É a 40ª morte em decorrência da doença em Mato Grosso do Sul
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) confirmou hoje, 19, o primeiro óbito da comunidade indígena por Covid-19. A morte foi registrada ontem, 18. Com isso, o Estado vai a 40 mortes em decorrência da doença.
A vítima era um homem de 59 anos, da etnia Guarani Kaiowá, de Dourados e tinha diabetes. Estava internado desde o dia 7 de junho, com resultado positivo desde o dia 2.
Sendo assim, em Mato Grosso do Sul registra 8 óbitos em Campo Grande, 5 em Três Lagoas, 2 em Batayporã, 2 em Paranaíba, 1 em Vicentina (também ocorrido no Estado de São Paulo), 8 em Dourados, sendo 1 douradense que morreu em Tocantins, 2 óbitos de Brasilândia, 2 em Itaporã, 1 em Iguatemi, 2 em Rio Brilhante, 1 em Sidrolândia, 1 em Ponta Porã, 2 em Corumbá, 1 em Douradina, 1 em Deodápolis e 1 em Anastácio.
Unidade está pronta para o enfrentamento, afirmou a diretora do HR; número de contaminados no Estado se multiplicou por sete nos últimos 30 dias
Por conta do crescente número de infectados e óbitos por Covid-19 em Mato Grosso do Sul, a diretora-presidente do Hospital Regional (HRMS), Rosana Leite de Melo, afirmou que o Hospital de Campanha será acionado nos próximos dois dias e que a unidade está pronta para o enfrentamento.
Mato Grosso do Sul tem 4.274 casos confirmados e 39 óbitos pela doença. São sete vezes mais casos do que há 30 dias, quando eram 613. Com esses dados preocupantes, o acionamento do Hospital de Campanha deve acontecer nas próximas 48 horas.
Para a diretora-presidente do Hospital Regional, o aumento de casos é reflexo do relaxamento da quarentena pela população. “Não queremos que isso aconteça, mas estamos preparados para esse cenário. Infelizmente, se a população não colaborar com o isolamento e começar a se prevenir em meio a essa pandemia, o quadro poderá ser ainda pior. Mas estamos prontos para esse enfrentamento”, disse.
“Nosso apelo é para a população: não saia de casa sem necessidade. Se sair, usem máscaras. Evitem aglomerações. Protejam-se e nos ajudem a manter o hospital com o menor número possível de casos, pois se acontecer de sobrecarregar o sistema de saúde, pode não haver vagas para você ou para seus familiares”, acrescentou Rosana.
O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, também reforçou a importância do isolamento social. “Os dados são alarmantes. Nós temos 4.274 casos confirmados no Estado, além de um significativo aumento nas internações. Mesmo ativo, queremos que o Hospital de Campanha seja um suporte que não queremos que seja utilizado, para isso o caminho é um só: a conscientização de todos em relação ao atual momento que estamos vivendo”.
Referência no enfrentamento da Covid-19, o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul vem se preparando desde fevereiro para a pandemia do novo coronavírus. Ele criou o gabinete de crise e também um Plano de Enfrentamento. Os protocolos médicos e o tratamento clínico para pacientes estão dando resultado, dentro e fora do HRMS e sendo copiados por vários hospitais particulares, inclusive de outros estados.
Mais de 2 mil trabalhadores da saúde no Estado receberam treinamento promovido pela Diretoria de Ensino, Pesquisa e Qualidade Institucional do HRMS para enfrentamento a Covid-19, auxiliando comunidades rurais, fronteiriças, ribeirinhas e indígenas em várias regiões de Mato Grosso do Sul.
Dentro do hospital, houve mudanças nos setores, reformas e materiais cedidos pelo Ministério da Saúde em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde. Já do lado de fora, um Hospital de Campanha foi montado a fim de dar suporte estrutural para esse enfrentamento como retaguarda.
A Secretaria de Estado de Saúde e a Fundação de Saúde abriram contratação emergencial para a equipe, aumentando o quadro funcional de médicos, técnicos e enfermeiros, que estão na linha de frente contra a pandemia.
Equipamentos como respiradores artificiais foram reformados com o apoio de entidades e universidades. Outros, foram alugados pelo Ministério da Saúde e cedidos para o HRMS, que tem 125 respiradores artificiais para serem usados durante a crise.
As comunidades campo-grandenses e empresarial se solidarizaram com a causa e diariamente encaminham doações de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), matérias de limpeza e alimentos para o hospital. A última grande doação veio do Rotary Clube Campo Grande, de 300 Mascaras N95.
O Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social de MS (Sintss-MS) colaborou com os funcionários e com o hospital com álcool em gel, relógios de parede, face-shield (proteção facial), laringoscópios, máscaras cirúrgicas e máscaras PFF1, acrílicos de proteção que foram instalados nos locais de atendimento ao público, TNT e enxaguante bocal. Até a dupla sertaneja Maria Cecília e Rodolfo, com o apoio do Sesc, fez uma significativa doação para o Hospital Regional, por meio da Live dos cantores.
