18.5 C
Três Lagoas
sexta-feira, 24 de julho de 2026
Início Site Página 2

Prouni 2026/2: prazo para comprovar informação de inscrição acaba hoje (24)

0
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Candidato deve entregar documento na faculdade onde foi selecionado

Os candidatos na primeira chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni) para o segundo semestre de 2026 devem ficar atentos ao prazo final, nesta sexta-feira (24), para a entrega da documentação que comprove as informações prestadas na inscrição à instituição privada de ensino superior para a qual foram pré-selecionados.

Os inscritos no processo de seleção para bolsas de estudo podem conferir diretamente no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior na parte do Prouni, se estão na lista da primeira chamada, divulgada pelo Ministério da Educação (MEC)  no último dia 15.

Documentação

A documentação comprobatória exigida está descrita no edital do processo seletivo.

A faculdade privada onde o candidato foi pré-selecionado poderá escolher se a documentação poderá ser entregue presencialmente ou ser deverá ser encaminhada por meio virtual/eletrônico.

No momento do recebimento dos documentos dos candidatos à bolsa, a instituição deverá emitir um documento que confirme a entrega.

A instituição ainda poderá solicitar documentos complementares, quando necessário.

Bolsas de estudo

O Prouni oferece bolsas de estudo integrais (que custeiam 100% do valor da mensalidade) e bolsas parciais (50% do valor da mensalidade) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas de ensino superior.

Neste segundo semestre, o programa federal oferece 471.304 bolsas de estudos parciais e integrais em 380 cursos de graduação de 879 instituições privadas de ensino superior.

Do total de bolsas ofertadas, 219.725 foram integrais e 251.579 parciais. 

Ações afirmativas

O programa reserva vagas a candidatos que atendem aos critérios da política de ações afirmativas do programa, incluindo pessoas com deficiência e candidatos autodeclarados indígenas, pretos ou pardos. 

Para pessoas com deficiência, foram ofertadas 35.365 bolsas; para pretos, pardos e indígenas 188.880; e, para a ampla concorrência, as demais 247.059 bolsas de estudo.   

Novas possibilidades de conquistar uma vaga

Os candidatos que não foram convocados nesta primeira chamada do Prouni deste segundo semestre ainda poderão participar da segunda chamada ou manifestar interesse na lista de espera.

Após as duas chamadas, aqueles que não forem pré-selecionados ou que tiverem a inscrição indeferida por não formação de turma poderão disputar as bolsas eventualmente não preenchidas, conforme os critérios estabelecidos no edital.

Os estudantes contemplados com bolsa parcial também podem usar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para complementar o pagamento da mensalidade da instituição privada, desde que o curso e a instituição de ensino ofereçam essa possibilidade.

Cronograma do Prouni 2/2026:

O Ministério da Educação (MEC) estabeleceu o seguinte cronograma para as próximas etapas do Prouni 2/2026:

  • Comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na primeira chamada: de 15 a 24 de julho;
  • Resultado da segunda chamada: 5 de agosto;
  • Comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados na segunda chamada: 5 a 14 de agosto;
  • Lista de espera: 26 e 27 de agosto;
  • Resultado da lista de espera: 1º de setembro;
  • Comprovação das informações da inscrição dos pré-selecionados em lista de espera: 1º a 14 de setembro.

Prouni

O Programa Universidade para Todos tem como público-alvo o estudante brasileiro sem diploma de curso superior.

Os processos seletivos ocorrem duas vezes ao ano, com oportunidades para ingresso no primeiro e no segundo semestre letivos.  

A classificação para a seleção do Prouni considera as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para a classificação dos candidatos.

Mais informações sobre as regras do processo seletivo Prouni do segundo semestre deste ano estão no edital público do MEC nº 51/2026

(*) Agência Brasil

Energia solar pode alavancar expansão da irrigação em MS, aponta estudo

0
Pivô central de irrigação em área agrícola de Mato Grosso do Sul. Estudo da Aprosoja/MS aponta que a integração entre irrigação e energia solar pode reduzir custos de produção e ampliar a área irrigada no Estado (Foto: Aprosoja/MS)

Pesquisa da Aprosoja/MS indica caminho para explorar potencial de 4,7 milhões de hectares irrigáveis

A utilização de energia solar em propriedades rurais pode ajudar Mato Grosso do Sul a ampliar a agricultura irrigada, reduzir os custos de produção e diminuir a exposição das lavouras aos efeitos de estiagens e da irregularidade das chuvas. A possibilidade é analisada no estudo “Viabilização da energia fotovoltaica do produtor de soja e milho no Mato Grosso do Sul”, elaborado pela Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul).

O levantamento avalia a viabilidade técnica e econômica da instalação de sistemas fotovoltaicos em áreas de baixa aptidão agrícola ou reduzida produtividade, como solos degradados, setores marginais das lavouras e cantos de pivôs centrais. A energia produzida abasteceria os sistemas de irrigação e outras atividades das fazendas, como armazenagem e beneficiamento de grãos.

A proposta busca conectar duas características do Estado: a disponibilidade de áreas para a expansão da irrigação e o crescimento da geração solar. Em 2024, Mato Grosso do Sul alcançou capacidade instalada de geração elétrica de 9.843 megawatts (MW), dos quais 94,1% eram provenientes de fontes renováveis. A fonte solar representava 15,3% da capacidade, com aproximadamente 1.506 MW, segundo dados da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e do SIGA/Aneel (Sistema de Informações de Geração da Aneel), reproduzidos no estudo da Aprosoja/MS.

Estado tem 320 mil hectares irrigados

Mato Grosso do Sul possui atualmente 320.304 hectares irrigados, área equivalente a quase três vezes os cerca de 120 mil hectares registrados há duas décadas, segundo o MS Irriga (Programa Estadual de Irrigação).

O programa estima que outros 4,7 milhões de hectares possam ser incorporados à agricultura irrigada, o que abriria espaço para ampliar a produção de grãos, fibras, cana-de-açúcar e pastagens, além de reduzir a dependência das condições climáticas.

Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, as regiões Leste e Cone Sul possuem condições favoráveis para ampliar o uso da tecnologia, tanto pela disponibilidade de áreas agrícolas quanto pelas características produtivas.

“As regiões Leste e Cone Sul de Mato Grosso do Sul apresentam grande potencial para a ampliação da irrigação, principalmente pela disponibilidade de áreas agrícolas e pelas condições favoráveis para o desenvolvimento de sistemas irrigados. Três Lagoas demonstra como a irrigação pode impactar diretamente os resultados da lavoura. Apesar da pequena área cultivada com soja, o município alcançou elevada produtividade graças ao uso da tecnologia. Esse cenário reforça o potencial de expansão da irrigação”, afirma.

Painéis podem ocupar cantos dos pivôs

O estudo da Aprosoja/MS propõe instalar os sistemas fotovoltaicos prioritariamente em áreas que não competem com as lavouras mais produtivas. Entre elas estão os cantos dos terrenos ocupados por pivôs centrais, que ficam fora do círculo alcançado pelo equipamento.

Na simulação apresentada pelo estudo, um pivô central de 100 hectares, com demanda anual estimada em 62.460 quilowatts-hora (kWh), necessitaria de um sistema solar de aproximadamente 35 quilowatts-pico (kWp) para compensar integralmente o consumo de energia. A estrutura ocuparia cerca de 0,35 hectare e exigiria investimento estimado em R$ 112 mil, além de aproximadamente R$ 2,8 mil por ano em custos operacionais.

Segundo a análise, a área necessária para os painéis representa uma pequena parcela dos espaços que já ficam fora do alcance dos pivôs. Dessa forma, a geração de energia poderia ser incorporada à propriedade sem redução relevante da área agrícola produtiva.

Uso combinado melhora retorno

A principal conclusão econômica do estudo é que o sistema fotovoltaico não deve ser dimensionado apenas para abastecer a irrigação noturna. Isso ocorre porque a energia usada na irrigação em determinados horários já pode contar com desconto tarifário. Nesses casos, substituir a energia comprada a uma tarifa reduzida pela geração solar diminui a economia proporcionada pelo investimento.

O retorno é maior quando a energia fotovoltaica também atende às cargas diurnas submetidas à tarifa integral, como secadores, armazéns, unidades de beneficiamento, oficinas e escritórios. O excedente produzido durante o dia pode ser convertido em créditos para compensar o consumo da irrigação em outros horários.

Nos cenários simulados pela Aprosoja/MS, o prazo estimado para recuperação do investimento varia de 3,4 a 6,3 anos, conforme a proporção da energia destinada ao consumo diurno e à irrigação noturna. No cenário-base, com 60% da energia utilizada durante o dia e 40% à noite, o retorno seria alcançado em aproximadamente 4,4 anos.

