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quarta-feira, 27 de maio de 2026
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Polícia Civil prende mãe suspeita de agredir criança de 7 meses de idade de Nova Andradina

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Foto: PC-MS

Nesta terça-feira (26), a Delegacia de Nova Andradina em uma ação conjunta entre a Seção de Investigações Gerais (SIG) e 1º DP, prendeu uma mulher de 31 anos suspeita de agredir violentamente sua filha de 7 anos, causando uma fratura da costela e lesão no crânio.

A Delegacia recebeu a notícia que havia dado entrada no Hospital Regional uma criança recém-nascida, com diversos hematomas pelo corpo, sendo constatado ainda por meio de exames de imagens uma costela quebrada e uma lesão de crânio na vítima.

Além disso, após a mãe ser identificada, apurou-se que 30 dias atrás a criança também havia passado por atendimento médico em outra cidade. Na oportunidade, a criança foi diagnosticada com pneumotórax, pequenas lacerações no fígado, além de lesões dos olhos. A genitora da criança, ao ser ouvida neste primeiro episódio, narrou que sua filha havia se machucado quando estava brincando com o irmão de 3 anos de idade com um martelo, sendo que em determinado momento o objeto teria caído sobre o corpo da vítima causando as lesões.

Já em relação aos fatos desta terça-feira (26), a genitora da criança, após ser formalmente ouvida, justificou as lesões como uma possível reação alérgica ou medicamentosa, seguida de um vômito, fato que, segundo sua versão, teria provocado o surgimento dos hematomas na criança.

Diante da incompatibilidade da versão apresentada frente aos exames médicos da criança, foi dado voz de prisão em flagrante a genitora da criança pelo crime de maus tratos qualificado, se resulta lesão corporal grave, cuja pena prevista é de até 7 anos de reclusão, além de se ter representado pela sua prisão preventiva, a qual será objeto de apreciação pelo Poder Judiciário.

A criança foi transferida de Nova Andradina em estado Grave e o outro filho da investigada, uma criança de 3 anos, foi afastado provisoriamente do lar de forma administrativa pelo Conselho Tutelar, em razão dos riscos para sua integridade física. As investigações continuarão em andamento visando apurar se há responsabilidade de mais envolvidos.

O que ficou sem você perceber

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Foto: Divulgação

Entre conversas esquecidas, erros silenciosos e pequenas decisões, são os detalhes quase invisíveis que acabam moldando quem nos tornamos

Por Enrico Pierro

A gente faz um inventário errado da própria vida. Soma as grandes coisas, as decisões visíveis, as viradas dramáticas, os momentos que teriam trilha sonora se a vida fosse um filme, e esquece que a maioria do que te formou foi silencioso. Foi miúdo. Foi uma conversa que durou dez minutos e ficou para sempre.

Eu passei muito tempo achando que crescimento tinha cara de crescimento. Que você sabia quando estava acontecendo. Que existia um aviso prévio, algum tipo de comunicado interno: atenção, você está mudando agora, preste atenção.

Não tem. O que te forma costuma passar despercebido na hora em que passa. É aquele livro que você leu sem intenção de ser afetado e foi. É aquela fase difícil que você jurava que ia te destruir e que, lá na frente, você percebe que foi exatamente o que faltava para você entender alguma coisa importante sobre você mesmo. É a decisão pequena, sem plateia, sem validação, que ninguém viu e que mudou o rumo das coisas mais do que qualquer decisão grandiosa.

Tem algo estranho e bonito nisso. A vida te constrói sem pedir muito consentimento. Você não assina um termo concordando em crescer. Você só vive, tropeça, ajusta, tenta de novo, e um dia olha para trás e não reconhece mais a pessoa que era.

Isso pode assustar. Ou pode ser um alívio. Depende do dia.

Porque se o que te formou veio dos detalhes, das coisas pequenas, das conversas esquecidas, dos erros que você não planejou cometer, então você está sendo formado agora. Nesse momento. Por essa leitura, por essa semana, por esse período que talvez ainda não tenha nome.

E talvez a melhor coisa que você possa fazer seja prestar um pouco mais de atenção no miúdo. Não no grande plano. Não no projeto de vida de cinco anos. Nos detalhes. É lá que a sua história está sendo escrita.

Serviço — Redes Sociais: @enricopierroofc

Câmara aprova reajuste do vale alimentação de seus servidores

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Foto: Divulgação

A aprovação promove a atualização do valor do auxílio alimentação concedido aos servidores da Câmara

Durante a manhã desta terça-feira (26), os vereadores se reuniram no plenário para realizar a 16ª sessão ordinária de 2026. Na Ordem do Dia, analisaram nove matérias em pauta, aprovando um Projeto de Resolução (PR), encaminhando os demais para as comissões permanentes.

O PR nº10/2026, de autoria de todos os vereadores, “dispõe sobre alteração do caput. do artigo 2º da resolução nº01/2016 da Câmara Municipal de Três Lagoas”, atualizando o valor do auxílio alimentação dos servidores do legislativo. “O objetivo é promover a atualização do valor do auxílio alimentação concedido aos servidores da Câmara, considerando a necessidade de recomposição do poder de compra diante da elevação do custo de vida e da inflação acumulada nos últimos períodos”, justificou o presidente da Câmara, vereador Tonhão.

EXTRAORDINÁRIA

Antes de encerrar a sessão, Tonhão convocou todos os vereadores para uma sessão extraordinária que será realizada na próxima quinta-feira (28), às 9h30, no plenário da Câmara de Vereadores de Três Lagoas. Na pauta, serão apreciados seis projetos do executivo, os quais tratam desde a extensão de auxílio alimentação de servidores públicos cedidos, mudanças nos cargos de vigia e agente de fiscalização de trânsito, unificação de agentes de fiscalização para “fiscal municipal”, até mudanças na estrutura administrativa e serviço de “escuta especializada” para crianças e adolescentes, vítimas ou testemunhas, de violência.

EM TRAMITAÇÃO

Confira os projetos que continuam em tramitação:

  • Projeto de Lei nº58 de 10 de abril de 2026: “institui no calendário oficial de Três Lagoas o Dia Municipal da Indústria e do Trabalhador da indústria”.
  • Projeto de Lei nº90/2026, de autoria do vereador Mário Grespan, que “institui sobre a destinação de espaços reservados e adaptados para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) em estádios e arenas no âmbito do município”.
  • Projeto de Decreto Legislativo nº55/2026, de autoria do vereador Robson do Alinhamento, que concede o título de Cidadão Benemérito ao senhor Emir Bráz de Araújo Marques.
  • Projeto de Decreto Legislativo nº56/2026, de autoria do vereador Daniel da Farmácia, que concede o título de Cidadã Benemérita à senhora Renata Falco de Oliveira”.
  • Projeto de Decreto Legislativo nº57/2026, de autoria da vereadora Maria Diogo, que “dispõe sobre a concessão do título de Cidadão Três-lagoense à senhora Anesia Gonzales”.
  • Projeto de Decreto Legislativo nº58/2026, de autoria do vereador Sargento Rodrigues que concede ao senhor Lauro Augusto Sant’Anna de Souza, o título de Cidadão Três-lagoense”.
  • Projeto de Decreto Legislativo nº59/2026, de autoria da vereadora Sirlene dos Santos, que dispõe sobre a “concessão de título de Cidadão Benemérito ao senhor Luciano Ferreira de Freitas”.
  • Projeto de Decreto Legislativo nº60/2026, de autoria da vereadora Sirlene dos Santos, que dispõe sobre a “concessão de título de Cidadão Três-lagoense ao senhor Valter Milton Steluti”.

