Foto: Rafael Santana e Caio Gabriel/Prefeitura de Três Lagoas
A Prefeitura de Três Lagoas deu mais um passo em direção ao bem-estar da população com a instalação do primeiro bebedouro público do município. O equipamento entrou em funcionamento no sábado, 28 de fevereiro, na Orla da Lagoa Maior, um dos espaços mais frequentados pela comunidade para caminhadas, atividades físicas e momentos de lazer.
A iniciativa é resultado de um chamamento público, vinculado a processo licitatório conduzido pela administração municipal. A instituição vencedora foi a Sicredi União MS/TO, responsável pela implantação do equipamento e também por sua manutenção durante os próximos cinco anos.
Fotos: Rafael Santana e Caio Gabriel/Prefeitura de Três Lagoas
O bebedouro foi projetado para atender tanto as pessoas quanto os animais de estimação. Fabricado em inox — material que garante maior durabilidade e facilita a higienização —, o equipamento conta com espaço para enchimento de garrafas e área específica para oferta de água aos pets. A proposta é proporcionar mais conforto e praticidade, especialmente em locais com grande circulação de moradores e visitantes.
Além de incentivar hábitos saudáveis, como a prática de atividades ao ar livre e a hidratação adequada, a instalação contribui para a valorização dos espaços públicos e reforça o cuidado com a qualidade de vida da população.
Fotos: Rafael Santana e Caio Gabriel/Prefeitura de Três Lagoas
NOVAS INSTALAÇÕES
Novas parcerias poderão ser firmadas para ampliar o projeto a outros pontos da cidade. Empresas interessadas em participar de futuros chamamentos públicos podem procurar a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, localizada na Rua João Carrato, nº 33, no Centro, para mais informações.
A tecnologia não tem idade — e, em Mato Grosso do Sul, ela também tem endereço certo. Nesta quinta-feira (5), o ônibus de qualificação do SESI estaciona em frente à Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul (Funtrab) para dar início a mais uma rodada de oficinas gratuitas voltadas à inclusão digital da melhor idade.
A ação integra o “Projeto 60+: Inclusão digital para a melhor idade”, que busca muito mais do que ensinar tecnologia: a proposta é promover autonomia, fortalecer vínculos sociais e incentivar o uso consciente das ferramentas digitais por pessoas com 60 anos ou mais.
Dentro do ônibus adaptado, os participantes terão a oportunidade de desenvolver habilidades essenciais para o dia a dia digital. Entre os conteúdos abordados estão:
Uso básico de smartphones
Navegação em aplicativos
Funcionalidades do WhatsApp
Dicas práticas para comunicação e segurança online
As aulas são organizadas em duas turmas:
Oficina 1 – Manuseio de Smartphones e Aplicativos: das 14h às 15h
Oficina 2 – Funcionalidades do WhatsApp: das 15h às 16h
Cada turma conta com 18 vagas, garantindo um atendimento mais próximo e personalizado.
Resumo de 2025
Realizada entre junho e setembro de 2025, a 1ª etapa concentrou o maior volume de alunos, sendo:
Pico de Atendimento: Junho de 2025 (especialmente o dia 03/06, com 44 atendimentos totais).
Média de Público: Aproximadamente 12 alunos por oficina.
Desempenho: Demonstrou uma adesão sólida e constante, com um leve declínio natural conforme o avançar dos meses.
Como participar
As inscrições devem ser feitas presencialmente, sempre às quintas-feiras, das 13h às 14h, diretamente na sede da Funtrab, localizada na Rua 13 de Maio, 2.773, no centro da cidade. Para garantir a vaga, é necessário apresentar: RG, CPF e Carteira de Trabalho (física ou digital). Ao final do curso, os participantes recebem um certificado emitido pelo SESI, reconhecendo o aprendizado e a participação.
A iniciativa vai além da inclusão digital. Ao oferecer conhecimento e estimular a autonomia, o projeto contribui diretamente para a autoestima e a independência da população 60+.
A Funtrab reforça seu compromisso com uma sociedade mais inclusiva, participativa e conectada. Em um mundo cada vez mais digital, ações como essa mostram que nunca é tarde para aprender — e que a tecnologia pode ser uma poderosa aliada em qualquer fase da vida.
Promovida pela Prefeitura, iniciativa teve como foco a aproximação entre empresas presentes no município para fomentar a geração de oportunidades de trabalho e o fortalecimento da economia regional
A Suzano, maior produtora mundial de celulose, marcou presença no 2º Workshop de Empregabilidade e Compras Locais, realizado no sábado (28/02), no Ginásio Municipal de Ribas do Rio Pardo, no qual apresentou informações sobre oportunidades de trabalho, capacitação profissional e fornecedores locais. A iniciativa foi promovida pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, com foco na geração de oportunidades, no fortalecimento da economia regional e na aproximação entre empresas, trabalhadores e comunidade.
A abertura oficial foi conduzida pelo prefeito Roberson Moureira e contou com palestra inaugural do diretor de Operações Industriais da Suzano em Ribas do Rio Pardo, Leonardo Mendonça Pimenta, que abordou os impactos da implantação da fábrica para o município, com destaque para a geração de empregos, renda e o desenvolvimento econômico local.
“Nós temos um compromisso com o desenvolvimento sustentável da cidade e de Mato Grosso do Sul, o que passa diretamente pela valorização da mão de obra e de empresários locais, inclusão social e promoção da qualidade de vida da população. Essa semente foi plantada há cinco anos, quando lançamos o Projeto Cerrado, e estamos começando a colher os frutos, com uma mão de obra cada vez mais qualificada e com uma economia ativa”, afirmou Leonardo Pimenta.
Em operação desde julho de 2024, a fábrica da Suzano em Ribas do Rio Pardo segue como um dos vetores de desenvolvimento regional, com impacto direto na geração de emprego, renda e dinamização da economia local. Atualmente, a unidade conta com cerca de 3,5 mil colaboradores(as) diretos(as), entre próprios(as) e terceiros(as), sendo boa parte formada por moradores(as) da própria cidade e da região, capacitados(as) pela empresa para atuar nas operações industriais e florestais.
Além da geração de empregos, a companhia também prioriza a contratação de fornecedores locais e regionais, contribuindo para o fortalecimento de cadeias produtivas e a circulação de recursos no município. Essa estratégia impulsiona o comércio, os serviços e cria um ambiente econômico mais dinâmico e sustentável.
Carreira e desenvolvimento profissional
Ao longo do workshop, a Suzano disponibilizou informações sobre oportunidades de trabalho, requisitos para contratação, benefícios e programas de capacitação e desenvolvimento profissional.
“Iniciativas como esta são essenciais para aproximar ainda mais a Suzano da comunidade. Este é um momento em que a população pode conhecer de perto as nossas operações, os benefícios ofertados pela empresa e sanar dúvidas sobre carreira e crescimento no setor de celulose”, observou o diretor.
O evento reuniu mais de 10 empresas de segmentos estratégicos para o município, como celulose, transporte e logística, reflorestamento, mineração, alimentação industrial e biotecnologia florestal, fortalecendo a integração entre o setor produtivo, o poder público e a sociedade civil.
