21/03/2003 14h51 – Atualizado em 21/03/2003 14h51
À medida que os conflitos vão se intensificando no Iraque, as agências humanitárias da Organizacão das Nações Unidas (ONU) se esforçam, uma vez mais, para convencer os países a fazerem doações para que a assistência à população iraquiana possa ocorrer. Ontem, as Nações Unidas alertaram que contam com apenas US$ 50 milhões para as operações no Iraque, menos da metade do orçamento necessário para que a assistência possa transcorrer sem sobressaltos.
“Trata-se da maior operação humanitária já conduzida pela ONU em seus mais de 50 anos de história. Nossa previsão é de que vamos necessitar US$ 130 milhões para os próximos três meses. O problema é que, desde que a guerra começou, nenhum país deu nenhum sinal de que poderá nos ajudar”, afirmou uma porta-voz da ONU.
Segundo Wivina Belmonte, assessora do Unicef, caso a ONU não tenha dinheiro para implementar seus programas de ajuda, a guerra no Iraque poderá se transformar rapidamente na “maior crise humanitária das últimas décadas”.
A Organização Mundial da Saúde (OMS), que está encarregada da distribuição de remédios aos iraquianos, afirma que conta com apenas 10% da verba que necessitaria para fazer seu trabalho. Já o Programa de Alimentação Mundial (PAM) afirma que está sendo um “pesadelo” conseguir que os alimentos cheguem à população do Iraque.
“Temos estoques para seis semanas. Se a guerra for além disso, teremos um grave crise no país”, afirma a porta-voz da entidade, que lembra que apenas 26% do território iraquiano é cultivável e que, portanto, a maior parte dos alimentos precisa ser importada.
Diante da falta de recursos, a ONU planeja fazer uma conferência internacional para pedir que países ricos façam doações para o Iraque. A reunião ocorreria na semana que vem, em Genebra.