INDICAÇÕES E REQUERIMENTOS
Mi do Santa Luzia indica faixa de pedestre, semáforo e recapeamento. Mário Grespan indica adequações para PCDs. Sirlene dos Santos solicita moção de congratulação. Sargento Rodrigues solicita moções de reconhecimento. Tonhão indica construção de um complexo poliesportivo. Professor Pedrinho Junior faz indicações de pavimentação asfáltica. Fernando Jurado pede limpeza de terrenos baldios e digitalização da saúde.

Daniel da Farmácia indica melhorias em pavimentação. Robson do Alinhamento indica melhorias em pavimentação. Marcus Bazé indica ciclovia e faixa de pedestres. Professora Maria Diogo aquisição de materiais para escolas do município. Silverado pede instalação de postes. Marco Silva sugere criação de programa “o bairro que eu quero”. Evalda Reis indica melhorias de tampas de bueiros após recapeamento.

Acesse a página do seu vereador e acompanhe cada indicação ou requerimento na íntegra: linktr.ee/camara.treslagoas

STF cobra ações contra incêndios antes do pico do El Niño

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Atividade de queima prescrita realizada pela corporação. (Foto: Ewerton Pereira/Secom-MS)

Ministro do STF cobra medidas preventivas diante do risco de El Niño mais forte no segundo semestre

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), deu prazo de dez dias úteis para que o governo federal e os estados da Amazônia Legal e do Pantanal informem quais medidas estão sendo adotadas para prevenir e combater incêndios florestais em 2026. A cobrança ocorre diante da previsão de formação de um novo El Niño, fenômeno climático associado ao aumento de temperaturas, irregularidade das chuvas e períodos mais longos de seca em parte do país.

Em Mato Grosso do Sul, um dos estados diretamente afetados pela decisão por abrigar parte do Pantanal, o CBMMS (Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul) já iniciou ações preventivas para enfrentar o período mais crítico do fogo, previsto para o segundo semestre. A corporação trabalha com reforço de efetivo, bases avançadas, monitoramento por satélite e manejo preventivo em áreas estratégicas.

A preocupação aumentou depois de projeções indicarem alta chance de formação do El Niño ainda entre maio e julho. Segundo atualização citada por serviços meteorológicos a partir de dados da NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), há 82% de probabilidade de o fenômeno se formar nesse intervalo e 96% de chance de persistir entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.

Na prática, isso significa que o Estado pode enfrentar uma combinação perigosa para o Pantanal e o Cerrado: calor mais forte, baixa umidade, estiagem prolongada e vegetação seca. Esse é o roteiro clássico para o fogo sair do controle. O problema não é só o início da temporada, mas a possibilidade de ela se estender por mais tempo, como ocorreu em anos recentes.

O despacho de Dino foi assinado no âmbito de uma ação apresentada pela Rede Sustentabilidade em 2020, após uma das temporadas mais graves de queimadas no país. O caso passou a ter acompanhamento permanente no Supremo. Agora, o ministro quer saber, de forma concreta, quais medidas estão em andamento para reduzir o risco de novos incêndios na Amazônia e no Pantanal.

Em Mato Grosso do Sul, o plano dos Bombeiros prevê a mobilização de 170 militares exclusivamente para o combate a incêndios florestais no período crítico. Também está prevista a instalação de até 11 bases avançadas em regiões de difícil acesso, como a área do Amolar, no Pantanal. Além disso, 15 guarnições devem atuar de forma específica em ocorrências de fogo em vegetação.

A estrutura inclui 25 viaturas, entre caminhões e caminhonetes, 19 kits de combate a incêndio florestal instalados em picapes, 160 motosserras, 186 sopradores, 270 mochilas costais e 17 drones com câmera térmica. A ideia é chegar antes que o foco pequeno vire incêndio gigante, porque depois disso o custo ambiental, humano e financeiro dispara.

O monitoramento também foi reforçado. Equipes acompanham focos de calor por satélite 24 horas por dia, em parceria com o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul). Um militar do Corpo de Bombeiros atua junto à equipe de geomonitoramento do órgão ambiental para acelerar a resposta às ocorrências.

Outra frente é o MIF (Manejo Integrado do Fogo), com ações preventivas como queimadas prescritas em áreas estratégicas. A técnica é usada para reduzir o excesso de vegetação seca, que serve como combustível para incêndios maiores durante a estiagem. Uma dessas ações foi realizada recentemente no PEVRI (Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema), na Bacia do Rio Paraná.

O governo estadual também pode restringir o uso do fogo caso as condições climáticas piorem, principalmente em cenários de baixa umidade, calor intenso e ventos fortes. Essa medida costuma ser adotada para reduzir queimadas rurais e incêndios provocados por ação humana, que seguem como um dos grandes gargalos no combate ao fogo.

O alerta não vem do nada. Em 2020, o Pantanal enfrentou a pior temporada de queimadas já registrada no bioma, com 3,9 milhões de hectares atingidos, segundo dados do LASA (Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais) da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Desse total, 1,8 milhão de hectares queimaram em território sul-mato-grossense. Em 2024, nova crise atingiu cerca de 1,9 milhão de hectares no Estado, sendo aproximadamente 1,7 milhão no Pantanal.

A cobrança do STF, portanto, chega em um momento em que Mato Grosso do Sul tenta mostrar que aprendeu com os anos de desastre. A diferença entre planejamento e improviso, neste caso, pode ser medida em hectares queimados. E o Pantanal já pagou essa conta caro demais.

(*) Campo Grande News

Hospital Regional leva o nome de Três Lagoas ao maior evento da saúde da América Latina

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Diretora-geral da Unidade participou da Hospitalar 2026 com foco na prospecção de soluções e tecnologias voltadas à melhoria do atendimento hospitalar

Três Lagoas esteve representada na maior feira da área da saúde da América Latina, a 31ª edição da Hospitalar 2026, realizada entre os dias 18 e 22 de maio, no São Paulo Expo, na capital paulista. Representando o Hospital Regional da Costa Leste Magid Thomé, administrado pelo Instituto Acqua em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES/MS), a diretora-geral da Unidade, Letícia Carneiro, participou do evento com o objetivo de identificar soluções e tecnologias que possam contribuir para a qualificação da assistência prestada aos pacientes atendidos em Três Lagoas.

Durante a visita técnica, Letícia conheceu alternativas que poderão ser implantadas na Unidade. Entre os destaques está uma tecnologia voltada ao banho no leito de pacientes, que oferece mais praticidade, segurança e economia ao processo assistencial.

“Conhecemos uma luva especial utilizada para banho no leito, que dispensa a necessidade de secagem do paciente. A tecnologia auxilia no cuidado com a pele, contribui para a redução de lesões por pressão e otimiza o processo assistencial. Já fizemos contato para receber amostras e realizar um estudo de custo-benefício para avaliar a possibilidade de implantação no Hospital”, explicou Letícia Carneiro.

Além da prospecção de novas soluções assistenciais, a participação na feira também possibilitou a aproximação com fornecedores e parceiros estratégicos, ampliando o acesso a equipamentos, cotações e ferramentas que poderão fortalecer os atendimentos realizados no Hospital.

HOSPITALAR 2026

O Instituto Acqua, responsável pela gestão de 45 unidades em diferentes estados do país, contou com um estande próprio para apresentar iniciativas voltadas à saúde e sustentabilidade, reunindo representantes das unidades administradas pela instituição.

Com 33 anos de história, a Hospitalar consolidou-se como uma das principais plataformas de negócios, inovação e atualização profissional do setor da saúde na América Latina, reunindo especialistas, gestores, empresas e instituições de referência da saúde pública e privada.

A edição de 2026 registrou mais de 85 mil visitas profissionais, 1.272 marcas expositoras, representantes de 55 países e mais de 400 horas de conteúdo voltadas às principais tendências e avanços do setor.

