovações regulatórias, com base em dados concretos. “Hoje conseguimos ter a concessão ‘na palma da mão’, com informações organizadas que apoiam decisões rápidas e mais assertivas”, finaliza a diretora.
Mais segurança pública, melhores condições no sistema penitenciário e avanço na política de ressocialização. Esses são os principais impactos da construção de três novas unidades prisionais de baixa complexidade no Complexo Prisional da Gameleira, localizado na saída para Sidrolândia, em Campo Grande.
Os investimentos foram oficializados com a homologação das licitações, publicada na edição desta quinta-feira (26) do Diário Oficial do Estado. Juntas, as obras somam mais de R$ 65 milhões em recursos aplicados pelo Governo de Mato Grosso do Sul.
Cada unidade terá capacidade para até 408 internos, do regime fechado, totalizando 1.224 novas vagas no sistema prisional, contribuindo diretamente para a redução da superlotação e para a melhoria das condições de custódia. As estruturas foram projetadas para oferecer mais organização e eficiência, com 30 celas por unidade e espaços planejados para garantir segurança, controle e melhores condições de gestão penitenciária.
A unidade Gameleira I será construída pela empresa JAC Engenharia Soluções Inteligentes Ltda, com investimento de R$ 22.185.230,81. Já a Gameleira II ficará sob responsabilidade da Poligonal Engenharia e Construções Ltda, com valor de R$ 21.228.036,72. A Gameleira III será executada pela Engetal Engenharia e Construções Ltda, com investimento de R$ 22.187.208,50.
Além da ampliação de vagas, os projetos também contemplam uma infraestrutura moderna, com áreas construídas que variam entre mais de 3 mil metros quadrados, reforçando o compromisso com um sistema mais estruturado e adequado às necessidades atuais.
Para o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog), Guilherme Alcântara, o investimento representa um avanço importante para o Estado. “Estamos falando de obras que trazem mais organização ao sistema prisional e contribuem diretamente para a segurança da população. É um investimento estratégico, que alia estrutura adequada com gestão eficiente”, explicou.
As obras e os projetos são coordenados pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), responsável pela elaboração, contratação, execução e fiscalização, garantindo qualidade técnica e cumprimento dos prazos estabelecidos.
As obras integram um pacote mais amplo de expansão do sistema penitenciário sul-mato-grossense, que prevê a criação de mais de 2,4 mil novas vagas no regime fechado em todo o estado, por meio de construções e ampliações de unidades já existentes.
Para o diretor-presidente da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), Rodrigo Rossi Maiorchini, a ampliação da capacidade representa um avanço estratégico. “A criação de novas vagas fortalece a gestão do sistema prisional, contribuindo tanto para a segurança quanto para o aprimoramento das políticas de ressocialização e custódia”, destacou.
Com a iniciativa, o Governo do Estado reforça seu compromisso com a segurança pública, investindo em infraestrutura que contribui para um sistema mais equilibrado, humano e eficiente.
Ação civil cita ausência de prestação de contas, controle ineficaz e risco de prejuízo aos cofres públicos
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul ingressou com uma ação civil pública com pedido de urgência contra o Município de Três Lagoas e o Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, apontando falhas na transparência, fiscalização e controle de recursos públicos destinados ao atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
A ação é resultado de uma investigação iniciada a partir de uma denúncia feita por um vereador em 2022, que apontou problemas no modelo de fiscalização da aplicação de recursos no hospital. A apuração evoluiu para um inquérito civil, com o objetivo de verificar o cumprimento das obrigações contratuais assumidas pela Prefeitura na relação com a entidade filantrópica.
Segundo o Ministério Público, ao longo de cerca de três anos de acompanhamento, foi constatada a necessidade de mudanças estruturais no sistema de controle, incluindo modernização, informatização e ampliação da transparência na gestão dos recursos.
Um dos principais pontos levantados na ação é a ausência de prestação de contas detalhada sobre a aplicação dos recursos públicos pelo hospital, especialmente em relação à aquisição de bens e serviços utilizados no atendimento pelo SUS.
De acordo com o MP, não há clareza sobre os custos efetivos de contratos envolvendo serviços médicos, como plantões e especialidades, além de despesas com áreas como alimentação, lavanderia e manejo de resíduos hospitalares. Também são citadas compras de equipamentos e materiais, como tomógrafos, ressonância magnética e órteses e próteses.
Para o órgão, essa falta de transparência compromete a verificação do cumprimento de princípios básicos da administração pública, como legalidade, economicidade e publicidade.
A ação também aponta falhas no papel do Município de Três Lagoas na fiscalização dos contratos firmados com o hospital.
Segundo o MP, o modelo de monitoramento adotado é considerado “insuficiente e ultrapassado”, sendo incapaz de acompanhar o cumprimento de metas, corrigir irregularidades identificadas em auditorias ou garantir a devolução de valores pagos por serviços não executados adequadamente.
Além disso, o sistema atual não tem sido eficaz na aplicação de penalidades contratuais nem na realização regular de reuniões da comissão responsável pelo acompanhamento da contratualização.
O Ministério Público afirma que, ao longo dos últimos anos, foram identificadas diversas irregularidades relacionadas ao contrato entre o município e o hospital.
O documento cita que o termo de contratualização foi aditivado mais de 50 vezes, e que os problemas observados ao longo desse período têm relação direta com a falta de transparência sobre os custos dos serviços prestados.
Outro ponto destacado é a insuficiência das informações disponibilizadas pelo hospital ao público. Apesar de ter informado que estava implantando um portal de transparência, o Ministério Público afirma que a ferramenta existente é considerada precária e não apresenta dados completos, inclusive aqueles solicitados por órgãos de controle como a CGU (Controladoria-Geral da União).
Levantamento feito pelo próprio MP indicou que o portal disponibiliza apenas informações limitadas, como balanços anuais, editais e dados gerais, sem detalhamento suficiente sobre receitas, despesas e contratos.
A ação civil pública não trata de interrupção dos serviços, mas busca obrigar tanto o município quanto o hospital a adotarem medidas para garantir maior transparência e efetividade no uso dos recursos públicos. Entre os objetivos estão o aprimoramento dos mecanismos de controle, a ampliação do acesso às informações e a melhoria na fiscalização dos contratos relacionados ao atendimento pelo SUS.
A reportagem procurou a Prefeitura de Três Lagoas e o Hospital Nossa Senhora Auxiliadora para comentar os apontamentos feitos pelo Ministério Público. Por meio de nota, o Município informa que tomou conhecimento da Ação Civil Pública.