A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina e líder no segmento de papel higiênico no Brasil. A companhia adota as melhores práticas de inovação e sustentabilidade para desenvolver produtos e soluções a partir de matéria-prima renovável. Os produtos da Suzano estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, cerca de 25% da população mundial, e incluem celulose; itens para higiene pessoal como papel higiênico e guardanapos; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis para imprimir e escrever, entre outros produtos desenvolvidos para atender à crescente necessidade do planeta por itens mais sustentáveis. Entre suas marcas no Brasil estão Neve®, Pólen®, Suzano Report®, Mimmo®, entre outras. Com sede no Brasil e operações na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia, a empresa tem mais de 100 anos de história e ações negociadas nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais em: www.suzano.com.br
A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MS) iniciou, nesta segunda-feira (2), a Trilha de Capacitação em Finanças Públicas, um programa estruturado de aperfeiçoamento técnico voltado ao fortalecimento da gestão fiscal e à elevação do padrão de qualidade do gasto público em Mato Grosso do Sul.
A iniciativa integra o programa “Tesouro Conectado – Qualidade no Gasto, Eficiência no Resultado” e está alinhada ao Planejamento Estratégico da Pasta e às diretrizes do Plano de Governo. O movimento reafirma a capacitação como eixo permanente de desenvolvimento institucional, consolidando uma cultura de eficiência, responsabilidade fiscal e excelência técnica.
O secretário de Estado de Fazenda, Flávio César Mendes de Oliveira, destaca que o cenário fiscal contemporâneo exige preparo contínuo e decisões cada vez mais qualificadas.
“O cenário atual não comporta improvisos. Exige técnica, planejamento e responsabilidade redobrada na aplicação dos recursos públicos. Nosso maior ativo é o capital humano, e investir na qualificação é fortalecer a própria capacidade do Estado de entregar resultados à sociedade”, afirma.
A trilha foi estruturada para ser executada de forma progressiva entre os meses de março e junho de 2026, distribuindo os conteúdos em diferentes módulos ao longo do período. A proposta é permitir assimilação gradual, aplicação prática no cotidiano das unidades gestoras e consolidação do conhecimento de maneira estruturada.
Ao organizar o cronograma dessa forma, a Sefaz reforça que não se trata de um evento isolado, mas de um processo formativo contínuo, pensado para acompanhar todo o ciclo das finanças públicas do planejamento ao controle, passando pela execução, contabilidade, transparência e avaliação da qualidade do gasto.
O programa reúne 80 participantes, divididos em duas turmas (matutina e vespertina), e possui caráter transversal, envolvendo integralmente o Tesouro Estadual e áreas estratégicas como SCGE, SUORC, CLEG, CONEMAE e SAT. A capacitação também alcança unidades gestoras de outras secretarias, como SEGOV, SAD, SES, SED, SEJUSP e AGESUL, ampliando o impacto institucional da iniciativa.
A trilha conta com instrutores de reconhecida atuação na área de finanças públicas. Carlos Veiga, especialista em Planejamento e Orçamento Público com mais de 25 anos de experiência no antigo MPOG e na AGU, e Gilvan da Silva Dantas, Auditor Federal da Secretaria do Tesouro Nacional e responsável pela modernização da Contabilidade Aplicada ao Setor Público, conduzem os módulos estratégicos.
A participação desses especialistas assegura alinhamento às melhores práticas nacionais e atualização permanente das equipes estaduais.
Ao estruturar a capacitação ao longo de quatro meses e integrá-la ao programa Tesouro Conectado, a Sefaz consolida o aperfeiçoamento técnico como estratégia institucional permanente. Cada módulo contribui para reduzir riscos, qualificar decisões e fortalecer a governança pública.
“Em um contexto que exige responsabilidade fiscal, transparência e eficiência, investir na formação do corpo técnico é investir na própria capacidade do Estado de planejar melhor, executar com rigor e entregar resultados concretos à sociedade sul-mato-grossense”, complementa o secretário Flávio César.
Cronograma dos módulos
Março
Módulo I – Plano Plurianual (PPA) e Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)
02/03 a 03/03/2026
Foco na elaboração, monitoramento e revisão dos instrumentos de planejamento, conforme a Constituição e a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Módulo II – Orçamento Público e Lei Orçamentária Anual (LOA)
04/03 a 05/03/2026
Estruturação e acompanhamento da LOA, integrada ao PPA e à LDO.
Módulo III – Execução Orçamentária e Financeira
23/03 a 27/03/2026
Procedimentos de execução da receita e da despesa com conformidade legal e fiscal.
Abril
Módulo XI – Gestão de Tesouraria
09/04 a 10/04/2026
Gestão de fluxo de caixa, conciliações e aplicações financeiras.
Módulo IV – Contabilidade Aplicada ao Setor Público
13/04 a 16/04/2026
Domínio do PCASP e dos procedimentos patrimoniais.
Módulo V – DCASP e Notas Explicativas
27/04 a 30/04/2026
Elaboração e análise das Demonstrações Contábeis Aplicadas ao Setor Público.
Maio
Módulo VI – Retenções Tributárias e Obrigações Acessórias (EFD-Reinf, eSocial, DCTFWeb e MIT)
04/05 a 07/05/2026
Aplicação correta das retenções e cumprimento das obrigações acessórias.
Módulo VII – Transferências Constitucionais
08/05 a 11/05/2026
Cálculo, distribuição e controle das transferências constitucionais e legais.
Módulo VIII – SICONFI e Matriz de Saldos Contábeis
12/05 a 13/05/2026
Operação segura do sistema nacional de informações fiscais.
Módulo IX – Informação de Custos no Setor Público
14/05 a 15/05/2026
Estruturação e utilização de sistemas de custos como ferramenta de avaliação e melhoria do gasto.
Junho
Módulo X – Controle, Fiscalização, Transparência e Gestão de Riscos
16/06 a 19/06/2026
Implementação de mecanismos de controle interno, compliance e gestão de riscos fiscais.
Módulo XII – Qualidade do Gasto Público
22/06 a 25/06/2026
Metodologias voltadas à eficiência, monitoramento e aprimoramento contínuo da aplicação dos recursos públicos.
A Prefeitura de Três Lagoas e a Casa do Trabalhador divulgam as oportunidades de empregos disponíveis nesta segunda-feira, 2 de março de 2026. No total, são 186 vagas em diversas áreas e diferentes níveis de escolaridade.
Importante destacar que para a realização de entrevistas, os candidatos deverão comparecer na Casa do Trabalhador, à Rua Dr. Munir Thomé, 86 – Centro, para retirada de carta de encaminhamento.
Para mais informações, o candidato deve comparecer diretamente na sede do órgão ou entrar em contato pelo 67 3929-1936.
Cidades empreendedoras contempladas com o atendimento são Cassilândia, Inocência, Água Clara, Ribas do Rio Pardo, Bataguassu e Brasilândia. (Foto: Divulgação)
Atendimento gratuito da unidade itinerante tem início a partir do dia 9 de março, com orientações para quem empreende ou deseja empreender
A orientação técnica especializada do Sebrae é essencial para o desenvolvimento e a consolidação dos pequenos negócios. Com o objetivo de ampliar esse suporte e estar mais próximo dos empreendedores de Mato Grosso do Sul, a unidade itinerante “Sebrae Móvel” percorrerá 35 municípios do interior, além de Campo Grande, totalizando mais de 5,2 mil quilômetros. Na região Costa Leste do estado, a unidade passará por seis municípios, com atendimentos a partir do dia 9 de março, como parte das ações do programa Cidade Empreendedora. O serviço é gratuito e será realizado nas principais praças de cada localidade, facilitando o acesso dos empreendedores aos serviços oferecidos.
Recebem a ação os municípios de Cassilândia, Inocência, Água Clara, Ribas do Rio Pardo, Bataguassu e Brasilândia, integrantes do programa Cidade Empreendedora, iniciativa do Sebrae/MS realizada em parceria com o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), e com as administrações municipais. Entre as frentes previstas no programa está a oferta de orientação empresarial para estimular o empreendedorismo, com foco na formalização, regularização e no fortalecimento dos pequenos negócios, contribuindo para o desenvolvimento econômico local.