Segundo o presidente do Instituto Acqua, Samir Rezende Siviero, a presença no evento proporcionou contato direto com tecnologias e equipamentos voltados à melhoria da assistência hospitalar.

“Essa foi a primeira participação institucional do Acqua na Feira Hospitalar, a maior feira da área hospitalar da América Latina. Tivemos representantes dos cinco estados onde o Instituto atua, que puderam conhecer equipamentos, soluções e experiências que poderão contribuir com a melhoria contínua dos serviços prestados nas unidades administradas pelo Instituto”, destacou.

Em evento da Fiesp, Longen defende protagonismo da indústria na orientação sobre a reforma tributária

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O presidente da Fiems, Sérgio Longen, participou nesta terça-feira (26/05), em São Paulo (SP), da abertura do evento “Análise Estratégica da Implementação da Reforma Tributária no Brasil”, promovido pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo). O encontro reuniu lideranças empresariais e autoridades, entre elas o secretário de Fazenda de Mato Grosso do Sul e presidente do Comsefaz e do Comitê Gestor do IBS, Flávio César Mendes de Oliveira, para discutir os desafios da implementação do novo sistema tributário brasileiro.

Durante sua fala, Longen destacou a importância de ampliar o debate técnico sobre a reforma tributária dentro das federações das indústrias e aproximar empresários das informações práticas sobre o funcionamento do novo modelo.

Segundo ele, ainda existem dúvidas relevantes sobre a implementação da reforma e cabe às entidades representativas do setor produtivo contribuir para que empresários e sociedade tenham acesso a informações qualificadas e seguras.

“Temos a necessidade de não deixar esse debate apenas nas mãos de consultores ou especialistas. É importante que as federações de indústria assumam esse papel de levar esclarecimentos sobre o que efetivamente muda com a reforma tributária e quais são os ganhos para o setor produtivo e para o país”, afirmou.

Longen ressaltou ainda que a participação de representantes diretamente envolvidos na construção e regulamentação do novo sistema tributário é fundamental para garantir informações precisas e contribuir para eventuais ajustes necessários durante a fase de transição.

“O Comitê Gestor e os órgãos responsáveis pela implementação da reforma têm condições de ajustar questões operacionais e aperfeiçoar processos. Por isso, é essencial mantermos esse diálogo permanente entre governo e setor produtivo para que a reforma funcione na prática em todos os ambientes de negócios”, destacou.

O presidente da Fiems também elogiou a iniciativa da Fiesp de promover um amplo debate sobre o tema e defendeu que o modelo seja replicado pelas demais federações industriais do país.

“Eventos como este permitem que a sociedade tenha acesso às informações diretamente dos responsáveis pela implementação da reforma. Além de esclarecer dúvidas, são espaços importantes para identificar ajustes necessários e construir soluções em conjunto”, afirmou.

Investigações da Polícia Civil de Água Clara resultam em condenação e cumprimento de mandado de prisão por estupro de vulnerável

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A Polícia Civil de Água Clara/MS deu cumprimento, na data de hoje (26), a mandado de prisão em desfavor de L. K., 68 anos, morador do município, em razão de condenação definitiva pelo crime de estupro de vulnerável, investigado pela Delegacia de Polícia de Água Clara.

O fato apurado remonta ao ano de 2021, tendo sido objeto de investigação detalhada e eficaz conduzida pela unidade policial, que resultou no reconhecimento da responsabilidade penal do autor pelo Poder Judiciário.

O condenado foi sentenciado a pena superior a 13 anos de reclusão, em regime fechado. Após a captura, ele será apresentado em audiência de custódia e posteriormente encaminhado ao sistema prisional para o início do cumprimento da pena.

A Polícia Civil reforça seu compromisso com a segurança da população e segue empenhada na repressão e elucidação de crimes, garantindo a aplicação da lei e a responsabilização dos autores.

Capacitação leva conhecimento em Vigilância em Saúde do Trabalhador a todas as regiões do Estado

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Foto: André Lima

Curso promovido pela SES capacita profissionais de diferentes regiões do estado para identificar riscos, prevenir agravos e fortalecer a atuação da rede de atenção à saúde do trabalhador

Com foco na prevenção de doenças e acidentes relacionados ao trabalho, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) realizou, em Campo Grande, a primeira turma do Curso Básico de VISAT (Vigilância em Saúde do Trabalhador). A capacitação reuniu profissionais da saúde, representantes sindicais e equipes dos Cerest (Centros de Referência em Saúde do Trabalhador), dando início a uma série de cinco formações que percorrerão Mato Grosso do Sul ao longo de 2026.

Realizado no Hotel Jandaia, o curso teve carga horária de 40 horas e foi promovido pela SVS (Superintendência de Vigilância em Saúde), por meio da CVIST (Coordenadoria de Vigilância em Saúde do Trabalhador), em parceria com a Escola de Saúde Pública Dr. Jorge David Nasser e a OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde).

Vigilância para proteger a saúde dos trabalhadores

A capacitação teve como objetivo qualificar técnicos do SUS (Sistema Único de Saúde) para identificar riscos ocupacionais, investigar agravos relacionados ao trabalho, realizar notificações e desenvolver ações de intervenção nos ambientes laborais.

Coordenadora de Vigilância em Saúde do Trabalhador da SES, Maria Madalena de Almeida destaca que a formação busca ampliar a capacidade dos municípios de reconhecer o trabalho como um importante determinante social da saúde.

“Queremos qualificar os municípios para identificar situações de risco, adoecimento e agravos relacionados às atividades laborais, fortalecendo a atuação da Vigilância em Saúde do Trabalhador em toda a rede do SUS”, afirma.

Segundo ela, o conceito de trabalhador adotado pelo SUS é amplo e engloba trabalhadores formais e informais, autônomos, servidores públicos e todas as demais categorias profissionais.

“Todos os municípios têm responsabilidade sobre essa população. Por isso, estruturamos cinco etapas de formação ao longo do ano, com o objetivo de alcançar representantes dos 79 municípios e fortalecer a Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora”, acrescenta.

A coordenadora ressalta ainda que um dos desafios é ampliar a capacidade dos serviços de saúde para identificar a relação entre as atividades laborais e os agravos à saúde.

Formação une teoria e prática para qualificar a rede

Realizado ao longo de cinco dias, o curso reuniu profissionais da Vigilância em Saúde, Atenção Primária, Centros de Referência em Saúde do Trabalhador, representantes sindicais e gestores municipais.

Multiplicador de Vigilância em Saúde do Trabalhador e facilitador da formação, Cléber José da Silva explica que a metodologia foi construída com base na Portaria nº 3.120, que orienta as ações da área em todo o país.

“Discutimos os determinantes sociais do processo saúde-doença, entendendo o trabalho como elemento central na produção da saúde e também do adoecimento. Além disso, realizamos uma inspeção sanitária com elaboração de relatório técnico e recomendações voltadas à promoção da saúde e à prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho”, destaca.

Ao longo das 40 horas de capacitação, os participantes debateram processos de trabalho, riscos ocupacionais, métodos de investigação, sistemas de informação, legislação e estratégias de intervenção nos ambientes laborais.

Expansão para todas as regiões do estado

A primeira turma reuniu representantes de cerca de dez municípios, além de Campo Grande. A proposta é levar a formação para outras regiões estratégicas do estado nos próximos meses.

Doutora em Psicologia Social e facilitadora do curso, Carmen Almeida destaca que a iniciativa busca consolidar ações permanentes de vigilância.

