19/08/2003 16h17 – Atualizado em 19/08/2003 16h17
O presidente da Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Londres Machado (PL), admitiu ontem de manhã disputar a sucessão do governador Zeca do PT em 2006, caso esse projeto tenha o aval dos partidos aliados.
O aceno positivo do deputado se deu durante entrevista à imprensa após o ato público de filiação dos 15 prefeitos que ingressaram no PL, ocorrido na chopperia do Rádio Clube, em Campo Grande.
Antes disso, Londres havia sido lançado candidato ao governo estadual pelo presidente regional do PL, Bernardo Elias Lahdo, e bastante elogiado pelo governador que, em entrevista, admitiu apóia-lo na eventualidade de haver um pacto político entre os partidos aliados em torno de seu nome.
Ao deixar o local do encontro, Zeca disse a jornalistas que não teria nenhuma dificuldade em apoiar o presidente da Assembléia nas eleições de 2006.
Indagado sobre o possível apoio do governador, Londres limitou-se a dizer que qualquer pessoa se sentiria honrada em administrar Mato Grosso do Sul.
Apesar de admitir essa possibilidade, Londres disse que o PL quer, primeiro, se organizar, por meio do fortalecimento de suas bases, visando às eleições municipais do ano que vem.
“Vamos preparar um grande partido para 2004, não queremos falar em 2006, se falarmos em candidatura a governador vamos prestar um desserviço à população de Mato Grosso do Sul, temos que ajudar o Zeca a construir o Estado”, disse Londres, durante discurso na cerimônia de filiação dos prefeitos.
O presidente da Assembléia atribuiu a adesão dos prefeitos um ato de companheirismo devido, principalmente, a sua conduta política ao longo dos anos na vida pública, sobretudo ao trabalho conjunto que tem feito juntamente com essas lideranças, visando o desenvolvimento dos municípios.
Ao lembrar a disputa pela presidência da Assomasul, vencida pelo prefeito de Amambai, Dirceu Lanzarini, contra o petista Osvane Ramos, de Dois Irmãos do Buriti, o deputado fez questão de elogiar o governador, que, na sua avaliação, não discrimina nenhum município, independentemente de ideologia partidária de seus administradores.
Para ele, está coligado com Zeca é muito mais fácil fazer política. “Para usar a minha força para dividir os recursos para os municípios”, colocou, observando que o PL está ampliando os seus quadros sem pensar em barganhar. “Nós não queremos tirar prefeito de ninguém, não queremos fazer nenhuma negociação”, emendou.
De acordo com o dirigente, o trabalho de fortalecimento da legenda, a partir dessas filiações, é para retribuir o apoio dos prefeitos à sua reeleição para o nono mandato consecutivo. “Esse trabalho é para pagar a conta que devo, é para resgatar uma dívida que tinha com vocês”, ressaltou, lembrando que agora que a sua saúde está em boas condições, continuará firme trabalhando com os companheiros e aliados na construção de um Estado melhor.
Ele dedicou o trabalho de fortalecimento das bases partidárias ao presidente Bernardo Lahdo, à quem teceu elogios pela condução do PL há mais de 10 anos. “Muitos pensavam que esse trabalho era para tirar o Bernardo, que é um presidente que nunca me faltou, nunca criou problemas, embora sempre discordou de alguma coisa (…), estamos aqui para lhe homenagear”, enfatizou.
Além dos prefeitos Dirceu Lanzarini (Amambai), Milton Damasceno (Angélica), Irimar Carvalho Costa (Aral Moreira), Vera Baur (Glória de Dourados), Antônio Cordeiro Neto (Itaporã), Edson Vieira (Itaquiraí), Sebastião Aparecido de Souza (Japorã), Eraldo Jorge Leite (jateí), Roberto Hashioka (Nova Andradina), Adilço Scapin (Novo Horizonte do Sul), Antônio Arcanjo (Santa Rita do Pardo), João Clóvis Crivelli (Taquarussu), Nelson Aparecido dos Santos (Selvíria), João Carlos Krug (Chapadão do Sul) e Enivaldo Dias Pedroso (Pedro Gomes), o PL recebeu ontem a adesão do secretário de Saúde do Estado, João Paulo Esteves.
Fonte: Agora MS