Confira abaixo as oportunidades disponíveis e veja como concorrer
A Casa do Trabalhador disponibiliza, nesta sexta-feira, 19, 46 vagas de emprego. São oportunidades em diversos ramos – várias delas para trabalhar em indústrias de celulose na área de silvicultura.
Para concorrer a qualquer vaga é necessário comparecer à ”Casa do Trabalhador”, com RG, CPF, PIS, Carteira de Trabalho e Comprovante de Residência ou ainda, baixar o aplicativo “SINE FÁCIL Dataprev”.
As vagas de empregos são rotativas, podem ser preenchidas a qualquer momento sem aviso prévio. A Casa do Trabalhador fica na rua Munir Thomé, 86, centro. O telefone é (67) 3929-1936 e o atendimento é feito de segunda a sexta das 7h às 12h.
O modelo três-lagoense Cristhopher Frias, de 28 anos, será o representante do estado de Mato Grosso do Sul no maior concurso de beleza do país, o Mister Brasil. O evento será realizado em novembro, em Brasília.
Formado em Análise de Sistemas e atuando como Designer Gráfico, Cristhopher foi escolhido por aclamação. Por conta da pandemia, não houve seletiva regional, mas o três-lagoense foi escolhido pela coordenação estadual da prova como o homem mais bonito do Estado e o mais apto a representar o Estado na competição nacional.
Dessa forma Cristhopher, que foi campeão do concurso de beleza de Três Lagoas em 2019, “herdou” a faixa em 2020 e agora competirá pelo título de homem mais bonito do Brasil.
Igrejas haviam solicitado liberação de faixas etárias em reuniões religiosas e aumento da capacidade para 60%, mas foram vetadas pelo Comitê de Enfrentamento à Covid; veja o que muda a partir da próxima segunda-feira
O Comitê de Enfrentamento à COVID-19 se reuniu na tarde desta quinta-feira (18) para definir novas medidas para o comércio e instituições de Três Lagoas. As novas regras passarão a valer a partir de segunda-feira (22).
Segundo comunicado enviado à imprensa, igrejas evangélicas teriam pedido a liberação da entrada de crianças e idosos em cultos, mantendo vetados os doentes crônicos e grávidas. Também havia sido solicitado o aumento da capacidade de público, de 30% para 60%.
Entretanto o Comitê não aprovou a solicitação, mantendo as idades definidas e passando de 30% pra 40% da capacidade máxima.
O que muda
Esportes coletivos foram liberados desde que não haja o contato físico. Escolinha de futebol, por exemplo, voltará apenas para atividades individuais como treino funcional, para crianças acima de oito anos e respeitando o espaço entre os alunos.
As academias de Crossfit poderão ter o intervalo de 30 minutos entre as aulas para que haja a desinfecção dos locais e instrumentos de treino.
Cursos técnicos e cursos de inglês e informática poderão retornar com um alvará de liberação da Vigilância Sanitária, com as normas para cada local. Em todos os cursos só serão permitidos alunos de mais de 18 anos e menores de 60 anos.
Os feirantes do ramo de alimentação da feira noturna poderão disponibilizar 2 mesas com 3 cadeiras em cada, na frente de cada barraca. Não podendo ultrapassar o limite permitido, para que os clientes tenham um local para aguardar. Porém também será necessária a desinfecção constante dos materiais.
Cidade chega aos 202 casos confirmados, sendo 43 considerados ativos e 154 recuperados
Três Lagoas registrou, nesta quinta-feira, 18, mais dois casos positivos de Covid-19. As pacientes são mulheres, uma de 57 e outra de 40 anos. Só uma delas teve contato com caso confirmado e ambas estão em isolamento domiciliar.
Mais sete pessoas terminaram a quarentena sem sintomas e estão recuperadas. Já são 154 as pessoas curadas na cidade. Cinco pessoas estão hospitalizadas, sendo dois suspeitos em enfermaria pública, um suspeito em enfermaria privada, um confirmado na UTI pública e um confirmado na UTI particular.
Assim, a cidade contabiliza 202 casos positivos, sendo 43 ativos (internados ou em isolamento domiciliar) e 154 recuperados. Outros 80 casos aguardam resultados.
Atividades são conduzidas por equipe multiprofissional, formada por médico, enfermagem, fisioterapeuta, nutricionista e assistente social.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Três Lagoas está retornando as atividades do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), interrompidas desde meados do mês de março, por causa da pandemia da Covid-19.
Este serviço foi habilitado pela SMS de Três Lagoas, junto ao Ministério da Saúde, desde o final do mês de julho de 2019, com uma equipe multiprofissional, formada por médico, enfermagem, fisioterapeuta, nutricionista e assistente social.
Como explicou a nutricionista Sabrina Kaelly Vital Machiavelli, da equipe do SAD, “a pausa do serviço foi necessária devido à pandemia do Coronavírus e o retorno está sendo feito com uso dos devidos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) para proteção dos profissionais da Saúde e também do paciente e sua família”.
A finalidade do SAD é “proporcionar aos pacientes um cuidado mais próximo da rotina de sua família, no aconchego do lar, evitando hospitalizações desnecessárias e diminuindo riscos de infecções”, resumiu a nutricionista.