Nesse contexto, o Sebrae Móvel chega aos municípios oferecendo orientações técnicas para aprimorar a gestão empresarial, esclarecer dúvidas e realizar serviços como regularizações e atualizações cadastrais. Quem está iniciando um negócio e deseja se formalizar também pode procurar a unidade para receber suporte.
“Há um grande diferencial no atendimento do Sebrae Móvel que é chegar ao empreendedor nos municípios, estabelecendo essa relação de proximidade, indo até onde o empresário está. Esse é um compromisso do Sebrae, de apoiar os empreendedores em diferentes regiões do estado, mesmo aquelas mais distantes”, destaca a diretora-técnica do Sebrae/MS, Sandra Amarilha.
Na costa leste, a base empresarial dos municípios é constituída por 15,4 mil empresas ativas, com quase 6 mil MEIs registrados, segundo dados da Receita Federal.
Cidade Empreendedora
Desde 2018, 45 cidades no Estado já foram atendidas pelo programa, que tem a proposta de promover o desenvolvimento econômico sustentável dos municípios, por meio da eficiência na gestão municipal, melhoria do ambiente de negócios e fomento ao empreendedorismo. Atualmente, 36 municípios integram o programa Cidade Empreendedora, divididos em três frentes de atuação, conforme as necessidades de cada localidade, nos pacotes “Transforma”, “Avança” e “Excelência”.
Cassilândia, Inocência, Água Clara, Ribas do Rio Pardo, Bataguassu e Brasilândia aderiram ao programa no pacote “Excelência” – o mais completo e extenso das três opções ofertadas às prefeituras. Nessa frente de acompanhamento, que segue até 2028, são contemplados os oito eixos do programa, com atuação intensiva e ações focadas na eficiência da gestão municipal, melhoria do ambiente de negócios, fomento ao empreendedorismo e promoção do desenvolvimento a partir da vocação e identidade do município.
Serviço – Sebrae Móvel
Cassilândia | 9 e 10 de março
Horário: a partir das 8h
Local: Praça São José – Rua Amim José, s/nº
Inocência | 11 e 12 de março
Horário: a partir das 8h
Local: Rua João Batista Parreira, 589, Centro
Água Clara | 13 a 16 de março
Horário: a partir das 8h
Local: Av. Luiz Fiuza Lima, 33 (em frente ao Ginásio Municipal e Sala do Empreendedor)
Ribas do Rio Pardo | 17 a 19 de março
Horário: a partir das 8h
Local: Rua Cornélia Anconi Bunazar, 1638, Jardim Vista Alegre
Bataguassu | 20 de março
Horário: a partir das 8h
Local: Rua Rio Brilhante, n° 405 (Praça Manoel Cecílio de Lima – Praça da Roda)
Brasilândia | 23 e 24 de março
Horário: a partir das 8h
Local: Praça Santa Maria – BR-158, 256, Centro
Mais informações aos empreendedores por meio da Central de Relacionamento do Sebrae, no número 0800 570 0800, ou no site: ms.sebrae.com.br.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Federal (PF) apreenderam 560 quilos de maconha, no último domingo (1º), durante uma ação conjunta em Ivinhema (MS).
Durante a ação conjunta foram realizadas buscas para localizar um veículo. O automóvel, um Nissan/Sentra, foi localizado na BR-376.
Foi dada ordem de parada, porém o condutor não obedeceu. Durante o acompanhamento tático, o motorista abandonou o veículo e empreendeu fuga a pé, não sendo localizado.
No carro foram encontrados 555 quilos de maconha e 5 quilos de skunk. Os policiais também descobriram que o carro possuía registro de roubo/furto, desde dezembro de 2025, em Araçatuba (SP). A ocorrência foi encaminhada à Polícia Federal em Naviraí (MS).
A combinação entre envelhecimento da categoria, baixa atratividade da profissão, falta de infraestrutura e condições inadequadas de trabalho cria um círculo vicioso que afeta empresas, embarcadores e toda a sociedade
Brasil vive uma das fases mais críticas da história recente do transporte rodoviário, com risco real de apagão logístico devido à falta de caminhoneiros, e Três Lagoas pode ser extremamente impactada. Embora o setor movimente mais de 60% de todas as cargas do País, o número de profissionais diminuiu de forma acelerada na última década.
Três Lagoas e região, que em breve devem contar com seis fábricas de celulose, podem sofrer as consequências desse possível apagão, já que grande parte do escoamento das produções dessas indústrias é feita pelas rodovias.
Segundo a Senatran, o Brasil perdeu 1,1 milhão de caminhoneiros entre 2013 e 2023, o que representa uma redução de 20%. Além disso, pesquisas mostram envelhecimento acelerado da categoria, queda no interesse dos jovens e evasão crescente entre autônomos.
DESINTERESSE DOS JOVENS
Esse conjunto de fatores coloca pressão inédita sobre transportadoras, embarcadores e toda a cadeia logística. O desinteresse dos jovens pela profissão, somado ao cansaço de quem já está perto da aposentadoria, enfraquece a capacidade operacional das empresas. Dessa forma, elas já enfrentam dificuldade até para preencher vagas básicas.
Ao mesmo tempo, especialistas alertam que a precariedade estrutural, o baixo reconhecimento social e a falta de políticas de formação afastam novos talentos. Assim, o Brasil corre o risco de conviver com gargalos cada vez mais severos no abastecimento.
Nesse sentido, a pesquisa mais recente da CNT (Confederação Nacional do Transporte) reforça a gravidade do cenário. Ou seja, 26,9% dos caminhoneiros brasileiros estão na faixa de 40 a 49 anos. Além disso, uma fatia expressiva já ultrapassou os 50 anos, o que indica uma janela estreita para renovação. Enquanto isso, jovens demonstram pouco interesse pela boleia, sobretudo pela baixa atratividade financeira e pela ausência de boas condições de descanso nas rodovias.
O problema se agrava entre os autônomos. Segundo o Estadão, a CNTA estima que mais de 37% deles deixarão a profissão até 2026. Sobretudo, por causa dos custos altos, da instabilidade de fretes e das longas jornadas que comprometem a saúde física e mental.
Entretanto, a escassez não se limita aos caminhões pesados. Até mesmo os cegonheiros, considerados a elite da categoria, relatam dificuldade para renovar quadros. Isso ocorre porque a rotina exige muito mais do que habilitação. Ou seja, envolve leitura precisa de rotas urbanas, embarque e desembarque seguros e postura profissional diante das concessionárias.
Antigamente, esses profissionais aprendiam diretamente com veteranos durante meses. Hoje, porém, o custo dessa formação inviabiliza o modelo tradicional, o que reduz ainda mais a oferta de mão de obra.
Os principais motivos de insatisfação são estruturais. Conforme a pesquisa, motoristas apontam é falta de infraestrutura com estacionamentos seguro, tratamento desrespeitoso em docas e imagem social negativa.
Esses fatores, citados por mais de 80% dos entrevistados, comprometem a segurança, elevam o estresse e reduzem a atratividade da profissão. Além disso, o envelhecimento da força de trabalho preocupa: 25% têm mais de 55 anos, enquanto apenas 4% têm menos de 25.
Alemanha combina escassez de caminhoneiros, economia fraca
A Alemanha vive uma equação ainda mais delicada. A economia cresceu de forma tímida, apenas 0,3% no terceiro trimestre de 2025. E a confiança empresarial segue baixa. Assim, a demanda por transporte se mantém instável.
A falta de motoristas provoca um efeito duplo: reduz a capacidade operacional e eleva custos. Para reter profissionais, empresas aumentam salários, que subiram 3,7% em 12 meses, ritmo superior ao reajuste dos fretes.
