21/11/2002 10h14 – Atualizado em 21/11/2002 10h14
A passagem do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, pelas ruas de Brasília começa e termina sob o comando de duas mulheres: Alynne Vale e Ângela Antoneli, integrantes da equipe de sete batedores da Polícia Rodoviária Federal destacada para acompanhá-lo na cidade.
Há pouco tempo em Brasília, a mineira Ângela, 28, é a “reguladora de velocidade”. Ela fixou em sua moto de 500 cilindradas um adesivo das “Meninas Superpoderosas” -uma série de desenho animado com três garotinhas heroínas, que todos os dias salvam a cidade de Townsville de malfeitores.
Ela vai à frente da “cápsula”, o comboio que inclui carros da Polícia Federal, responsável pela segurança de Lula, e o veículo que conduz o presidente eleito.
Quem fecha a comitiva, a “cerra fileira”, é a piauiense Alynne, 31, que segura o fluxo de veículos fazendo ziguezagues.
Por falta de efetivo -são 500 motociclistas em todo o Brasil e apenas 24 destacados para servir o Distrito Federal-, foram abolidas as funções de “alas” ou “janelas” para o comboio de Lula -os policiais que seguem ao lado dos veículos das autoridades.
Os cinco batedores restantes, chamados de “pontas”, se antecipam à “cápsula”, segurando o fluxo rotineiro para a passagem da caravana oficial. O grupo é de alto nível. Todos são instrutores da escola de batedores da Polícia Rodoviária Federal.
Entre um percurso e outro, Alynne, que segue à frente do comboio de trança, e Ângela, que fecha o trabalho do grupo sempre de rabo de cavalo, aproveitam a missão para unir o “útil ao agradável”. Apaixonadas por motos, adoram ser policiais e são casadas com dois outros batedores do grupo: Cendon e Albino, respectivamente.
Alynne, eleitora de Lula, e Ângela, que justificou o voto, agora querem um autógrafo do presidente, façanha já conseguida pelos maridos, que ganharam a assinatura de Lula na primeira visita do petista a Brasília depois da eleição, quando suas mulheres ainda não integravam o grupo.
Fonte: Folha de SãO Paulo