Irrigação reduz risco climático

Além da redução dos gastos com energia, a irrigação pode contribuir, conforme o estudo, para estabilizar a produção de soja e milho em períodos de estiagem, ampliar a diversificação das culturas e, em algumas propriedades, viabilizar uma terceira safra.

O produtor rural de Maracaju e diretor da Aprosoja/MS, Luis Alberto Moraes, afirma que a irrigação é uma ferramenta de gestão do risco climático, embora o investimento inicial e o custo da energia ainda sejam obstáculos.

“A irrigação é importante ferramenta para a gestão do risco climático. Além disso, não menos importante, a irrigação proporciona novas alternativas para diversificação de culturas. Através da irrigação, hoje conseguimos fazer uma terceira safra. Mas é importante dizer que temos dificuldades também, o alto custo do investimento inicial e também o alto custo da energia elétrica”, pondera.

O estudo sustenta que a geração solar deve funcionar como complemento à produção agrícola, reduzindo custos operacionais e aumentando a previsibilidade das despesas, e não como substituta das lavouras. A recomendação é aproveitar áreas marginais ou pouco utilizadas para produzir a energia necessária à própria fazenda.

(*) Campo Grande News

Com Nova Andradina, Vale do Ivinhema chega a nove municípios com esgoto universalizado

0
Foto: Divulgação

Com o avanço de Nova Andradina, nove dos dez municípios do Vale do Ivinhema já superam 90% de cobertura de esgoto; Mato Grosso do Sul chega a 32 cidades universalizadas

Nova Andradina passou a integrar o grupo de municípios universalizados em esgotamento sanitário no interior de Mato Grosso do Sul. Em junho de 2026, a cobertura do serviço chegou a 93,08%, superando o patamar de 90%, referência nacional para a universalização. O avanço é resultado da Parceria Público-Privada do Saneamento, firmada entre a Ambiental MS Pantanal, a Sanesul e o Governo do Estado.

Com o novo marco, o Vale do Ivinhema passa a contar com nove dos dez municípios acima de 90% de cobertura de esgoto. Além de Nova Andradina, já estão universalizados Anaurilândia, Angélica, Bataguassu, Batayporã, Brasilândia, Ivinhema, Novo Horizonte do Sul e Santa Rita do Pardo.

Localizada no leste de MS, a região reúne mais de 140 mil habitantes e apresenta forte diversidade econômica, com atividades ligadas à agricultura familiar, pecuária, agroindústrias, cultivo de grãos, comércio e serviços.

Entre os municípios com resultados consolidados, Angélica foi uma das primeiras cidades da região a alcançar a universalização por meio da PPP do Saneamento. Em 2021, quando a Ambiental MS Pantanal assumiu a operação, o município tinha 58% de cobertura de esgoto. Atualmente, o índice chega a 94%.

Brasilândia, Bataguassu e Santa Rita do Pardo também se destacam, com 99% de cobertura. Nessas localidades, a atuação da concessionária está voltada à manutenção da eficiência operacional do sistema, com ações preventivas, monitoramento contínuo e iniciativas de relacionamento com a população.

Ivinhema, um dos principais centros econômicos e industriais da região, também já alcançou a universalização, com 92% de cobertura desde 2025. Anaurilândia, Batayporã e Novo Horizonte do Sul completam o grupo de municípios universalizados no Vale, reforçando o avanço do saneamento em diferentes perfis urbanos e produtivos.

Segundo o diretor-executivo da Ambiental MS Pantanal, Clayton Bezerra, a universalização em praticamente toda a região demonstra a força do planejamento e da execução integrada dos investimentos no Estado.

“Avançar na universalização do esgotamento sanitário nesses municípios significa preparar as cidades para crescer com mais saúde, sustentabilidade e qualidade de vida”, afirma.

Com Nova Andradina, Mato Grosso do Sul passa a contar com 32 municípios acima de 90% de cobertura de esgoto. O resultado representa um avanço para a saúde pública, a proteção dos recursos hídricos, a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável.

“O saneamento é parte essencial do desenvolvimento dos municípios. Investir em coleta e tratamento de esgoto gera retorno econômico, contribui para a valorização urbana, reduz custos com saúde pública e protege o meio ambiente. Cada município que avança rumo à universalização fortalece também o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul”, reforça Clayton.

Sobre a Ambiental MS Pantanal

A Ambiental MS Pantanal integra a Aegea Saneamento, grupo presente em 892 cidades de 15 estados brasileiros. No interior de Mato Grosso do Sul, a empresa opera os serviços de coleta, afastamento e tratamento de esgoto em 68 municípios, por meio de Parceria Público-Privada firmada com o Governo do Estado e a Sanesul.

Bela Vista planeja roteiro turístico com foco em história, fé e natureza

0
Foto: Divulgação

Em fase de estruturação, iniciativa prevista no Plano de Desenvolvimento Municipal pretende organizar os atrativos locais e criar condições para o crescimento da atividade turística

Igrejas quase centenárias, monumentos ligados à Guerra da Tríplice Aliança, tradições religiosas, propriedades rurais e paisagens naturais compõem um patrimônio ainda pouco conhecido de Bela Vista. Para integrar esses atrativos, valorizar a identidade local, atrair visitantes e gerar novas oportunidades para os pequenos negócios, o município vem estruturando o roteiro turístico “Caminhos da Retirada: História, Fé e Natureza em Bela Vista”, iniciativa prevista no Plano de Desenvolvimento Municipal (PDM), elaborado no âmbito do programa Cidade Empreendedora, desenvolvido pelo Sebrae/MS em parceria com o Governo do Estado e a administração municipal.

Localizada na fronteira com o Paraguai, a cidade ocupa uma posição singular na história da Guerra da Tríplice Aliança (Guerra do Paraguai), especialmente por episódios relacionados à Retirada da Laguna. Essa memória permanece presente em monumentos, sítios históricos, personagens e narrativas que ajudam a compreender a formação do município e as relações construídas entre os dois lados da fronteira.

Para o prefeito de Bela Vista, Gabriel Boccia, a estruturação do roteiro contribui para apresentar a identidade do município de maneira integrada e transformar suas vocações em novas oportunidades. “Bela Vista reúne uma vocação turística muito forte, formada pela história, pela religiosidade, pela cultura de fronteira e pelas riquezas naturais. Temos locais e personagens ligados à Guerra do Paraguai e à Retirada da Laguna, igrejas centenárias e atrativos naturais que estão sendo conectados no Caminhos de História, Fé e Natureza. A proposta é integrar pontos de Bela Vista e Bella Vista Norte e transformar esse patrimônio em experiências que valorizem nossa identidade e gerem oportunidades para a população”, afirmou o prefeito.

Durante visita à cidade, a diretora-técnica do Sebrae/MS, Sandra Amarilha, ressaltou o potencial do território no turismo. “Bela Vista reúne uma diversidade de patrimônios históricos, culturais, religiosos e naturais, com potencial para o desenvolvimento do turismo. Para transformar essas potencialidades em atrativos, é fundamental atrair investimentos privados e estruturar ações estratégicas. O município já dá passos importantes nessa direção ao reconhecer as oportunidades geradas pela Rota Bioceânica e integrar o programa Cidade Empreendedora. Com o apoio do Plano de Desenvolvimento Municipal, Bela Vista passa a contar com suporte técnico para desenvolver iniciativas que fortaleçam o turismo e ampliem a participação dos pequenos negócios nesse processo”, disse.

A proposta reúne mais de 20 atrativos de Bela Vista e da cidade vizinha de Bella Vista Norte, no Paraguai, conectando lugares associados à história regional, às manifestações de fé, à cultura fronteiriça e ao contato com a natureza. A iniciativa busca organizar essas potencialidades em experiências turísticas capazes de ampliar a circulação e a permanência dos visitantes no território.

Entre eles, está a Chácara São Patrício, propriedade localizada dentro do perímetro urbano de Bela Vista, passando pela Igreja São Geraldo, que é conhecida como “Igreja de Pedra” por ter sido construída com pedra-canga em 1932. Outro marco histórico é o Monumento de Nhandipá, instalado em local associado a uma das maiores batalhas campais da Guerra do Paraguai. O roteiro poderá articular outros lugares, personalidades e narrativas relacionados, como as histórias de personagens como Senhorinha Lopes e Silvino Jacques, antigas construções, sítios arqueológicos e o próprio Rio Apa, que integra a paisagem e a memória histórica da fronteira.

Turismo como estratégia de desenvolvimento

A estruturação do turismo está entre as oportunidades identificadas no Plano de Desenvolvimento Municipal de Bela Vista, construído dentro do programa Cidade Empreendedora. O documento, que reúne projetos e metas para Bela Vista, prevê ações relacionadas ao turismo, com a construção de roteiros, organização da governança, qualificação dos empreendedores e integração dos diferentes setores que formam a cadeia turística local.