“Esta formação foi estruturada para alcançar todos os municípios do estado. Além de Campo Grande, teremos novas turmas em Corumbá, Dourados, Ponta Porã e Três Lagoas, ampliando o acesso ao conhecimento e fortalecendo as ações de prevenção e promoção da saúde dos trabalhadores”, explica.

As próximas etapas do curso ocorrerão entre junho e agosto, contemplando diferentes macrorregiões de Mato Grosso do Sul.

Integração entre saúde e representação dos trabalhadores

A participação de representantes sindicais foi um dos diferenciais da formação. Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada, Walter Vieira dos Santos, a aproximação entre sindicatos e serviços de saúde amplia a capacidade de resposta diante dos problemas enfrentados pelos trabalhadores.

“Esses encontros permitem integrar diferentes instituições e construir uma rede de multiplicadores das ações de prevenção e promoção da saúde. É importante que representantes dos trabalhadores e empregadores tenham acesso às mesmas informações para fortalecer as políticas de saúde e segurança nos ambientes de trabalho”, avalia.

Ele também destaca a importância da articulação entre sindicatos e a Secretaria de Estado de Saúde.

“Muitas demandas relacionadas à saúde do trabalhador exigem respostas rápidas. Essa integração contribui para dar mais agilidade às ações e fortalecer a proteção dos trabalhadores”, completa.

Teoria e prática para transformar a realidade dos municípios

Entre os participantes da primeira turma esteve a coordenadora de Vigilância Epidemiológica de Bonito, Anália Couto, que vê na capacitação uma oportunidade de estruturar ações que ainda não existem no município.

“Bonito ainda não possui uma estrutura específica de Vigilância em Saúde do Trabalhador. Os conhecimentos adquiridos aqui serão fundamentais para implantar e fortalecer essas ações no município”, afirma.

Segundo ela, a combinação entre conteúdo teórico e atividades práticas foi um dos pontos altos da formação.

“Tivemos a oportunidade de acompanhar ações em campo e conhecer a realidade dos ambientes de trabalho. Isso torna o aprendizado mais efetivo e facilita a aplicação do conhecimento na rotina dos serviços”, destaca.

Próximas etapas

Após Campo Grande, o Curso Básico de Vigilância em Saúde do Trabalhador será realizado nos seguintes polos regionais:

  • Corumbá: 15 a 19 de junho
  • Dourados: 6 a 10 de julho
  • Ponta Porã: 13 a 17 de julho
  • Três Lagoas: 3 a 7 de agosto

André Lima, Comunicação SES

Verruck aponta versatilidade dos MEIs e necessidade de olhar para demandas desse público 

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Foto: Mairinco de Pauda

Cada vez mais presentes em Mato Grosso do Sul, os Microempreendedores Individuais ajudam a desenhar um mercado de trabalho mais dinâmico e versátil. Seja na prestação de serviços, comércio ou pequenos negócios, os MEIs refletem um perfil empreendedor, criativo e atento às novas oportunidades da economia. 

Na Semana do MEI, que segue até sexta-feira (29), as atenções se voltam ao movimento que ocorre no mercado de trabalho, que expande as contratações formais [com 528.188 registros no fim de 2014 e 703.813 em março de 2026, conforme dados do Caged e Novo Caged ]  e  abriga os MEIs. No estado são mais de 185 mil negócios ativos, segundo o Sebrae MS.  

“Vemos um número significativo de microempreendedores, pessoas que buscam autonomia e flexibilidade no trabalho. Os microempreendedores individuais têm um papel fundamental na economia de Mato Grosso do Sul”, diz o ex-secretário de Desenvolvimento Jaime Verruck, pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos.

Demandas

Nesse sentido é preciso ficar atento às demandas desses profissionais.  Está em debate nacional a ampliação do teto do MEI, ponto central para Mato Grosso do Sul porque muitos microempreendedores enfrentam o chamado “degrau” entre permanecer como MEI e migrar para microempresa. O limite vigente continua sendo de R$ 81 mil por ano, mas há projetos em tramitação no Congresso para elevar esse teto.

Um deles eleva o limite anual do MEI de R$ 81 mil para R$ 130 mil e permite a contratação de até dois empregados, em vez de apenas um. Outro propõe elevar o limite anual para R$ 140 mil, permitir até dois empregados e atualizar o limite anualmente pelo IPCA. 

“A ampliação do teto pode ter impacto direto sobre os MEIs sul-mato-grossenses, porque temos uma base numerosa de microempreendedores e muitos deles estão em fase inicial de crescimento. Precisamos olhar com responsabilidade para os desafios enfrentados pelos microempreendedores, especialmente aqueles que querem crescer”, analisa Verruck.

Como está o mercado de biomassa hoje no Brasil

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Foto: Divulgação

Quando se pergunta como está o mercado de biomassa hoje no Brasil, a resposta mais honesta é: aquecido, mas longe de ser homogêneo. Há regiões com oferta estruturada, demanda industrial firme e projetos em expansão. Em outras, o avanço ainda depende de logística, previsibilidade regulatória e maior profissionalização da cadeia de suprimento.

No recorte da base florestal, a biomassa ganhou espaço por reunir atributos que interessam diretamente ao setor produtivo: disponibilidade interna, possibilidade de uso energético contínuo, aderência a metas de descarbonização e sinergia com operações já consolidadas em florestas plantadas, serrarias, painéis, celulose, papel e agroindústria. Isso ajuda a explicar por que o tema deixou de ser periférico e passou a fazer parte das discussões estratégicas de custo, energia e competitividade.

Como está o mercado de biomassa hoje no Brasil na prática

O mercado brasileiro de biomassa vive um momento de transição entre maturidade operacional em alguns polos e reorganização em outros. A demanda segue sustentada principalmente por indústrias intensivas em calor de processo, como alimentos, papel e celulose, cerâmica, grãos, frigoríficos e diferentes segmentos da transformação de madeira. Ao mesmo tempo, cresce o interesse por soluções energéticas mais previsíveis do que combustíveis fósseis sujeitos a forte volatilidade.

Na prática, esse mercado não se resume a um único produto. Ele inclui cavaco de madeira, resíduos florestais, casca, serragem, maravalha, pellets, briquetes e subprodutos agroindustriais, cada um com dinâmica própria de preço, umidade, poder calorífico e raio econômico de transporte. Esse ponto é central. A biomassa é um mercado altamente regionalizado, porque o frete pesa muito no custo final e pode definir a viabilidade de um projeto.

Por isso, falar em um mercado nacional forte não significa dizer que todos os estados vivem a mesma realidade. No Sul e no Sudeste, por exemplo, a presença de florestas plantadas, indústrias de base florestal e infraestrutura relativamente mais desenvolvida tende a favorecer contratos mais estáveis. Em áreas com menor densidade florestal ou com cadeias ainda fragmentadas, a oferta pode existir, mas com menor padronização e maior risco operacional.

O que está puxando a demanda

Há alguns vetores claros por trás do avanço da biomassa no Brasil. O primeiro é econômico. Muitas empresas passaram a olhar com mais atenção para o custo total da energia térmica, e não apenas para o preço nominal do combustível. Quando a biomassa é bem especificada, contratada com regularidade e integrada a um sistema eficiente de queima, ela pode trazer competitividade relevante.

O segundo vetor é ambiental. Metas corporativas de redução de emissões, exigências de clientes e pressão por cadeias produtivas mais rastreáveis fizeram a biomassa ganhar status de alternativa estratégica. Para setores exportadores, essa discussão é ainda mais sensível. Não basta comunicar compromisso climático. É preciso demonstrar fonte de energia consistente com esse discurso.

O terceiro vetor é a valorização do aproveitamento de resíduos. Em vez de tratar subprodutos florestais e industriais apenas como passivo ou custo de descarte, muitas operações passaram a enxergá-los como ativo energético. Isso melhora a eficiência da cadeia e amplia a lógica de economia circular, especialmente em polos madeireiros e em plantas integradas.