Assim, mesmo com estabilidade no preço do diesel, dos veículos e do armazenamento, a mão de obra se transformou no principal custo da logística alemã.
Sem motorista, não há logística: Brasil e mundo precisam agir
A escassez de motoristas deixou de ser tendência e se tornou realidade urgente no Brasil e em outros mercados desenvolvidos. A combinação entre envelhecimento da categoria, baixa atratividade da profissão, falta de infraestrutura e condições inadequadas de trabalho cria um círculo vicioso que afeta empresas, embarcadores e toda a sociedade.
Ações que especialistas julgam necessárias para a renovação de caminhoneiros
Empresários e profissionais de recursos humanos têm enfrentado um desafio comum: como se adequar às mudanças trazidas pela atualização da Norma Regulamentadora nº 01 (NR-01). Os chamados riscos psicossociais – ligados à organização do trabalho e à saúde mental dos trabalhadores – passaram a ser incluídos de forma obrigatória no Programa de Gerenciamento de Riscos.
A atualização amplia o conceito de segurança ocupacional ao exigir que fatores como sobrecarga de trabalho, pressão excessiva por metas e conflitos interpessoais sejam tratados com o mesmo rigor aplicado a riscos físicos, químicos, biológicos e ergonômicos.
Diante desse cenário, surgem dúvidas frequentes entre gestores. Uma das mais recorrentes diz respeito à abrangência dos riscos psicossociais. Afinal, problemas pessoais dos trabalhadores podem ser considerados riscos ocupacionais?
De acordo com a engenheira de segurança do trabalho do Sesi Erika Pedroga, a resposta é negativa. “A nova NR-01 vem para reforçar a importância do levantamento dos riscos psicossociais relacionados ao trabalho, ou seja, aqueles que decorrem da organização das atividades dentro da empresa”, explica.
Ela destaca que fatores externos à atividade laboral, como questões familiares ou pessoais, não devem ser classificados como riscos ocupacionais. “Por outro lado, situações internas à empresa, como uma sobrecarga de demandas causada por má distribuição de tarefas, podem ser consideradas risco psicossocial, pois impactam diretamente a saúde do trabalhador, podendo gerar estresse, ansiedade e até afastamentos”, completa.
Outra dúvida comum entre as empresas é sobre como identificar e mensurar esses riscos no dia a dia. A especialista do Sesi recomenda a adoção de ferramentas estruturadas para o correto reconhecimento dos riscos e análise de indicadores de absenteísmo e afastamentos. Esses dados ajudam a mapear situações que possam comprometer o bem-estar dos trabalhadores e a produtividade das equipes.
Para apoiar as indústrias nesse processo de adequação, o Sesi oferece consultorias e orientações técnicas especializadas. Empresas interessadas podem procurar a unidade mais próxima ou entrar em contato pelo WhatsApp (67) 3320-3425.
A iniciativa visa fortalecer o ecossistema de negócios liderados por mulheres. (Foto: Assessoria Sebrae MS)
Evento em parceria com o Sebrae/MS reuniu cerca de 100 mulheres para compartilhar trajetórias, ampliar networking e destacar a jornada de empresária participante do Sebrae Delas
A força das conexões femininas no mundo dos negócios foi o ponto central do talk show “Elas conectam, elas crescem” – XI Networking para Empreendedoras, realizado na última sexta-feira (27), no restaurante Toca do Alemão, em Três Lagoas. O encontro reuniu cerca de 100 mulheres em um jantar seguido de bate-papo com empresárias locais, promovendo troca de experiências, fortalecimento de parcerias e geração de novas oportunidades.
Segundo Patrícia Taiana, analista regional do Sebrae/MS, iniciativas como essa fortalecem o ecossistema de negócios liderados por mulheres na região. “Trabalhar com o ecossistema de empreendedorismo feminino no território é um dos objetivos do Sebrae. Esse tipo de evento conecta mulheres e fortalece a rede entre elas. Essa rede de apoio é um pilar importante para o avanço das mulheres no mundo dos negócios”, destacou.
Patrícia também ressaltou a trajetória de Jullyana dentro do Sebrae Delas. “Ela é nossa cliente e teve um grande crescimento durante a jornada. Conseguiu enxergar todo o potencial que a empresa pode alcançar. Neste ano, participa da etapa Global, com foco em exportação, mostrando como o acompanhamento do Sebrae amplia horizontes e abre novas possibilidades”, pontuou.
O talk show foi mediado pela empresária Alessandra Zorzan e contou com a participação de Cristiane Inês Lompa, especialista em doces e chocolates; Vandressa Matias Borges, contadora e advogada com atuação em Direito Empresarial, Civil e Trabalhista; e Jullyana Morais, proprietária do Café Abelha e integrante do programa Sebrae Delas.
Durante o evento, as convidadas compartilharam desafios, estratégias e aprendizados ao longo da jornada empreendedora, reforçando a importância da rede de apoio entre mulheres. Ao final, o público também pôde conhecer produtos e serviços apresentados pelas participantes, entre itens de beleza, artigos para cabelo e as já conhecidas capivaras de pelúcia da Bel Paes. A exposição de mercadorias é vista também como uma oportunidade de ampliar as possibilidades de negócios e parcerias.
Natural de São Paulo e em Três Lagoas há cerca de um ano e meio, Jullyana Morais relatou que o networking feminino foi determinante para o avanço do seu empreendimento. “Estar no ambiente certo é uma virada de chave. Isso alavanca mentalmente, faz crescer e impulsiona. Não é só sobre resultado financeiro, mas sobre mentalidade empreendedora”, afirmou.
Ela participou no ano passado da Jornada Premium do Sebrae Delas, que oferece metodologia estruturada e consultorias personalizadas. “Foi um divisor de águas na minha vida. Além das consultorias individuais, o networking entre mulheres, inclusive em outras cidades, alavancou muito a minha empresa”, relatou.
O Sebrae Delas é uma iniciativa do Sebrae/MS voltada ao fortalecimento de negócios liderados por mulheres. Ao longo de nove meses, as participantes recebem suporte personalizado, capacitações, mentorias e acompanhamento estratégico para desenvolver competências empreendedoras, ampliar mercado e estruturar o crescimento sustentável das empresas.
Para as empreendedoras presentes, o evento reforçou a importância de investir em conexões e capacitação contínua. A confeiteira Gislaine Simioni Fortes, da Gi Fortes Confeitaria Artesanal, destacou que o Sebrae Delas foi decisivo para sua trajetória. “Foi um divisor de águas para mim. Eu tinha outro negócio há 13 anos e, durante o programa, projetei a transição junto com minha consultora. Foi dolorido fechar um ciclo, mas foi leve porque foi planejado. Hoje vejo o quanto evoluí”, relatou.
Já a empresária Carol Delboni, proprietária de uma doceria que leva o nome dela, ressaltou que encontros como o talk show ampliam o alcance dos negócios. “A gente conhece mulheres novas, passa a conhecer outros negócios e faz conexões que geram parcerias. Uma complementa a outra. Esse networking é fundamental e impacta diretamente no crescimento da empresa”, afirmou.
Cadeia empresarial que cresce
Em Três Lagoas, encontros como o “Elas conectam, elas crescem” mostram, na prática, como o incentivo ao empreendedorismo tem ganhado espaço na cidade. O município passou a integrar o programa Cidade Empreendedora, executado pelo Sebrae/MS em parceria com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), com um plano de ações que segue até 2028. Ao aderir ao pacote Excelência, o mais abrangente da iniciativa, Três Lagoas recebe acompanhamento em diferentes frentes, que vão desde a melhoria do ambiente de negócios até o estímulo direto a quem empreende.