Segundo o gerente da Regional Oeste do Sebrae/MS, Matheus Oliveira, a combinação entre memória histórica, manifestações religiosas e atrativos naturais pode diferenciar a cidade como destino. “A memória da Guerra do Paraguai e da Retirada da Laguna, as igrejas centenárias, as manifestações de fé e os atrativos naturais formam um conjunto capaz de diferenciar o município como destino. A estruturação desses elementos em roteiros pode ativar pequenos negócios ligados à hospedagem, alimentação, transporte, comércio e aos próprios atrativos. Por isso, o PDM prevê ações para organizar os roteiros e fortalecer a governança do turismo no território”, explicou.

Bela Vista é um dos 36 municípios que integram o atual ciclo do programa Cidade Empreendedora, iniciado em julho de 2025. No município, foi adotado o pacote Excelência, com execução até 2028, que prevê ações para fortalecer a gestão pública, impulsionar os pequenos negócios e promover o desenvolvimento econômico local, por meio de iniciativas voltadas à governança, desburocratização, compras públicas, acesso ao crédito, empreendedorismo nas escolas, inclusão socioprodutiva e valorização das vocações locais.

Outras informações sobre o programa Cidade Empreendedora em Bela Vista e as ações desenvolvidas pelo Sebrae/MS podem ser obtidas na Central de Relacionamento, pelo telefone 0800 570 0800, ou no portal: cidadeempreendedora.ms.sebrae.com.br

Mato Grosso do Sul lidera ranking de maus-tratos contra crianças no Brasil

0
Ayla ficou internada por uma semana no Hospital Regional antes de morrer (Foto: Reprodução)

MS registrou a maior taxa do País em 2025, quase três vezes acima da média nacional, aponta Anuário

Ayla Godoy de Oliveira, bebê de 3 meses, morreu em junho deste ano após passar uma semana internada em estado gravíssimo no Hospital Regional de Campo Grande. Os pais da criança passaram a responder por homicídio doloso qualificado, e o processo, que tramitava como maus-tratos, foi encaminhado pela Justiça à 1ª Vara do Tribunal do Júri.

O caso foi registrado meses depois de Mato Grosso do Sul encerrar 2025 com a maior taxa de vítimas de maus-tratos contra crianças e adolescentes entre todas as unidades da federação. Os números do ano passado constam no 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, nesta quinta-feira (23).

Conforme o levantamento, MS registrou, em 2025, 206,5 vítimas de maus-tratos por 100 mil habitantes de 0 a 17 anos, índice quase três vezes superior à média nacional, de 77,4 por 100 mil. O Estado aparece à frente de Rondônia, com taxa de 197,3 vítimas por 100 mil habitantes; Amapá, com 187,6; Sergipe, com 164,9; e Santa Catarina, com 160,7. Ceará, Rio de Janeiro, Maranhão, Amazonas, Pernambuco e Minas Gerais apresentaram as menores taxas de registros desse tipo de violência.

Em todo o Brasil, 38.986 crianças e adolescentes foram vítimas de maus-tratos em 2025, aumento de 14,6% em relação ao ano anterior. Na comparação com 2021, a alta foi de 106,1%. No mesmo intervalo, a taxa nacional passou de 37,6 para 77,4 vítimas por 100 mil habitantes de até 17 anos.

O levantamento aponta que parte significativa das agressões ocorre no ambiente doméstico ou em relações de cuidado, envolvendo pessoas responsáveis pela proteção das vítimas. Em 2025, os registros de maus-tratos e de lesão corporal em contexto de violência doméstica somaram mais de 60 mil vítimas no País.

A incidência varia conforme a idade. Os maus-tratos atingiram principalmente crianças de 5 a 9 anos, faixa que apresentou taxa de 95,5 vítimas por 100 mil habitantes. Já os casos de lesão corporal em contexto de violência doméstica foram mais frequentes entre adolescentes de 14 a 17 anos, com taxa de 104 vítimas por 100 mil.

Segundo a análise apresentada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, casos envolvendo agressões praticadas por pais e responsáveis estão inseridos em um quadro mais amplo de violência nas relações familiares e de cuidado.

O Anuário também identificou aumento em outros indicadores de violência contra crianças e adolescentes. Entre 2024 e 2025, os registros de bullying cresceram 68,2%; os de cyberbullying, 61,4%; os de subtração de crianças e adolescentes, 33,7%; os relacionados à produção, posse e compartilhamento de material de abuso sexual infantil, 25,3%; e os de abandono de incapaz, 18,5%. Apenas os registros de estupro e estupro de vulnerável apresentaram redução no período.

(*) Campo Grande News

Prioridade é manter negociações com os EUA para reverter o tarifaço, defende presidente da CNI

0
Foto: Iano Andrade/CNI

Ricardo Alban e ministro Márcio Elias Rosa se reuniram para tratar dos impactos das tarifas e da construção de nova missão da NIB para internacionalização da indústria brasileira

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, se reuniu na última quinta-feira (23) com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, para tratar de soluções que possam reduzir os impactos das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre as exportações brasileiras. Segundo Alban, o setor produtivo continuará apoiando as negociações do governo brasileiro com os norte-americanos.

“Saímos daqui muito satisfeitos com a afirmação categórica do ministro de que o Brasil vai continuar negociando. Essa é a opção número um que existe neste momento: continuar negociando”, enfatizou o presidente da CNI.

Na reunião, Alban e o ministro debateram a proposta da CNI de criação de uma nova missão do programa Nova Indústria Brasil (NIB) voltada a aliviar impactos das empresas prejudicadas pelas novas tarifas. “Conversamos sobre como podemos ser efetivos de forma emergencial e de forma planejada. Estamos trazendo o apoio imediato do SESI, do SENAI e da CNI para apoiar as empresas afetadas”, destacou.

“Dentro da política industrial podemos constituir uma sétima missão voltada para internacionalizar as nossas cadeias produtivas, de forma que possamos ter um projeto contínuo e sempre atualizado de apoio à internacionalização das nossas indústrias”, acrescentou Alban.

A proposta da CNI é formular uma sétima missão transitória da política industrial que possa auxiliar os setores industriais prejudicados pelas novas tarifas dos Estados Unidos. A medida está sendo desenvolvida em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as 27 federações estaduais de indústria, associações setoriais e sindicatos industriais.

Sobre a nova tarifa anunciada pelos EUA nesta quinta, o presidente Alban alertou que a CNI ainda estuda quais serão os impactos. “Essa tarifa cria uma falta de competitividade total. E isso se torna mais crítico principalmente para o produto manufaturado”, pontuou.

SENAI tem mais de 29 mil vagas abertas em cursos

0
Foto: Gabriel Pinheiro/CNI

Há oportunidades gratuitas e pagas, presenciais, semipresenciais e a distância, em cursos técnicos, de qualificação, aperfeiçoamento e outras modalidades de formação profissional

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) está com 29.523 vagas abertas em cursos gratuitos e pagos em diferentes estados do país e na plataforma Futuro.Digital, marketplace de educação do SENAI.

São 1.953 oportunidades presenciais e semipresenciais, distribuídas pelas unidades do SENAI em diversos estados. As vagas incluem cursos técnicos, de qualificação e aperfeiçoamento profissional, voltados para áreas como tecnologia, energia, manufatura, infraestrutura de informação e comunicação, têxtil e vestuário, entre outras.

Além das vagas presenciais, o Futuro.Digital reúne 27.570 vagas em cursos de diferentes níveis de formação, como curta duração, graduação, pós-graduação e MBA. Ao todo, são 93 turmas presenciais e semipresenciais, além de 857 turmas na modalidade EaD, oferecendo flexibilidade para quem deseja estudar de onde e quando quiser.

Para conferir informações sobre preços, grade curricular, certificação e carga horária, acesse o Futuro.Digital.

O SENAI oferece formação em diversas áreas de conhecimento, como infraestrutura de informação e comunicação, têxtil e vestuário, manufatura e muito mais.

Para saber onde estão os cursos, quais são as áreas de formação e como se inscrever, acesse a Agência de Notícias da Indústria.

SENAI é referência em educação profissional na América Latina

O SENAI é o principal parceiro da indústria na formação de trabalhadores e na inovação. Maior rede privada de educação profissional do país e uma das maiores do mundo, está presente nos 26 estados e no Distrito Federal, com cerca de 3,1 milhões de matrículas anuais.

Em 84 anos de história, formou mais de 92 milhões de pessoas em cursos técnicos, de qualificação, nível superior, aperfeiçoamento e especialização, sempre alinhados às demandas do setor produtivo.

