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quinta-feira, 25 de junho de 2026
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Como funciona o financiamento da saúde pública? Entenda como os recursos chegam aos municípios

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Foto: Arquivo/SES

Entenda como funciona a estrutura do SUS e como União, estados e municípios dividem responsabilidades na gestão da saúde

Você já se perguntou como o dinheiro da saúde pública é aplicado e quem é responsável por cada etapa do atendimento no SUS (Sistema Único de Saúde)?

A resposta passa por um modelo chamado gestão tripartite, no qual União, estados e municípios compartilham responsabilidades no financiamento e na execução das ações de saúde.

No SUS, esse modelo permite organizar desde a vacinação e consultas básicas até atendimentos hospitalares de alta complexidade, garantindo que os recursos cheguem aos serviços utilizados pela população.

Gestão tripartite: como funciona

O financiamento da saúde pública no Brasil é dividido entre três níveis de governo:

  • União, responsável por repasses nacionais e políticas estratégicas;
  • Estados, que coordenam a rede regional de saúde e apoiam os municípios;
  • Municípios, responsáveis pela execução direta da maior parte dos serviços, como atendimento nas unidades de saúde.

Esse modelo permite que os recursos sejam distribuídos de forma organizada entre as diferentes etapas do atendimento.

Como o recurso chega aos municípios

Grande parte do financiamento da saúde funciona por meio de transferências chamadas de “fundo a fundo”.

Nesse modelo, o recurso sai do Fundo Nacional de Saúde e é transferido para os fundos estaduais e municipais, que utilizam os valores para custear serviços, programas e ações de saúde.

Na prática, isso significa que o Governo do Estado exerce papel central na organização e distribuição dos recursos, coordenando a rede regional de saúde e garantindo o apoio necessário para a execução dos atendimentos no SUS.

“O financiamento da saúde é compartilhado, mas ele só se concretiza de fato quando chega na ponta, no atendimento à população. Por isso, é fundamental essa articulação entre União, Estado e municípios, garantindo que os recursos sejam aplicados de forma eficiente e cheguem onde as pessoas mais precisam”, destaca o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões.

Onde os recursos são aplicados

Os recursos públicos financiam diferentes áreas da rede de saúde, entre elas:

  • Atendimento nas UBS (Unidades Básicas de Saúde)
  • Serviços de urgência e emergência
  • Consultas, exames e cirurgias
  • Programas de vacinação e prevenção
  • Custeio de hospitais e unidades especializadas

Também são utilizados para aquisição de medicamentos, equipamentos, manutenção das unidades e pagamento de profissionais de saúde.

Investimento em saúde no Estado

Dados do RDQA (Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior) mostram que, em 2025, Mato Grosso do Sul aplicou mais de R$ 2,95 bilhões em ações e serviços públicos de saúde, considerando diferentes fontes de financiamento.

Somente com recursos próprios do Estado, foram R$ 2,39 bilhões investidos na área, valor que corresponde a 12,26% da receita estadual, percentual acima do mínimo constitucional exigido.

“Esse investimento é essencial para manter a rede funcionando e ampliar o acesso da população aos serviços. O Estado tem atuado de forma contínua para fortalecer a assistência e apoiar os municípios em todas as regiões”, reforça o secretário Maurício Simões.

Quem executa os serviços

Embora o financiamento seja compartilhado entre os três níveis de governo, a maior parte dos atendimentos é realizada pelos municípios, especialmente na Atenção Primária.

Cabe ao Estado organizar a rede regional de saúde, apoiar os municípios e garantir serviços de média e alta complexidade, como hospitais regionais, transplantes, centros especializados e programas estratégicos.

Uma rede integrada

O modelo tripartite permite que o SUS funcione como uma rede integrada, onde cada esfera de governo assume responsabilidades específicas.

Essa estrutura garante que a população tenha acesso a diferentes níveis de atendimento, desde a unidade básica de saúde até hospitais especializados, dentro de um sistema público que atende milhões de brasileiros todos os dias.

“O Estado tem um papel central na organização da rede de saúde, articulando os serviços e ampliando o acesso da população. Esse trabalho é essencial para garantir mais qualidade e eficiência no atendimento em todas as regiões”, finaliza o secretário.

(*) André Lima, Comunicação SES

Pesquisa alerta para adolescentes ainda desprotegidos contra o HPV

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Foto: Divulgação/Agência Brasil

O Sistema Único de Saúde oferece um método seguro para a prevenção de vários tipos de câncer: a vacina contra o HPV. Mas, para alcançar a sua máxima eficiência, essa precaução precisa ser tomada no final da infância ou início da adolescência, o que não acontece para boa parte do público-alvo.

A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quarta-feira (25), mostra que apenas 54,9% dos estudantes, com idades entre 13 e 17 anos, tinham certeza de que foram vacinados contra o HPV, sigla para papilomavírus humano.

Esse vírus é responsável por 99% dos casos de câncer de colo do útero e por boa parte dos tumores de ânus, pênis, boca e garganta.

Proteção gratuita

A vacina que previne contra o HPV está disponível em todas as unidades de saúde do Brasil, e deve ser tomada por meninas e meninos, entre 9 e 14 anos.

Essa faixa etária foi definida porque o vírus é transmitido principalmente por via sexual, e a vacina é mais eficaz se for tomada antes da primeira relação.

Apesar disso, 10,4% dos estudantes entrevistados pelo IBGE ainda não estavam vacinados e 34,6% não sabiam se tinham recebido a vacina ou não.

Isso representa quase 1,3 milhão de adolescentes desprotegidos, e outros 4,2 milhões potencialmente vulneráveis à infecção.

A mesma pesquisa identificou que 30,4% dos estudantes de 13 a 17 anos já tinham vida sexual ativa, e que a idade média de iniciação sexual foi de 13,3 anos para os meninos e de 14,3 anos para as meninas.

Os dados foram coletados pelo IBGE em 2024 e mostram ainda que a porcentagem de estudantes que se vacinaram caiu 8 pontos percentuais na comparação com a edição anterior da pesquisa, de 2019.

Apesar de uma proporção maior de meninas ter se vacinado ─ 59,5%, contra 50,3% dos meninos ─ a queda da cobertura vacinal entre elas foi ainda mais expressiva, de 16,6 pontos.

Falta de informação

Considerando apenas os estudantes que não se vacinaram, metade deles alegou não saber que precisava tomar a vacina. Para a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações Isabela Balallai, isso prova como a falta de informação tem sido preponderante.

“Todo mundo acha que a hesitação vacinal se resume às fake news, mas não é isso. A desinformação é só uma das coisas que causam a hesitação vacinal. As outras são a falta de acesso, a baixa percepção do risco da doença e a falta de informação. E isso é um problema máximo no Brasil. Muitas pessoas não sabem quando têm que se vacinar e quais as vacinas disponíveis”.

Outros motivos foram apontados, mas em proporção bem menor:

  • 7,3% dos estudantes disseram que o pai, a mãe ou o responsável não quiseram que eles fossem vacinados;
  • 7,2% não se vacinaram porque não sabiam qual a função da vacina;
  • 7% alegaram dificuldade de chegar ao local de vacinação.

A pesquisa também apontou algumas diferenças entre alunos de rede pública e privada. Entre os primeiros, 11% não se vacinaram, contra 6,9% do segundo grupo.