“Esclarece-se que, até o momento, não há decisão judicial proferida, mas um pedido liminar apresentado pelo Ministério Público, os quais estão sendo devidamente analisados sob o ponto de vista técnico e jurídico pela Administração Municipal. Conforme se observa na própria ação, os pedidos concentram-se na inclusão de cláusulas contratuais e na ampliação da publicidade de informações no Portal da Transparência da entidade contratada, especialmente quanto à aplicação dos recursos públicos, metas, resultados, contratos e demais dados relevantes à execução do ajuste. A Administração Municipal informa que: – Já iniciou a análise técnica da ação judicial e dos apontamentos apresentados pelo Ministério Público; – Adotará as providências necessárias para adequação e eventual atualização do instrumento contratual, conforme as diretrizes legais; – Atuará para garantir a ampla publicidade das informações, em conformidade com a legislação vigente, especialmente a Lei de Acesso à Informação. A Prefeitura reforça que permanece comprometida com a legalidade, transparência e eficiência na gestão dos recursos públicos, bem como com a continuidade e qualidade dos serviços prestados à população usuária do SUS. Por fim, destaca que seguirá colaborando de forma institucional com os órgãos de controle, visando o constante aprimoramento da gestão pública”.
O deputado estadual Pedro Caravina protagonizou, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, uma importante audiência pública que debateu a ampliação e a qualidade do fornecimento de energia elétrica no interior do Estado. A iniciativa, realizada por meio da Frente Parlamentar Municipalista, reuniu prefeitos, vereadores, lideranças regionais e representantes do setor.
A audiência teve como foco principal as constantes reclamações da população sobre quedas de energia, oscilações e demora no restabelecimento do serviço, problemas que têm gerado prejuízos significativos para moradores, produtores rurais, comerciantes e gestores públicos.
Durante o encontro, Caravina reforçou seu compromisso com os municípios e destacou a necessidade de respostas efetivas por parte das concessionárias. “Não podemos aceitar que a população continue sendo penalizada por um serviço essencial que não atende com qualidade. Nosso papel é cobrar e buscar soluções concretas”, afirmou.
Como encaminhamento prático, o parlamentar anunciou a elaboração de um relatório detalhado com todas as demandas apresentadas na audiência. O documento será encaminhado às empresas responsáveis pelo fornecimento de energia, com o objetivo de exigir providências e melhorias no serviço prestado.
A mobilização liderada por Caravina evidencia seu protagonismo na defesa dos interesses do interior do Estado, dando voz às dificuldades enfrentadas pelos municípios e fortalecendo a atuação da Frente Parlamentar Municipalista.
A audiência reforça o compromisso do deputado com a busca por soluções que impactem diretamente a qualidade de vida da população sul-mato-grossense, consolidando sua atuação como um dos principais articuladores de pautas municipalistas na Assembleia Legislativa.
Na manhã desta quinta-feira, 26 de março, a sala de reuniões do Gabinete Municipal sediou o Workshop da Redesim, uma iniciativa estratégica promovida pelo Sebrae/MS em parceria com a Prefeitura. O evento reuniu representantes de diversas secretarias municipais com o objetivo de otimizar os processos de abertura, alteração e licenciamento de empresas na cidade.
Fotos: Prefeitura de Três Lagoas
A capacitação, que integra as ações do programa Cidade Empreendedora, focou na integração prática dos órgãos públicos. Através de dinâmicas de grupo e estudos de casos reais, os servidores puderam visualizar gargalos e soluções para tornar o fluxo da Redesim (Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios) ainda mais ágil e 100% digital.
Fotos: Prefeitura de Três Lagoas
Para o secretário da pasta de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Junior, “a unificação de entendimentos entre pastas como Fazenda, Desenvolvimento Econômico, Meio Ambiente, Saúde (Vigilância Sanitária) e Planejamento é fundamental para que o empreendedor local encontre um ambiente de negócios mais favorável e menos burocrático.”
A Prefeitura de Três Lagoas e a Casa do Trabalhador divulgam as oportunidades de empregos disponíveis nesta sexta-feira, 27 de março de 2026. No total, são 202 vagas em diversas áreas e diferentes níveis de escolaridade.
Importante destacar que para a realização de entrevistas, os candidatos deverão comparecer na Casa do Trabalhador, à Rua Dr. Munir Thomé, 86 – Centro, para retirada de carta de encaminhamento.
Para mais informações, o candidato deve comparecer diretamente na sede do órgão ou entrar em contato pelo 67 3929-1936.
Mais uma movimentação relevante agita o cenário político sul-mato-grossense nesta quinta-feira. O médico e ex-candidato à Prefeitura de Três Lagoas, Dr. Ruy Costa Neto, oficializou sua filiação ao Partido Liberal (PL) durante ato realizado na sede da sigla, em Campo Grande.
A entrada de Ruy Costa Neto no partido foi abonada pelo ex-governador Reinaldo Azambuja, que atualmente ocupa a presidência regional do PL e se posiciona como pré-candidato ao Senado. A presença e o respaldo de Azambuja reforçam o peso político da filiação e sinalizam a construção de uma estratégia eleitoral consistente para as próximas eleições.
Com a adesão ao PL, Dr. Ruy Costa Neto passa a despontar como um dos principais nomes da legenda para a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Sua trajetória como médico e sua atuação política em Três Lagoas fortalecem seu perfil como representante da região no cenário estadual.
Conforme informações obtidas pelo perfil News, a composição da chapa do partido vem sendo articulada com foco em nomes competitivos e com forte inserção regional, cenário no qual Ruy Costa Neto se encaixa como uma aposta estratégica da sigla para ampliar sua representação no Legislativo estadual.
Mais uma movimentação relevante agita o cenário político sul-mato-grossense nesta quinta-feira. O médico e ex-candidato à Prefeitura de Três Lagoas, Dr. Ruy Costa Neto, oficializou sua filiação ao Partido Liberal (PL) durante ato realizado na sede da sigla, em Campo Grande.
A entrada de Ruy Costa Neto no partido foi abonada pelo ex-governador Reinaldo Azambuja, que atualmente ocupa a presidência regional do PL e se posiciona como pré-candidato ao Senado. A presença e o respaldo de Azambuja reforçam o peso político da filiação e sinalizam a construção de uma estratégia eleitoral consistente para as próximas eleições.
Com a adesão ao PL, Dr. Ruy Costa Neto passa a despontar como um dos principais nomes da legenda para a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Sua trajetória como médico e sua atuação política em Três Lagoas fortalecem seu perfil como representante da região no cenário estadual.
Conforme informações obtidas pelo perfil News, a composição da chapa do partido vem sendo articulada com foco em nomes competitivos e com forte inserção regional, cenário no qual Ruy Costa Neto se encaixa como uma aposta estratégica da sigla para ampliar sua representação no Legislativo estadual.
A Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM) de Três Lagoas, realizou na tarde desta quinta-feira (26), a prisão em flagrante de J.S.F. pelos crimes de perseguição, ameaça e furto, no contexto de violência doméstica, além de tráfico de drogas.