Sobre o levantamento quinzenal de vagas

Agência de Notícias da Indústria faz um levantamento quinzenal de vagas abertas pelo SENAI em todo o Brasil junto às federações das indústrias. O levantamento tem caráter jornalístico. Para tirar dúvidas ou obter mais detalhes, entre em contato com o SENAI do seu estado.

Nova Três Lagoas ganha unidade de saúde revitalizada e Prefeitura reforça compromisso com atendimento mais humanizado

0
Foto: Pollyanna Eloy

Prefeito Dr. Cassiano Maia entrega manutenção completa da USF Nova Três Lagoas e destaca investimentos para garantir mais qualidade, conforto e dignidade no atendimento à população

A manhã desta sexta-feira (24) marcou mais um importante avanço para a saúde pública de Três Lagoas. A Prefeitura entregou oficialmente a manutenção da Unidade de Saúde da Família (USF) Nova Três Lagoas, devolvendo à comunidade um espaço revitalizado, mais moderno, acessível e preparado para oferecer um atendimento de qualidade à população.

Nova Três Lagoas ganha unidade de saúde revitalizada e Prefeitura reforça compromisso com atendimento mais humanizado
Foto: Pollyanna Eloy

A cerimônia contou com a presença do prefeito Dr. Cassiano Maia; do presidente da Câmara Municipal, vereador Tonhão; vereadores, sargento Rodrigues e Maria Diogo; da secretária municipal de Saúde, Juliana Salim, além de secretários municipais, servidores da saúde e demais autoridades.

Nova Três Lagoas ganha unidade de saúde revitalizada e Prefeitura reforça compromisso com atendimento mais humanizado
Foto: Pollyanna Eloy

Durante o evento, o prefeito destacou que a transformação das unidades de saúde vai muito além das melhorias estruturais. Segundo ele, o objetivo é oferecer um ambiente acolhedor tanto para os profissionais quanto para os pacientes, fortalecendo o atendimento humanizado.

Nova Três Lagoas ganha unidade de saúde revitalizada e Prefeitura reforça compromisso com atendimento mais humanizado
Foto: Pollyanna Eloy

“Nós precisamos ter essa essência. É isso que vai nos diferenciar no atendimento à população. Precisamos entender as necessidades de quem procura uma unidade de saúde e oferecer o melhor acolhimento possível”, afirmou Dr. Cassiano Maia.

O chefe do Executivo ressaltou ainda que a Prefeitura vem acelerando o cronograma de revitalização das unidades de saúde do município. Após a entrega da unidade do Santo André, agora foi a vez da USF Nova Três Lagoas receber uma ampla manutenção, reduzindo o tempo das obras e permitindo que mais bairros sejam contemplados.

Nova Três Lagoas ganha unidade de saúde revitalizada e Prefeitura reforça compromisso com atendimento mais humanizado
Foto: Pollyanna Eloy

“Estamos conseguindo reduzir o tempo de execução das reformas e esse é o nosso compromisso. Queremos entregar, até o fim do ano, a maioria das unidades que planejamos revitalizar. Cada detalhe faz diferença, seja na acessibilidade, na jardinagem, no calçamento ou na estrutura oferecida aos profissionais e à população”, destacou o prefeito.

Dr. Cassiano Maia também enfatizou que a administração municipal busca referências em cidades que se destacam na gestão pública para trazer soluções modernas à realidade de Três Lagoas.

Nova Três Lagoas ganha unidade de saúde revitalizada e Prefeitura reforça compromisso com atendimento mais humanizado
Foto: Pollyanna Eloy

“Procuramos observar aquilo que dá certo nos grandes centros e adaptar essas boas ideias para a nossa cidade. O importante é oferecer uma estrutura que beneficie quem trabalha e, principalmente, quem depende diariamente da saúde pública”, completou.

RECONHECIMENTO

Durante a solenidade, o presidente da Câmara Municipal, vereador Tonhão, parabenizou a administração municipal pelo investimento realizado na unidade e destacou que a revitalização representa respeito à população e valorização dos profissionais da saúde.

Nova Três Lagoas ganha unidade de saúde revitalizada e Prefeitura reforça compromisso com atendimento mais humanizado
Foto: Pollyanna Eloy
Nova Três Lagoas ganha unidade de saúde revitalizada e Prefeitura reforça compromisso com atendimento mais humanizado
Foto: Pollyanna Eloy

“Quero parabenizar o prefeito Dr. Cassiano Maia e toda a equipe da Prefeitura por mais esta entrega. Investir nas unidades de saúde é investir diretamente na qualidade de vida da população. A comunidade do Nova Três Lagoas passa a contar com um espaço mais digno, moderno e preparado para atender quem mais precisa”, afirmou o parlamentar.

MAIS CONFORTO E DIGNIDADE

A revitalização da USF Nova Três Lagoas faz parte do plano de reestruturação das unidades de saúde do município, que busca oferecer melhores condições de trabalho aos servidores e garantir mais conforto, acessibilidade e segurança aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Com mais esta entrega, a Prefeitura reforça o compromisso de modernizar a rede municipal de saúde, ampliando a qualidade dos serviços prestados e consolidando uma gestão voltada para o cuidado com as pessoas.

A expectativa da administração é dar sequência ao cronograma de revitalizações, levando melhorias para outras unidades de saúde ao longo dos próximos meses, fortalecendo a atenção básica e aproximando cada vez mais os serviços públicos das necessidades da população.

Nova Três Lagoas ganha unidade de saúde revitalizada e Prefeitura reforça compromisso com atendimento mais humanizado
Foto: Pollyanna Eloy

Por: Pollyanna Eloy

Pesquisa mostra que vacinação diminuiu prevalência de HPV ente jovens

0
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Benefícios se estenderam até a pessoas que não se imunizaram

A prevalência dos principais tipos de HPV caiu quase à metade no Brasil após a vacinação, aponta o maior estudo sobre a eficácia do imunizante já realizado na América Latina.

Dados coletados em 2016 e 2017 mostram que 14,98% dos participantes já tinham sido infectados por pelo menos um dos quatro tipos cobertos pela vacina. Já nas amostras coletadas entre 2020 e 2023, essa proporção ficou em 7,95%. 

A pesquisa Pop-Brasil foi realizada pelo Hospital Moinhos de Vento, em parceria com o Ministério da Saúde. Na primeira fase, foram analisadas amostras de 6.388 participantes não vacinados de ambos os sexos. Já na segunda fase, foram mais de 10 mil participantes, vacinados e não vacinados. As amostras foram coletadas em unidades de saúde.

Nos dois períodos, o foco foram os jovens de 16 a 25 anos, como explica a médica epidemiologista e líder da pesquisa Eliana Wendland:

“Essa faixa etária é a que tem a maior prevalência de HPV, porque é o início da atividade sexual. Essa faixa etária também foi escolhida porque todo mundo ali já deveria ter sido vacinado”.

Infelizmente, não foi isso o que aconteceu. Entre as meninas e mulheres da pesquisa, apenas 61,8% estavam vacinadas, e a proporção foi ainda menor entre os participantes do sexo masculino: 31,1%. A taxa de cobertura ideal é de 90%. 

Ainda assim, a vacina comprovou o seu potencial. Entre as meninas e mulheres, a prevalência dos tipos de HPV cobertos pelo imunizante foi de 15,6% na primeira fase, quando apenas pessoas não vacinadas participaram da pesquisa. Já na segunda fase, a detecção do vírus entre as participantes vacinadas caiu para 3,1%. 

De acordo com Eliana, a pesquisa verificou ainda que o imunizante já foi capaz de produzir um certo “efeito rebanho”: “Nós também percebemos nas meninas um efeito populacional da vacinação. Mesmo entre aquelas que não foram vacinadas, nós tivemos uma diminuição da prevalência de HPV”.

Isso acontece porque a vacinação em altas coberturas diminui a circulação dos agentes causadores de doença, protegendo indiretamente toda a população. Na parcela de meninas e mulheres não vacinadas, a prevalência dos quatro tipos de HPV combatidos pela vacina foi de 10,5% na segunda fase da pesquisa. 

Já entre os homens, a prevalência desses subtipos do vírus caiu de 13,8% para 4,6% entre os vacinados, mas não houve mudança estatisticamente significativa entre os participantes não vacinados da segunda fase. De acordo com Eliana, a explicação é a baixa cobertura vacinal desse público. 

“Esse achado não é inesperado, uma vez que os meninos costumam receber menos incentivo à vacinação contra o HPV do que as meninas, em parte porque o vírus ainda é amplamente percebido como uma causa predominantemente do câncer do colo do útero”, destaca a prévia do artigo que será publicado na revista npj Vaccines com os resultados da pesquisa. 