Por outro lado, a resistência dos pais contra a vacina foi a razão da hesitação de 15,8% dos alunos da rede privada, e de apenas 6,3% entre os da rede pública.

Para a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, a escola pode cumprir um papel primordial:

“Quando você pega os principais fatores de hesitação vacinal, a escola resolve todos eles. Resolve a desinformação, educando o adolescente. Resolve a falta de informação, quando eles são informados que vai ter a vacinação. Resolve o acesso, porque é muito difícil levar um adolescente ao posto de saúde, mas vacinar na escola é muito mais simples. E resolve a conscientização dos pais”.

Bom exemplo

Na casa da jornalista e escritora Joana Darc Souza, a única menina não vacinada é a filha mais nova, que ainda tem 6 anos. As outras duas, com 9 e 12 anos, estão imunizadas.

“Eu nunca tive dúvida em relação à eficácia e sempre defendi que vacina salva vidas. Isso é uma coisa que eu aprendi em casa, quando ainda era criança, e hoje eu replico com as minhas filhas”, ela conta.

As três filhas de Joana estudam em escolas da rede municipal do Rio de Janeiro e, de acordo com ela, de vez em quando, os alunos são convocados para se vacinarem.

“Elas acabam não participando, mas só porque aqui em casa a gente sempre está atento às vacinas”.

Quem ajuda a família nesse controle é outra profissional essencial para a sucesso das políticas de vacinação: a pediatra. “Ela é bastante cuidadosa e sempre verifica a caderneta das meninas”, elogia a mãe.

Resgate vacinal

De acordo com o Ministério da Saúde, dados preliminares das vacinas aplicadas em 2025 mostram uma cobertura maior do que a verificada na pesquisa, de 86% entre meninas e 74,4% entre meninos. Desde 2024, a vacina contra o HPV é aplicada em dose única.

No ano passado, a pasta lançou também uma estratégia de resgate vacinal, para imunizar os adolescentes de 15 a 19 anos que não receberam a vacina na idade recomendada.

Até agora, 217 mil jovens foram imunizados, mas a campanha segue até junho de 2026 e prevê ações de vacinação nas escolas.

Além disso, todas as unidades de saúde também continuam a aplicar o imunizante nesse público. Quem não tiver o comprovante de vacinação, pode verificar se já recebeu a vacina no aplicativo Meu SUS Digital.

Fonte: Agência Brasil

COP15 confirma medidas para proteção de animais que cruzam países

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Painel de discussões da COP15 neste domingo (29), último dia do evento (Foto: Juliano Almeida)

Conferência foi responsável por definir estratégias para reduzir impactos ambientais nas rotas migratórias

Na reta final, a COP15 (15ª Reunião da Conferência das Partes) da CMS (Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres), em Campo Grande, antecipou o encerramento e realiza, nesta manhã de domingo (29), as últimas decisões dos assuntos que permearam os seis dias de evento.

No período, a conferência global que reuniu 133 países através de seus representantes, definiu os próximos passos das nações em relação à preservação e conservação de animais migratórios, sejam eles aves, felinos ou peixes, entre outros.

As ações da conferência vão se estender a todos os países parte, que a partir das decisões, têm obrigação de pôr em prática as ações para a conservação das espécies e, preferencialmente, de maneira cooperada e integrada.

A plenária final está sendo conduzida pelo presidente da COP15 e secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e pela secretária-executiva da CMS, Amy Fraenkel, com a participação das delegações dos países-parte da convenção.

Vale reforçar que animais pantaneiros: ariranha, caboclinho-do-pantanal e pintado foram incluídos em anexos CMS, o que significa a necessidade da cooperação entre os países que são habitat desses animais para suas preservação e sobrevivência.

Fonte: Campo Grande News (por Lucia Morel)

Baixa renda atinge 1 em cada 3 mulheres no mercado de trabalho em MS

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Candidatas a vaga de emprego aguardam por atendimento em fila da sede da Funsat (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Pesquisa revela disparidade salarial e barreiras no acesso ao emprego

Em Mato Grosso do Sul, 32% das mulheres ocupadas recebem até um salário mínimo. Na prática, isso significa que uma em cada três trabalhadoras no Estado está na faixa mais baixa de renda.

O dado faz parte de levantamento com base na PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), referente ao quarto trimestre de 2025, que analisa a inserção feminina no mercado de trabalho em todo o país.

Esse percentual coloca Mato Grosso do Sul acima de estados como São Paulo, onde a proporção é de 23%, e Santa Catarina, com 15%. Além da concentração em faixas de renda mais baixas, o estudo aponta que mulheres continuam ganhando menos que homens.

No Centro-Oeste, a renda média feminina é cerca de 22% inferior à masculina. A diferença permanece mesmo entre pessoas com ensino superior, chegando a 26%.

Outro indicador que chama atenção é a taxa de desocupação. Em Mato Grosso do Sul, o percentual de mulheres sem trabalho é mais que o dobro do registrado entre homens. Enquanto a taxa feminina gira em torno de 7,3%, a masculina fica próxima de 3%.

Fonte: Campo Grande News (por Kamila Alcântara)

Polícia Civil inaugura sexagésima segunda Sala Lilás em Corguinho

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Foto: PCMS

Na tarde da última sexta-feira (27), a Polícia Civil, representando o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, em parceria com a Prefeitura Municipal de Corguinho, realizou a inauguração da sexagésima segunda Sala Lilás no Estado.

A implantação deste espaço reafirma o compromisso permanente com a proteção, o respeito e a dignidade das mulheres sul-mato-grossenses, especialmente daquelas em situação de vulnerabilidade. A Sala Lilás é mais do que um ambiente físico: é um instrumento de escuta qualificada, atendimento humanizado e fortalecimento da rede de enfrentamento à violência contra a mulher.

Com a inauguração em Corguinho, avançamos na interiorização das políticas públicas de proteção, garantindo que o acolhimento especializado chegue cada vez mais perto de quem precisa. Trata-se de um passo importante na construção de um Estado mais justo, sensível e comprometido com a vida e a segurança das mulheres.

A Polícia Civil do Mato Grosso do Sul segue firme em sua missão institucional, promovendo ações concretas que transformam realidades e consolidam uma atuação cada vez mais humana, eficiente e integrada.

Mesmo aprovado, plano para uso da água do Rio Paraguai segue parado há 8 anos

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Vista aérea do Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense com a Serra Amolar ao fundo, na divisa de MT e MS (Foto: Andre Dib/WWF-Brasil)

Única política para a bacia não foi implementada e preocupa diante de hidrelétricas e navegação no Pantanal

Aprovado há oito anos, o PRH (Plano de Recursos Hídricos) da Bacia do Paraguai ainda enfrenta entraves institucionais e financeiros que dificultam sua implementação. Elaborado pela ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) e aprovado em 2018 pelo CNRH (Conselho Nacional de Recursos Hídricos), o documento prevê 17 programas e 70 ações voltadas ao uso sustentável da água até 2031. Considerado a principal política pública federal para orientar o uso dos recursos hídricos da bacia, o documento permanece parado, sem que as medidas previstas tenham sido colocadas em prática.