Mais informações sobre o Sebrae Delas e outras soluções oferecidas pelo Sebrae/MS podem ser obtidas em ms.sebrae.com.br ou pela Central de Relacionamento, no telefone 0800 570 0800.
Com novas fábricas e investimentos bilionários, Mato Grosso do Sul se consolida como principal polo de expansão da celulose no país, fortalecendo a cadeia de embalagens impulsionada pelo comércio eletrônico
Por: Nathália Santos
O crescimento do comércio eletrônico no Brasil deixou de ser apenas uma mudança no comportamento do consumidor para se consolidar como vetor de transformação industrial. À medida que as vendas online avançam, cresce também a demanda por caixas, chapas e acessórios de papelão ondulado, produtos que dependem diretamente da cadeia produtiva da celulose.
Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o setor movimentou cerca de R$ 235.5 bilhões em 2025, um aumento de 15% em relação ao ano anterior, e mantém projeções de crescimento para os anos seguintes. O avanço das vendas digitais significa, na prática, mais embalagens circulando entre centros de distribuição e consumidores finais.
DA CELULOSE À EMBALAGEM
O papelão ondulado é hoje o principal insumo das embalagens utilizadas no e-commerce. Dados da Associação Brasileira de Embalagens em Papel (Empapel) indicam que a expedição de papelão ondulado no país tem registrado volumes elevados nos últimos anos, acompanhando o ritmo do varejo digital.
Em 2024, foram expedidos 4,2 bilhões de papelão ondulado, um aumento de 5% comparado com 2023, quando foram expedidos 4 bilhões de toneladas.
Os dados da Empapel ainda mostram que, na comparação mundial, o Brasil se encontra na sexta posição dos principais países produtores de papelão ondulado. O Brasil foi o país que mais avançou na expedição entre 2024 e 2023, ao crescer 5,0%. Em seguida, os maiores crescimentos vieram da China (3,3%), Itália (3,0%) e Índia (2,5%).
EMPRESAS PROTAGONISTAS
A cadeia produtiva começa na floresta plantada, passa pela produção de celulose, segue para as fábricas de papel e chega às indústrias de embalagens. Empresas como a Klabin e a Suzano são protagonistas nesse processo, seja na produção de celulose, seja na fabricação de papéis voltados ao segmento de embalagens.
Vale lembrar que a Suzano consolidou Mato Grosso do Sul como um dos principais polos mundiais de produção de celulose. A empresa é hoje a maior produtora global de celulose de eucalipto, com capacidade instalada de aproximadamente 13,5 milhões de toneladas por ano no Brasil. Em 2024, registrou volume recorde de vendas, superior a 12 milhões de toneladas de celulose e papel.
PRODUÇÃO EM MS
No estado, as unidades de Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo somam cerca de 5,8 milhões de toneladas anuais de capacidade instalada, o que coloca Mato Grosso do Sul como eixo central da estratégia industrial da companhia. A fábrica de Ribas do Rio Pardo, resultado do Projeto Cerrado, adicionou sozinha 2,55 milhões de toneladas à capacidade da empresa e é considerada uma das maiores linhas únicas de produção do mundo.
O movimento das embalagens de papelão também é influenciado pela substituição gradual do plástico por materiais de base renovável, impulsionada por metas ambientais e políticas de sustentabilidade adotadas por grandes varejistas e marketplaces.
MS SE CONSOLIDA PAPEL ESTRATÉGICO
Mato Grosso do Sul se firmou como um dos principais polos da indústria de celulose no país. Informações divulgadas em fevereiro pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) apontam o avanço de novos investimentos no setor.
De acordo com a secretaria, o Conselho Estadual de Controle Ambiental aprovou a Licença Prévia para a instalação da sexta fábrica de celulose no estado, no município de Bataguassu. O projeto prevê investimento estimado em aproximadamente R$ 16 bilhões e capacidade produtiva superior a 5 milhões de toneladas anuais de celulose kraft, incluindo celulose solúvel.
A nova unidade deve gerar milhares de empregos na fase de construção e operação. A Semadesc destaca ainda que o governo estadual tem atuado na articulação de infraestrutura logística, qualificação de mão de obra e planejamento territorial para dar suporte à expansão do setor.
Com a consolidação de plantas industriais em municípios como Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo e, futuramente, Bataguassu e Inocência, o estado amplia sua participação nas exportações brasileiras de celulose, fortalecendo a base produtiva que abastece tanto o mercado externo quanto a indústria nacional de papel e embalagens.
IMPACTOS ECONÔMICOS E DESAFIOS
O fortalecimento do e-commerce cria um ciclo positivo para a cadeia florestal/industrial, mas não elimina desafios. A indústria de celulose continua exposta às oscilações do câmbio, à demanda internacional, especialmente asiática, e aos custos logísticos, fatores que influenciam preços e margens.
Além disso, o crescimento do setor exige equilíbrio entre expansão produtiva e sustentabilidade ambiental, tema cada vez mais presente nas exigências de investidores e consumidores.
Ainda assim, o cenário indica que a digitalização do consumo tem efeitos que vão muito além das telas.
Cada clique no carrinho virtual movimenta uma cadeia que começa na floresta plantada e passa por indústrias de base, como a celulose, setor que, em estados como Mato Grosso do Sul, se consolida como um dos pilares da economia regional.
Na última sexta-feira (27), policiais militares do 2º Batalhão de Polícia Militar realizaram a prisão de uma mulher por tráfico de drogas, em Três Lagoas.
Durante a “Operação Força Total”, uma equipe do GETAM do 2º BPM realizava rondas no bairro Jardim das Violetas quando abordou. No decorrer da busca pessoal do masculino de 36 anos, foram localizados 6 “pinos” de cocaína o qual o mesmo veio a relatar ser usuário, informando ter adquirido o entorpecente da mulher.
Durante entrevista a mulher de 40 anos, ela ser apenas profissional do sexo justificando o motivo de receber constante visitas em sua residência, porém durante a busca pessoal realizada por uma policial militar feminina, foi localizado um saco plástico contendo cocaína.
A mulher veio a declarar ainda que recentemente havia comprado 3 “caixas” do entorpecente (aproximadamente 34 gramas), que após embalados, rendem 280 “pinos”.
Diante dos fatos, foi dada voz de prisão a detida, que foi encaminhada até a Delegacia de Polícia, onde foi apresentada juntamente com o entorpecente apreendido.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu uma carga de mercadorias estrangeiras, no último domingo (1º), em Rio Brilhante (MS).
Durante fiscalização na BR-267, foi abordado um Ford/Bronco. Questionado sobre a viagem, o condutor disse ter ido até Ponta Porã buscar suplementos vindos dos Estados Unidos adquiridos através da internet.
As mercadorias não possuíam documentação fiscal de entrada no país. Foi apreendida grande quantidade de suplementos e encaminhados, juntamente com o veículo, para a Receita Federal.
No dia 28 de fevereiro, sábado, foi realizado, em Dourados, o Seminário Integrado de Segurança Pública, nas dependências da Delegacia Especializada de Fronteiras PRF.
O evento contou com a participação de Waldir Brasil do Nascimento Júnior, Chefe da Delegacia Especializada de Fronteiras – Dourados/MS, e de Adilson Stiguivitis Lima, Delegado Regional de Polícia Civil – Dourados/MS, que abordaram temas estratégicos relacionados à segurança pública e à atuação em regiões de fronteira.
A iniciativa integra as atividades do Curso de Especialização em Segurança Pública e Fronteiras, promovido em parceria entre a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP), fortalecendo o diálogo institucional e a qualificação técnica na área.