Segundo informou Sabrina, “o que caracteriza a admissão do paciente é que o mesmo tenha condições de receber os cuidados em casa e que a família tenha um cuidador responsável. Após a admissão, o paciente será atendido a domicilio pelos profissionais que forem necessários”, explicou.
Este serviço é acionado através da “desospitalização” de pacientes que podem continuar o tratamento em casa. A equipe do Hospital ativa o SAD e a equipe do programa, imediatamente, faz uma visita hospitalar para avaliação e possível inclusão do paciente no SAD.
Além do Hospital, o encaminhamento à avaliação do SAD pode ser feito pelas equipes da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) e Unidades Básicas de Saúde.
Resultados
Diariamente são atendidos, em média, 10 pacientes no processo domiciliar de sessões de fisioterapia e os resultados “têm sido animadores para toda a equipe”, ressaltou Sabrina.
Ela contou que um dos pacientes, Miqueias Adriel Martinelis, de 21 anos (foto), está recebendo atendimento desde janeiro deste ano, e, segundo ele, o atendimento domiciliar foi de fundamental importância para sua recuperação.
“Quero agradecer a toda equipe e principalmente à fisioterapeuta Larissa por ser uma pessoa tão capacitada para seu cargo. Através do seu trabalho e suas palavras de confiança fizeram com que ele se concentrasse mais nos exercícios” relata a esposa do paciente, Jamila Soares da Silva.
Para a fisioterapeuta Larissa Pereira e Silva, que acompanhou a evolução do paciente, “o programa foi de extrema importância para a reabilitação motora e a volta das Atividades de Vida Diária (AVD). Os atendimentos em domicilio ajudaram ainda mais na recuperação, devido à gravidade do quadro clínico que impossibilitava o paciente de se deslocar até o atendimento fisioterapêutico”, contou Larissa.
O SAD tem como ponto de referência e apoio a Unidade de Estratégia da Saúde da Família – USF Nova Três Lagoas, localizado na Rua Maria Guilhermina Esteves, Bairro Nova Três Lagoas, com horário de atendimento ao público de segunda-feira a sexta-feira, das 7h30 as 11h e das 13h30h as 16h30h.
Fotos, autorizadas pelo paciente, foram tiradas antes da pandemia
Operação aconteceu hoje; valor das drogas apreendidas é de aproximadamente R$ 1,5 milhão
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, nesta quinta-feira (18), durante fiscalizações da Operação Flagellum, em Paranaíba, 891,8 Kg de maconha, 46,6 Kg de skunk e recuperou um veículo roubado.
A equipe fiscalizava no km 94 da BR-158, quando abordou uma Fiat/Toro com placas de Maricá (RJ). O motorista não possuía nenhum documento e estava acompanhado por um passageiro, menor de idade.
Em vistoria ao veículo, os agentes encontraram grande quantidade de maconha e skunk, que após pesagem, totalizaram 938 Kg (novecentos e trinta e oito quilos) das drogas. Também foi localizado um rádio comunicador ligado. O condutor declarou ter pego o automóvel em Ponta Porã e levaria até Ituiutaba (MG), onde disse que receberia R$ 20 mil pelo transporte. O passageiro declarou que sabia da existência do ilícito, porém disse que não receberia nada com a ocorrência.
Os policiais rodoviários federais também descobriram que a Fiat/Toro possuía registro de roubo desde maio de 2020, na Bahia. Os envolvidos, o ilícito e o veículo foram encaminhados para a Polícia Judiciária local.
Desconfiado do condutor e dono da carreta que queria fazer acreditar que estivesse com sintomas do coronavírus, os policiais resolveram inspecionar a carga
Na manhã desta quinta-feira (18) uma equipe da Polícia Rodoviária Federal da Delegacia de Dourados apreendeu um carregamento de maconha que estava sendo transportado em meio a uma carga de milho.
O motorista ao chegar no Posto de Fiscalização do Capey na BR 463 entre Ponta Porã e Dourados, alegou aos policiais que não estava se sentindo bem, com dores pelo corpo e febre. Desconfiado do condutor e dono da carreta que queria fazer acreditar que estivesse com sintomas do coronavírus, os policiais resolveram inspecionar a carga.
No interior dos bags de transporte de grãos foram localizados centenas de fardos de maconha que pesaram ao todo 2 toneladas e 200 quilos da droga. O motorista confessou que carregou a droga em Aral Moreira e que levaria para Hortolândia no interior paulista e que receberia R$ 10 mil pelo transporte. Ele foi presos em flagrante por tráfico de drogas.
Também tiveram as prisões decretadas pelo juiz Marcelo Ivo de Oliveira, da 7ª Vara Criminal, o empresário Jamil Name, que já está preso junto com o filho Jamil Name Filho em Mossoró (RN), o empresário Fahd Jamil Georges
A nova fase da Operação Ormetá que investiga crimes de pistolagem no Mato Grosso do Sul deflagrada na madrugada desta quinta-feira (18), prendeu várias pessoas entre elas o ex-deputado e ex-presidente da Assembléia Legislativa Jerson Domingos, atual Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.
Jerson não foi encontrado no apartamento dele em Campo Grande e estava em uma fazenda em Rio Negro. Orientado pelo advogado ele se apresentou na sede do Garras por volta do meio dia.