Segundo a assessoria de imprensa da agência, o plano foi prejudicado também por mudanças administrativas, como a extinção de grupos de acompanhamento e a paralisação do próprio conselho entre 2023 e 2024, que comprometeu o avanço das medidas. Desde então, novos grupos de trabalho foram criados, mas com atuação ainda limitada e reuniões pontuais.

Para tentar destravar o processo, a ANA informou que tem buscado alternativas para viabilizar a implementação das ações previstas no PRH. Entre as estratégias está a articulação com o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) para captar recursos por meio de projetos de cooperação técnica. Um desses projetos, fruto de cooperação bilateral entre ANA e BID, está em fase final, enquanto uma nova iniciativa trinacional (Brasil, Paraguai e Bolívia) financiada pelo Global Environment Facility deve começar em breve, com participação do BID e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente como agências implementadoras e execução pela World Wide Fund for Nature.

Mesmo assim, a agência tem enfrentado desafios relacionados à falta de um comitê federal da bacia, responsável por coordenar as ações, e à falta de mecanismos financeiros, como a cobrança pelo uso da água, que garantiriam recursos para a execução.

Cooperação

O PRH foi construído com participação de estados, pesquisadores e setores da sociedade e tem como objetivo orientar ações de conservação e uso sustentável da água na parte brasileira da bacia que abastece o Pantanal. A pesquisadora da Embrapa Pantanal, Débora Calheiros, fez parte do grupo técnico e científico que construiu a proposta e afirma que o trabalho contou com a colaboração de 80 pesquisadores de diferentes áreas, além de consultas públicas e oficinas com instituições e usuários da bacia.

“É uma política pública federal com potencial de conservar toda a bacia, mas que precisa ser desengavetada”, afirmou.

Dependência do planalto

De acordo com a especialista, o planejamento parte do entendimento de que o Pantanal depende diretamente das áreas de planalto, onde nascem os rios que alimentam a planície alagável. Aproximadamente 75% da água que chega ao bioma tem origem nessas regiões mais altas, o que torna a gestão integrada da bacia essencial.

O plano prevê diretrizes para reduzir impactos como desmatamento, assoreamento, contaminação por agrotóxicos e implantação de empreendimentos que alterem a dinâmica dos rios, como as hidrelétricas. Também estabelece medidas para preservar o pulso de inundação, ciclo natural de cheias e secas responsável pela manutenção da biodiversidade pantaneira.

Hidrelétricas nas cabeceiras

Outro ponto de preocupação é o avanço de projetos hidrelétricos na Bacia do Alto Paraguai, região formadora do Pantanal. Segundo Débora Calheiros, há cerca de 130 empreendimentos previstos e em operação na região, muitos localizados nas áreas de planalto onde nascem os rios que abastecem a planície. A especialista afirma que a construção dessas estruturas pode alterar o fluxo natural das águas, reduzir a conectividade dos rios e afetar o pulso de inundação, considerado essencial para a dinâmica ecológica do bioma. Para ela, a implementação do plano seria fundamental justamente para orientar e limitar esse tipo de intervenção de forma integrada, pois atualmente não há lei específica sobre o uso das águas da Bacia do Alto Paraguai.

Pressões

Segundo Calheiros, a paralisação do plano ocorre em meio ao aumento das pressões econômicas sobre o território, com expansão agrícola, projetos hidrelétricos nas áreas de cabeceira e propostas de ampliação da navegação, como a concessão da hidrovia Paraguai-Paraná, cujo leilão deve ser lançado ainda neste ano.

A pesquisadora avalia que a água se tornou um recurso estratégico disputado por diferentes setores. “A água é uma pauta econômica importante para o agronegócio, a mineração, a indústria, a geração de energia, a navegação e o saneamento. Nem sempre há prioridade para a abordagem ambiental”, disse.

Ela também relaciona o impasse a mudanças administrativas na política hídrica federal, com a transferência do CNRH e da ANA da estrutura do Ministério do Meio Ambiente para o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Política integrada

Para a especialista, o PRH Paraguai é hoje a única política pública federal capaz de coordenar a gestão hídrica entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, estados que formam a bacia responsável pela dinâmica hídrica do Pantanal.

“O documento foi construído com base científica e participação da sociedade. Tem potencial para garantir a conservação da bacia e das espécies migratórias. O que falta agora é implementação”, concluiu.

Histórico

O Plano de Recursos Hídricos da Região Hidrográfica do Rio Paraguai começou a ser elaborado em 2013, motivado por preocupações com hidrelétricas, uso do solo e impactos no Pantanal. Após estudos técnicos e consultas públicas, o documento foi aprovado pelo colegiado em 8 de março de 2018.

No mesmo ano, Agência Nacional de Águas apresentou o plano aos estados e iniciou a previsão de investimentos de aproximadamente R$ 82,9 milhões, porém informou, na época, que a execução dependeria da liberação de recursos e da adesão de governos estaduais e municipais, o que tem feito com que a implementação avance de forma gradual desde a aprovação.

Na época do lançamento, o documento foi apontado por autoridades como referência para orientar políticas públicas, conciliar desenvolvimento e preservação ambiental e apoiar iniciativas como a recuperação do Rio Taquari.

Conforme a assessoria de imprensa da ANA, o grupo que acompanhava o plano foi extinto em 2019. Depois disso, houve mudanças e criação de novos grupos de trabalho, mas sem continuidade. O próprio CNRH ficou inativo entre 2023 e 2024, o que prejudicou o acompanhamento. Em 2023 foi criado um grupo para monitorar as ações do plano e, em 2025, outro grupo foi criado para atualizar e acompanhar a implementação. A ANA informou que esse grupo se reuniu três vezes entre 2025 e 2026.

Fonte: Campo Grande News (por Inara Silva)

CITROS TOUR: Ações para desenvolver a citricultura do MS são apresentadas em evento em Aparecida do Taboado

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Foto: Comunicação Semadesc

As ações e políticas públicas do Governo de Mato Grosso do Sul, desenvolvidas por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), voltadas ao fortalecimento da citricultura, foram apresentadas durante a 9ª edição do Citros Tour — um dos principais eventos técnicos itinerantes do setor no Brasil.

O encontro reúne produtores, pesquisadores, consultores e representantes das maiores indústrias de suco de laranja do mundo, com o objetivo de promover a troca de conhecimento sobre manejo, inovação tecnológica, sanidade vegetal e tendências de mercado da citricultura.

O secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rogério Beretta, acompanhado pelo coordenador de Citricultura da Semadesc, Klaus Andrei Zimmer, participou da etapa realizada na Fazenda São Lucas, no município de Aparecida do Taboado. A programação também incluiu atividades na Fazenda Alto Paraná, propriedades dos produtores Giovanni Barotti e Alemão.

“Trata-se de um evento técnico que reuniu alguns dos principais produtores de laranja do Brasil. O objetivo foi discutir tecnologias de manejo da cultura, incluindo irrigação, controle de pragas e alternativas de mercado, buscando aprimorar o posicionamento do setor e impulsionar o consumo de suco de laranja no país”, destacou Beretta.

