08/05/2003 07h38 – Atualizado em 08/05/2003 07h38
WASHINGTON (CNN) — Agentes da Alfândega dos Estados Unidos, trabalhando com as forças armadas e com peritos do Museu Nacional de Bagdá, recuperaram cerca de 40.000 manuscritos e aproximadamente 700 objetos de arte, informaram fontes do governo norte-americano, em Washington, na quarta-feira.
Assim, segundo as autoridades, apenas uma pequena quantidade de peças importantes continua desaparecida.
O museu foi saqueado depois que as forças norte-americanas tomaram Bagdá, no mês passado, mas ninguém conseguiu determinar exatamente quantos objetos de arte desapareceram.
As autoridades dos Estados Unidos acreditam que algumas peças valiosas foram levadas por ladrões profissionais.
Agentes do Departamento de Imigração e Alfândega (ICE, por sua siglas em inglês) disseram que, até agora, possuem fotos e documentação confirmando que apenas 38 itens do museu ainda estão desaparecidos.
Embora suspeitem que outras peças podem ter sido roubadas, não quiseram especular sobre itens que não estavam catalogados.
Funcionários do ICE disseram que muitos artigos que desapareceram tinham sido armazenados em áreas mais seguras do museu antes do início da guerra.
Outros itens foram devolvidos após promessas públicas de que os envolvidos nesses desaparecimentos seriam anistiados ou até recompensados.
As autoridades norte-americanas, que retornaram a Washington após uma conferência organizada pela Interpol sobre as antigüidades desaparecidas, em Lyon, na França, nesta semana, informaram que nunca se falou sobre o número exato de objetos de artes que realmente desapareceram.
O procurador-geral dos Estados Unidos, John Ashcroft, que liderou a delegação norte-americana, prometeu auxiliar nos esforços mundiais para recuperar os itens desaparecidos.
Funcionários do Departamento de Justiça dos Estados Unidos afirmaram que os ladrões agiram de maneira organizada e que os saques não foram realizados aleatoriamente.
“Pelas evidências, concluímos que os roubos foram realizados por grupos de criminosos”, declarou Ashcroft, na terça-feira, na conferência de Lyon.
Para confirmar as declarações de Ashcroft, agentes do ICE disseram, na quarta-feira, que não encontraram sinais aparentes de entrada forçada nos lugares do museu onde as peças de arte estavam armazenadas, e que as portas estavam trancadas quando os investigadores chegaram.
Os agentes disseram que encontraram em uma sala do porão do museu centenas de caixas de papelão e de plástico com itens de pouco valor que haviam sido dados como desaparecidos.
Uma caixa similar cheia com tais artigos foi recuperada na semana passada perto de Kut, no sul do Iraque, levando as autoridades a supor que os ladrões estão tentando tirar os itens ainda em seu poder de Bagdá.