Também tiveram as prisões decretadas pelo juiz Marcelo Ivo de Oliveira, da 7ª Vara Criminal, o empresário Jamil Name que já está preso junto com o filho Jamil Name Filho em Mossoró (RN), o empresário Fahd Jamil Georges, e o policial militar Rogério Luís Phelippe, o policial federal Everaldo Monteiro de Assis que também já está preso, Flávio Corrêa Jamil Georges, do investigador da Polícia Civil, Célio Rodrigues Monteiro, do delegado Márcio Obara, da secretária pessoal da família Name, Cinthya Name Bell, dos funcionários da Pantanal Cap, Benevides Cândido Pereira e Lucimar Calixto Ribeiro. Completam a lista de presos preventivamente, Frederico Maldonado Arruda (Fred), Lucas Silva da Costas (Lukinhas), Marco Monteoliva, Melciades Aldana (Mariscal), Rodrigo Betzkowski de Paula Leite, o Rodrigo Patron, e Thyago Machado Abdulahad. Ainda foi decretada a prisão temporária de Davison Ferreira de Farias Campos e Paulo Henrique Malaquias de Souza.
O GAECO não informou se todos os mandados de prisão foram cumpridos, mas todos os presos estão sendo levados para a delegacia do Garras na Capital.
Acidente aconteceu pouco depois da ponte; ninguém se feriu
Um Honda Fit bateu em uma carreta rodotrem na tarde desta quinta-feira, 18, quando tentava acessar a Marechal Rondon.
De acordo com o tenente Cândido, do Corpo de Bombeiros, o motorista teve a visão ofuscada pelo sol e, quando tentou acessar a rodovia, dois km depois da ponte, foi atingido pela carreta, que estava em alta velocidade e não conseguiu desviar, sob risco de capotar.
Apesar do impacto e do estrago no carro, nenhum dos dois ocupantes do carro, um casal, sem feriu. A ocorrência foi atendida pelo 5º Batalhão do Grupamento de Bombeiros, de Três Lagoas.
Em vídeo postado nas redes sociais, ele disse que recebeu convite para ser diretor de um banco e começará a transição do cargo; sucessor não foi anunciado
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou hoje, 18, que deixará o cargo. A confirmação foi dada em um vídeo publicado por Weintraub, em que o ministro aparece ao lado do presidente Jair Bolsonaro. O nome do substituto não foi informado.
Weintraub anunciou que recebeu um convite para dirigir o Banco Mundial, em Washington.
“É um momento difícil, todos os meus compromissos de campanha continuam de pé. Busco implementá-lo da melhor forma possível. A confiança você não compra, você adquire. Todos que estão nos ouvindo agora são maiores de idade, sabem o que o Brasil está passando. E o momento é de confiança. Jamais deixaremos de lutar por liberdade. Eu faço o que o povo quiser”, afirma Bolsonaro no vídeo.
Uma “biofábrica” que criará mosquitos infectados pela bactéria Wolbachia será instalada no Lacen; insetos com a bactéria teriam capacidade reduzida de transmitir doenças
Uma iniciativa que demonstrou significativos resultados em Niterói, no Rio de Janeiro, no combate ao vírus propagador da dengue, zika e chikungunya, está a todo vapor em Mato Grosso do Sul: o Método Wolbachia está na etapa de instalação da biofábrica, na sede do Lacen (Laboratório Central de MS), e com previsão da liberação dos mosquitos com a bactéria Wolbachia ainda em setembro.
A iniciativa é criada pelo World Mosquito Program (WMP) e conduzido no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), implementado em Campo Grande com apoio da Secretaria de Estado de Saúde.
Segundo o líder do Método Wolbachia no Brasil e pesquisador da Fiocruz, Luciano Moreira, o projeto é resultado da descoberta do WMP de que o mosquito Aedes aegypti, quando contém a bactéria Wolbachia, tem sua capacidade reduzida de transmitir as três doenças citadas.
“A iniciativa trabalha da seguinte maneira: é feito um trabalho de engajamento para explicar sobre o projeto tirar todas as dúvidas, e assim ter o apoio da população. Depois entra a fase de liberação dos mosquitos por determinado período, cerca de 16 semanas. Esses mosquitos vão se cruzando na natureza e, com o passar do tempo, haverá uma grande porcentagem do mosquito naquela localidade com a Wolbachia, com isso esperamos ter uma redução das doenças e podemos proteger a população”, afirma o especialista.
Para o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, a iniciativa representa um verdadeiro alívio para Mato Grosso do Sul que sofre com a doença há muitos anos. “De janeiro até 17 de junho tivemos 62,5 mil casos notificados de dengue em nosso Estado. Somos o segundo estado no ranking nacional desta doença que tem ceifado muitas vidas. Já foram registrados 39 óbitos”, lamenta Resende.
Diante do atual cenário desenhado por Resende verifica-se a importância do projeto. Na sede do Lacen a biofábrica abrigará salas para a produção dos mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia do WMP Brasil/Fiocruz, bem como para triagem das larvas provenientes das ovitrampas utilizadas no monitoramento. “Estamos agora na etapa de reforma do espaço do Lacen, para produção daquela colônia que nós vamos enviar os ovos do Rio de Janeiro para então ocorrer a liberação. Dando tudo certo, a partir de setembro iremos começar o trabalho de liberação de mosquitos”, explica Moreira.