O evento contou com a presença das principais indústrias citrícolas do Brasil, como Cutrale, Citrosuco, Louis Dreyfus Company, Suco Prat’s e Frucamp, além de produtores de diversas regiões. Segundo o secretário, os debates evidenciaram tanto o alto nível tecnológico do setor quanto os desafios enfrentados pelos citricultores, especialmente no combate ao greening — principal doença da cultura — e nas questões relacionadas ao mercado global de suco de laranja.

Durante o encontro, o secretário apresentou um conjunto de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento da citricultura em Mato Grosso do Sul, com destaque para as ações de defesa sanitária vegetal, fundamentais no enfrentamento ao greening, além de instrumentos de apoio como as linhas de crédito do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO), investimentos em infraestrutura logística e avanços na política de outorga de uso da água e no licenciamento ambiental para irrigação.

Beretta ressaltou que a participação do Estado foi bem recebida pelos produtores e reforçou o ambiente favorável para novos investimentos no setor. “Mato Grosso do Sul tem se consolidado como uma nova fronteira da citricultura no Brasil, com condições edafoclimáticas favoráveis, disponibilidade hídrica e um ambiente institucional que garante segurança e competitividade ao produtor”, afirmou.

A citricultura sul-mato-grossense vem apresentando crescimento consistente nos últimos anos, impulsionada pela expansão de áreas plantadas, pela adoção de tecnologias modernas de produção e pela atração de indústrias processadoras. O Estado tem se destacado como alternativa estratégica frente aos desafios fitossanitários enfrentados por regiões tradicionais, contribuindo para a diversificação da matriz produtiva e geração de emprego e renda no interior.

Ao final do evento, foi anunciado o lançamento da 10ª edição do Citros Tour, prevista para abril do próximo ano, no município de Paranavaí (PR), com visitas técnicas às propriedades ligadas à indústria Suco Prat’s. Além disso, os participantes já confirmaram presença na Expo Citrus, que será realizada em maio, em Cordeirópolis (SP), reforçando a integração nacional do setor.

Rosana Siqueira, da Semadesc

Bioparque Pantanal celebra quatro anos colocando Mato Grosso do Sul em destaque internacional

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Local já recebeu mais de 1,5 milhão de visitantes de diversos países. (Foto: Lara Miranda/Bioparque Pantanal)

Ao completar quatro anos de atuação, neste sábado (28), o Bioparque Pantanal se consolida como o maior aquário de água doce do mundo e uma referência em turismo científico, acessível e sustentável. Com resultados expressivos nas áreas de conservação, pesquisa, acessibilidade e educação ambiental, o empreendimento coloca Mato Grosso do Sul em evidência no cenário internacional.

Ao longo desse período, o Bioparque acumulou conquistas que vão além dos números e demonstram um modelo inovador de atuação. A certificação internacional ouro de sustentabilidade, concedida pela Green Destinations, por exemplo, atesta que o complexo segue rigorosos critérios ambientais, sociais e de governança, com práticas que incluem gestão eficiente de recursos hídricos, inclusão social, uso consciente de energia, destinação correta de resíduos e promoção de educação ambiental para visitantes e comunidades.

Outro marco é a consolidação do maior banco genético vivo de água doce do mundo. Atualmente, o Bioparque Pantanal já alcançou a reprodução de mais de 100 espécies, incluindo espécies ameaçadas de extinção como o cascudo-viola. Esse trabalho envolve manejo técnico especializado, monitoramento constante e estudos científicos que contribuem diretamente para a conservação da ictiofauna, possibilitando a manutenção da diversidade genética e ampliando as chances de preservação dessas espécies a longo prazo.

O alcance global do Bioparque também se reflete na visitação. Mais de 1,5 milhão de pessoas já passaram pelo empreendimento, com registros de visitantes oriundos de mais de 140 países. Esse fluxo demonstra não apenas o potencial turístico, mas também o papel do espaço como vitrine da biodiversidade pantaneira para o mundo. O empreendimento turístico ainda foi referendado pelo Google como o aquário com a melhor avaliação do Brasil e do mundo.

Na área educacional, o impacto é significativo, mais de 130 mil estudantes já foram atendidos por meio de visitas e ações lúdicas pedagógicas. As atividades vão além da contemplação, promovendo aprendizado sobre conservação ambiental, ecossistemas aquáticos e a importância da sustentabilidade, contribuindo para a formação de uma consciência ambiental nas novas gerações.

O reconhecimento institucional se fortalece com a escolha do Bioparque como sede do Congresso da Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil (AZAB), considerado o maior evento do setor no país. A realização do encontro no empreendimento será em maio deste ano e reforçará sua relevância técnica e científica no cenário nacional.

Além disso, o Bioparque também foi palco de discussões internacionais ao recepcionar um dos eventos da COP15 voltado aos peixes migratórios de água doce. O encontro reuniu especialistas, pesquisadores e representantes de diferentes países, consolidando o espaço como um ambiente estratégico para o debate de temas globais ligados à conservação.

No campo científico, o empreendimento mantém uma atuação contínua por meio de intercâmbios técnicos e científicos com universidades, centros de pesquisa e organizações governamentais e não governamentais. Essas parcerias possibilitam o desenvolvimento de projetos de pesquisa voltados à biodiversidade aquática, especialmente do Pantanal, além da produção e publicação de artigos científicos que contribuem para o avanço do conhecimento e embasam estratégias de conservação, bioeconomia e sustentabilidade.

Para a diretora-geral do complexo, Maria Fernanda Balestieri, os resultados refletem o compromisso institucional. “Chegar aos quatro anos com resultados tão consistentes mostra que o Bioparque Pantanal cumpre seu papel como agente de transformação. Aqui, conectamos pessoas à ciência, a educação e a conservação, com impactos reais na preservação da biodiversidade e na formação de uma sociedade mais consciente”, destacou.

A moradora de Corumbá, Inês Gonçalves, ressalta o orgulho em ver o empreendimento ganhar projeção. “É um lugar que representa muito para o nosso Estado. Além de ser lindo, ensina e faz a gente refletir sobre a importância de cuidar do meio ambiente”, afirmou.

A experiência também impressiona visitantes internacionais, como o turista alemão Gunter Schneider. “O Bioparque Pantanal é um exemplo de como turismo e conservação podem caminhar juntos. É uma experiência educativa e inspiradora, com padrão internacional”, comentou.

Rosana Moura, Comunicação Bioparque Pantanal

Grande incêndio atinge indústria em Aparecida do Taboado e mobiliza bombeiros de duas cidades

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Um incêndio de grandes proporções mobilizou equipes de emergência na noite deste sábado em Aparecida do Taboado, após atingir a empresa Gala Indústria Brasileira de Brinquedos e Embalagens. A intensidade das chamas exigiu o reforço de equipes do Corpo de Bombeiros de Três Lagoas e Paranaíba.

De acordo com as primeiras informações, o fogo se alastrou rapidamente devido à natureza dos materiais presentes na indústria, que trabalha com plástico e papel para embalagens — produtos altamente inflamáveis. Diante da gravidade da ocorrência, foi necessário o deslocamento de múltiplas viaturas e efetivos, além do apoio da empresa Alcovalle e da Prefeitura Municipal.

O combate às chamas mobilizou um grande aparato logístico e exigiu atuação conjunta das equipes para conter o avanço do incêndio e evitar que ele atingisse áreas próximas. Até o momento, não há informações confirmadas sobre feridos.