Vacinação eficaz

Outro dado reforça o poder e a importância da vacina é que, entre as duas fases da pesquisa, a prevalência geral de HPV na população, considerando todos os subtipos existentes, subiu de 46,7% para 56,6%, ao contrário do que aconteceu com os quatro subtipos combatidos pelo imunizante. 

A pesquisa também encontrou evidências de que o esquema atual oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de apenas uma dose, é eficaz, porque não encontrou diferença na prevalência do vírus comparando pessoas vacinadas com uma, duas ou três doses. 

A vacinação contra o HPV pelo Sistema Único de Saúde começou em 2014, apenas com meninas, mas passou a englobar também os meninos a partir de 2017, com algumas mudanças na faixa etária ao longo dos anos. Em 2024, o esquema básico mudou de duas doses para uma. 

Hoje, o público-alvo são todas as crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, além de alguns públicos adultos vulneráveis, como imunossuprimidos, vítimas de violência sexual, usuários de profilaxia pré-exposição para prevenção do HPV e pessoas que já tiveram lesões precursoras no colo do útero. 

O HPV, sigla para papilomavírus humano, é o principal causador do câncer do colo do útero, mas também pode provocar a doença em outros órgãos como pênis, ânus e garganta. Nem todo subtipo do vírus têm potencial cancerígeno, mas a vacina disponível no sistema público protege contra os quatro principais tipos oncogênicos. 

(*) Agência Brasil

Homem é preso por cárcere privado e tráfico de drogas em Dourados

0
Foto: Osvaldo Duarte/Dourados News

Mulher de 42 anos denunciou que era mantida contra a própria vontade; Polícia Militar apreendeu cerca de 385 gramas de maconha na residência

Um homem de 33 anos foi preso em flagrante na madrugada da última quinta-feira (23), em Dourados, após ser denunciado por manter uma mulher de 42 anos em cárcere privado em uma residência no bairro Izidro Pedroso. Durante a ocorrência, a Polícia Militar também apreendeu aproximadamente 385 gramas de maconha no imóvel.

A equipe policial foi acionada por volta das 0h55 para atender uma denúncia de que uma mulher estaria gritando por socorro em uma casa localizada na Rua Luiz Egídio de Cerqueira César, em uma situação de possível violência doméstica.

Ao chegarem ao endereço, o suspeito afirmou que havia apenas discutido com a mulher e que se tratava de um desentendimento entre o casal. No entanto, a vítima informou aos policiais que estava sendo mantida contra a própria vontade dentro da residência.

Durante a vistoria, os militares observaram indícios que despertaram suspeitas e, após constatarem que o homem possuía antecedentes por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo, realizaram buscas no imóvel. No sofá da residência foram encontrados dois sacos contendo cerca de 385 gramas de maconha.

Diante da situação, o homem recebeu voz de prisão em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, ameaça e sequestro. Ele foi encaminhado à delegacia, e o caso será investigado pela Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM).

(*) Da Hora Bataguassu/Jornal da Nova

Estados Unidos isentam 471 produtos de nova tarifa de 12,5%

0
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Café, petróleo, fertilizantes e suco de laranja estão na lista

Os Estados Unidos divulgaram uma lista com 471 produtos brasileiros que ficarão isentos da nova sobretaxa de 12,5% imposta sob a alegação de falhas no combate ao trabalho forçado. Entre os itens poupados da medida estão café, petróleo, gás natural, fertilizantes, madeira, suco de laranja e derivados de açaí.

A relação foi publicada na última quinta-feira (23) pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e reúne exceções distribuídas em 20 grandes categorias de produtos.

A nova tarifa entra em vigor na madrugada desta sexta-feira (24) e, para os produtos que não foram incluídos na lista de exceções, será somada à sobretaxa de 25% aplicada pelos EUA desde quarta-feira (22), elevando a tributação total para 37,5% em parte das exportações brasileiras.

O que ficou de fora

A lista de exceções contempla produtos considerados estratégicos para o comércio entre Brasil e Estados Unidos e também insumos utilizados pela indústria americana.

Entre os principais itens isentos estão:

  • Café;
  • Petróleo e derivados;
  • Gás natural;
  • Fertilizantes;
  • Madeira e produtos de madeira;
  • Suco de laranja;
  • Derivados de açaí;
  • Defensivos agrícolas;
  • Couros e peles;
  • Ferro-gusa;
  • Resíduos e sucata de alumínio;
  • Equipamentos para fabricação de semicondutores;
  • Determinados medicamentos e ingredientes farmacêuticos;
  • Obras de arte, antiguidades e itens de coleção.

Também ficaram de fora diversos insumos industriais, minerais, resíduos metálicos e produtos utilizados pelas cadeias de tecnologia e farmacêutica.

Como funciona

A nova sobretaxa foi anunciada após uma investigação conduzida pelo governo estadunidense com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

Segundo o USTR, o Brasil integra o grupo de países que, na avaliação americana, não adotam mecanismos suficientes para impedir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado.

Apesar disso, o governo dos EUA decidiu excluir centenas de produtos da medida.

Segundo o órgão, as isenções consideram fatores como a importância de determinados insumos para a economia americana, compromissos comerciais já existentes e características específicas de alguns mercados.

Tarifa acumulada

Os produtos brasileiros que não aparecem na lista de exceções passarão a enfrentar uma sobretaxa adicional de 12,5%.

Como a medida será aplicada de forma cumulativa à tarifa de 25% que entrou em vigor nesta semana, parte das exportações brasileiras poderá pagar 37,5% para entrar no mercado estadunidense.

A nova alíquota, na prática, substitui a tarifa global temporária de 10% aplicada desde fevereiro deste ano.

Exceções internacionais

Além das isenções por produto, os Estados Unidos também criaram regras diferenciadas para alguns parceiros comerciais.

Países e blocos como Argentina, Bangladesh, Camboja, Equador, El Salvador, União Europeia, Guatemala, Indonésia, Jordânia, Malásia, Suíça, Taiwan e Reino Unido tiveram tratamento específico em razão de acordos comerciais ou de mecanismos considerados mais robustos de combate ao trabalho forçado.

Para parte das importações de vestuário e têxteis provenientes de Bangladesh, Camboja, Indonésia e Malásia, por exemplo, foi criado um sistema de cotas que permite a entrada sem a tarifa da Seção 301, desde que as empresas utilizem algodão e outros insumos produzidos nos Estados Unidos.

(*) Agência Brasil

Jovem de 24 anos morre após ser baleado em bar no Jardim Maristela, em Três Lagoas

0
Foto: Divulgação

Um jovem de 24 anos morreu após ser alvo de diversos disparos de arma de fogo na madrugada desta sexta-feira (24), em Três Lagoas. A vítima, identificada como Roberto dos Santos Martinho, foi atacada em um bar localizado na Rua Manoel de Faria Duque, no bairro Jardim Maristela. Mesmo baleado, ele ainda tentou fugir dos criminosos, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com as informações iniciais, Roberto estava na área externa do estabelecimento quando dois homens chegaram em uma motocicleta e efetuaram vários disparos em sua direção. Ferido, ele correu para dentro do bar na tentativa de se proteger, porém caiu antes de conseguir escapar.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foram acionadas, prestaram os primeiros atendimentos e encaminharam a vítima em estado gravíssimo ao Hospital Nossa Senhora Auxiliadora. Apesar dos esforços da equipe médica, o jovem morreu pouco depois de dar entrada na unidade.

Logo após o crime, policiais militares da Força Tática e do Grupo Especializado Tático em Motos (GETAM) compareceram ao local, isolaram a área para os trabalhos da perícia e iniciaram diligências para tentar localizar os autores. Até o momento, ninguém foi preso e a motivação do homicídio ainda não foi esclarecida.

A ocorrência foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC), e a Polícia Civil dará sequência às investigações para identificar os responsáveis e apurar as circunstâncias da execução.

(*) Rafael de Souza

EUA impõem nova tarifa de 12,5% a produtos brasileiros

0
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Decisão considera trabalho forçado e eleva taxa total a 37,5%

Os Estados Unidos anunciaram na última quinta-feira (23) a aplicação de uma nova sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de que o Brasil não adota mecanismos eficazes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A medida entra em vigor na madrugada desta sexta-feira (24).

A nova tarifa substitui a taxa global temporária de 10% aplicada desde fevereiro e se soma à sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, em vigor desde o último dia 22. Com isso, parte das exportações do Brasil para o mercado estadunidense poderá enfrentar tributação de até 37,5%.

decisão foi tomada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) após investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Motivação

Segundo o governo estadunidense, o Brasil integra o grupo de 54 países que não proíbem nem fiscalizam de forma efetiva a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado em seus mercados internos.

Na avaliação do USTR, essa falha cria uma vantagem competitiva indevida, ao permitir a circulação de mercadorias produzidas a custos menores.

