09/06/2003 07h52 – Atualizado em 09/06/2003 07h52
RIO – O Flamengo arrancou, no último minuto, um empate por 1 a 1 com o Cruzeiro no primeiro jogo da final da Copa do Brasil. Fernando Baiano, aos 48 do segundo tempo, deixou tudo igual no Maracanã, neste domingo. Aos 30 da mesma etapa, Alex abrira o placar ao completar, de letra, cruzamento de Deivid.
Com o resultado, a Raposa joga pelo 0 a 0 na próxima quarta-feira no Mineirão, em Belo Horizonte. Novo 1 a 1 leva a decisão para os pênaltis, enquanto igualdade de 2 a 2 para cima dá o título aos cariocas. Quem vencer, é claro, fica com o troféu e com a vaga na Taça Libertadores em 2004.
Apesar de jogar diante da sua torcida, o Flamengo não iniciou bem a partida e começou assistindo ao toque de bola adversário. Com apenas quatro minutos, o time mineiro ameaçou duas vezes. Aos 2, Aristizábal recebeu nas costas de André Gomes e tocou muito alto. Depois, Alex se livrou da marcação rubro-negra mas bateu de direita, por cima do travessão.
Somente aos 14 minutos a equipe carioca deu seu primeiro chute a gol. Athirson avançou e bateu de longe. A bola saiu sem força, facilitando o trabalho do goleiro Gomes. A partir dos 20, entretanto, o time dirigido por Nelsinho Baptista equilibrou as ações e teve as duas melhores oportunidades da etapa inicial.
Aos 34, o zagueiro Fernando saiu da defesa, driblou três adversários mas bateu mal, por cima do gol. Cinco minutos mais tarde, Edílson arrancou e passou por três adversários. No entanto, o goleiro cruzeirense apareceu bem e defendeu o chute.
O segundo tempo começou parecido com o primeiro. O Cruzeiro tinha a bola nos pés durante a maior parte do tempo, mas não criava grandes oportunidades. Até que, aos 30 minutos, Deivid aproveitou um buraco no lado direito da defesa carioca, avançou e cruzou para Alex. O meia vinha na corrida e completou de letra, por baixo de Júlio César.
Em desvantagem, Nelsinho Baptista abdicou do esquema com três zagueiros e pôs Fernando Baiano em lugar de Váldson. Jean já tinha substituído Zé Carlos, figura apagada em campo. Pouco depois, André Gomes saiu para a entrada de Igor. As alterações surtiram efeito e, com o recuo do Cruzeiro, o Fla passou a pressionar.
Aos 33, Felipe fez tudo certo, mas chutou alto demais. Três minutos depois, Athirson cobrou falta da entrada da área e Gomes fez bela defesa. Aos 43, Igor bateu da entrada da área, com força, e o goleiro mineiro repetiu a dose, evitando o empate.
Mas o sofrimento da torcida rubro-negra ainda estava para aumentar. Aos 45, Edílson recebeu de Jean e completou de cabeça. Mas o árbitro gaúcho Carlos Eugênio Simon assinalou acertadamente o impedimento do atacante, já que na hora do lançamento só havia um zagueiro entre ele e a linha de fundo.
Aos 48, o fim do sofrimento rubro-negro. Fernando Baiano, que entrara 15 minutos antes, ficou com o rebote após cobrança de córner e mandou no ângulo direito de Gomes. Não houve tempo para mais nada, a não ser para os torcedores do Flamengo, que ainda ficaram no Maracanã, cantando e comemorando o resultado.
O treinador Vanderlei Luxemburgo encontrou espaço para invadir o gramado partir em direção a Carlos Eugênio Simon após o apito final. O técnico do Cruzeiro reclamava dos cartões para Edu Dracena e Thiago, o terceiro de ambos. Por conta da punição, os zagueiros estão fora da partida decisiva, pois terão de cumprir suspensão automática.