04/08/2003 08h07 – Atualizado em 04/08/2003 08h07
BRASÍLIA – O ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, disse neste sábado, em sua exposição para os deputados da bancada do PT, que a reforma da Previdência está encaminhada e deve ser votada esta semana, depois que houver ajustes no relatório do deputado José Pimentel, aprovado na semana passada pela Comissão Especial da Previdência. Segundo parlamentares presentes, Dirceu admitiu que o subteto dos magistrados estaduais poderá subir de 75% do salário do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), conforme prevê o relatório, para 90,25%.
Ainda segundo Dirceu, numa reunião de líderes que acontecerá na segunda-feira, para acertar os detalhes finais da proposta, também deve ser modificado o texto que trata das pensões. O teto para a aplicação do redutor de 30% nas pensões deve ser elevado de R$ 1,058,00 para R$ 2.400. Os líderes do governo também admitem mudanças nas regras de transição antes da votação.
- Ele (Dirceu) não defendeu as mudanças, mas não as atacou e disse que um acordo permitirá a votação nesta semana – afirmou o deptuado Paulo Bernardo, acrescentando que o ministro espera que a reforma tributária siga pelo mesmo caminho.
document.write Chr(39)Impor ordemdocument.write Chr(39) – O ministro-chefe comentou também que o governo tem que dialogar com os servidores. No entanto, afirmou Dirceu, tem de impor ordem para não passar a imagem de frouxidão.
Já o deputado Paulo Bernardo comentou que os servidores entraram numa arapuca ao decretar a greve e impor como condição, para suspender o movimento, a retirada da proposta de emenda constitucional da Previdência.
Ele lembrou que o governo informou que não permitiria a ocupação do prédio do INSS, na sexta-feira, depois das 18 h, e rebateu a versão de que a senadora Heloísa Helena (PT-AL) estava no local para negociar a retirada dos manifestantes.
- Heloísa precisa saber se é bombeira ou incendiária. Ninguém vai negociar colocando dedo na cara. Se quer colocar fogo nas vestes em público, não venha responsabilizar ninguém. A senadora não foi tocada. Ela se agarrou a uma servidora que estava sendo retirada pela polícia – afirmou Bernardo.
Fonte: Globo News