O seminário é voltado a profissionais e autoridades que atuam no sistema de segurança pública, consolidando Dourados na vanguarda da integração, reflexão e cooperação na temática de fronteiras.
Muitas plantas de regiões pouco acessíveis podem ser extintas sem terem sido coletadas. (Foto: Nathália Arantes/Unsplash)
Criada na UFPR, ferramenta florabr automatiza a organização de registros de plantas, ajudando pesquisadores a lidar com o volume de informações disponíveis em bases digitais
Há séculos, cientistas se empenham em catalogar os seres vivos de modo sistemático. Em 1753, por exemplo, o sueco Carl Linnaeus consolidou o método binomial, que nomeia toda espécie com duas palavras em latim e é usado até hoje. Mas, a cada expedição, a tarefa se tornava mais complexa, fosse pela dificuldade de acessar amostras, fosse pela quantidade crescente de dados acumulados.
Uma virada começou a se desenhar há aproximadamente três décadas, com os avanços tecnológicos que transformaram o modo de coletar, organizar e compartilhar informações.
Hoje, qualquer pessoa pode acessar catálogos de espécies e contribuir com eles. Mas a comunidade científica ainda enfrenta dificuldades para analisar o volume de registros. Foi diante desse cenário que o pesquisador Weverton Carlos Ferreira Trindade, do Laboratório de Ecologia Funcional de Comunidades da Universidade Federal do Paraná (UFPR), criou o florabr, ferramenta que funciona como atalho para acessar e organizar dados sobre plantas do Brasil.
Modelo de programação facilita o trabalho dos cientistas
Se a tecnologia ampliou a produção de dados, ela também precisou evoluir para organizá-los. Um dos marcos no mapeamento digital da biodiversidade foi a criação da Global Biodiversity Information Facility (GBIF), em 2001. Por meio dessa rede, informações antes dispersas em coleções físicas e arquivos institucionais passaram a dialogar em escala global. O boom dos smartphones, nos anos 2010, ampliou o movimento: com câmera e internet, qualquer pessoa podia registrar uma planta na calçada e compartilhar esses dados.
Por aqui, o projeto Flora e Funga do Brasil, do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, seguiu a mesma lógica colaborativa. O portal, aberto em 2020, reúne a catalogação das espécies de plantas, algas e fungos registradas no país ao longo de séculos, mas, apesar de ser relativamente simples de acessar, ainda impõe desafios aos taxonomistas (pesquisadores dedicados à classificação dos seres vivos).
O principal entrave é a quantidade de informações a serem processadas. Bases com milhares de registros podem conter nomes desatualizados, duplicações ou inconsistências geográficas. Transformar esse material bruto em análise científica demanda tempo e padronização.
Foi para enfrentar esse gargalo que Trindade desenvolveu o florabr. Criado na linguagem R, amplamente utilizada na análise de grandes volumes de dados, ele funciona como um pacote de comandos que automatiza tarefas antes feitas manualmente, como corrigir grafias, atualizar nomenclaturas e organizar mapas de distribuição. A ferramenta permite ainda verificar se o nome de uma espécie está correto, duplicidades ou erros de localização e gerar listas organizadas por estado ou bioma, segundo Trindade.
A ideia surgiu durante seu doutorado em Ecologia e Conservação na UFPR, realizado em parceria com a Universidade do Kansas, onde a criação de pacotes em R para integrar bases científicas é comum.
O biólogo estudou 15 mil plantas catalogadas na Mata Atlântica e sentiu dificuldade de extrair informações do Flora e Funga manualmente. ”Eu ia ter que digitar 15 mil vezes o nome da espécie, o que era inviável”, diz. Assim, criou uma solução voltada especificamente para a plataforma brasileira e a disponibilizou gratuitamente. Os resultados do trabalho foram publicados em 2024 no periódico científico Applications in Plant Sciences.
Segundo Trindade, a comunidade que trabalha com R é bastante colaborativa. Pesquisadores costumam aprimorar ferramentas criadas por outros colegas, sugerir ajustes e compartilhar códigos abertamente. “Esse modelo de desenvolvimento coletivo permite que os pacotes evoluam de forma contínua, o que é bom para todos”, argumenta.
Desafios na taxonomia vão além da tecnologia
Apesar dos avanços tecnológicos, a taxonomia enfrenta questões que a tecnologia ainda não é capaz de suprir, como a baixa quantidade de taxonomistas frente à diversidade de espécies a serem estudadas, de acordo com o pesquisador.
“O GBIF é a maior plataforma mundial de biodiversidade e conta com 3,5 bilhões de ocorrências e mais de 1 bilhão de espécies registradas. Mas ainda estamos longe de conhecer toda a biodiversidade do planeta porque temos muitos dados dos mesmos tipos de organismos coletados nos mesmos lugares”, diz.
Segundo Trindade, há muito mais dados de aves do que de anfíbios, por exemplo, porque há mais gente registrando aves do que anfíbios. Assim, os dados ficam enviesados.
“Em países tropicais como o Brasil, há lugares de difícil acesso, em que plantas serão extintas antes de terem amostras coletadas. Muitas vezes, é preciso que tenhamos pelo menos 8 registros para incluir a espécie em estudos de ecologia e conservação e, em muitos casos, não temos registro algum. São espécies invisíveis para a ciência, e isso não ocorre apenas com as plantas”.
Até mesmo a inteligência artificial, que pode ser uma aliada em todo esse trabalho, tem limitações, diz o pesquisador. “Se a gente não tem coleta e não tem material digitalizado o suficiente, a IA não vai bastar. O caminho é lutar para ter mais gente pesquisando”, finaliza.
Cada vez mais pessoas estão realizando o sonho de aprender uma nova profissão, fazer faculdade e cursos de educação profissional técnica, com a ajuda do MS Supera – programa do Governo do Estado que paga R$ 1.621,00 para estudantes de baixa renda.
O programa foi ampliado de 2.200 para 2.500 vagas neste ano e abre inscrições para 600 vagas (novas e remanescentes) a partir de terça-feira (3) por meio do site da Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos): www.sead.ms.gov.br. Serão 480 bolsas disponíveis para cursos de graduação e 120 para nível médio. O período de inscrições vai de 3 a 11 de março.
Com a bolsa de estudos, Eurer Eduardo Ramos da Silva, 23 anos, formou-se em Direito no ano passado e é o primeiro da família a concluir o ensino superior. Esforçado, ele estudou em escolas públicas e mora em um dos bairros mais carentes de Campo Grande, o Los Angeles, na região do Anhanduizinho, próximo ao antigo Lixão, mas está vendo a sua vida se transformar por meio da dedicação aos estudos.
“Tive uma grande oportunidade com o MS Supera, porém uma alta dimensão de responsabilidade e isso me fez com que eu crescesse, que eu conquistasse diversas oportunidades. Grandes portas se abriram para mim através das amizades que eu fiz, através das oportunidades que eu tive. Conheci grandes pessoas. Eu tenho uma tremenda gratidão, tenho um tremendo débito com o MS Supera, com a galera que me atendia”, conta o futuro advogado.
Eurer Eduardo foi bolsista do MS Supera e hoje é formado em Direito (Fotos: Monique Alves)
Ele já está trabalhando na área, enquanto se prepara para fazer o exame da OAB, e planeja abrir um escritório na área de Direito Trabalhista ainda em 2026. Formado na Unigran Capital, Eduardo Eurer é assessor de um gerente jurídico do hospital Santa Marina.