A ação teve início após a vítima comparecer à unidade especializada para denunciar que o ex-companheiro havia invadido sua residência e subtraído seu aparelho celular, além de reiteradas ameaças de morte.
De posse das informações, a equipe da DAM iniciou diligências imediatas.
O suspeito foi localizado em uma residência no bairro Jardim das Oliveiras.
Durante a abordagem, o indivíduo ainda tentou evadir-se subindo no telhado do imóvel, mas foi prontamente cercado e contido pela equipe policial.
No interior do local, a Polícia Civil conseguiu recuperar o celular subtraído e apreender uma expressiva quantidade de entorpecentes, incluindo maconha, haxixe, MDA e pontos de LSD, além de balanças de precisão e materiais que comprovam a comercialização de entorpecentes.
A Seção de Investigações Gerais (SIG) da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Bataguassu efetuou, na tarde desta quinta-feira (26), a recaptura de uma reeducanda de 33 anos de idade que possuía mandado de prisão expedido pela Vara de Execução Penal do Interior do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.
A prisão ocorreu após diligências investigativas que levaram os policiais civis até a região central da cidade, onde a mulher foi localizada e detida sem oferecer resistência.
A reeducanda cumpre pena pelo crime previsto no artigo 250 do Código Penal (crime de incêndio) e teve a regressão cautelar do regime decretada em razão do descumprimento das condições impostas no regime semiaberto harmonizado. Com a decisão judicial, foi determinada a regressão para o regime fechado, restando ainda mais de três anos de pena a serem cumpridos.
Após a recaptura, ela foi conduzida à unidade policial para os procedimentos de praxe e posteriormente colocada à disposição do Poder Judiciário para encaminhamento ao sistema prisional.
Trabalho conjunto entre a Prefeitura Municipal e o 2º Batalhão de Polícia Militar reflete na queda de crimes patrimoniais no primeiro trimestre de 2026
A sensação de segurança para os moradores de Três Lagoas tem ganhado novos contornos em 2026. O Perfil News apurou, segundo dados divulgados pelo Sistema Integrado de Gestão Operacional (Sigo) e pelo 2º Batalhão de Polícia Militar (2º BPM), que o município registrou uma queda significativa de 20% nos casos de roubo e de 4,46% nos furtos entre 1º de janeiro e 22 de março, na comparação entre os anos de 2025 e 2026.
COMPARATIVO DE OCORRÊNCIAS DE CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO
Um dos pilares dessa transformação é o programa de modernização da iluminação pública, feito pelo consórcio Brilha Três Lagoas. Conforme o último boletim publicado pela Prefeitura em 11 de março, dos 24.975 pontos de iluminação da cidade, 17.484 já foram substituídos por luminárias de LED smart de alta capacidade. Esse número já representa aproximadamente 70% do previsto no contrato.
Fotos: Divulgação/Prefeitura de Três Lagoas
A substituição das antigas lâmpadas de vapor de sódio por tecnologia LED melhora a visibilidade noturna, inibindo a ação de criminosos e facilitando o monitoramento e o patrulhamento preventivo da Polícia Militar.
Ao lado da nova iluminação, a polícia afirma que houve uma intensificação nas rondas da cidade. Um dado que chama a atenção no relatório é o aumento de 26,31% nos registros de receptação (que saltaram de 19 em 2025 para 24 em 2026). No entanto, o 2º BPM esclareceu que esse número não deve ser visto como um ponto negativo.
“Diferentemente de outros delitos patrimoniais, o aumento nos registros de receptação está diretamente associado à intensificação das ações policiais, especialmente no tocante à recuperação de bens subtraídos e à responsabilização dos autores envolvidos na cadeia criminosa”, explicou o comando do 2º BPM ao Perfil News. De acordo com a corporação, quanto mais a polícia atua na recuperação de bens e na identificação de quem compra produtos roubados, maior é esse índice. Isso reflete diretamente na desarticulação de redes criminosas e na restituição do patrimônio às vítimas.
OUTROS INDICADORES
O balanço do início de 2026 também aponta reduções drásticas em outras modalidades criminosas:
Extorsão: Queda de 75%.
Dano: Redução de 31,74%.
Apropriação Indébita: Redução de 24%.
Com a combinação de investimentos em infraestrutura tecnológica pela prefeitura e a intensificação das ações táticas da Polícia Militar, Três Lagoas avança para consolidar-se como um ambiente mais seguro para se viver e trabalhar.
A Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (DEFRON), realizou nesta quinta-feira (26), a incineração de 11 toneladas de drogas, em Ponta Porã. A queima teve início às 8h, em uma empresa de armazenamento de grãos e contou com entorpecentes apreendidos pela DEFRON, DOF e 1ª DP-Dourados.
Foram incineradas substâncias ilícitas do tipo maconha, cocaína e skunk. Esta foi a terceira incineração de drogas realizada pela DEFRON em 2026, somando o total de 32 toneladas incineradas no ano.
A DEFRON mantém um canal aberto para denúncias anônimas pelo telefone (67) 99633-7982. O sigilo é garantido, e o serviço funciona 24 horas por dia.
Com última doação aos 69 anos, Domingos Paulo Sosti recebeu certificado inédito e deixou legado que já segue vivo dentro da própria família
A trajetória de solidariedade de mais de cinco décadas ganhou um capítulo especial nesta quinta-feira (26), no Hemosul Coordenador, em Campo Grande. Aos 69 anos, o doador Domingos Paulo Sosti realizou sua última doação de sangue, encerrando um ciclo de 52 anos dedicados a salvar vidas, agora reconhecido com a entrega de um certificado inédito pela instituição. Ele completa 70 anos no próximo dia 11 de abril, idade limite para doação conforme a legislação vigente.
O momento foi ainda mais simbólico: a coleta do sangue foi realizada pela própria filha, Vanessa dos Santos, técnica em enfermagem do próprio Hemosul, tornando a despedida ainda mais marcante.
Uma vida dedicada a salvar vidas
Domingos iniciou sua jornada como doador aos 18 anos, em São Paulo, e manteve o compromisso ao longo de toda a vida. Durante décadas, transformou a doação de sangue em um gesto contínuo de cuidado com o próximo.
“Eu acho muito gratificante doar sangue, porque estamos ajudando o próximo. Já são 52 anos de doação. Se eu pudesse, doaria mais ainda, mas existe o limite de idade, que vai até os 70 anos”, afirmou.
Entre as muitas histórias marcantes, uma das mais emocionantes foi a doação que ajudou a salvar a vida da filha de um amigo. “Ela precisava com urgência. Isso me tocou muito, porque penso que ajudei aquela criança a ter uma vida inteira pela frente”.