As causas do incêndio ainda não foram oficialmente divulgadas, mas há indícios de que o sinistro possa ter sido provocado por um curto-circuito. As autoridades competentes devem realizar perícia no local para esclarecer as circunstâncias do ocorrido.

O caso segue em investigação.

Após recuo de Azambuja, Dr. Ruy anuncia mudança de rumo político e mantém pré-candidatura

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A repercussão de uma notícia publicada pelo site Perfil News provocou mudanças nos planos políticos do médico Ruy Costa Neto, que havia anunciado sua filiação ao Partido Liberal (PL) com apoio do ex-governador Reinaldo Azambuja.

De acordo com a publicação, Ruy teria se filiado ao partido com o aval de Azambuja, para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. No entanto, novos desdobramentos indicam que o cenário mudou após a divulgação da informação.

RECUO

Após recuo de Azambuja, Dr. Ruy anuncia mudança de rumo político e mantém pré-candidatura

Segundo apurado, a filiação foi inicialmente acertada durante reunião na sede do PL, com a presença do deputado estadual Neno Razuk, do também do Capitão Contar e do próprio médico. Na ocasião, Ruy chegou a assinar a ficha de filiação, que seria posteriormente abonada por Azambuja em um evento político previsto para a próxima segunda-feira.

Entretanto, a repercussão da matéria gerou forte pressão interna no partido, especialmente sobre a presidência regional da sigla, que optou por rever o acordo para evitar conflitos com lideranças e aliados políticos no estado.

OPOSIÇÃO

Em declaração, Ruy Costa Neto confirmou que houve um entendimento inicial para que ele fosse candidato a deputado estadual pelo PL, a convite de Neno Razuk. Segundo ele, uma das condições para sua entrada no partido seria a manutenção de sua postura de oposição política na região, o que, em um primeiro momento, teria sido aceito.

Após recuo de Azambuja, Dr. Ruy anuncia mudança de rumo político e mantém pré-candidatura

No entanto, após a divulgação da notícia, o cenário mudou. O médico afirmou que houve interferências políticas que inviabilizaram sua permanência no acordo.

“Depois da reportagem, houve uma repercussão e influência para impedir essa filiação. Então, decidi desistir e seguir novos rumos”

Apesar do recuo, Ruy reafirmou que continua como pré-candidato a deputado estadual e revelou que tem recebido novos convites partidários. A definição sobre seu futuro político deve ocorrer nos próximos dias, dentro do prazo da janela partidária.

“Sou pré-candidato, sim. Temos convites e até o prazo final vamos decidir qual caminho seguir”, concluiu.

Cultura organizacional e formação de talentos são destaques da Eldorado em evento de RH em MS

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Elcio Trajano durante evento de RH em Campo Grande (Foto: Divulgação/RHMS)

Executivo destaca cultura organizacional como diferencial competitivo na atração e retenção de talentos na indústria

O diretor de Recursos Humanos, Sustentabilidade e Comunicação da Eldorado Brasil Celulose, Elcio Trajano Jr., apresentou as principais estratégias de gestão global e desenvolvimento de talentos da companhia na última quinta-feira (25), durante a terceira edição do RHMS, em Campo Grande.

Com mais de 25 anos de experiência na área, Elcio Trajano Jr. é um defensor da cultura organizacional como pilar estratégico da gestão de pessoas. Em um setor no qual a mão de obra qualificada ainda é um desafio, valorizar os colaboradores se torna um diferencial relevante para a atração e retenção de talentos.

“Hoje nós temos várias gerações dentro das empresas e com necessidades específicas, com formas de entendimento, de conceitos e de aprendizados diferentes também. Então, se eu quero reter ou se eu quero atrair nossos talentos, eu tenho que compreender essas diferenças individuais. A cultura organizacional que vai ser o alicerce para ter boas práticas de gestão de pessoas, é através da cultura que você tem academias de aprendizado, escolas técnicas, ritos de celebrações e reconhecimentos profissionais. Uma empresa que tem uma cultura clara e forte, ela com certeza vai atrair bons profissionais”, afirma o diretor.

Durante a conferência, Elcio apresentou os principais programas de desenvolvimento de pessoas da Eldorado Brasil Celulose, com foco em qualidade de vida e plano de carreira. A companhia conta com iniciativas estruturadas ao longo de toda a jornada do colaborador, desde o processo seletivo e integração até o desenvolvimento, a movimentação interna e o offboarding.

Para Elcio Trajano Jr., a gestão de pessoas acompanha as transformações da sociedade, especialmente diante do avanço da tecnologia e das novas demandas dos profissionais.

“O que a gente observa de grandes mudanças que vêm impactando as organizações é a entrada cada vez mais forte da tecnologia, o que resulta em uma demanda maior por aprendizado. A sede por informação aumentou, assim como o entendimento sobre o propósito das companhias, que hoje é mais valorizado do que no passado. Além disso, a inovação e os aspectos de responsabilidade têm ganhado espaço dentro das empresas. Outro ponto importante é o cuidado com a saúde de forma integral, que tem se tornado um divisor de águas, tanto para atrair quanto para reter profissionais. O cuidado com a saúde mental, com o bem-estar no dia a dia e com a saúde financeira tem se tornado cada vez mais essencial dentro das companhias.”

Sobre a Eldorado Brasil

A Eldorado Brasil Celulose, empresa da J&F S.A., é reconhecida globalmente por sua excelência operacional e seu compromisso com a sustentabilidade, resultado do trabalho de uma equipe qualificada de mais de 5 mil colaboradores. Inovadora no manejo florestal e na fabricação de celulose, produz 1,8 milhão de toneladas de celulose de alta qualidade por ano, atendendo aos mais exigentes padrões e certificações do mercado internacional. Seu complexo industrial em Três Lagoas (MS) também tem capacidade para gerar energia renovável para abastecer uma cidade de 2,1 milhões de habitantes. Em Santos (SP), opera o EBLog, um dos mais modernos terminais portuários da América Latina, exportando o produto para mais de 40 países. A Companhia mantém um forte compromisso com a sustentabilidade, inovação, competitividade e valorização das pessoas.

PF coordena atuação integrada de segurança mediante a CASP

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Foto: Divulgação PF

Sob coordenação da Polícia Federal, a estrutura colegiada reúne instituições de diferentes esferas para o planejamento e para a execução das ações de segurança durante a COP15

A Polícia Federal coordena a atuação integrada de segurança durante a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15), realizada entre os dias 23 e 29 março de 2026, em Campo Grande/MS, por meio da Coordenação da Área de Segurança Pública (CASP), estrutura colegiada responsável pelo planejamento e pela articulação das ações interinstitucionais relacionadas ao evento.

Além da Polícia Federal, a CASP reúne representantes de diversos órgãos federais, estaduais e municipais, entre eles: a Agência Municipal de Transporte e Trânsito, a Agência Brasileira de Inteligência, o Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul, a Guarda Civil Metropolitana de Mato Grosso do Sul, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, o Centro Integrado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, a Polícia Rodoviária Federal, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul, a Agência Nacional de Telecomunicações e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

Sob coordenação da Polícia Federal, a estrutura promove a integração das forças de segurança, com foco na gestão do trânsito local, no monitoramento de possíveis ameaças e na adoção de medidas preventivas no entorno da conferência. No interior do evento, a segurança permanece sob responsabilidade exclusiva da PF.