A estimativa de produção semanal da biofábrica é de cerca de um milhão e meio de mosquitos com Wolbachia. “Apenas os investimentos na ciência e na pesquisa, como o Governo de MS tem feito, poderemos encontrar soluções para essa epidemia”, salienta Resende. Não há modificação genética do Método Wolbachia.
O Método Wolbachia será implementado em toda a área urbana da Capital em cerca de três anos. “Campo Grande é uma cidade de médio porte que tem problemas de dengue e, então, foi escolhida no Centro-Oeste para mostrar que o projeto pode funcionar em diversos biomas do Brasil”, afirma Moreira.
“A fase de liberação, em si, leva cerca de 16 semanas, depois juntamente com o diagnóstico para ver a coleta desses mosquitos, o monitoramento para ver se os mosquitos com Wolbachia estão se procriando, aumentando em número naquela localidade e consequentemente possibilitando a redução no número de casos da doença. É importante ressaltar que este é um método complementar e as demais ações de controle da dengue devem continuar a ser realizadas”, reforça o líder do Método Wolbachia.
Para a liberação dos mosquitos, Campo Grande foi dividida em seis áreas. A primeira abrange os bairros de Guanandi, Aero Rancho, Batistão, Centenário, Coophavila II, Tijuca e Lageado. No último dia 13 os membros da OPAS visitaram as obras da biofábrica do Método Wolbachia.
Decreto será publicado amanhã; uso de máscara comprovadamente previne a propagação do coronavírus
A partir da próxima segunda-feira, 22 de junho, o uso de máscaras faciais será obrigatório em todo o território de Mato Grosso do Sul. A medida pretende evitar a propagação do coronavírus e a infecção pela doença Covid-19.
Segundo o secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, a determinação atende pedido do Centro de Operações Emergenciais (COE) da Secretaria de Estado de Saúde (SES), que desenvolve estratégias de combate e controle do coronavírus.
“O governador Reinaldo Azambuja autorizou e assinou o decreto que será publicado amanhã (19/6) para que seja obrigatório uso de máscaras em todo o território sul-mato-grossense a partir de segunda-feira”, disse hoje (18/6) o secretário em live nas redes sociais.
O uso do acessório de proteção individual será obrigatório nos seguintes locais:
em todos órgãos públicos;
em todos os estabelecimentos privados de acesso ao público;
em todo transporte coletivo intermunicipal e interestadual;
Ao anunciar a medida, Riedel destacou “a preocupação crescente” das autoridades de saúde em relação ao aumento do número de doentes, principalmente na macrorregião de Dourados, que compreende 33 municípios.
“O uso de máscaras é importante, cuidado com coletivo, respeito ao próximo, temos que ter essa consciência. Por isso, o Governo vai fazer valer essa condição para que tenhamos controlada as taxas de contaminação”, completou o secretário.
Indicada pela SES, a medida contribui com a população e com os municípios. “Assim conseguimos, com certeza, uma parcela de vidas a serem salvas”, afirmou a secretária-adjunta da pasta, Christinne Maymone.
Mato Grosso do Sul registrou hoje 4.274 casos confirmados de Covid-19. A infecção já foi diagnosticada em pacientes de 61 dos 79 municípios do Estado. Ao todo, 39 pessoas perderam a vida por causa do novo vírus.
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Empresa também alega que escassez de fibras de madeira na região piorou a competitividade da empresa. Planta empregava 253 funcionários; operações serão encerradas ao final de junho
A Paper Excellence anunciou na última semana que irá encerrar as operações da sua planta de celulose em Mackenzie, na Colúmbia Britânica, Canadá.
A planta irá operar até o final de junho. A empresa, que vive uma disputa jurídica pelo controle da Eldorado Brasil, afirma ter “investido substancialmente” na unidade canadense mas que, apesar dos esforços, a pandemia de Covid-19 causou “impactos negativos no mercado de celulose”, dificultando a operação da fábrica. A unidade foi inaugurada em 1972 e comprada pela Paper em 2010.
Além disso, a escassez profunda de fibras na região de Mackenzie afetou a competitividade da fábrica. Essa escassez foi piorada pelo fechamento de serrarias na região de Mackenzie, reduzindo a disponibilidade econômica de fibras.
Segundo comunicado divulgado pela empresa em seu site, 253 funcionários trabalhavam nessa planta. A empresa afirma que, nos casos em que seja possível, pode transferir funcionários para outras fábricas no Canadá.
Não há informações sobre a retomada das operações da fábrica após a pandemia. A empresa apenas afirmou que, durante o tempo em que a planta estiver fechada, irá “garantir a segurança das instalações e a proteção da comunidade e do ambiente”. Uma pequena equipe de funcionários fornecerá segurança e monitoramento 24 horas por dia.
Ainda segundo o comunicado, a Paper Excellence continuará fornecendo aos clientes de celulose e papel a produção de outras fábricas em operação na Colúmbia Britânica e Saskatchewan, e afirma que continua comprometida com seu investimento de longo prazo no país.
