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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Palestinos prendem 20 suspeitos no complexo de Arafat

02/08/2003 09h24 – Atualizado em 02/08/2003 09h24

Forças de segurança da Autoridade Nacional Palestina (ANP) prenderam cerca de 20 pessoas dentro do complexo presidencial de Yasser Arafat, em Ramallah.

Os detidos seriam militantes suspeitos de participar ou planejar ações armadas que estariam numa lista de procurados por Israel.

Entre eles, haveria 14 membros das Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, uma facção radical do movimento Fatah (partido de Arafat), responsável por vários atentados contra israelenses.

Acredita-se que esses militantes estariam refugiados dentro do edíficio de Arafat, conhecido como a Mukata, há meses.

Jericó:

Uma autoridade na Faixa de Gaza disse à agência France Presse que a prisão teria sido realizada sob ordens de Arafat após pressões dos Estados Unidos.

Fontes disseram à BBC que os presos devem ser mantidos sob supervisão de americanos numa cadeia de Jericó, na Cisjordânia.

Horas após a notícia da prisão, porém, os militantes ainda continuavam dentro da Mukata e se negavam a sair para serem levados a Jericó.

O governo de Israel revelou nesta semana informações de seu serviço de segurança interno, o Shin Bet, segundo as quais um ativista da Fatah escondido na Mukata, Kamal Ghanem, estaria planejando dois atentados suicidas.

Na versão israelense, ele teria financiamento do Irã para um plano de enviar duas mulheres-bomba já recrutadas para se explodirem em discotecas israelenses.

A ofensiva da ANP contra os militantes acontece no dia em que uma reportagem publicada no The New York Times afirma que os Estados Unidos aliviaram a pressão sobre os palestinos para desmantelar imediatamente os grupos armados.

Fontes do governo de George W. Bush disseram ao diário americano acreditar que as forças de segurança controladas pelo primeiro-ministro Mahmoud Abbas estariam fragilizadas e não teriam condições de enfrentar organizações como o Hamas ou as Brigadas de Al Aqsa.

Na sexta-feira, o ministro da Segurança palestino, Mohammed Dahlan, declarou que a tentativa de desarmar o Hamas e o Jihad Islâmico levariam os palestinos a uma “guerra civil”.

Fonte: BBC/AP

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