“Não foi fácil (chegar até aqui). Não foi fácil porque muitas das vezes eu tive medo de reprovações, tive várias dificuldades. Foram noites chorando, madrugadas em claro, estudando, preocupado porque eu não podia apresentar nota baixa para o programa. A oportunidade que o MS Supera oferece é essa grande porta que é para o acadêmico poder conquistar aquele sonho, aquela grande oportunidade que ele tem de se formar e ingressar na sua carreira profissional”.
Critérios
Para receber o benefício, o estudante deve:
Comprovar Renda Individual de até 1 ½ (um e meio) salário mínimo nacional mensal, para Famílias Unipessoais, considerada a renda bruta, se for o caso;
Comprovar Renda Familiar de até 3 (três) salários mínimos nacionais mensais, considerada a renda bruta, se for o caso;
Estar aprovada(o) e ou matriculada(o) em curso de graduação presencial ou à distância autorizados pelo Ministério da Educação (MEC), nos termos da legislação vigente, mantidos por instituições de ensino superior pública ou privada, com pelo menos um pólo sediado no Estado de Mato Grosso do Sul, para candidatos de nível superior;
Estar matriculada(o) em cursos de educação profissional técnica, de nível médio, presenciais ou a distância, previsto no Catálogo Nacional de Cursos Técnicos – CNCT, instituído pelo Ministério da Educação (MEC) e que possuam duração mínima de 18 (dezoito) meses ou 800 (oitocentas) horas, para candidatos de nível médio;
Não possuir graduação de nível superior concluída;
Ser residente no Estado de Mato Grosso do Sul há mais de 2 (dois) anos;
Não ser beneficiada(o) por qualquer outro tipo de benefício remunerado ou de auxílio financeiro que tenha a mesma finalidade deste Programa;
Não ter registro de reprovações superiores a 4 (quatro) disciplinas cursadas, nas datas de inscrição e de convocação para o Programa;
Estar inscrita(o) no Cadastro Único dos Programas Sociais do Governo Federal (CADÚNICO);
Não possuir, simultaneamente, outro membro da família inscrito no Núcleo Familiar do Cadastro Único do Governo Federal, beneficiado por este Programa;
Possuir conta bancária com a Chave PIX registrada no CPF da(o) candidata(o);
Ser brasileira(o) nata(o) ou naturalizada(o) ou estrangeira(o) em situação regular no País.
Documentação necessária e mais informações estão disponíveis na Resolução Sead nº 164 publicada nesta sexta-feira (27) no Diário Oficial do Estado.
Genu-in Life Skin teve alegação funcional aprovada pela agência, chancela rara no mercado. Estudo científico comprovou que o produto melhora a elasticidade e a firmeza da pele em 12,2%
O colágeno Genu-in® Life Skin, desenvolvido pela Genu-in, empresa da JBS, acaba de ter sua eficácia reconhecida oficialmente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A agência aprovou a alegação funcional do produto, permitindo que o rótulo comunique o benefício comprovado: “os oligopeptídeos de colágeno podem contribuir para melhorar a elasticidade e a firmeza da pele”.
O reconhecimento coloca o Genu-in® Life Skin na lista IN28, a chamada “lista positiva” da Anvisa, que reúne ingredientes com eficácia, segurança e qualidade cientificamente comprovadas. Poucas empresas no setor de nutrição e beleza funcional alcançam essa chancela.
A aprovação, concluída em apenas nove meses e sem exigências adicionais, foi baseada em dossiê técnico robusto, com estudos clínicos e toxicológicos realizados pela Genu-in. “A validação científica comprova que o ingrediente age de dentro para fora, trazendo benefícios visíveis e mensuráveis, exatamente o que o consumidor moderno busca quando investe em autocuidado com qualidade”, explica Vivian Zague, diretora de Pesquisa, Saúde e Nutrição da JBS.
O colágeno também foi avaliado em um estudo clínico conduzido por pesquisadores brasileiros e publicado no Journal of Medicinal Food. O trabalho, realizado com 85 mulheres entre 45 e 60 anos, utilizou o padrão ouro da ciência — duplo-cego, randomizado e controlado por placebo. Após oito semanas de suplementação, o Genu-in® Life Skin apresentou melhora média de 9,7% na firmeza e 6,8% na elasticidade da pele. Em doze semanas, o ganho de elasticidade chegou a 12,2%.
Produzido na fábrica 4.0 da Genu-in em Presidente Epitácio (SP), uma das mais modernas do setor, construída com investimento de R$ 400 milhões, o ingrediente é fruto de um modelo de economia circular. A produção utiliza pele bovina proveniente da cadeia de fornecimento da JBS para gerar ingredientes de alto valor agregado, como colágeno e gelatina. O resultado é um produto com qualidade garantida e impacto ambiental reduzido.
“Essa conquista mostra que é possível unir ciência, tecnologia e sustentabilidade para entregar resultados reais. É um passo importante para consolidar a Genu-in como referência global em ciência e beleza”, afirma Ricardo Gelain, diretor-executivo da Genu-in.
Sobre a JBS
A JBS é uma empresa global líder em alimentos, com um portfólio diversificado de produtos de alta qualidade, incluindo frango, suínos, bovinos, cordeiros, peixes e proteínas vegetais. A companhia emprega mais de 282 mil pessoas e opera em mais de 20 países, como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Austrália. No mundo todo, a JBS oferece um amplo portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação, como Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo, Just Bare, entre outras, que chegam diariamente à mesa de consumidores em 180 países. A empresa também investe em negócios correlatos, como couro, biodiesel, colágeno, fertilizantes, envoltórios naturais, soluções para gestão de resíduos sólidos, reciclagem e transporte, com foco na economia circular. Saiba mais em jbsglobal.com.
Vítima sendo socorrida por equipe do Samu. (Foto: Leandro Holsbach)
Andrey Martins de Oliveira chegou a ser socorrido, mas acabou não resistindo aos ferimentos
Andrey Martins de Oliveira, de 21 anos, morreu na noite do último domingo (1º) após se envolver em acidente de trânsito no cruzamento das ruas Eurides de Mattos Pedroso e Abílio de Mattos Pedroso, no Bairro Jardim Novo Horizonte, em Dourados.
De acordo com boletim de ocorrência, Andrey seguia pela Rua Eurides de Mattos Pedroso, em uma motocicleta Yamaha, quando houve colisão lateral com o Honda Civic, conduzido por Rafael Rodrigues Prado, de 33 anos. O motorista teria furado a preferencial.
Quando a equipe policial chegou ao local, a vítima já havia sido socorrida por equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e encaminhada ao Hospital da Vida. O motorista do carro não estava no local, tendo deixado o veículo e saído antes da chegada da polícia.
Depois, a mãe de Rafael informou aos policiais que o filho havia ido para casa, alegando receio devido à exaltação de familiares da vítima. Ele foi localizado na residência, no mesmo bairro, e encaminhado à delegacia.
Andrey acabou não resistindo aos ferimentos e morreu no hospital. Ainda segundo o boletim, o motorista do Civic fez o teste do bafômetro que apontou resultado de 0,00 mg/L para ingestão de álcool.
A CNH (Carteira Nacional de Habilitação) do motorista estava vencida desde 23 de janeiro de 2025. O caso foi registrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor e será investigado pela Polícia Civil.
Mesmo com a opção digital, lançada pelo governo federal, o candidato poderá optar pelo curso presencial oferecido pelo Detran-MS
Com a implementação do programa federal “CNH do Brasil”, a obrigatoriedade de frequentar autoescolas para a etapa teórica foi flexibilizada, permitindo o estudo autônomo via aplicativo. No entanto, o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Gross do Sul) identificou a importância de oferecer uma alternativa presencial robusta para aqueles que buscam uma preparação mais profunda. Por isso, vai oferecer um curso teórico de primeira habilitação gratuito.