Durante agenda realizada no contexto da conferência, a secretária-executiva adjunta do Ministério do Meio Ambiente, Anna Flávia de Senna Franco, destacou a atuação integrada das forças de segurança e ressaltou a capacidade da Polícia Federal na coordenação das ações em todos os níveis.

O delegado de Polícia Federal, Antonio Carlos Knoll de Carvalho, também reforçou o papel fundamental da cooperação entre os diversos órgãos envolvidos: “essa integração tem ocorrido de maneira bastante fluida, graças ao comprometimento e ao espírito colaborativo de todos os profissionais envolvidos. Mesmo diante de um cenário que reúne tantas forças distintas, o trabalho tem sido conduzido de forma coordenada, responsável e com foco no cumprimento das atribuições de cada instituição”, disse.

Instalada no próprio local da COP15, a CASP iniciou suas atividades previamente ao evento e permanece em funcionamento durante toda a programação e na fase posterior à sua conclusão, assegurando resposta rápida e coordenação permanente entre as instituições participantes.

PF cumpre mandado contra contrabando e fraude tributária em Corumbá

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Foto: Arquivo PF

Apuração teve início após apreensão de cabelos humanos de origem estrangeira em encomendas postais enviadas a outros estados

A Polícia Federal cumpriu, nesta sexta-feira (27), mandado judicial na sede de uma empresa localizada em Corumbá, no âmbito de investigação que apura a prática dos crimes de contrabando e de fraude tributária.

A diligência decorre da apreensão de cabelos humanos de origem estrangeira, realizada pela Receita Federal do Brasil, em encomendas postais remetidas a partir de Corumbá com destino a outros estados sem a devida comprovação de regularidade quanto à importação e à origem da mercadoria.

Foram apreendidos documentos e outros elementos de interesse para a investigação, que subsidiarão a análise quanto à materialidade dos delitos e à eventual responsabilização dos envolvidos.

As apurações seguem em andamento, sob a coordenação da Polícia Federal e com acompanhamento do Ministério Público Federal, visando ao completo esclarecimento dos fatos.

Programa Centelha 3 é lançado em Campo Grande e amplia estratégia de incentivo à inovação em MS

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Foto: Nivi Souza

Foi lançado nesta sexta-feira (27) o Programa Centelha 3, uma nova etapa de incentivo ao empreendedorismo em Mato Grosso do Sul. A partir de agora, a iniciativa segue com uma agenda de encontros no interior do Estado, com o objetivo de angariar novos participantes. Durante o evento, autoridades destacaram a importância da ampliação da meta de propostas submetidas para mil inscritos. O diretor-presidente da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul), Cristiano Carvalho, reforçou o impacto dessa estratégia.

“Quanto maior o número de ideias submetidas, maior será o impacto do programa e as oportunidades geradas. Esperamos que todos se tornem multiplicadores dessa iniciativa, contribuindo para ampliar tanto o número de inscrições quanto a qualidade dos projetos apresentados. Todos os parceiros estão à disposição para apoiar na construção das propostas”, explicou.

O secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Ricardo Senna, destacou o papel do programa na conexão entre pesquisa e mercado. “O objetivo é impulsionar projetos desenvolvidos nas universidades, como teses e pesquisas que, após anos de estudo, precisam de apoio para chegar ao mercado. O Centelha contribui para transformar essas ideias em negócios, incentivando o empreendedorismo entre pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação e aproximando a produção científica das demandas da sociedade”, afirmou.

“O Centelha é uma política estratégica porque atua exatamente no ponto mais sensível da inovação, que é a transformação da ideia em negócio. Mato Grosso do Sul avançou muito na atração de investimentos e na diversificação da sua economia, e agora o desafio é fortalecer a base tecnológica, conectando universidades, pesquisadores e empreendedores às demandas reais do mercado. Ao ampliar o número de propostas e interiorizar essa agenda, nós estamos criando oportunidades concretas para que o conhecimento gerado no Estado se traduza em desenvolvimento, renda e competitividade”, comentou o secretário Jaime Verruck, da Semadesc.

A cerimônia reuniu representantes de instituições de ensino, governo e parceiros do ecossistema de inovação. Estiveram presentes a gerente de Desenvolvimento Tecnológico e Subvenção Descentralizada da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Thais de Lourdes Macieira; o diretor do Sebrae MS, Cláudio Mendonça; e a diretora de Educação Profissional do Senac, Jordana Duenha.

A reitora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e presidente do Conselho de Reitores das Instituições de Ensino Superior de Mato Grosso do Sul (CRIE-MS), Camila Ítavo, destacou o papel das universidades na formação de um ambiente favorável à inovação. “Nossas instituições celebram o investimento em ciência e tecnologia e reconhecem a importância da base tecnológica gerada nas universidades. Temos atuado na formação com foco em empreendedorismo e inovação, conectando os cursos às demandas contemporâneas. Estamos à disposição para contribuir com o fortalecimento desse ecossistema”, disse.

O evento também contou com a apresentação de cases de sucesso das edições anteriores do programa, evidenciando os resultados alcançados por startups apoiadas pelo Centelha 1 e 2. Para a gerente da Finep, Thais de Lourdes Macieira, a iniciativa tem impacto direto na criação de novos negócios inovadores.

“O Programa Centelha é motivo de orgulho para todos nós. Sabemos da quantidade de startups que surgiram a partir dessa iniciativa e do potencial que existe nos estados. Para empreendedores, professores e multiplicadores, essa é uma oportunidade única. Tenho certeza de que será um divisor de águas para muitas ideias e negócios.”

Representando a Fundação CERTI, o consultor de negócios Vinícius Vilvert ressaltou o potencial do Estado para alcançar a meta de inscrições. “A estrutura que vimos, tanto na Fundect quanto nas universidades, demonstra que há condições reais de atingir a meta estabelecida. Existe um ambiente favorável para que os empreendedores desenvolvam seus projetos e avancem no processo de inovação.”

Além das apresentações institucionais, o lançamento incluiu um painel de tira-dúvidas e de apresentação detalhada do programa, voltado aos interessados em submeter propostas. A atividade buscou orientar sobre as etapas do edital e ampliar o acesso às informações.

Sobre o Centelha

O Programa Centelha 3 prevê a seleção de até 47 propostas, com investimento total de R$ 6,5 milhões. Cada projeto poderá receber até R$ 89,6 mil em recursos de subvenção econômica, além de até R$ 50 mil em bolsas de fomento tecnológico e extensão inovadora, concedidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

As inscrições seguem abertas até 11 de maio de 2026, por meio do Sigfundect. Podem participar pessoas físicas com ideias inovadoras, além de empresas nascentes com até 12 meses de existência.

A execução do programa em Mato Grosso do Sul é realizada pela Fundect, vinculada ao Governo do Estado através da Semadesc, em parceria com Sebrae MS, Senai-Fiems, Fecomércio-Senac, Ecossistema de Inovação e o Conselho de Reitores das Instituições de Ensino Superior de Mato Grosso do Sul (CRIE-MS), que atuarão também nos encontros previstos no interior do Estado.