Reconhecimento e marco para o Hemosul
Domingos encerrou oficialmente sua trajetória recebendo um certificado em homenagem à sua história de solidariedade. A iniciativa abriu caminho para que outros doadores, em situação semelhante, também possam solicitar o reconhecimento junto ao Hemosul.
“É um sentimento de muita gratidão. Pelo que fiz até hoje, sinto que é um reconhecimento, uma bênção”, destacou.
Legado que atravessa gerações
Mais do que números, a história de Domingos se refletiu diretamente dentro de casa. A filha, Vanessa, cresceu acompanhando o exemplo do pai e, nesta última doação, teve a oportunidade de estar ao lado dele também como profissional.
“Desde muito pequena, eu via ele chegando da doação, com orgulho. E eu sempre falava: ‘Quando eu crescer, quero ser doadora de sangue igual ao meu pai’”, relembrou.
Apesar do medo de agulha, Vanessa superou o receio e também se tornou doadora. “Ele sempre dizia que não doía, que o mais importante era o sentimento. Levei um tempo, mas hoje já tenho cerca de 4 a 5 anos como doadora”.
Vocação para o cuidado
A trajetória profissional de Vanessa também foi influenciada por esse ambiente de cuidado e solidariedade. Concursada da SES (Secretaria de Estado de Saúde) há quase 13 anos e com 22 anos de experiência na enfermagem, ela atua há cinco meses no Hemosul.
“Construí minha trajetória na enfermagem e hoje estou aqui, no Hemosul, vivendo isso de perto”, contou.
Orgulho e inspiração na família
Para Vanessa, ver o pai sendo homenageado foi motivo de emoção e orgulho, ainda mais por participar diretamente desse momento.
“Ele está prestes a completar 70 anos, mas tem um espírito jovem. É o tipo de pessoa que, se você ligar de madrugada pedindo ajuda, ele vai. Ele se doa para os outros, isso faz parte da essência dele”.
O exemplo também se estendeu aos irmãos. “Tenho uma irmã que também é doadora. Meu irmão ainda tem um pouco de medo, mas a gente sempre incentiva”.
Encerramento de um ciclo e início de outro
A última doação, que inicialmente seria apenas um registro institucional, acabou se transformando em uma homenagem familiar.
“Era para ser só uma comemoração para a página do Hemosul, mas virou uma homenagem minha para ele. Uma forma de retribuir tudo o que ele fez por mim”, destacou Vanessa.
O momento simbolizou mais do que um encerramento: representou a continuidade de um legado.
“Fecha um ciclo, mas começa outro. Ele encerrou essa fase com saúde, não por doença, mas porque chegou o tempo. Como diz a Bíblia, há tempo para todas as coisas”.
Incentivo à doação
Domingos deixou um recado direto à população: superar o medo e praticar a solidariedade.
“Muita gente tem medo por causa da agulha, mas não dói. Doar sangue é um gesto de amor. Todos deveriam doar, porque estamos salvando vidas”.
Como doar sangue
Para doar sangue, é necessário:
Estar em boas condições de saúde
Ter entre 16 e 69 anos (menores com acompanhamento do responsável e primeira doação até 60 anos)
Pesar no mínimo 51 kg
Estar alimentado (evitar alimentos gordurosos nas horas anteriores)
Apresentar documento oficial com foto
Respeitar o intervalo entre doações (homens: 60 dias – mulheres: 90 dias)
Não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas
Estar bem hidratado (hidratar-se antes e depois da doação)
Aguardar prazos específicos em caso de vacinas, cirurgias ou procedimentos
Antes da doação, todos os candidatos passam por triagem clínica para garantir a segurança do doador e de quem vai receber o sangue.
Equipamentos chegam em meio ao avanço das arboviroses e ampliam a capacidade de resposta das equipes locais
O Governo do Estado, por intermédio da SES (Secretaria de Estado de Saúde), está equipando os municípios com 150 bombas costais para intensificar o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. O investimento é de R$ 650.498,00, com recursos próprios e os equipamentos serão distribuídos aos 79 municípios conforme a demanda e critérios técnicos.
A entrega reforça as ações de vigilância em saúde justamente em um período de maior pressão sobre os serviços, com diversas localidades já registrando aumento de casos e até surtos de arboviroses. “Estamos vivendo um momento em que alguns municípios já enfrentam surto, e a resposta precisa ser rápida e integrada. O Estado atua no apoio técnico e estrutural, mas esse trabalho só tem resultado quando há alinhamento com os municípios e execução efetiva no território”, destacou a secretária-adjunta da SES, Crhistinne Maymone.
Equipamentos ampliam resposta em cenário de aumento de casos
As bombas costais são utilizadas na aplicação de inseticidas em áreas estratégicas, como residências, terrenos e locais com maior incidência do mosquito, permitindo bloqueios mais ágeis e direcionados.
Segundo o coordenador de Controle de Vetores da SES, Mauro Lúcio Rosário, o equipamento funciona por meio de um reservatório acoplado às costas do agente, que pressuriza e pulveriza o inseticida de forma direcionada, alcançando pontos onde o vetor está presente com maior precisão.
“A bomba costal permite uma aplicação mais precisa do inseticida, alcançando locais onde o mosquito está, principalmente em ações de bloqueio, o que aumenta a efetividade do controle vetorial”.
Trabalho integrado entre Estado e municípios
Superintendente de Vigilância em Saúde, Larissa Castilho, destaca que os equipamentos têm impacto direto na atuação das equipes em campo, especialmente nas áreas com maior incidência. Segundo ela, a aplicação direcionada permite respostas mais rápidas e eficientes nos bloqueios.
“Essas bombas ampliam a capacidade de resposta das equipes, principalmente nas áreas com maior incidência. Com a aplicação direcionada, conseguimos agir com mais rapidez nos bloqueios e reduzir a circulação da doença”.
Em Paraíso das Águas, o secretário municipal de saúde, Ueder Pereira de Paula, destaca o apoio estrutural recebido recentemente. “Foi disponibilizada uma caminhonete pelo governo, isso ajuda muito o município de pequeno porte. A gente tem uma assistência sim, eu acho que dá para agregar Estado com o município”, conta.
Para Ueder, além do esforço do poder público é preciso maior conscientização. “O Estado está fazendo a parte dele, o município tenta fazer a dele, mas os moradores às vezes não fazem a parte deles, principalmente dentro da casa que está o foco mesmo”, pontua.
Organização e prevenção mantêm cenário controlado
Em Porto Murtinho, o gerente de Vigilância em Saúde, Vilso de Campos, explica que o município tem conseguido manter os índices sob controle a partir de um trabalho contínuo, que combina prevenção, organização das equipes e monitoramento constante.
Segundo ele, mesmo diante do cenário estadual, a situação local segue estável. “Nós, pela situação que está o Estado e a gente tem acompanhando, estamos assim, um pouco tranquilos, porque estamos num patamar bem legal. Nós temos notificação, mas os casos não são positivos”.