O diferencial do curso oferecido pelo Detran-MS reside na expertise de seus instrutores. Diferente do modelo estritamente digital, o ensino presencial aposta na interação direta e no suporte humanizado. As aulas são ministradas por profissionais altamente capacitados, utilizando salas equipadas com recursos audiovisuais modernos. Além do conteúdo programático obrigatório, que abrange Legislação de Trânsito, Direção Defensiva e Primeiros Socorros, os alunos contam com módulos de resolução de questões para garantir um desempenho seguro no exame oficial.
Para o diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Espíndola Trindade Júnior, a iniciativa do Governo Federal veio para eliminar as barreiras financeiras da formação de condutores. E o Detran-MS segue junto para garantir que a qualidade do ensino seja mantida por meio de sua própria equipe pedagógica.
“Mato Grosso do Sul sempre se destacou na educação para o trânsito. Por tantas vezes somos pioneiros em inovação e tecnologia, e agora somos o primeiro estado do Brasil a oferecer um curso teórico presencial de primeira habilitação totalmente gratuito. A iniciativa do Detran-MS é uma forma de se adaptar às novas diretrizes do Governo Federal, juntando inovação e tecnologia com algo fundamental: uma formação mais próxima das pessoas, que ajude a formar motoristas com responsabilidade, consciência e respeito à vida, sempre com um olhar inclusivo, para que ninguém fique para trás”, explica.
O curso é destinado tanto a jovens que buscam a primeira CNH quanto a pessoas que tentaram o aprendizado via aplicativo e não obtiveram sucesso, além de condutores em processo de reabilitação. “Para participar, basta ser penalmente imputável (ter mais de 18 anos), saber ler e escrever e portar documentos básicos como CPF e identidade”, esclarece o coordenador da Escola Pública de Trânsito do Detran-MS, Emerson Tiogo.
Seguindo a Resolução Contran nº 1.020/2025, a metodologia foi estruturada em 25 horas-aula, que serão aplicados ao longo de uma semana. O cronograma prioriza 20 horas obrigatórias com as disciplinas essenciais da grade curricular e reserva outras 5 horas facultativas exclusivamente para o treinamento com o Banco Nacional de Questões. “Essa estrutura flexível permite que o candidato teste seus conhecimentos e tire dúvidas práticas antes de enfrentar as 30 questões objetivas do exame”, explica Ivar Custódio, Gestor de Educação de Trânsito do Detran-MS, que será um dos professores do novo curso.
É possível realizar o curso antes mesmo de iniciar os exames médico e psicológico, ou procurar uma agência do Detran-MS para abrir o formulário RENACH (cadastro inicial para ter uma CNH) e realizar a biometria previamente. “Ao fortalecer seu papel educativo, o Estado assegura que a facilidade do ambiente virtual seja complementada pela segurança e excelência da sala de aula, entregando à sociedade condutores mais conscientes e bem preparados para os desafios das vias públicas”, enfatiza a diretora de Educação para o Trânsito do Detran-MS, Andrea Moringo.
As inscrições estarão abertas a partir do dia 02 de março e seguem até que as 30 vagas sejam preenchidas. Para se inscrever acesse o site do Detran-MS (www.detran.ms.gov.br).
As aulas serão entre os dias 16 a 20 de março, durante a manhã (das 7h30 às 11h30), no bloco 19, da Sede do Detran-MS, saída para Rochedo.
Programa de Aprendizagem Profissional conecta escola e mercado de trabalho e garante renda, experiência e novas perspectivas para jovens sul-mato-grossenses
Em um cenário onde Mato Grosso do Sul alia crescimento econômico e inclusão social para melhorar a vida das pessoas, iniciativas que conectam educação e trabalho têm se mostrado pilares fundamentais para a mobilidade social das famílias do Estado.
Dentro dessa estratégia de desenvolvimento, o PAP (Programa de Aprendizagem Profissional) atua como uma ponte entre a formação escolar e as oportunidades reais de trabalho para jovens do Ensino Médio, promovendo não apenas conhecimentos técnicos, mas também renda, experiência e perspectivas futuras.
Da escola ao emprego
Um dos exemplos dessa trajetória é o estudante Wender, da EE Hércules Maymone, em Campo Grande. Ele ingressou no programa em 2024, quando cursava o 2º ano do Ensino Médio no itinerário de Marketing Digital. Após participar da formação inicial do PAP, foi encaminhado para atuar como auxiliar administrativo na empresa Guatós.
No início, o nervosismo era grande. Era o primeiro contato com o ambiente empresarial. Mas os aprendizados adquiridos no curso — desde postura profissional até comportamento em entrevistas — fizeram a diferença. Ao longo do período como jovem aprendiz, conciliou escola e trabalho, assumindo responsabilidades na organização de arquivos, documentos e na elaboração de planilhas e apresentações.
Com dedicação, veio o reconhecimento: ao concluir o Ensino Médio, Wender foi efetivado pela empresa.
“O PAP foi o início da minha vida profissional. Eu entrei sem saber muito o que fazer do futuro e encontrei uma oportunidade que mudou minha trajetória. Aprendi a me comportar em entrevistas, a agir dentro da empresa e ganhei responsabilidade. Quando fui efetivado, foi uma surpresa muito positiva. Hoje consigo ajudar mais minha família, organizar minha vida, comprar minhas coisas para estudar e ter meu lazer sem precisar pedir aos meus pais. Mudou completamente minha realidade”, relata.
Educação profissional como política pública de impacto
O Programa de Aprendizagem Profissional é uma das estratégias mais eficazes para conectar jovem ao trabalho inserido no contexto educacional. Voltado para estudantes de 14 a 24 anos que cursam o ensino médio com itinerário de formação profissional, o PAP articula teoria e prática com contrato de trabalho previsto na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).
Dados de edições anteriores do PAP indicam que mais de 200 contratos já foram firmados entre estudantes e empresas parceiras, com aprovação crescente dos empregadores pela qualidade dos jovens aprendizes e seus resultados nas funções exercidas.
Para o secretário de Estado de Educação, Hélio Daher, o programa representa uma política pública que transforma realidades. “A Educação Profissional tem um papel estratégico no desenvolvimento do Estado. Quando oferecemos ao estudante a oportunidade de aprender e trabalhar ao mesmo tempo, estamos garantindo formação, renda e dignidade. É uma política que impacta diretamente as famílias e fortalece o futuro de Mato Grosso do Sul”, destaca.
Além disso, a iniciativa contribui para que muitos adolescentes e jovens mantenham seus estudos mesmo diante de desafios financeiros, permitindo que, através da qualificação profissional, possam ajudar suas famílias e sonhar com trajetórias ainda mais promissoras no futuro.
Impacto social e econômico
Em um contexto mais amplo, Mato Grosso do Sul vem se destacando pela combinação de forte crescimento econômico e políticas públicas de inclusão social. O estado possui uma das maiores chances de mobilidade social do país, oferecendo a estudantes e trabalhadores oportunidades para ascender socioeconomicamente.
Iniciativas como o PAP reforçam essa trajetória ao transformar a educação técnica e profissional em um instrumento de inclusão social, fortalecendo o vínculo entre formação, trabalho e dignidade humana.
Para o governador Eduardo Riedel, investir em educação profissional é investir diretamente na mobilidade social. “Quando conectamos a escola ao mercado de trabalho, criamos oportunidades reais para que nossos jovens cresçam, conquistem autonomia e transformem a realidade de suas famílias. A Educação Profissional é um dos caminhos mais sólidos para promover desenvolvimento com inclusão social em Mato Grosso do Sul”, afirma.