Oferta existe, mas qualidade e regularidade ainda separam os melhores players

Um dos traços mais marcantes do mercado atual é que volume por si só não resolve. O comprador industrial quer biomassa com especificação técnica, previsibilidade de entrega e controle mínimo de variáveis como granulometria, teor de umidade, contaminantes e densidade energética. É nesse ponto que parte dos fornecedores se diferencia e outra parte perde espaço.

O mercado está mais exigente porque a biomassa afeta diretamente o desempenho térmico, a manutenção de caldeiras, a geração de cinzas e a estabilidade do processo. Uma carga barata, mas fora de padrão, pode sair cara quando provoca queda de rendimento ou parada operacional. Em um ambiente industrial pressionado por produtividade, a qualidade da biomassa deixou de ser detalhe comercial.

Isso também favorece a formalização. Contratos mais técnicos, rotinas de amostragem, indicadores de performance e rastreabilidade de origem vêm ganhando peso. Para a cadeia florestal, essa tendência é positiva. Ela aproxima o mercado de biomassa de padrões mais profissionais e reduz assimetrias que historicamente dificultaram a consolidação do segmento.

O papel das florestas plantadas e dos resíduos florestais

No contexto brasileiro, a biomassa de origem florestal segue como um dos pilares mais relevantes do mercado. Eucalipto, pinus e resíduos da colheita ou do processamento industrial compõem uma base importante para a geração térmica e, em alguns casos, para cogeração. A vantagem está na escala, na possibilidade de planejamento silvicultural e na proximidade com parques industriais consumidores.

Mas há um ponto que merece nuance. Nem todo resíduo florestal está automaticamente disponível para fins energéticos. Parte desse material pode ter uso concorrente, como painéis, celulose, compostagem, cama de aviário ou outros destinos industriais. Além disso, a remoção excessiva de resíduos da área exige avaliação técnica, já que a permanência de parte da biomassa no campo tem função operacional e ambiental.

Esse equilíbrio é decisivo. O mercado cresce melhor quando há visão integrada da cadeia, e não apenas busca por volume imediato. Para empresas florestais e indústrias de base madeira, a biomassa tende a ser mais competitiva quando inserida em um planejamento que considere manejo, colheita, processamento, logística e destino final dos subprodutos.

Gargalos que ainda limitam o avanço

Se o cenário é promissor, os obstáculos também são conhecidos. O principal continua sendo a logística. Biomassa tem baixo valor por unidade de volume em comparação com outros produtos e, muitas vezes, alta sensibilidade à umidade. Isso amplia o peso do transporte, do armazenamento e da distância entre oferta e consumo.

Outro gargalo é a sazonalidade combinada com falhas de estocagem. Em períodos chuvosos, a qualidade do material pode cair e o custo operacional subir. Empresas que não investem em pátios adequados, cobertura, controle de umidade e planejamento de suprimento ficam mais expostas a rupturas.

Há ainda o desafio da padronização comercial. Em parte do mercado, persistem negociações pouco transparentes sobre base seca, base úmida, rendimento e poder calorífico efetivo. Para o comprador técnico, isso cria dificuldade na comparação entre fornecedores. Para o fornecedor profissional, gera competição desleal com materiais de menor qualidade vendidos apenas por preço aparente.

Também entra nessa conta a necessidade de equipamentos compatíveis. Nem toda planta industrial consegue migrar de combustível sem adaptação relevante em caldeira, alimentação, secagem ou controle de emissões. Em muitos casos, a biomassa faz sentido, mas depende de CAPEX, engenharia adequada e horizonte de contrato que justifique o investimento.

Preços, concorrência e dinâmica regional

A formação de preços no mercado de biomassa brasileiro continua fortemente local. Oferta disponível, distância de transporte, perfil do consumidor, concorrência por resíduos e condição da infraestrutura regional alteram o valor de forma significativa. Por isso, generalizações costumam falhar.

Em regiões com alta concentração industrial, a disputa por matéria-prima pode pressionar preços e reduzir a folga de oferta. Em outras, a existência de resíduos não significa mercado desenvolvido, justamente porque faltam organização logística, escala ou demanda âncora. Esse descompasso explica por que alguns polos já operam com maior previsibilidade, enquanto outros seguem dependentes de oportunidades pontuais.

Outro fator é a concorrência entre usos. Um mesmo resíduo pode ser valioso para energia, painéis reconstituídos, compostos, cobertura animal ou aplicações internas de uma indústria. Quando o mercado de produtos madeireiros aquece, certos subprodutos mudam de destino e alteram a disponibilidade para energia. É um jogo de equilíbrio, não uma conta fixa.

Perspectivas para os próximos anos

A tendência é de continuidade do interesse por biomassa, especialmente em aplicações térmicas industriais e projetos com lógica de substituição de combustíveis fósseis. A agenda de transição energética no Brasil deve manter o tema em evidência, mas o crescimento mais consistente virá onde houver combinação de base florestal, contratos bem estruturados e eficiência logística.

Também há espaço para avanço em processamento e densificação, com pellets e briquetes em nichos específicos, embora isso dependa de escala, mercado consumidor e custo de produção competitivo. Em paralelo, a digitalização do monitoramento e da gestão de suprimento tende a ganhar relevância. Quem conseguir entregar previsibilidade operacional, e não apenas biomassa, tende a capturar mais valor.

Para a cadeia florestal, o momento pede menos discurso genérico e mais execução. Oportunidade existe, mas ela favorece quem conhece a origem da matéria-prima, domina a operação e entende que biomassa é energia industrial, não apenas resíduo com destino alternativo. Na cobertura setorial da Mais Floresta, esse é um ponto cada vez mais evidente: o mercado amadurece quando passa a tratar a biomassa como parte estratégica da competitividade.

O melhor movimento agora é acompanhar a demanda local com olhar técnico, porque as oportunidades mais sólidas estão menos em promessas amplas e mais na capacidade de transformar disponibilidade regional em fornecimento confiável.

Esse tema por completo será debatido no congresso BioComForest. Faça agora mesmo a sua inscrição e participe da maior discussão sobre o mercado de biomassa no Brasil. Acesse: www.biocomforest.com.br

Redação Mais Floresta

Polícia Civil investiga esquema de diplomas falsos com suspeitos em Bataguassu e Santa Rita do Pardo

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Foto: PC-MS

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul investiga um esquema de falsificação de diplomas e certificados de conclusão do ensino médio com possíveis envolvidos nos municípios de Bataguassu e Santa Rita do Pardo. As investigações tiveram início após uma escola estadual identificar irregularidades em documentos apresentados por estudantes.

Conforme apurado, os certificados teriam sido adquiridos mediante pagamento realizado via PIX, após contato com um indivíduo que prometia a emissão dos documentos sem necessidade de frequência escolar ou realização de provas. Durante as diligências, foram apreendidos certificados suspeitos, históricos escolares e comprovantes de pagamento relacionados às negociações.

A Polícia Civil identificou indícios de que outras pessoas também possam ter adquirido documentos semelhantes, inclusive com participação de maiores de idade na intermediação dos contatos e movimentações financeiras.

O caso segue em investigação para identificação completa dos envolvidos, bem como da possível organização responsável pela produção e comercialização dos documentos falsificados.

Violência contra idosos em MS supera média nacional em quase quatro vezes

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Estado lidera o ranking nacional de violência não letal (Foto: Arquivo)

Mesmo com queda nos homicídios, Estado concentra alto índice de agressões não letais

Apesar da queda nos homicídios, Mato Grosso do Sul apresenta um cenário preocupante quando o assunto é violência contra idosos. Dados do Atlas da Violência, com números de 2014 a 2024, mostram que o Estado lidera o ranking nacional na taxa de notificações desse tipo de ocorrência, evidenciando a dimensão do problema.