Assessoria de Comunicação – Fundect

Governo de MS assina convênios de R$ 60 milhões com a Finep para fortalecer pesquisa, inovação e desenvolvimento regional

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Foto: Mairinco de Pauda, Semadesc

Na manhã desta sexta-feira (27), o Governo de Mato Grosso do Sul assinou, em conjunto com a Finep, convênios para pesquisa, desenvolvimento e inovação que somam cerca de R$ 60 milhões. Os recursos foram viabilizados por meio da Chamada Pública MCTI/FINEP/FNDCT Proinfra Desenvolvimento Regional (NNECO 2024) e contemplam quatro propostas de instituições de pesquisa do Estado. A assinatura ocorreu no auditório do Sebrae/MS, durante a abertura do evento de lançamento da terceira edição do Programa Centelha.

Os projetos aprovados abrangem áreas estratégicas para o desenvolvimento do Estado, com foco em saúde, biotecnologia, transição ecológica e energia. As iniciativas incluem desde o desenvolvimento de soluções inovadoras para tratamento de feridas e fortalecimento da vigilância epidemiológica em diferentes biomas, até a estruturação de redes de pesquisa voltadas à conservação ambiental e à transição ecológica. Também está prevista a implantação de um laboratório multiusuário voltado aos estudos sobre o hidrogênio, consolidando uma nova fronteira tecnológica alinhada à agenda de descarbonização e à sustentabilidade do agronegócio.

O conjunto das propostas evidencia uma estratégia integrada, que articula ciência aplicada, infraestrutura de pesquisa e inovação orientada a desafios reais. Ao mesmo tempo em que amplia a capacidade de resposta em áreas sensíveis, como saúde pública e monitoramento ambiental, o Estado também investe em tecnologias emergentes capazes de gerar novas cadeias produtivas e aumentar a competitividade econômica.

“Esses projetos mostram que Mato Grosso do Sul está avançando em duas frentes estratégicas: de um lado, fortalecendo nossas instituições de pesquisa, como a UCDB, na geração de soluções inovadoras com impacto direto na qualidade de vida da população; de outro, integrando o Estado a redes nacionais de ciência e tecnologia que têm no Pantanal um dos seus principais focos. É a inovação conectada ao nosso território e às nossas vocações, gerando desenvolvimento sustentável”, afirma o secretário Jaime Verruck.

Para o presidente da Fundect, Cristiano Carvalho, a participação da fundação como cofinanciadora é determinante para ampliar o alcance das iniciativas. “A participação da Fundect como cofinanciadora é fundamental para ampliar o alcance desses projetos e garantir que Mato Grosso do Sul esteja inserido nas agendas mais avançadas de pesquisa e inovação do país. Estamos apoiando iniciativas que vão desde a saúde até a transição ecológica, com destaque para o Pantanal, fortalecendo o nosso ecossistema científico e criando bases para soluções de alto impacto”, destaca.

Na avaliação de Jaime Verruck, “além do impacto direto na produção científica, os investimentos reforçam o papel de Mato Grosso do Sul como um ambiente propício à inovação, conectando universidades, centros de pesquisa e políticas públicas em torno de uma agenda comum de desenvolvimento sustentável”.

Marcelo Armôa, Semadesc

Polícia Científica participa de exercício internacional com atuação em perícias ambientais no Pantanal

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Foto: Comunicação PCi-MS

Realizado pela primeira vez no Brasil, o Exercício Cooperación XI reúne, em Campo Grande, forças de diferentes países em treinamento voltado à resposta a desastres naturais e ao apoio a autoridades civis. Na quinta-feira (26), a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul participou da atividade com uma de suas frentes rotineiras de atuação: a realização de perícias ambientais em áreas de difícil acesso no Pantanal.

A participação da Polícia Científica no exercício se deu por meio de 10 peritos criminais da Capital e dos núcleos regionais de Coxim, Corumbá e Aquidauana, os quais efetivaram deslocamentos aéreos com equipes envolvidas da Base Aérea de Campo Grande até áreas previamente indicadas pelas autoridades requisitantes, para fins de exames periciais ambientais.

Com o apoio aéreo, as equipes conseguiram otimizar o acesso aos pontos previamente mapeados e realizar, em solo, a verificação dos vestígios, com registro fotográfico georreferenciado para documentação pericial.

“O deslocamento aéreo facilita o acesso a regiões onde o percurso terrestre é limitado e permite direcionar a atuação com mais precisão”, afirma o perito criminal Yuri Hokama, chefe do NPE (Núcleo de Perícias Externas) que coordenou a atividade pela Polícia Científica.

Durante a ação, também foi avaliada a possibilidade de utilização de VANT, o Veículo Aéreo Não Tripulado, como ferramenta complementar para o mapeamento das áreas periciadas.

Segundo o chefe do NPE, os trabalhos incluíram ainda o alinhamento das informações nos laudos periciais ambientais, com definição dos elementos essenciais para facilitar a análise pelas autoridades requisitantes. “A proposta é garantir que os laudos tragam as informações necessárias de forma clara e organizada, respeitando as particularidades de cada caso”, afirma.

Ao longo da semana, peritos da Capital e do interior também participaram de treinamento voltado ao uso de software de georreferenciamento, ferramenta que auxilia na identificação, localização e validação das áreas analisadas.

Maria Ester Jardim Rossoni, Comunicação PCi-MS

Saúde de Três Lagoas capacita equipe e amplia inserção do contraceptivo Implanon

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Foto: Prefeitura de Três Lagoas

A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), segue investindo na qualificação contínua dos profissionais da rede para ampliar e melhorar os serviços oferecidos à população. Nos dias 26 e 27 de março, foi realizada a capacitação de enfermeiras para a inserção do implante contraceptivo Implanon, fortalecendo as ações de planejamento reprodutivo no município.

Ao todo, duas enfermeiras da Clínica da Mulher e cinco residentes em enfermagem obstétrica foram habilitadas para realizar o procedimento, ampliando a capacidade de atendimento e o acesso das mulheres a métodos contraceptivos de longa duração.

A formação foi conduzida pelo Núcleo de Educação Permanente em Saúde (NEPS), sob coordenação da enfermeira Laura Fernandes, e ocorreu no SSPM e na Clínica da Mulher. Durante os dois dias de capacitação, as participantes tiveram acesso a conteúdos teóricos e práticos, garantindo mais segurança e qualidade na oferta do serviço.

O Implanon é um método contraceptivo moderno, seguro e altamente eficaz, com mais de 99% de eficácia. Trata-se de um pequeno bastonete inserido sob a pele do braço, que libera hormônios continuamente, prevenindo a gravidez por até três anos. Além da praticidade, o método representa uma alternativa importante para mulheres que buscam mais autonomia no planejamento familiar.

Durante a capacitação, 20 pacientes que aguardavam na fila de regulação municipal já foram atendidas, contribuindo para a redução da demanda reprimida e agilizando o acesso ao procedimento.

A iniciativa demonstra o compromisso da SMS em qualificar sua equipe e, ao mesmo tempo, ampliar os serviços ofertados, garantindo um atendimento mais resolutivo, humanizado e eficiente à população.

As próximas etapas da capacitação já estão previstas e devem contemplar profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), ampliando ainda mais o alcance do serviço e fortalecendo a rede municipal de atenção à saúde.