O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou que a prática prejudica empresas e trabalhadores estadunidenses. “A falha de nossos parceiros comerciais em lidar com a importação de bens feitos com trabalho forçado é inaceitável. Isso força os trabalhadores americanos a competir em um campo desigual”, destacou Greer em comunicado.

Produtos 

O relatório afirma que, entre 2021 e 2025, o Brasil importou produtos associados ao trabalho forçado em cinco segmentos:

  1. alumínio;
  2. algodão;
  3. eletrônicos;
  4. baterias de lítio;
  5. tabaco.

Segundo o USTR, esses produtos poderiam entrar no mercado brasileiro com preços artificialmente reduzidos e, posteriormente, influenciar a competitividade das exportações nacionais.

O documento também menciona que, embora o Brasil participe de acordos internacionais de combate ao trabalho escravo e mantenha a chamada Lista Suja do Trabalho Escravo, o país não detém, na avaliação dos Estados Unidos, mecanismos considerados suficientes para impedir a importação desses bens.

Países

A investigação alcançou 60 parceiros comerciais dos Estados Unidos. Além do Brasil, outros 53 países receberam a sobretaxa de 12,5%, entre eles China, Argentina, Austrália, Japão, Índia, Reino Unido e África do Sul.

Canadá, México, Equador, Indonésia, Paquistão e a União Europeia foram enquadrados em outra categoria e terão tarifa adicional de 10%, por já manterem mecanismos legais de controle, embora considerados insuficientes pelos EUA.

Tarifa 

A nova medida se soma à tarifa de 25% aplicada nesta semana sobre parte das exportações brasileiras, resultado de outra investigação conduzida pelo USTR.

Nesse processo, o governo estadunidense acusou o Brasil de adotar práticas comerciais consideradas desleais, citando questões como acesso ao mercado de etanol, propriedade intelectual, combate à corrupção, desmatamento ilegal e políticas comerciais preferenciais.

Com a nova decisão, empresas brasileiras poderão enfrentar uma carga tarifária total de até 37,5% em parte das exportações destinadas aos Estados Unidos.

As novas tarifas anunciadas nesta quinta substituem a taxa global de 10% anunciada por Trump em fevereiro deste ano. Na ocasião, a Suprema Corte dos Estados Unidos havia derrubado as “tarifas recíprocas” impostas pelo presidente estadunidense no ano passado.

Reação brasileira

Em nota, o governo brasileiro criticou a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos e classificou a medida como “arbitrária” e “injustificada”. Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), o Brasil apresentou ao governo norte-americano informações sobre sua legislação e os mecanismos de fiscalização para impedir a importação de produtos associados ao trabalho forçado, além de destacar o reconhecimento internacional do país no combate ao trabalho escravo.

O texto também informa que o governo pretende recorrer aos mecanismos previstos na Lei de Reciprocidade e levar o caso ao sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).

O governo brasileiro já havia contestado as conclusões da investigação. Em manifestação anterior, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que eventuais sanções seriam desproporcionais e defendeu que o país mantém legislação e acordos internacionais voltados ao combate ao trabalho forçado.

Segundo o chanceler, o Brasil dispõe de mecanismos de fiscalização e cooperação internacional para impedir a circulação de produtos produzidos em condições análogas à escravidão.

Enquanto avalia uma resposta diplomática, o governo mantém medidas de apoio às empresas exportadoras afetadas pelas tarifas americanas por meio do Plano Brasil Soberano, que prevê linhas de crédito e incentivo à abertura de novos mercados.

(*) Agência Brasil

Termômetro do Varejo: Crédito empresarial cresce 11,3% em Mato Grosso do Sul e supera média nacional

0
Foto: Divulgação

FCDL-MS divulga os indicadores da edição de julho de 2026 e comemorativa de três anos do Termômetro do Varejo; a “Fala do Especialista” é com os sócios-proprietários do Coco Bambu Campo Grande: Claudio Monteiro Filho e Luiz Felipe Cysne

O saldo de crédito destinado às empresas cresceu 11,3% em Mato Grosso do Sul na comparação entre maio de 2026 e o mesmo mês do ano passado. O resultado ficou acima da média brasileira, de 6,8%, e levou o volume de empréstimos e financiamentos empresariais em aberto no estado a R$ 40,8 bilhões.

O dado é um dos principais destaques da edição comemorativa de três anos do Termômetro do Varejo, divulgado pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Mato Grosso do Sul, a FCDL-MS. O levantamento traz dados de julho reúne informações do Banco Central, IBGE, Caged e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Apesar do crescimento do crédito, a inadimplência bancária permanece como ponto de atenção. Entre as empresas sul-mato-grossenses, 4,5% do saldo das operações estava com atraso superior a 90 dias, acima da média nacional de 3,2%. Entre as pessoas físicas, a taxa chegou a 7,2%, enquanto o índice brasileiro foi de 5,6%.

Para a presidente da FCDL-MS, Inês Santiago, os indicadores mostram sinais diferentes entre os setores. O comércio ampliado e a indústria apresentam crescimento, enquanto a prestação de serviços permanece praticamente parada.

“Para o segundo semestre, há pontos de atenção que merecem ser acompanhados de perto, como o impacto do debate eleitoral sobre a economia, as novas tarifas impostas às exportações brasileiras e o fenômeno climático El Niño”, afirma.

Fala do Especialista: Setor de alimentação aposta em mercado mais aquecido

Para os empresários Claudio Monteiro Filho e Luiz Felipe Cysne, sócios-proprietários do Coco Bambu Campo Grande, o setor de alimentação ainda enfrenta um ambiente de negócios desafiador, marcado pela alta dos custos, inflação dos insumos, mudanças no comportamento do consumidor e forte concorrência.

“O cenário exige cada vez mais eficiência na gestão e capacidade de adaptação. Os restaurantes precisam investir continuamente em qualidade, atendimento e inovação. Nesse contexto, um varejo forte em Campo Grande é fundamental, porque movimenta a economia local, gera empregos, fortalece a cadeia de fornecedores e atrai consumidores, criando condições favoráveis para o crescimento do comércio e dos serviços”, afirmam.

Para os próximos meses, os empresários esperam uma movimentação maior no mercado, impulsionada por datas comemorativas, eventos e pela recuperação gradual da confiança do consumidor. A avaliação é de que as empresas com maior controle dos custos, boa experiência de atendimento e uso de soluções digitais estarão mais preparadas para aproveitar esse cenário.

“Acreditamos que Campo Grande continuará apresentando potencial para a expansão do varejo e da gastronomia. Para isso, o setor precisa permanecer unido na busca por inovação, qualificação e fortalecimento da economia local”, completam Claudio Monteiro Filho e Luiz Felipe Cysne.

BANCO DE INFORMAÇÕES

Termômetro do Varejo de julho de 2026

Crédito e inadimplência
• Crédito para empresas em MS: R$ 40,8 bilhões
• Crescimento do crédito empresarial: 11,3%
• Média nacional: 6,8%
• Crédito para pessoas físicas: R$ 102,6 bilhões
• Crescimento do crédito às famílias: 5,9%
• Inadimplência das pessoas físicas em MS: 7,2%
• Inadimplência das empresas em MS: 4,5%

Exportações
• Valor exportado no primeiro semestre: US$ 5,9 bilhões
• Crescimento das exportações: 10,5%
• Participação da China: 50,2%
• Participação dos Estados Unidos: 6,3%

Atividade econômica
• Crescimento da indústria em MS: 5,3%
• Crescimento da indústria no Brasil: 1,4%
• Variação do volume de serviços em MS: -0,2%
• Variação dos serviços no Brasil: 1,9%

Vendas do varejo
• Varejo ampliado em MS: alta de 5% no ano
• Comércio varejista em MS: alta de 2,3% no ano
• Varejo ampliado no Brasil: alta de 1,3%
• Comércio varejista no Brasil: alta de 1,7%

Empregos em Mato Grosso do Sul
• Vagas criadas em maio: 1.779
• Saldo acumulado no ano: 16,2 mil
• Saldo do comércio: -778 vagas
• Admissões no comércio: 41.500
• Desligamentos no comércio: 42.278

Empregos em Campo Grande
• Vagas criadas em maio: 517
• Saldo acumulado no ano: 3.169
• Saldo do comércio: -919 vagas
• Admissões no comércio: 16.767
• Desligamentos no comércio: 17.686

Inflação em Campo Grande
• IPCA em 12 meses: 4,4%
• Saúde e cuidados pessoais: 5,4%
• Transportes: 5,4%
• Alimentação e bebidas: 2,7%
• IGP-M em 12 meses: 3,2%

CHEGOU A HORA! UFN3 abre portas para milhares de oportunidades e Casa do Trabalhador inicia encaminhamentos nesta sexta (24)

0
Foto: Perfil News

Cartas de encaminhamento começam a ser entregues nesta sexta-feira (24) para candidatos interessados nas vagas do projeto

A espera acabou para quem sonha com uma oportunidade de emprego em Três Lagoas. A partir desta sexta-feira (24), a Casa do Trabalhador inicia a entrega das cartas de encaminhamento para os candidatos interessados em disputar uma vaga no Projeto UFN3, um dos maiores empreendimentos em andamento no município.