Conforme o relatório divulgado nesta terça-feira (26), no cenário nacional, os dados indicam redução consistente nas mortes violentas. Entre homens negros idosos, a taxa de homicídios caiu de 22,3 por 100 mil habitantes, em 2014, para 14,5 em 2024, uma diminuição de 35%.

Entre homens não negros, a queda foi ainda maior, de 45,4%, passando de 15,2 para 8,3 por 100 mil. Já entre as mulheres, os índices seguem bem menores: 1,9 por 100 mil entre negras e 1,4 entre não negras, também com reduções no período.

Mato Grosso do Sul está entre os estados com menor número de homicídios de idosos. O Estado aparece na 20ª colocação, com 39 casos registrados em 2024. A redução foi de 7,3% em relação a 2023 e chega a 40,7% no comparativo entre 2014 e 2024.

Violência contra idosos em MS supera média nacional em quase quatro vezes

Apesar desse recuo, o Brasil enfrenta avanço expressivo da violência não letal. As notificações de agressões contra idosos no sistema de saúde cresceram 226,3% no período analisado. Apenas em 2024, foram 30.097 registros, o equivalente a 88,4 casos por 100 mil habitantes.

É nesse contexto que Mato Grosso do Sul se destaca negativamente. O Estado lidera o ranking nacional, com taxa de 310,5 notificações por 100 mil habitantes, quase quatro vezes acima da média brasileira, de 86,6. Na sequência aparecem Tocantins (202,5), Paraná (172,4), Espírito Santo (159,9) e Pernambuco (151,4), completando os cinco maiores índices.

Quando considerado o número absoluto de casos, Mato Grosso do Sul ocupa a 10ª posição, com 1.191 registros em 2024. À frente estão estados mais populosos, como São Paulo (7.328), Paraná (3.418), Rio de Janeiro (3.267), Minas Gerais (2.674), Pernambuco (2.152), Rio Grande do Sul (1.982) e Ceará (1.431).

O Estado também aparece entre os destaques no ranking de internações de idosos por agressão. No recorte masculino, MS é o quarto com a maior taxa, atrás de Amapá (28,3), Rio Grande do Norte (39,9) e Pará (59,7). A média nacional é de 15,9.

Entre as mulheres, o índice estadual é de 2,4, abaixo da média nacional, de 5,1, o que coloca Mato Grosso do Sul na 10ª posição. O pior resultado é do Rio Grande do Norte, com taxa de 48,7.

Fonte: Campo Grande News

Plano Estadual de Segurança do Paciente da Vigilância Sanitária projeta assistência mais segura e humanizada até 2030

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Foto: Bruno Rezende

Baseado nas diretrizes da OMS, plano da Vigilância Sanitária busca fortalecer a prevenção de incidentes e consolidar uma assistência mais segura e humanizada no SUS

Da entrada em uma unidade básica de saúde ao atendimento em hospitais de alta complexidade, todo paciente espera encontrar cuidado seguro, acolhimento e confiança. Em Mato Grosso do Sul, a segurança durante a assistência à saúde passa a ganhar ainda mais força com um novo planejamento estadual coordenado pela Vigilância Sanitária, que pretende reduzir riscos, prevenir falhas evitáveis e fortalecer a cultura de proteção ao paciente em todos os níveis do SUS (Sistema Único de Saúde).

Com foco na qualificação dos serviços de saúde e no envolvimento direto da população, a SES (Secretaria de Estado de Saúde), por meio da Coordenadoria Estadual de Vigilância Sanitária, lançou o Plano Estadual de Segurança do Paciente da Vigilância Sanitária 2026-2030. O documento estabelece metas, estratégias e indicadores para ampliar ações de prevenção de eventos adversos — envolvendo medicação, quedas, falhas assistenciais e infecções relacionadas ao atendimento — em hospitais, unidades de pronto atendimento, serviços de diálise e também na atenção primária.

A proposta está alinhada ao Plano Global de Segurança do Paciente da OMS (Organização Mundial da Saúde) e prevê ações integradas para fortalecer as ações da Vigilância Sanitária nos serviços de saúde, ampliar a notificação de incidentes, qualificar profissionais e estimular a participação ativa dos usuários no cuidado em saúde.

Entre as metas estabelecidas estão o aumento da adesão dos serviços de saúde aos Núcleos de Segurança do Paciente, a ampliação da notificação regular de incidentes no sistema nacional da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e a expansão das avaliações das práticas de segurança em hospitais, UPAs e unidades básicas de saúde. O plano também prevê estratégias de comunicação para aproximar pacientes, familiares e comunidade das ações de segurança assistencial desenvolvidas pela Vigilância Sanitária.

A superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Larissa Castilho, destaca que o plano representa um avanço importante na consolidação de uma assistência mais segura e humanizada em Mato Grosso do Sul.

“O paciente precisa estar no centro do cuidado. Segurança do paciente não é apenas uma obrigação técnica dos serviços de saúde, mas um compromisso permanente com a vida, com a qualidade da assistência e com a confiança da população no SUS. O plano foi construído para fortalecer essa cultura em todas as regiões do Estado”, afirma.

Segundo o documento, Mato Grosso do Sul já apresenta resultados positivos na área. O Estado tem mantido desempenho acima da média nacional na Avaliação das Práticas de Segurança do Paciente em hospitais com UTI e serviços de diálise desde 2016, reflexo do trabalho contínuo desenvolvido pela Vigilância Sanitária junto aos serviços de saúde.

A gerente de Serviços de Saúde da CVISA, Aline Schio, explica que o crescimento no número de notificações de incidentes não significa piora na assistência, mas sim maior maturidade dos serviços no reconhecimento e enfrentamento dos riscos.

“Quando os serviços notificam mais, investigam os casos e implantam planos de ação, isso demonstra fortalecimento da cultura de segurança. O objetivo é aprender com as falhas, prevenir novos eventos e garantir um cuidado cada vez mais seguro para pacientes e profissionais”, ressalta.

O plano também estabelece ações práticas para os próximos cinco anos, como treinamentos contínuos para profissionais da saúde e vigilâncias municipais, monitoramento de eventos graves e dos chamados “never events”, situações que não deveriam acontecer em serviços de saúde, além da implantação de linhas de apoio técnico para investigação de incidentes.

Outro eixo importante é a participação social. A SES pretende ampliar a divulgação dos canais de notificação de incidentes para pacientes, familiares, associações e conselhos de saúde, fortalecendo o papel da população na construção de serviços mais seguros, transparentes e alinhados às ações da Vigilância Sanitária.

A expectativa é que, até 2030, o Estado amplie significativamente a adesão às boas práticas assistenciais e consolide uma rede de atenção à saúde mais preparada para prevenir danos evitáveis, salvar vidas e oferecer atendimento com mais qualidade e segurança à população sul-mato-grossense.

(*) Kamilla Ratier, Comunicação SES

Pesquisa mostra preferência por pisos laminados para reformas rápidas e imóveis para aluguel

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Foto: Dexco

Estudo Socioeconômico e Comportamental do Consumidor de Pisos, realizado pela Ibá (Indústria Brasileira de Árvores) com apoio da consultoria Advance Research Analyticsm mostra que pisos laminados têm sido a escolha de arquitetos, instaladores e vendedores para reformas rápidas, como no caso de imóveis destinados à locação. É o caso, por exemplo, de quem adquire apartamentos para locar via Airbnb ou outras plataformas cada vez mais populares, e precisa administrá-lo de forma eficiente, muitas vezes à distância.