Três Lagoas consolida posição no turismo nacional com certificações do Ministério do Turismo

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Foto: Prefeitura de Três Lagoas

A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Turismo e Cultura (SETURC), conquistou importantes certificações junto ao Ministério do Turismo, reforçando o posicionamento do município no cenário turístico nacional e ampliando as possibilidades de melhorias para o setor.

A diretora de Turismo, Mônica Ferreira Porto, explicou que entre os reconhecimentos obtidos está a permanência de Três Lagoas no Mapa do Turismo Brasileiro, dentro do Programa de Regionalização do Turismo, na categoria de Município Turístico, a mais elevada entre as classificações existentes. Esse enquadramento garante ao município melhores condições de acesso a programas federais, investimentos e políticas públicas voltadas ao fortalecimento do turismo.

Além disso, o município recebeu o Certificado de Reconhecimento do Conselho Municipal de Turismo, comprovando que o órgão está devidamente cadastrado e ativo no Sistema de Informações do Mapa do Turismo Brasileiro. A certificação é fundamental para assegurar a participação da cidade nas estratégias nacionais do setor.

Outro destaque é o reconhecimento da Instância de Governança Regional Costa Leste, da qual Três Lagoas faz parte. A entidade também foi certificada pelo Ministério do Turismo e integra o sistema oficial do programa de regionalização, fortalecendo a articulação entre municípios e promovendo o desenvolvimento turístico regional.

Somado a isso, a Prefeitura formalizou adesão ao Movimento Turismo que Protege, iniciativa nacional que visa promover um turismo ético, seguro e responsável, com foco na proteção de crianças e adolescentes nos destinos turísticos. O compromisso inclui ações de conscientização, prevenção e mobilização em alinhamento às diretrizes do Ministério do Turismo.

De acordo com a SETURC, a certificação no Mapa do Turismo é renovada anualmente e exige atualização constante de documentos, informações e legislações. Com toda a documentação regularizada, o município mantém, desde agosto do ano passado, o status de Município Turístico tanto em nível federal quanto estadual, junto ao Ministério do Turismo e à Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul.

A administração municipal destaca que, com a base já consolidada, o próximo passo é avançar em novas legislações e ações estratégicas que possam ampliar ainda mais a pontuação do município nos critérios do programa, garantindo sua permanência e evolução no ranking turístico nacional.

Com os certificados em dia e reconhecimento nas diferentes esferas, Três Lagoas reforça sua estrutura institucional no turismo e se posiciona de forma cada vez mais competitiva para atrair investimentos e desenvolver o setor de maneira sustentável.

“Evasão hospitalar”? Mãe relata denúncia ao Conselho Tutelar após atendimento em hospital de Três Lagoas

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Por: Nathália Santos

Uma situação vivida pela mãe Josiane Ferrari, de 38 anos, em Três Lagoas, chamou atenção nesta semana após ela relatar ter sido acionada pelo Conselho Tutelar depois de levar o filho de 11 meses ao Hospital Regional da Costa Leste.

Ao Perfil News, Josiane detalhou que o episódio começou no último sábado (21), quando o bebê apresentou sintomas de resfriado e dificuldade para respirar.

ATENDIMENTO NO HOSPITAL E ORIENTAÇÃO MÉDICA

“Evasão hospitalar”? Mãe relata denúncia ao Conselho Tutelar após atendimento em hospital de Três Lagoas

De acordo com o relato da mãe, após não conseguir consulta imediata com a pediatra, ela decidiu levar o filho ao hospital. No local, a criança foi atendida por uma médica, que prescreveu medicação, incluindo xarope, uso de bombinha e inalação.

Josiane afirma que o filho tem dificuldade para realizar inalação quando está acordado.

“Ele gritava muito, se retorcia, arrancava a máscara. Eu só consigo fazer inalação nele quando está dormindo, até em casa”, relatou.

Diante da dificuldade, ela procurou a equipe de enfermagem e, em seguida, retornou à médica para explicar a situação. Segundo a mãe, a profissional compreendeu o caso e autorizou que o tratamento fosse feito em casa.

“A médica falou que não tinha problema e me passou a receita para fazer a inalação em casa. Vim embora e fiz tudo certinho”, disse.

Ainda conforme o relato, o bebê apresentou melhora e frequentou normalmente a creche nos dias seguintes.

CONTATO INESPERADO DO CONSELHO TUTELAR

Dias depois, Josiane afirma ter sido surpreendida com uma mensagem do Conselho Tutelar solicitando seu comparecimento.

“Fiquei desesperada. Achei que tinha acontecido algo na creche. Quando liguei, me informaram que era por uma denúncia de evasão hospitalar, como se eu tivesse saído sem autorização”, contou.

A mãe contesta a acusação e afirma que seguiu orientação médica ao deixar a unidade.

DENÚNCIA TERIA PARTIDO DE ENFERMEIRA

Segundo Josiane, posteriormente ela foi informada de que a notificação ao Conselho Tutelar não teria partido da médica responsável pelo atendimento, mas sim de uma profissional da enfermagem.

“A médica me deu alta porque entendeu a situação. Eu acredito que a enfermeira quis se passar por cima da decisão médica”, afirmou.

A identidade da profissional não foi informada.

CASO FOI ESCLARECIDO

Josiane relata que conseguiu comprovar que havia sido liberada pela médica ao apresentar a receita do atendimento, cuja foto havia sido salva em seu celular.

“Graças a Deus eu tinha a foto da receita. Consegui provar que fui liberada”, disse.

Segundo ela, a situação foi resolvida após o esclarecimento junto ao Conselho Tutelar.

A mãe afirmou que decidiu tornar o caso público por meio das redes sociais após o episódio.

“Sou uma mãe muito cuidadosa. Nunca imaginei passar por uma situação dessas”, desabafou.

A reportagem entrou em contato com o hospital que enviou o comunicado abaixo:

“O Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé informa que não houve evasão hospitalar no caso da criança L.S.F., de 11 meses, ocorrido no dia 21 de março.

A família recebeu orientação e autorização médica para continuidade do tratamento em domicílio. A situação já foi devidamente esclarecida e regularizada junto ao Conselho Tutelar, não havendo qualquer implicação para a família.

O Hospital reafirma seu compromisso com a qualidade da assistência e a segurança dos pacientes.”

Brasileiro condenado por homicídio é expulso do Paraguai

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Foto: Ponta Porã News

Autoridades paraguaias realizaram, na tarde desta sexta-feira (27), a expulsão de Patrick Fernandes de Oliveira de 33 anos, que foi preso um pouco mais cedo depois de um trabalho de troca de informações de policiais brasileiros e paraguaios.

Patrick é condenado pela Justiça de Minas Gerais e estava foragido. Ele possui uma condenação de mais de 22 anos por homicídios, tentativa de homicídio, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

A expulsão e a entrega do mineiro para as autoridades brasileiras aconteceram no posto de controle da Direção Geral de Migrações, na Linha Internacional em Pedro Juan Caballero. Agentes do Departamento de Investigações e da Polícia Federal de Ponta Porã estiveram no local para a formalização do acordo de extradição.

Agora Patrick deve ser enviado para o sistema prisional de Minas Gerais para o cumprimento da pena. Ele ainda responde a outros processos que ainda estão em andamento.

Fonte: Ponta Porã News

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