Outras interrupções
Em comunicado divulgado em abril, a Paper Excellence já havia anunciado que iria promover “interrupções temporárias” em suas operações de papéis em Powell River e Crofton. Segundo a empresa, uma série de fatores impactaram negativamente na empresa nos últimos meses, entre eles a escassez significativa de fibras da floresta na costa da Colúmbia Britânica; um ataque de malware externo significativo que tornou os sistemas corporativos de negócios em papel inoperantes por um período de tempo – e do qual a empresa ainda lutava para se recuperar – e, depois, a pandemia de Covid-19, que impactou materialmente a cadeia de suprimentos de muitos dos produtos de papel.
Foto: Cerca de mil pessoas reuniram-se em Mackenzie em agosto passado com o tema “Our Logs, Our Jobs”, protestando contra o fato de que grande parte da madeira colhida na área é processada fora da área. Nesta semana a Paper Excellence anunciou o fechamento de sua fábrica no local. Crédito: Prince George Daily News
Caso aconteceu em Nova Andradina. Ela estava em isolamento obrigatório no HR e fugiu ontem à noite; hoje de manhã foi encontrada morta no interior da própria casa
Uma mulher de 57 anos, moradora de Nova Andradina, foi encontrada morta em casa depois de fugir do Hospital Regional da cidade.
Segundo o site Nova Notícias, a paciente teria fugido do Hospital Regional de Nova Andradina na noite de ontem, 17, onde estava em observação por apresentar sintomas de Covid-19.
A Polícia local e a Vigilância Sanitária foram acionadas para procurar a mulher. Na manhã desta quinta-feira ela teria sido encontrada morta no interior de sua casa, no Bairro Durval Andrade Filho.
Apenas em junho dez pessoas registraram BOs por estelionato referente ao Auxílio Emergencial em Três Lagoas: quando foram sacar o benefício, perceberam que um criminoso pegou o dinheiro antes; veja como se proteger
O modus operandi é sempre o mesmo: a pessoa vai até a Caixa Econômica para sacar o Auxílio Emergencial (valor repassado pelo Governo Federal como ajuda durante o período da pandemia) e vem a surpresa: alguém já sacou o valor, muitas vezes em outros lugares do país.
Depois do desespero de se ver roubado, os clientes registram boletins de ocorrência por estelionato e só podem esperar.
O crime é cada vez mais comum no Brasil. Em todo o país há relatos de pessoas lesadas. Em Três Lagoas não é diferente. Apenas ontem, 17, três pessoas tentaram sacar seus auxílios na Caixa Econômica e perceberam que foram roubadas: alguém já tinha sacado o valor vinculado ao seu CPF em outro lugar.
A orientação, nesses casos, é registrar boletim de ocorrência e denunciar o golpe ao banco. Desde maio, dez três-lagoenses registraram BO por estelionato envolvendo o golpe do auxílio.
Procurada pelo Perfil News, a Caixa Econômica afirmou que a “área de segurança do banco realiza o monitoramento e mapeamento de ocorrências em colaboração com os órgãos de segurança pública competentes com o objetivo de coibir ocorrências de fraude”.
Pessoas que se sentem lesadas devem formalizar a denúncia ao banco. Após análise, nos casos em que for comprovado saque fraudulento, o beneficiário será ressarcido.
Evite cair em golpes
A Polícia Federal fez uma série de recomendações para que as pessoas não caiam nesse tipo de golpe. Veja o que fazer – e o que não fazer – para não ser mais uma vítima dos criminosos:
1. Só faça o cadastro para receber o auxílio emergencial no site oficial da Caixa Econômica Federal: www.caixa.gov.br ou nos aplicativos baixados em lojas oficiais das empresas fabricantes dos celulares da Apple (App Store) e da Samsung (Play Store); 2. Não acesse nenhum site que se diga da Caixa Econômica Federal, sem constar as terminações “.gov.br”; 3. Ao entrar na página da Caixa Econômica Federal, verifique se existe um cadeado cinza no canto superior esquerdo da página – isso atesta que sua conexão não foi interceptada e que o site está criptografado para impedir golpes; 4. Links que levem direito ao cadastro deve ser https://auxilio.caixa.gov.br/#/inicio, ou seja tem que haver o HTTPS onde o “S” corresponde a uma camada extra de segurança; 5. Ao receber uma mensagem em seu celular (email, Whatsapp ou SMS) sobre o cadastramento do auxílio emergencial, desconfie sempre antes de clicar nos links. 6. Não compartilhe links duvidosos com seus contatos sem antes saber se são verdadeiros – você pode estar sendo usado para espalhar o golpe e prejudicar outras pessoas, inclusive seus parentes; 7. Cuidado com o imediatismo de mensagens tais como: “cadastramento liberados até hoje”, “último dia para o cadastro”, “urgente”, “não perca essa oportunidade”: quase sempre tais mensagens querem fazer com que as pessoas não averiguem a veracidade do conteúdo nas páginas e órgãos oficiais; 8. Jamais forneça ou repasse informações sobre senha de banco, conta bancária, dados financeiros e do benefício do INSS, dentre outros; 9. Não marque nenhum agendamento para que pessoas compareçam em sua residência sob o pretexto de fazer uma consulta presencial, criminosos podem se aproveitar dessa situação para se passar por agentes de saúde e realizar assaltos; 10. Nenhum órgão do Governo Federal se comunica com quem quer que seja solicitando dados e informações dos seus beneficiários ou servidores através de links via WhatsApp; 11. Nunca baixe programas piratas para o celular ou computador, tais sites costumam ter a maior concentração de vírus; 12. Instale um bom antivírus em seu celular ou computador e tenha o sistema operacional do seu celular e computador atualizados.