Vilso atribui o resultado ao investimento em educação em saúde e à atuação estruturada das equipes de campo, com foco tanto na orientação da população quanto nas ações diretas de controle de vetores.
Ele também destaca que o uso estratégico dos equipamentos é essencial, principalmente em períodos de chuva, quando há maior acúmulo de água e proliferação do mosquito, o que exige intervenções rápidas em pontos considerados críticos do município.
Segundo ele, a bomba costal enviada pelo Governo vai permitir a cobertura de cerca de 180 casas diariamente, num esquema de revezamento entre os agentes.
Reforço chega após período crítico em municípios
Em Vicentina, a secretária municipal de saúde, Ludelça Dorneles dos Santos, relembra o surto de chikungunya enfrentado no ano passado e afirma que o município mantém as ações para evitar novo cenário crítico.
Ela destaca que, mesmo com a situação mais controlada neste momento, o trabalho segue intensificado e o reforço de equipamentos chega em um momento oportuno. “Ano passado a gente teve um surto de chikungunya lá. Foi bem sofrido, muito difícil. Mas esse ano a gente está trabalhando”.
“O Estado teve ali lado a lado, a gente teve muito apoio… estamos trabalhando para que a gente não passe pelo que passamos, considerando que na nossa macrorregião a situação está bem complicada, somos vizinhos de Dourados. Então estamos trabalhando para não passar pelo que passamos”.
Segundo a gestora, a chegada das novas bombas fortalece diretamente a atuação dos agentes, que atualmente usam bombas costais enviadas pelo Governo nos anos anteriores.
Ela ressalta o apoio contínuo do Estado durante os períodos mais críticos. “Toda ajuda é bem-vinda e o Estado tem feito esse trabalho de parceria com os municípios no combate à dengue e à chikungunya e a gente fica grato”, afirmou.
“Essa bomba costal que a gente está recebendo agora vai ajudar muito no trabalho mesmo dos agentes”, finaliza.
Fátima do Sul está entre os municípios com maior incidência recente de chikungunya e tem intensificado as ações de controle, com foco na eliminação de criadouros e bloqueio de áreas críticas. A cidade conta com quatro bombas costais, fumacê e diversos pontos de instalação de ovitrampa. E realizou há cerca de 30 dias ação que cobriu cerca de 700 quarteirões, com varredura e eliminação de focos.
Mesmo com o trabalho intensivo, a secretária municipal de saúde, Regiane Freire, relata que o cenário ainda exige atenção redobrada e mobilização constante das equipes. “Nós estamos com alta incidência com chikungunya no município. Tivemos fazendo ações intensivas lá com as bombas costais”.
Ela também aponta desafios relacionados a hábitos da população, que acabam contribuindo para a proliferação do mosquito. “Temos moradores que juntam água da chuva pra molhar planta e lavar calçada, mas não deixam eliminarmos”, pontua. Na ação realizada recentemente, foram detectados uma série de criadouros nos vasos de plantas colocados sobre os túmulos nos cemitérios.
Fotos: Divulgação
Cuidados que fazem a diferença no combate ao mosquito
A prevenção continua sendo a principal arma contra a dengue e a chikungunya. A orientação é que a população elimine qualquer recipiente que possa acumular água parada, como garrafas, pneus, calhas entupidas e pratos de plantas — substituindo a água por areia sempre que possível. Também é importante manter caixas d’água bem vedadas e redobrar a atenção com locais menos visíveis, como ralos externos e objetos nos quintais.
Mais do que ações pontuais, o enfrentamento ao mosquito depende de um compromisso diário. Com atitudes simples e constantes, cada morador contribui para reduzir os focos e proteger não só a própria casa, mas toda a comunidade.
Fotos: Divulgação
Reforço na frota
A estruturação da frota da Vigilância em Saúde em Mato Grosso do Sul incluiu a entrega de mais de 50 caminhonetes a municípios de todas as regiões do Estado, em etapas realizadas em fevereiro e novembro, reforçando a atuação das equipes em campo. Os veículos ampliam a mobilidade e dão suporte às ações de vigilância, como visitas domiciliares, bloqueios e controle vetorial, garantindo mais agilidade e alcance no enfrentamento às doenças.
O secretário adjunto da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Artur Falcette, participou na manhã dessa quinta-feira (26) do 2º Encontro Regional Centro-Oeste do ICLEI Brasil, evento que integra a programação da COP15 sobre Conservação das Espécies Migratórias e Animais Silvestres e que aconteceu no auditório do Bioparque Pantanal, em Campo Grande. Em sua explanação, Falcette afirmou que o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul tem claro em seu planejamento que a conservação e o desenvolvimento têm a mesma finalidade: melhorar a vida das pessoas.
“O Estado tem uma abordagem muito pragmática no entorno da agenda de conservação. Como eu disse aqui inicialmente, primeiro, a partir de uma visão que a conservação não é feita contra as pessoas, em detrimento das pessoas, ela precisa ser feita com e para as pessoas. Ela faz parte daquilo que vai proporcionar a melhor qualidade de vida para o sul-mato-grossense, naturalmente”, disse Falcette.
“Esse processo de transformação é para as pessoas, ele é para, no fim do dia, poder entregar oportunidades. E naturalmente, para que o Estado também possa ter estrutura para investir em áreas prioritárias. E é aí que vem essa grande conexão com a agenda de conservação”, continuou.
Fotos: Mairinco de Pauda
Por outro lado, o secretário adjunto lembrou outro aspecto importante da agenda ambiental: o custo. “Ela não depende exclusivamente de vontade política, ela depende muito mais de recurso. É muito fácil, por exemplo, propor a criação de uma unidade de conservação, de 100 mil, 200 mil, 300 mil hectares. Pode parecer simples, e para toda questão complexa, tem uma solução simples pronta para falhar miseravelmente”, salientou.
Discorrendo sobre dados econômicos de Mato Grosso do Sul para uma plateia de visitantes de outros estados e também estrangeiros, Falcette lembrou que nos três últimos anos o Estado cresceu mais do que crescia a China em seus tempos áureos. “É o Estado que, nos últimos 15 anos, mais se industrializou no Brasil, teve o maior avanço do seu parque de industrialização.”
Nesse ponto, o secretário adjunto lembrou que até pouco tempo havia a crença de que crescimento econômico não era compatível com a agenda conservacionista, e Mato Grosso do Sul provou que isso é possível.
Foto: Mairinco de Pauda
“Nosso esforço é justamente esse: como a gente compatibiliza uma agenda de crescimento -que para o Estado ela é cara – e ela é prioridade, porque essa é a única forma que a gente consegue entregar algumas transformações como o fato de a gente ter reduzido para um terço o número de beneficiários de programas sociais nos últimos anos. De ter saído de um Estado que tinha o 21º salário médio no Brasil, para um dos cinco melhores do país, e a terceira maior renda per capita do Brasil”, completou.