O motivo é a instalação limpa, com menor geração de entulho, menos barulho e sem necessidade de caçamba. É um piso também fácil de limpar e considerado acolhedor — portanto mais escolhido para ambientes como quartos ou salas.

A pesquisa foi realizada com abordagem presencial e digital, permitindo comparar o comportamento de consumidores que buscam e compram pisos em diferentes canais. O levantamento tem margem de erro de aproximadamente 3,7 pontos percentuais. Flagrantes de compra foram realizados em home centers, lojas de pisos e lojas de material de construção que vendem pisos laminados. Já a pesquisa online foi feita com consumidores que adquiriram, orçaram ou pesquisaram pisos recentemente.

Mato Grosso do Sul tem média de 655 mortes no trânsito por ano

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Perito em cruzamento onde motociclista morreu, no Jardim Colúmbia (Foto: Maya Severino/Arquivo)

Estado teve a 5ª maior taxa de óbitos do País no período mais recente de análise nacional

A quantidade média de vidas interrompidas por acidentes de trânsito em Mato Grosso do Sul é de 655 ao ano, considerando dados analisados entre 2014 e 2024 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), publicados no Atlas da Violência divulgado nesta terça-feira (26).

Desses 11 anos, o mais violento foi 2014, com 826 óbitos. Houve uma redução já esperada no período da pandemia de covid-19.

Quando considerada a proporção de mortes a cada 100 mil habitantes, 2014 também aparece como o pior ano da série, com índice de 32,4.

5ª maior do País

Ainda dentro do mesmo critério de proporção, que considera o impacto das mortes no tamanho da população de cada estado, Mato Grosso do Sul teve o quinto pior cenário em comparação com as demais unidades federativas e o Distrito Federal em 2024.

Naquele ano, a taxa foi de 26,1 mortes. Ela está acima da nacional (17,5) e fica atrás de taxas mais altas registradas por Tocantins, Piauí, Mato Grosso e Rondônia.

Se analisados todos os anos, a taxa de mortes teve variação de -19%, saindo de 32,4 (2014) para 26,1 (2024) por 100 mil habitantes.

Nacionalmente, foram contabilizadas 37.150 mortes em 2024. Foram 5 mil a mais que em 2019, último ano antes da pandemia.

Dados

Os dados analisados foram obtidos junto ao SIM (Sistema de Informações sobre Mortalidade), ao Ministério da Saúde e às secretarias estaduais e municipais de Saúde.

Fonte: Campo Grande News

Programa de Extensão Tecnológica da Semadesc se torna política pública permanente em MS

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Foto: Divulgação

A Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) participou no último sábado (23), da inauguração do Horto de Plantas Medicinais e PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais) e do viveiro de mudas da Escola Agrícola Barão do Rio Branco, no distrito de Rochedinho, em Campo Grande. O projeto reúne ensino, pesquisa, extensão tecnológica e geração de renda para agricultores familiares da região, sob coordenação da Dra. Silvia Heredia, em parceria com a Dra. Rosemary Matias, química responsável pelas capacitações voltadas ao beneficiamento de plantas medicinais. A ação integra um dos 88 projetos contemplados pelo edital de Extensão Tecnológica lançado pela Semadesc e pela Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul), em 2023.

Durante a agenda, a secretária-executiva de Agricultura Familiar, Povos Originários e Comunidades Tradicionais da Semadesc, Karla Nadai, anunciou que o Programa de Extensão Tecnológica passará a integrar, de forma permanente, as políticas públicas do Governo do Estado. “Estamos muito entusiasmados com os resultados alcançados pelos projetos. A partir deste ano, o Programa de Extensão Tecnológica se torna uma política pública permanente do Governo do Estado, por meio da SEMADESC. A extensão tecnológica tem apresentado resultados extremamente positivos e comprovamos, na prática, que o investimento em conhecimento e inovação gera oportunidades reais para a agricultura familiar de Mato Grosso do Sul”, destacou.

Karla Nadai também ressaltou o trabalho desenvolvido pela direção da Escola Agrícola Barão do Rio Branco, conduzida por Francisley Galdino. Segundo ela, a integração entre escola, estudantes, famílias e parceiros institucionais é um dos diferenciais da iniciativa. “É uma gestão voltada à construção de parcerias estratégicas e à aproximação da escola com a comunidade. Nesta visita vimos pais, alunos e instituições trabalhando juntos na construção do conhecimento e da inovação”, afirmou.

Nesta primeira etapa, o horto recebeu mais de 400 mudas de espécies medicinais provenientes do Horto Florestal da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). O espaço também irá abrigar mudas produzidas pelos próprios estudantes da escola agrícola, que posteriormente serão distribuídas a agricultores familiares, fortalecendo alternativas de geração de renda e ampliando o acesso a plantas medicinais no Estado.

Além da produção de mudas, o projeto desenvolveu uma série de capacitações com estudantes e agricultores familiares, incluindo cursos de desidratação de plantas medicinais, produção de aromatizantes sólidos, extração de ativos naturais e elaboração de cosméticos naturais. A proposta busca agregar valor à produção rural e estimular práticas sustentáveis alinhadas à bioeconomia e à agricultura familiar.

Outro objetivo estratégico da iniciativa é contribuir para o abastecimento da Farmácia Viva, projeto vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS), atualmente em desenvolvimento em parceria entre a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a Uniderp e a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul. O programa Farmácia Viva é reconhecido pelo Ministério da Saúde como política pública voltada ao uso seguro e racional de plantas medicinais e fitoterápicos na atenção básica.

As PANCs também ganham destaque no projeto pelo potencial nutricional, ambiental e econômico. Segundo os pesquisadores envolvidos, essas espécies representam alternativas importantes para diversificação alimentar, fortalecimento da segurança nutricional e valorização da biodiversidade regional.

A expectativa é que o novo horto se torne referência regional em educação ambiental, plantas medicinais e produção sustentável, funcionando como espaço de formação, intercâmbio de experiências e multiplicação de tecnologias sociais para outras escolas, associações e comunidades rurais de Mato Grosso do Sul.

(*) Marcia Brambila, SEAF

PRF apreende 485 kg de maconha em Mundo Novo (MS)

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Foto: PRF

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 485 quilos de maconha e recuperou um veículo, nesta terça-feira (26), em Mundo Novo (MS). 

Durante fiscalizações na BR-163, os policiais abordaram um Hyundai/Hb20. Ao parar, o motorista confessou que transportava maconha no interior do veículo. Os tabletes da droga foram apreendidos.

Os policiais também descobriram que o veículo utilizava placas falsas e possuía registro de furto/roubo, em Palhoça (SC). 

A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil em Mundo Novo.

PRF recupera caminhonete em Campo Grande

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Foto: PRF-MS

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) recuperou um veículo, na última segunda-feira (25), em Campo Grande. 

Os policiais fiscalizavam na BR-163, quando abordaram uma Toyota/Hilux. Em checagem aos sinais de identificação a equipe descobriu que as placas da caminhonete eram falsas e o veículo possuía registro de furto, desde o último dia 17, em Martinho Campos (MG). 

Questionado, o motorista disse ter sido contratado para levar a caminhonete de Divinópolis até Campo Grande. Ele foi preso e encaminhado à Polícia Civil em Campo Grande.

Prefeitura de Três Lagoas realiza audiência pública para prestação de contas do 1º quadrimestre de 2026 nesta quinta-feira (28)

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Foto: Prefeitura de Três Lagoas

A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Fazenda (SEFAZ), convida a população para participar da audiência pública de Prestação de Contas referente ao 1º quadrimestre de 2026, que será realizada na próxima quinta-feira, dia 28 de maio.