A jornalista de saúde e divulgadora científica Luiza Caires, da USP, deu dicas de como proceder caso você precise MESMO sair de casa e usar banheiro público.
Em uma publicação feita no Twitter, a partir da interpretação de um artigo da revista “Physics of Fluids”, a jornalista e editora de ciências do Jornal da USP, Luiza Caires explicou os riscos de se usar banheiro público neste momento da pandemia de Covid-19. O Perfil News republica aqui o conteúdo com a autorização de Luiza.
O indicado é não ficar circulando à toa e, caso vá ao Shopping, por exemplo, evitar ao máximo usar o banheiro. Mas caso não seja possível, seguem dicas como minimizar os riscos de contágio caso você precise MESMO usar um banheiro público.
De acordo com Luiza, estudos anteriores já encontraram coronavírus nas fezes de pessoas infectadas. Ou seja, se quem usou o banheiro tinha covid-19 (embora esse tipo de transmissão ainda não esteja documentado), não é impossível que você respire aerossóis com vírus diretamente do cocô alheio. Eca!
Uma simulação baseada na física mostra a nuvem de gotículas que se forma acima do vaso sanitário em razão da turbulência depois que alguém dá descarga.
“Quando alguém faz número dois e aperta a descarga, a atividade turbulenta pode mandar essa nuvem de gotículas minúsculas para bem acima da bacia, onde elas podem ser inaladas ou cair nas superfícies do banheiro, de acordo com o modelo de computador”, disse Luiza.
Funciona assim: quando a água entra no vaso de um lado, ela atinge o lado oposto, criando vórtices, que continuam subindo no ar acima do vaso, levando as gotículas a uma altura de quase um metro. E essas gotículas são tão pequenas que flutuam no ar por mais de um minuto.
“Dá para prever que a velocidade do fluxo de aerossóis será ainda maior se o banheiro for usado com frequência, como no caso de um banheiro público de um local cheio”, disse um dos autores do estudo, Ji-Xiang Wang, da Universidade de Yangzhou.
Ou seja: se você tiver que usar um banheiro público, não tire a máscara. E mais importante: feche a tampa antes de dar descarga – o que, aliás, é uma medida básica de higiene mesmo fora de uma pandemia.
O artigo foi publicado na revista “Physics of Fluids”, e pode ser acessado neste link.
Trabalhadores também estão sem receber ticket alimentação e empresa se recusa a anotar os desligamentos na carteira de trabalho, impedindo o acesso dos trabalhadores a outras oportunidades de emprego ou ao auxílio do governo federal durante pandemia
Que o salário é um direito fundamental para assegurar ao trabalhador e à sua família uma existência compatível com a dignidade humana ninguém duvida. Mas muitos empregadores insistem em marginalizar a contrapartida pelos serviços prestados por seus funcionários.
É o caso da Viação São Luiz Ltda., empresa de transporte rodoviário de passageiros, cargas e fretamento, que desde 2004 vem acumulando um rosário de irregularidades trabalhistas relacionadas principalmente ao atraso no pagamento de salários, à ausência de depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em contas vinculadas aos empregados e à resistência em efetuar a anotação de desligamento na carteira de trabalho dos funcionários dispensados.
Na última sexta-feira (12), a 2ª Vara do Trabalho de Três Lagoas determinou o imediato bloqueio de todos os bens da Viação São Luiz e de seu sócio, necessários à quitação de um passivo trabalhista estimado em R$ 1,8 milhão. O montante se baseia em 10 meses de atrasos salariais – entre fevereiro e novembro de 2019 – e na soma de depósitos de FGTS que deveriam ser realizados em contas vinculadas aos trabalhadores da matriz em Três Lagoas. A empresa tem outras duas unidades no estado – na capital Campo Grande e em Cassilândia.
O pedido de concessão de tutela de urgência, proposto pelo Ministério Público do Trabalho em dezembro do ano passado, parece trazer um certo alívio ao drama de quase 200 trabalhadores atingidos pelas inadimplências, alvo de recorrentes protestos. Sem salário, ticket alimentação e ainda vinculados à empresa, eles e seus familiares sobrevivem à custa da doação de cestas básicas e engrossam a onda de brasileiros que se viu sufocada pelo oportunismo de maus empregadores.
Estacionados na base da pirâmide da desigualdade social, muitos sequer tiveram acesso às políticas compensatórias do governo federal para o atual cenário de pandemia, como auxílio de R$ 600 oferecido aos informais de baixa renda e aos desempregados para aliviar os efeitos da vulnerabilidade à qual foram expostos. A falta da anotação de desligamento na carteira também impede a percepção de seguro-desemprego e a admissão em outros postos de trabalho.