Fazer conservação que vai muito além de ideologia esbarra na capacidade dos agentes públicos de criar um modelo que sustente essa agenda a longo prazo e que seja viável economicamente. Ele citou a criação da Lei do Pantanal, que incluiu mais de um milhão de hectares na área protegida do Estado, alertando para a necessidade do Estado ser capaz de “fazer gestão” e proteger esses territórios, só terá “criado uma reta”.
Falcette citou o PSA Pantanal (Programa de Pagamento de Serviços Ambientais do Pantanal) que já distribuiu mais de R$ 9 milhões entre entidades e proprietários rurais que ajudam a conservar o bioma, sendo esse o maior programa da natureza no Brasil. Entretanto, para que programas como o PSA Pantanal sejam sustentáveis em longo prazo, o Estado precisa ter a capacidade de gerar recursos. As organizações da sociedade civil “têm um potencial muito grande de alocar recursos para essa agenda, pois sabem fazer isso muito melhor do que o poder público”, disse Falcette.
Nesse aspecto, o secretário adjunto defende uma articulação multinível entre poder público e iniciativa privada para manter os programas e toda a agenda conservacionista. “Essa articulação entre todos esses entes que vai propiciar que a gente tenha capacidade de fazer essa articulação com os parceiros. É uma somatória de todos esses atores que faz com que a gente consiga caminhar nessa agenda com a expectativa de que ela seja uma agenda para melhorar a qualidade de vida das pessoas”, finalizou.
O ICLEI (Governos Locais pela Sustentabilidade) é uma rede global de mais de 2.500 cidades e regiões comprometidas com o desenvolvimento urbano sustentável, baixo carbono, resiliência e biodiversidade. Mato Grosso do Sul integra o ICLEI desde 2023 e Campo Grande, Porto Alegre, Florianópolis, bem como os Estados do Paraná e do Rio Grande do Sul e a cidade de São Lourenço do Sul (RS) passam a integrar a rede a partir da COP15.
Com cerca de 18 mil colaboradores no estado, operação da companhia está distribuída em sete municípios de Mato Grosso do Sul
A JBS registrou receita líquida recorde de US$ 86 bilhões no resultado de 2025, alta de 12% comparado com 2024. Em reais, o montante chega perto de meio trilhão. O lucro líquido cresceu 15% no período, consolidado em US$ 2 bilhões no ano.
Os principais motores desses resultados anuais foram as operações da Pilgrim’s Pride, JBS Austrália e Seara, que atuaram com forte expansão e geração de valor. A performance do ano comprova a resiliência da estratégia global multiproteína e multiplataforma da Companhia, que resulta em disciplina e agilidade em diferentes contextos de mercado. A JBS reportou EBITDA ajustado IFRS de US$ 6,8 bilhões e margem EBITDA de 7,9% no consolidado de 2025.
A JBS está presente em sete municípios sul-mato-grossenses: Anastácio, Caarapó, Campo Grande, Dourados, Naviraí, Nova Andradina e Sidrolândia, com forte atuação nas indústrias de bovinos e suínos, além de operar em áreas como produção de couros, transporte e geração de valor agregado. A JBS é responsável por mais de 18 mil empregos diretos em Mato Grosso do Sul.
“Encerrar 2025 com um crescimento de 15% na receita — o maior da nossa história — comprova a força e a resiliência da nossa plataforma diversificada, tanto em proteínas quanto em geografias. Ao mesmo tempo, o avanço de 15% no lucro reforça a consistência da nossa execução, sustentando margens robustas e a nossa capacidade de continuar gerando crescimento e valor para os acionistas”, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS.
A solidez dos resultados ao longo de 2025 também se refletiu na evolução do retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), que foi de 25% nos últimos 12 meses. Comparado com o resultado consolidado de 2024, o indicador avançou 3,2 pontos percentuais.
O desempenho foi impulsionado pela expansão dos resultados operacionais, maior disciplina na alocação de recursos e foco em geração de valor para os acionistas. O lucro por ação (EPS, earning per share) registrou salto de 15% comparado com 2024 e fechou 2025 em US$ 1,89.
A alavancagem em dólar encerrou o ano em 2,39 vezes, em linha com a meta de longo prazo da companhia e estável em relação ao 3T25. Além desse indicador, a JBS possui um confortável cronograma de amortizações, sem vencimentos relevantes de dívida previstos até 2031 e com um custo de dívida altamente competitivo, com cupons até 2032 posicionados abaixo das taxas dos Treasuries dos Estados Unidos.
Para Guilherme Cavalcanti, CFO Global da JBS, os resultados de 2025 comprovam a eficiência da Companhia e a disciplina da alocação de capital. “Nossa estratégia permitiu manter nossa alavancagem entre 2x e 3x, e trabalhar com um perfil de dívida extremamente alongado. Isso nos traz segurança financeira e liquidez necessárias para atravessar a volatilidade dos ciclos e continuar entregando retornos sólidos aos nossos investidores” . No acumulado do ano, o fluxo de caixa livre totalizou US$ 400 milhões.
Unidades de negócios
Pilgrim’s Pride
Com margem EBITDA de 15,2% no ano, a Pilgrim’s Pride continuou crescendo apoiada na força de suas operações e uma gestão disciplinada. O portfólio in natura foi beneficiado por uma forte demanda no mercado americano e a diversificação por meio de ofertas de produtos com marca alcançou um feito histórico com a Just Bare, batendo US$ 1 bi em vendas. Nas operações da Europa e México os resultados continuaram a apresentar melhora, com otimização fabril, integração da gestão e um melhor mix de produtos.
JBS Austrália
A JBS Austrália apresentou margem EBITDA de 11,3%, reflexo do crescimento dos volumes no mercado interno e externo. O segmento de carne bovina foi o principal motor da rentabilidade. A melhora de preços e volumes compensaram o aumento de 20% no custo de bovinos em 2025, de acordo com a Meat & Livestock Australia (MLA). Os segmentos de carne suína e salmão também apresentaram margens melhores, impulsionados pela execução operacional e maior produtividade.
Seara
A Seara registrou margem EBITDA de 16,9% em 2025, impulsionado pelo maior volume de exportação de sua história, apesar das restrições temporárias em mercados-chave como China e Europa, e desempenho de vendas no mercado interno. O crescimento das vendas e volumes foi a resposta de uma forte execução comercial, a consolidação contínua da marca e a inovação constante, agregando maior valor ao portfólio. Entre as inovações com valor agregado, a marca lançou a linha Seara Protein, refeições congeladas com maior teor de proteína, linha de produtos para preparo na Air Fryer, além de snacks em parceria com a Netflix.