A orientação é para que os trabalhadores não deixem para a última hora. As cartas de encaminhamento devem ser retiradas com antecedência, garantindo que os candidatos estejam preparados para participar dos processos seletivos conforme a abertura das vagas.

A expectativa é que o projeto gere centenas de empregos diretos e indiretos, movimentando o mercado de trabalho e fortalecendo a economia de Três Lagoas.

Os interessados devem acompanhar as atualizações da Casa do Trabalhador e comparecer ao local para retirar a carta de encaminhamento, documento indispensável para participar das seleções de contratação da UFN3.

Confira abaixo as vagas disponíveis:

Por: Pollyanna Eloy

Com 7,6 milhões de toneladas anuais, Vale da Celulose consolida o MS como protagonista da liderança mundial do Brasil

0
Na sequência, aparecem a Suzano de Três Lagoas (3,25 milhões de toneladas/ano), a Eldorado Brasil (1,8 milhão de toneladas/ano) e a Suzano de Ribas do Rio Pardo (2,55 milhões de toneladas/ano)

Estado responde por quase 30% da produção nacional de celulose e deve alcançar 11,1 milhões de toneladas por ano com a entrada em operação da Arauco, prevista para o fim de 2027

Mato Grosso do Sul consolidou-se como o principal polo da indústria de celulose no Brasil ao atingir a marca de 7,6 milhões de toneladas produzidas por ano, volume equivalente a aproximadamente 30% da produção nacional. O protagonismo do Estado tende a se fortalecer ainda mais com a entrada em operação da fábrica da Arauco, em Inocência, prevista para o final de 2027, elevando a capacidade instalada para cerca de 11,1 milhões de toneladas anuais.

O desempenho sul-mato-grossense acompanha o momento histórico vivido pelo setor florestal brasileiro. Em 2026, o Brasil reafirmou sua posição como maior exportador mundial de celulose, alcançando produção recorde de 25,5 milhões de toneladas, segundo dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá). O país também ampliou sua base florestal para 10,5 milhões de hectares de florestas plantadas, dos quais 8,1 milhões de hectares são de eucalipto, matéria-prima essencial para a produção de celulose.

O VALE DA CELULOSE IMPULSIONA O BRASIL

Grande parte desse desempenho nacional tem origem na região leste de Mato Grosso do Sul, conhecida como Vale da Celulose, onde se concentra o maior corredor industrial do segmento na América Latina. Além das plantas já instaladas, o Estado vive um novo ciclo de expansão com investimentos bilionários que ampliam sua participação na cadeia global de papel e celulose.

Com 7,6 milhões de toneladas anuais, Vale da Celulose consolida o MS como protagonista da liderança mundial do Brasil

A futura unidade da Arauco, em Inocência, terá capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas anuais, tornando-se uma das maiores fábricas de celulose do mundo construídas em etapa única. Paralelamente, a Bracell mantém estudos para implantação de uma nova unidade industrial em Bataguassu, ampliando ainda mais o cinturão produtivo sul-mato-grossense.

A liderança brasileira é sustentada por um diferencial competitivo reconhecido internacionalmente. Graças às condições climáticas favoráveis, ao elevado nível tecnológico e aos avanços em melhoramento genético, o ciclo de produção do eucalipto no país varia entre seis e sete anos, praticamente metade do tempo observado nos principais países concorrentes.

TRÊS LAGOAS SEGUE COMO REFERÊNCIA NACIONAL

Reconhecida como a capital brasileira da celulose, Três Lagoas permanece como o principal centro industrial do setor. O município abriga duas das maiores fábricas de celulose do planeta, pertencentes à Suzano e à Eldorado Brasil, consolidando-se como referência internacional em produtividade, logística e competitividade.

A presença dessas empresas promoveu uma profunda transformação econômica na cidade. Além da expansão da infraestrutura urbana, o município passou a atrair fornecedores, empresas de logística, prestadores de serviços especializados e novos investimentos privados, formando um robusto ecossistema industrial que impulsiona o desenvolvimento regional.

EXPANSÃO INDUSTRIAL REDESENHA O MAPA ECONÔMICO DO ESTADO

O avanço da indústria da celulose já ultrapassa os limites de Três Lagoas e cria um novo eixo de desenvolvimento em Mato Grosso do Sul.

Ribas do Rio Pardo recebeu em 21 de julho de 2024 uma das maiores fábricas da Suzano, resultado de um dos grandes investimentos privados da história do Estado. O empreendimento modificou significativamente a economia local, impulsionando o mercado imobiliário, o comércio, a prestação de serviços e a geração de empregos.

Com 7,6 milhões de toneladas anuais, Vale da Celulose consolida o MS como protagonista da liderança mundial do Brasil
Projeto Sucuriú da Arauco está previsto para startar no final de 2027 e terá capacidade produtiva de 3,5 milhões de toneladas anuais, tornando-se uma das maiores fábricas de celulose do mundo (Foto: Perfil News)

Em Inocência, a construção da unidade da Arauco representa um novo marco para o setor. O Projeto Sucuriú deverá posicionar o município entre os principais polos mundiais de produção de celulose, ampliando oportunidades econômicas e acelerando investimentos públicos e privados.

Bataguassu desponta como a próxima fronteira de expansão, com o projeto da Bracell para implantação de uma nova fábrica, reforçando o corredor industrial do Vale da Celulose e ampliando a capacidade produtiva estadual.

EMPREGO, RENDA E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL

Muito além dos indicadores de produção e exportação, a indústria da celulose tornou-se um dos principais vetores de desenvolvimento socioeconômico de Mato Grosso do Sul. O setor é responsável pela criação de milhares de empregos diretos, indiretos e induzidos, movimentando uma ampla cadeia produtiva que envolve silvicultura, transporte, construção civil, manutenção industrial, comércio e prestação de serviços.

Com 7,6 milhões de toneladas anuais, Vale da Celulose consolida o MS como protagonista da liderança mundial do Brasil
Para ter uma ideia do quadro funcional da unidade da Suzano em Três Lagoas a empresa serve diariamente mais de 5 mil refeições aos seus colaboradores, alinhando nutrição, bem-estar e alta performance (foto: Ricardo Ojeda)

Os grandes investimentos também elevam a arrecadação dos municípios, fortalecem as economias locais e estimulam melhorias em infraestrutura urbana, habitação, mobilidade, saúde, educação e qualificação profissional. O efeito multiplicador da atividade beneficia não apenas os municípios que recebem as fábricas, mas toda a região de influência dos empreendimentos.

A chegada das indústrias transforma o perfil econômico das cidades, amplia oportunidades para pequenos e médios empresários, atrai novos negócios e contribui para elevar os índices de emprego formal e renda da população. Esse processo consolida Mato Grosso do Sul como um dos principais destinos para investimentos industriais do país.

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL E BIOECONOMIA

Além da relevância econômica, a indústria da celulose mantém forte compromisso com práticas de sustentabilidade e governança. O modelo brasileiro de produção é baseado em florestas plantadas renováveis, reduzindo a pressão sobre florestas nativas e fortalecendo a bioeconomia.

Segundo a Ibá, as empresas do setor preservam mais de 7 milhões de hectares de vegetação nativa, integrando produção florestal, conservação ambiental e responsabilidade social. Paralelamente, investimentos em inovação, eficiência energética e economia circular consolidam a celulose como uma das principais cadeias produtivas da indústria de base renovável.

Com tecnologia de ponta, elevada produtividade e uma estratégia de crescimento sustentável, Mato Grosso do Sul consolida o Vale da Celulose como um dos maiores polos industriais do mundo. O Estado reforça sua posição como protagonista da liderança brasileira no mercado global de celulose e amplia seu papel como referência em desenvolvimento econômico aliado à geração de emprego, renda e preservação ambiental.

Manutenção avança e USFs Atenas e Vila Alegre serão entregues nos próximos meses

0
Foto: Prefeitura de Três Lagoas

A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e Infraestrutura (SEINFRA), segue investindo na melhoria da infraestrutura das unidades de saúde do município. Estão em andamento as obras de manutenção das Unidades de Saúde da Família (USFs) Atenas e Vila Alegre, que serão entregues à população nos próximos meses.

Os serviços têm como objetivo proporcionar mais conforto, segurança e melhores condições de atendimento para usuários e servidores, garantindo ambientes mais adequados para a prestação dos serviços de saúde.