Insistência na Justiça
Há pelo menos seis meses, o MPT vem provocando a manifestação da Justiça em torno do impasse. O último requerimento foi protocolado no dia 29 de maio.
“Os fatos demonstram o risco de os trabalhadores verem meses de força de trabalho gastos em favor da ré e de seus proprietários sem haver o pagamento da contraprestação salarial de natureza alimentar, parcela esta que é o principal motivo de os trabalhadores saírem todos os dias de seus lares e ofertarem sua energia em troca de valores que garantirão seu sustento e o de sua família”, argumentou a procuradora Priscila Moreto de Paula ainda no pedido de dezembro.
No documento, ela também faz um apelo para que a Justiça bloqueie caução ou garantia prestada pela empresa ao Estado do Mato Grosso do Sul e congele qualquer repasse de dinheiro público para a Viação São Luiz, bem como envie ofício à Procuradora da Fazenda Nacional para adoção de providências cabíveis em razão dos débitos previdenciários.
A recente decisão veio depois que a empresa foi intimada a comprovar os pagamentos dos salários atrasados, o que não ocorreu sob o pretexto de que a pandemia da Covid-19 prejudicou o seu faturamento. Porém, na contramão desse argumento, a Justiça considerou que as inadimplências remetem a um período anterior ao surto sanitário, a existência de inúmeras ações somente naquela Vara do Trabalho – todas com execução infrutífera – e, principalmente, a ampla divulgação na imprensa de que os empregados estão passando por dificuldades até mesmo de ordem alimentar.
Histórico de irregularidades
As últimas manifestações do MPT-MS protocoladas contra a Viação São Luiz são parte de um processo judicial movido em 2013. Nele, a empresa foi condenada a cumprir duas obrigações: efetuar o pagamento dos salários de seus empregados até o 5º dia útil do mês seguinte à prestação de serviços e consumar os depósitos de FGTS na conta vinculada aos empregados até o dia sete de cada mês. Para cada compromisso violado, fixou-se multa de R$ 5 mil por mês em que perdurasse a inadimplência, bastando o atraso em relação a um único empregado. A empresa foi ainda apenada ao pagamento de R$ 120 mil a título de indenização por dano moral coletivo.
Adicionalmente, em 2004, a Viação São Luiz formalizou um Termo de Ajuste de Conduta com o Ministério Público do Trabalho em que já assumia aqueles encargos, além de outros, como não terceirizar os serviços de venda de passagens e registrar em carteira seus empregados. O pacto previu aplicação de multa caso algum dos compromissos fosse desrespeitado.
Última manifestação dos funcionários da empresa foi em frente à garagem, em Três Lagoas, no início de junho. Foto enviada por WhatsApp
Porém, mesmo diante do conjunto de penalidades, a Viação São Luiz voltou a protelar o pagamento dos salários de seus empregados e a repetir as demais condutas ilícitas, que podem ser comprovadas em relatórios elaborados por auditores-fiscais após fiscalizações nas unidades da empresa entre 2016 e 2019.
Como consequência dos constantes desrespeitos às leis do trabalho, a empresa celebrou, em setembro de 2017, mais um acordo com o MPT-MS, sendo este no valor de R$ 216 mil e resultado do descumprimento, entre outubro de 2014 e setembro de 2016, das obrigações de fazer às quais foi condenada no processo judicial de 2013. A maior parte dessa quantia foi destinada recentemente ao Fundo Municipal de Saúde de Três Lagoas para o custeio de medidas voltadas à prevenção, controle e enfrentamento da Covid-19.
Reféns do descaso
Vanderson Bertalli Lara, 35 anos, é um dos motoristas afetados pelas inadimplências da empresa. Há quase dois anos atuando no transporte interestadual de passageiros, ele reivindica o pagamento dos salários referentes aos meses de fevereiro a maio, assim como dos créditos proporcionais a 16 meses de ticket alimentação. “Muita gente já não tem o que comer”, comenta o trabalhador.
Em condição crítica está outro motorista, Cleber Oliveira da Silva, 35 anos. Ele lamentou o descaso da empresa com seus trabalhadores e conta que há funcionários com 30 pagamentos de ticket alimentação atrasados.
Depois de aproximadamente cinco anos trabalhando na viação, Carlos Eduardo Vilalba Lopes, 35 anos, foi dispensado pela empresa em janeiro e até o momento não recebeu os valores correspondentes às verbas rescisórias, às férias e aos depósitos do FGTS acumulados no período. Em meio a muita dificuldade e persistência, conseguiu que a empresa regularizasse a documentação exigida para acesso ao seguro-desemprego, que vem percebendo desde março. Mesmo desempregado e enfrentando limitações em necessidades básicas, Carlos não perde a esperança em dias mais promissores.
O atraso inaugurado no começo deste ano contempla diversas categorias de funcionários da empresa – motoristas, passando por mecânicos, até aqueles que executam a limpeza das dependências. A média salarial é inferior a dois salários mínimos.