JBS Brasil
Com margem EBITDA de 6,2% no ano, a JBS Brasil apresentou forte crescimento de receita. A Friboi registrou o maior volume de processamento de sua história, reflexo da forte demanda e a expansão no mercado externo, como também a força da marca, uma sólida execução comercial, a melhoria nos níveis de serviço e a contínua oferta de produtos de valor agregado por meio do Friboi+ no mercado interno. A Friboi foi mais uma vez reconhecida como Top of Mind, vencendo na categoria de carnes pela sexta vez consecutiva e na categoria churrasco pela segunda vez consecutiva, reforçando sua liderança no Brasil.
Beef North America
Nos Estados Unidos, a JBS Beef North America alcançou receita recorde de US$ 28 bilhões em 2025, sustentada pela demanda firme nos Estados Unidos. O setor de bovino segue com preços em patamares historicamente elevados, como reflexo da menor disponibilidade de animais em meio ao atual ciclo pecuário americano. O rebanho é o menor em 75 anos.
Além disso, as importações de bovinos vivos do México sofreram restrições a partir de maio de 2025, por causa de questões sanitárias, impactando o abastecimento do mercado nos Estados Unidos.
JBS USA Pork
A JBS USA Pork registrou receita líquida recorde no ano, de US$ 8,4 bi. O desempenho foi impulsionado por uma demanda sólida e pela expansão do portfólio de produtos de marca e de valor agregado no mercado interno e também na exportação. Durante o ano, a Companhia anunciou a expansão da produção de bacon pré-cozido e salsichas para café da manhã (breakfast sausage) por meio da aquisição de uma fábrica em Iowa, bem como da construção de uma nova unidade anunciada no mesmo estado.
“A Companhia está entregando crescimento e valor, com disciplina financeira. A alta lucratividade é um reflexo do acerto da estratégia e da excelência da execução de nosso time”, afirmou Tomazoni.
Vítima tinha 32 anos; colegas estranharam quando ele não retornou ao alojamento
Um operador de trator, que não teve a identidade divulgada, de 32 anos, morreu após cair em uma ribanceira entre Paranaíba e Cassilândia. O trabalhador não retornou ao alojamento na noite da última terça-feira (23), momento em que os colegas perceberam o desaparecimento.
Conforme o Corpo de Bombeiros, as buscas começaram pelos próprios colegas na área onde a vítima trabalhava. Os militares foram acionados no fim da manhã de ontem (24) para auxiliar e encontraram o trator utilizado pelo homem caído em uma ribanceira, em uma região de serra.
O corpo da vítima estava dentro do veículo. A cabine do trator ficou destruída com o impacto. Uma retroescavadeira foi utilizada para estabilizar o maquinário, permitindo que as equipes realizassem a retirada do corpo.
A vítima tinha 32 anos, era natural de Florianópolis (SC) e trabalhava há mais de três anos em uma empresa sediada em Três Lagoas.
Alteração inseriu no texto financiamento a instituições privadas, comunitárias, confessionais e filantrópicas, como Apaes e Pestalozzi
O Senado Federal aprovou, na última quarta-feira (25), o novo Plano Nacional de Educação (PNE), matéria tratada no Projeto de Lei 2.614/2024. O PNE é um projeto de autoria do Poder Executivo que estabelece as diretrizes, metas e estratégias responsáveis por orientar a política educacional brasileira ao longo dos próximos dez anos. O texto segue agora para sanção presidencial.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) comemorou o resultado em suas redes sociais, classificando a aprovação como uma “grande vitória” para o segmento. “Famílias atípicas do Brasil, celebrem comigo”, convocou a senadora no vídeo.
O grande destaque de sua atuação no plenário foi a inclusão e acolhimento da Emenda nº 35, que altera o texto do projeto para garantir a universalização do atendimento escolar também “por meio inclusive de parcerias com instituições privadas, comunitárias, confessionais e filantrópicas e de mecanismos de apoio às famílias”.
Essa mudança no PNE deixa mais clara a viabilidade jurídica para a transferência de recursos públicos do Estado para escolas comunitárias, filantrópicas e confessionais.
“Numa luta enorme, apresentei uma emenda que as escolas conveniadas, as APAEs, Pestalozzi, as escolas especiais tivessem apoio a partir de agora, não fossem deixadas para trás. E a nossa emenda foi acolhida”, relatou a parlamentar. Ela frisou que a aprovação se deu de forma dramática: foi “na última hora, no último minuto, a última emenda catada na nova lei do Plano Nacional de Educação”.
Para a senadora, a nova lei traz segurança institucional de longo prazo. “As Apaes, Pestalozzi, escolas especiais estão garantidas pelo menos por 10 anos”, assegurou. “As escolas comunitárias também não podem ser fechadas no Brasil. Precisam de apoio, precisam de incentivo, e agora está em uma lei, que é o Plano Nacional de Educação”, pontuou.
“Eu vim para o Senado para ser voz das crianças atípicas, das famílias atípicas, das pessoas com deficiência”.
Na missão-técnica, gestores sul-mato-grossenses participaram da Smart City Expo Curitiba. (Foto: Assessoria Sebrae MS)
Realizada pelo Sebrae/MS e Governo do Estado, com o apoio da Assomasul, iniciativa possibilita que prefeitos e secretários vivenciem boas práticas em sustentabilidade, mobilidade e gestão
Soluções em sustentabilidade, mobilidade urbana e gestão pública mostram como a inovação pode impulsionar o desenvolvimento dos municípios e melhorar a qualidade de vida da população. Entre os dias 22 e 26 de março, prefeitos e secretários de Mato Grosso do Sul acompanharam, na prática, experiências bem-sucedidas durante uma missão-técnica a Curitiba, no Paraná, referência nacional em planejamento urbano e adoção de iniciativas sustentáveis.
Composta por representantes de 26 municípios, sendo 18 prefeitos, a caravana foi promovida pelo Sebrae/MS, em parceria com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), com o apoio da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), como parte das ações do programa Cidade Empreendedora – iniciativa realizada em conjunto com as administrações municipais com o foco na promoção do desenvolvimento local.
Durante a missão-técnica, o grupo participou da 7ª edição da Smart City Expo Curitiba, considerado o maior evento de cidades inteligentes das Américas. Como parte da programação, os gestores públicos também vivenciaram uma imersão promovida pela Smart City Week 2026, realizada ao longo da semana do evento. Voltada a lideranças do setor público e da iniciativa privada, a agenda apresentou Curitiba como referência em cidade inteligente, humana e sustentável, por meio de visitas técnicas a diferentes espaços do município.