Durante a audiência, serão apresentados os dados da execução orçamentária e financeira do município relativos aos quatro primeiros meses do ano. A iniciativa reforça o compromisso da Administração Municipal com a transparência, permitindo que os cidadãos acompanhem de perto a aplicação dos recursos públicos e os investimentos realizados em diversas áreas da cidade.

A prestação de contas atende às exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF – Lei Complementar nº 101/2000), que determina a realização periódica de audiências públicas para demonstração e avaliação das metas fiscais da gestão pública.

Além de garantir transparência na administração financeira, o encontro também fortalece a participação popular, oferecendo espaço para esclarecimento de dúvidas e maior conhecimento sobre as ações desenvolvidas pelo Município.

SERVIÇO
Data: 28 de maio de 2026
Horário: 17h30
Local: Auditório do Plenarinho da Câmara Municipal de Três Lagoas

Após cruzar oceanos, “coração” da maior fábrica de celulose do mundo é instalado no Projeto Sucuriú

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Arauco conclui o içamento do balão de vapor na maior caldeira de recuperação do mundo. Foto: Divulgação/Arauco.

Peça de mais de 320 toneladas, fabricada na China e transportada por 48 dias entre o Porto de Santos e Inocência, foi içada a quase 100 metros de altura em uma megaoperação de engenharia que marca uma nova fase do Projeto Sucuriú, da multinacional chilena Arauco

Depois de atravessar o mundo em uma jornada logística monumental, o equipamento considerado o “coração” de uma fábrica de celulose finalmente chegou ao seu destino definitivo na manhã desta terça-feira (26), em Inocência, no Mato Grosso do Sul. Em uma operação de alta complexidade, o balão de vapor da caldeira de recuperação do Projeto Sucuriú, da multinacional chilena Arauco, foi içado e instalado no topo da maior caldeira de recuperação já construída no planeta para o setor de celulose.

A estrutura, com mais de 320 toneladas,  peso equivalente a cerca de 200 carros ou duas Estátuas da Liberdade, suspensos de uma única vez —, a instalação exigiu meses de planejamento, estudos técnicos, análises de segurança e uma operação de alta precisão.

LOGÍSTICA

Antes de chegar o projeto, a estrutura percorreu milhares de quilômetros desde a China até o Brasil. A travessia marítima durou cerca de 45 dias. Depois, iniciou outra etapa igualmente desafiadora: o transporte terrestre entre o Porto de Santos (SP) e Inocência (MS), concluído após 48 dias de deslocamento por rodovias brasileiras.

O içamento mobilizou mais de uma centena de profissionais, além de equipes especializadas, engenheiros e dois guindastes com capacidade para erguer até 750 toneladas. A peça foi posicionada a quase 100 metros de altura, em uma das operações de engenharia mais complexas já realizadas no Brasil em 2026.

CORAÇÃO

O balão de vapor é considerado o “coração” da fábrica porque será responsável por uma etapa essencial da geração de energia da futura planta industrial. É nele que ocorrerá a separação entre água e vapor produzidos pela caldeira de recuperação — processo fundamental para o funcionamento da unidade.

Após cruzar oceanos, “coração” da maior fábrica de celulose do mundo é instalado no Projeto Sucuriú
Detalhe da instalação do “coração” da nova fábrica da Arauco, com mais de 32 metros de comprimento. Foto: Divulgação/Arauco.

“Serão mais de 2.400 toneladas de vapor por hora”, explicou Claudinei Santos, diretor de Engenharia e Implantação do Projeto Sucuriú. Segundo ele, após passar pelos superaquecedores, o vapor seco seguirá para as turbinas responsáveis pela geração de energia elétrica renovável.

A futura fábrica terá capacidade para produzir mais de 400 megawatts de energia. Metade será utilizada no abastecimento da própria unidade industrial e o restante será destinado ao Sistema Interligado Nacional.

A instalação do equipamento marca uma nova fase do cronograma do Projeto Sucuriú, empreendimento que colocará Mato Grosso do Sul no centro de um dos maiores investimentos globais do setor de celulose. Prevista para entrar em operação no final de 2027, a fábrica da Arauco terá no balão instalado nesta terça-feira uma das estruturas mais estratégicas de toda a planta.

PLANEJAMENTO

Após cruzar oceanos, “coração” da maior fábrica de celulose do mundo é instalado no Projeto Sucuriú
A peça foi posicionada a quase 100 metros de altura, em uma das operações de engenharia mais complexas já realizadas no Brasil em 2026 Foto: Divulgação/Arauco.

Para garantir a segurança da operação, foram necessários meses de planejamento técnico, estudos estruturais, análises climáticas, cálculos de centro de gravidade, estabilidade e preparação do solo.

“Esta é uma etapa que traduz a complexidade e a grandeza deste empreendimento. Não se trata apenas da instalação de um equipamento de grande porte, mas de um marco que conecta planejamento, engenharia, segurança e execução”, afirmou Carlos Altimiras, presidente da Arauco Brasil.

A operação também foi destacada pela Valmet, fornecedora da caldeira de recuperação. Segundo Celso Tacla, vice-presidente executivo da empresa na América Latina, a entrega representa um marco tecnológico para o setor.

“Estamos falando de uma solução altamente tecnológica, desenvolvida para atender aos mais elevados padrões de eficiência, segurança e desempenho operacional”, afirmou.

DETALHES TÉCNICOS DO BALÃO

Com 32 metros de comprimento, 3,15 metros de largura e 3,81 metros de altura, o balão agora passa a integrar a gigantesca estrutura industrial que, no final de 2027, deverá entrar em funcionamento como a maior fábrica de celulose do mundo.

Sobre o Projeto Sucuriú

O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. O investimento de US$4.6 bilhões inclui a construção de uma planta com capacidade de produção de 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de celulose/ano. Está localizado em uma área de 3.500 hectares, a 50 quilômetros do centro da cidade de Inocência (MS) e ao lado do Rio Sucuriú. A etapa de terraplanagem começou em 2024 e a previsão de entrada em operação é no final de 2027.

Em todas as fases desenvolvimento do Projeto, e de maneira contínua, monitora e respeita a biodiversidade local, identificando espécies de flora e fauna nativas da região, além de fazer o mapeamento das áreas prioritárias para conservação.

Durante as obras, a Arauco vai oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Depois do start up, o Projeto Sucuriú empregará cerca de 6 mil pessoas nas unidades Industrial, Florestal e operações de Logística. O propósito é impulsionar o desenvolvimento social e econômico para toda região, fomentando um aumento na geração de renda e na arrecadação de impostos, além de contribuir para atrair investimentos.

Sobre a Arauco Brasil

No país desde 2002, a Arauco atua nos segmentos Florestal e de Madeiras com o propósito de, a partir da natureza e de fontes renováveis, contribuir com as pessoas e o planeta. Emprega mais de 3000 colaboradores próprios e conta com 5 unidades industriais brasileiras.

As plantas estão distribuídas entre a produção de painéis, em três fábricas localizadas nas cidades de Jaguariaíva (PR), Ponta Grossa (PR) e Montenegro (RS); painéis e molduras, na planta localizada em Piên (PR); resinas e químicos, na unidade de Araucária (PR) e, em 2027, prepara-se para inaugurar sua primeira fábrica de celulose brasileira em Inocência (MS).

Com atuação orientada por práticas ESG, a Arauco possui certificação FSC® (Forest Stewardship Council®) em suas florestas, que reconhece o manejo ambientalmente responsável, socialmente justo e economicamente viável. Globalmente e no país, opera primando pela gestão responsável da água, a conservação da biodiversidade e a retirada de gás carbônico da atmosfera.

Com informações da Assessoria

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