As intervenções incluem reparos estruturais, pintura, manutenção das instalações elétricas e hidráulicas, além de melhorias nos espaços internos e externos das unidades, conforme a necessidade de cada local.

Com as manutenções, a Administração Municipal reforça o compromisso de investir continuamente na rede pública de saúde, promovendo mais qualidade no atendimento e melhores condições de trabalho para as equipes.

Em breve, as duas unidades serão reinauguradas e voltarão a atender a população com estruturas revitalizadas, oferecendo mais conforto e eficiência aos moradores dos bairros atendidos.

Defesa Civil de Três Lagoas convoca voluntários para recadastramento no sistema

0
Foto: Prefeitura de Três Lagoas

A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (COMDEC/TL), convoca todos os integrantes do Serviço Voluntário da Defesa Civil para realizarem a atualização de seus cadastros. A medida foi necessária após uma instabilidade técnica no sistema interno da Coordenadoria, que ocasionou a perda de parte do banco de dados dos voluntários.

Para restabelecer as informações e garantir mais eficiência no acionamento das equipes em situações de emergência, a COMDEC/TL disponibilizou um novo formulário de cadastramento, com diretrizes e orientações atualizadas. A Coordenadoria reforça que todos os voluntários, inclusive aqueles que já haviam realizado o cadastro anteriormente, devem preencher novamente o formulário o quanto antes. O procedimento é simples, rápido e essencial para assegurar a continuidade das ações preventivas e do trabalho voluntário desenvolvido no município.

COMO REALIZAR O RECADASTRAMENTO?

Para atualizar seus dados, o voluntário deve acessar o formulário oficial disponível no portal da Prefeitura de Três Lagoas e preencher todas as informações solicitadas.

CLIQUE AQUI para acessar o formulário de voluntários.

Em caso de dúvidas sobre o preenchimento do formulário ou sobre a atuação do Serviço Voluntário da Defesa Civil, a COMDEC/TL disponibiliza atendimento pelo telefone (67) 98139-2876.

Ação de limpeza combate descarte irregular de resíduos no Bairro Santa Luzia e avança pelo município

0
Foto: Prefeitura de Três Lagoas

A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agronegócio (SEMEA), intensificou as ações de limpeza urbana no bairro Santa Luzia nesta quinta-feira, 23 julho. A mobilização está concentrada na limpeza de uma extensa área que vinha sendo utilizada irregularmente como ponto de descarte de resíduos sólidos, como lixos orgânicos, entulhos de construção civil e, principalmente, galhadas.

A força-tarefa teve início no bairro Novo Oeste, com foco na retirada de materiais volumosos. Diante do grande volume de descarte irregular encontrado e atendendo às solicitações da população, a Administração Municipal decidiu ampliar a operação para outras regiões da cidade. Desde então, as equipes e o maquinário já passaram pelos bairros Nova Três Lagoas, Alto da Boa Vista e Vila Piloto, chegando agora ao Santa Luzia.

Nos locais atendidos, as equipes encontraram uma situação crítica, com toneladas de entulho, galhadas e grande quantidade de móveis descartados irregularmente, como armários, guarda-roupas, camas, colchões, sofás e poltronas.

CNI sinaliza queda de 42,5% em exportação de bens afetados por nova tarifa mexicana

0
Foto: Shutterstock

Em vigor desde janeiro, medida pode comprometer US$ 665 milhões em produtos brasileiros. Indústria se reúne com governo nesta quinta-feira (23) e defende acordo de livre comércio para neutralizar impactos

O Programa de Protección para las Industrias Estratégicas, implementado pelo governo do México em janeiro de 2026, já causou impactos concretos para o setor industrial do Brasil. De acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado nesta quinta-feira (23), as exportações dos produtos brasileiros afetados pela medida caíram 42,5% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período dos três anos anteriores – o equivalente a US$ 91,5 milhões. O impacto será apresentado ao governo brasileiro nesta tarde, durante reunião virtual da seção brasileira do Conselho Empresarial Brasil-México (Cebramex).

A decisão mexicana aumentou o imposto de importação de 1.463 códigos tarifários, aplicando taxas que, em alguns casos, ultrapassam os 50%. Com a mudança, o Brasil passou a ser o 5º país mais exposto do mundo à medida, considerando as economias que não têm acordo de livre comércio com o México. Segundo a análise, cerca de US$ 665 milhões em exportações brasileiras podem ser diretamente afetados.

Diante dos prejuízos à integração produtiva e aos investimentos entre os países, a CNI defende a isenção dos produtos brasileiros das novas tarifas de importação e o avanço nas negociações de um acordo de livre comércio Brasil-México, que além de neutralizar os impactos da medida tarifária pode acrescentar US$ 13,8 bilhões ao PIB conjunto, US$ 3,2 bilhões ao comércio bilateral e atrair cerca de US$ 8 bilhões em investimento. Para a CNI, intensificar o diálogo entre governos é fundamental.

“O aumento de tarifas para alguns produtos preocupa a indústria brasileira e vai na contramão do que o setor busca com o país: aprofundar a relação bilateral e avançar nas negociações de um acordo comercial”, afirma a gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri. “O México é parceiro estratégico do Brasil, em um momento em que a diversificação das relações comerciais brasileiras é cada vez mais importante. Isentar os produtos brasileiros da taxação e destravar essas negociações são passos essenciais para preservar a competitividade e ampliar as oportunidades de negócio”, completa.

Insumos estratégicos para o setor produtivo foram os mais afetados pela medida

O levantamento da CNI mostra que o aumento da tarifa mexicana de importação atingiu diretamente as cadeias produtivas que unem Brasil e México. Do total registrado de queda nas exportações, 78,1% correspondem a bens intermediários, evidenciando que a medida afeta principalmente o fornecimento de insumos industriais essenciais. 

De janeiro a junho de 2026, dos 171 produtos brasileiros atingidos pela tarifa que foram exportados para o México, 113 tiveram piora no desempenho de vendas. A queda se concentrou nos seguintes setores:

  • Veículos automotores: 51,8% 
  • Produtos de borracha e material plástico: 9,1%;
  • Metalurgia: 8%;
  • Couros e calçados: 7,4%;
  • Químicos: 5,9%;
  • Celulose e papel: 5,8%;
  • Máquinas e equipamentos: 5,6%.

Além disso, no primeiro quadrimestre, produtos específicos, como tubos de ferro ou aço usados em oleodutos e gasodutos, tiveram queda de 100% nas exportações brasileiras para o México, paralisando totalmente as vendas.

CNI sinaliza queda de 42,5% em exportação de bens afetados por nova tarifa mexicana

Mais de 90% das oportunidades para exportar ao México são afetadas por tarifas

A análise produzida pela CNI apresenta 474 oportunidades comerciais para exportação da indústria de transformação brasileira ao México. Os produtos foram identificados com base na competitividade brasileira no comércio internacional e na complementariedade com a pauta importadora mexicana.

Entre os 17 setores da indústria de transformação com oportunidades no mercado mexicano, estão em destaque os de químicos (18,8%), máquinas e equipamentos (17,3%), alimentos (9,9%), produtos de metal (6,1%), produtos de borracha e de material plástico (6,1%) e veículos automotores (5,3%). 

No entanto, o levantamento enfatiza que a presença de tarifas de importação reduz o potencial de aproveitamento das oportunidades comerciais elencadas e reforça a necessidade do acordo comercial entre as nações. Das oportunidades identificadas na indústria de transformação, 456 (90,3%) estão sujeitas a tarifas de importação, concentradas principalmente nos setores de químicos (18,8%), máquinas e equipamentos (17,3%) e alimentos (9,9%). 

Cebramex reúne indústria e governo para fortalecer relação Brasil-México

Realizada para estreitar laços entre os setores público e privado do Brasil e do México, a reunião da seção brasileira do Cebramex será liderada pela presidente do Conselho e vice-presidente de Reputação, Sustentabilidade, Jurídico e Corporate Affairs da Natura, Ana Beatriz Macedo da Costa. O encontro contará com a participação do diretor do Departamento do Mercosul do Ministério das Relações Exteriores (MRE), embaixador Francisco Cannabrava; da diretora do Departamento de Negociações Internacionais do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Ana Cláudia Takatsu; e de representantes do setor privado.

Além da isenção de produtos da nova tarifa mexicana e do avanço no acordo de livre comércio, a CNI recomenda ao governo, para fortalecimento da parceria comercial, o cumprimento e ampliação do Acordo de Reconhecimento Mútuo de Operadores Econômicos Autorizados; a eliminação das barreiras no comércio bilateral; e o fomento à cooperação regulatória. 

error: Este Conteúdo é protegido! O Perfil News reserva-se ao direito de proteger o seu conteúdo contra cópia e plágio.