Segundo o diretor-superintendente do Sebrae/MS, Claudio Mendonça, o intuito da missão-técnica foi levar conhecimento. “Estamos trazendo oportunidades para que os gestores municipais conheçam tecnologias e inovações que podem fazer a diferença na gestão. Esse grupo é acompanhado pelo programa Cidade Empreendedora, que já estruturou um planejamento de ações voltado ao desenvolvimento de cada município. Agora, eles podem conhecer, na prática, boas experiências e levar soluções que possam atender às necessidades locais. É a oportunidade de otimizar a gestão pública para atender bem o cidadão e tornar o município um ambiente melhor para os pequenos negócios”, ressaltou Mendonça.
Como representante das lideranças participantes da missão-técnica, o prefeito de Itaquiraí e presidente da Assomasul, Thalles Tomazelli, destacou a importância da experiência para os gestores municipais.
“Aqui pudemos conhecer soluções implementadas em Curitiba e outros municípios, além de dialogar e trocar experiências com prefeitos de outros estados. Mato Grosso do Sul passa por um momento crucial. Está em pleno desenvolvimento e ter esse conhecimento é uma forma de fazermos com que as administrações públicas também avancem, no mesmo ritmo, olhando para temas como sustentabilidade e mobilidade urbana. Nosso intuito é podermos avançar com propósito, eficiência e menor custo, levando as políticas públicas essenciais para a melhoria da vida da nossa população”, pontuou Tomazelli.
Com o tema “Cidades como lugares para inovar, criar e vivenciar”, a Smart City Expo Curitiba reúne cerca de 23 mil pessoas entre gestores públicos, representantes de startups, empresas de tecnologia e especialistas em inovação urbana. Nessa quarta-feira (25), as lideranças de Mato Grosso do Sul puderam acompanhar palestras e painéis sobre diferentes assuntos como tecnologia, cidades sustentáveis e mudanças climáticas, governança, transformação digital e inovação, além de conhecerem tecnologias disponíveis no mercado que podem apoiar à gestão municipal.
Mais do que promover conhecimento, o evento internacional também proporcionou networking. Durante a feira, a caravana sul-mato-grossense participou de um encontro com o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, para troca de experiências e compartilhamento de ações bem-sucedidas desenvolvidas no município.
Já na segunda-feira (23) e terça-feira (24), os gestores municipais puderam conhecer de perto boas práticas implementadas em municípios do Paraná. Em Curitiba, visitas técnicas foram realizadas no Instituto das Cidades Inteligentes (ICI), referência nacional no desenvolvimento e na implementação de soluções em Tecnologia da Informação e Comunicação para a gestão pública; e no Instituto Jaime Lerner, onde tiveram contato com experiências de planejamento urbano e com o legado de um dos principais responsáveis por transformar a capital paranaense em modelo internacional de inovação urbana.
A programação também incluiu a apresentação de iniciativas do programa Lixo Zero, na Secretaria Municipal de Meio Ambiente, que promove a destinação adequada de resíduos sólidos aliada à conscientização ambiental da população, com destaque para ações educativas como a “Família Folhas” e o incentivo às associações de catadores que realizam a triagem e comercialização de recicláveis.
Outro ponto visitado foi a Fazenda Urbana Cajuru, espaço pioneiro no Brasil voltado à educação para a agricultura urbana, que atua como centro de referência ao reunir estruturas como hortas, estufas, composteiras e escola de gastronomia social.
Os gestores sul-mato-grossenses também puderam conhecer de perto iniciativas bem-sucedidas adotadas por outras administrações municipais como a prefeitura de Pinhais. Em visita técnica ao órgão, foram apresentados os avanços na modernização tributária do município — medida que tem contribuído diretamente para a melhoria dos serviços públicos oferecidos à população.
Mais um destaque da agenda foi a experiência no Bonde Digital Urbano, um projeto piloto de mobilidade urbana com tecnologia chinesa, que utiliza um transporte coletivo articulado e 100% elétrico. Na ocasião, os participantes percorreram um trajeto de cerca de 10 quilômetros entre os municípios de Pinhais e Piraquara, vivenciando na prática a proposta inovadora do sistema.
Participaram da missão-técnica o diretor-superintendente do Sebrae/MS, Claudio Mendonça, e a diretora-técnica do Sebrae/MS, Sandra Amarilha, juntamente com representantes das prefeituras de Água Clara, Amambai, Aquidauana, Bela Vista, Brasilândia, Camapuã, Cassilândia, Chapadão do Sul, Costa Rica, Deodápolis, Inocência, Itaquiraí, Jaraguari, Jardim, Maracaju, Naviraí, Nioaque, Nova Andradina, Porto Murtinho, Ribas do Rio Pardo, Rio Brilhante, Rio Verde, São Gabriel do Oeste, Sonora e Três Lagoas.
Mais informações sobre as ações desenvolvidas pelo programa Cidade Empreendedora podem ser obtidas por meio do site cidadeempreendedora.ms.sebrae.com.br ou pela Central de Relacionamento do Sebrae/MS, no número 0800 570 0800.
O Brasil pode dar um passo histórico no combate à violência contra a mulher. O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (25) o projeto de lei que tipifica o chamado vicaricídio, crime caracterizado pelo assassinato de filhos ou pessoas próximas com o objetivo de atingir emocionalmente a mãe.
A proposta estabelece que esse tipo de crime será considerado hediondo, com penas que variam de 20 a 40 anos de prisão, além de multa. O texto segue agora para sanção presidencial.
A relatora da proposta, senadora Margareth Buzetti (PP-MT), destacou a gravidade da prática, que, segundo ela, ainda carecia de uma resposta mais clara da legislação brasileira.
“São imensamente maiores os casos de homens que machucam os filhos para ferir a mulher. Isso é um fato”, afirmou durante a votação.
O projeto cria uma categoria jurídica específica para a chamada violência vicária, quando o agressor utiliza terceiros, principalmente filhos, como instrumento de vingança, controle ou punição contra a mulher. A medida altera a Lei Maria da Penha, o Código Penal e a Lei dos Crimes Hediondos.
Na prática, o vicaricídio passa a ser um crime autônomo, assim como ocorreu recentemente com o feminicídio, o que deve facilitar a identificação, o registro e o combate a esse tipo de violência.
De acordo com o texto, o crime se configura ao matar descendente, ascendente, dependente, enteado ou qualquer pessoa sob responsabilidade da mulher, com a intenção de causar sofrimento psicológico, dentro do contexto de violência doméstica.
A pena poderá ser aumentada em casos ainda mais graves, como quando o crime for cometido na presença da mãe, contra crianças, idosos ou pessoas com deficiência, ou ainda em situações de descumprimento de medidas protetivas. Para a relatora, a tipificação reconhece a crueldade extrema desse tipo de violência, que não atinge apenas a vítima direta, mas destrói famílias inteiras.
A proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados na semana passada e agora aguarda a sanção do presidente da República para entrar em vigor.