Desde o seu lançamento em novembro de 2020, o Pix se consolidou como um dos meios de pagamento mais revolucionários no Brasil. Até 30 de setembro deste ano, o volume de transações realizadas por meio do Pix já havia superado os totais do ano passado, alcançando impressionantes 45,7 bilhões de operações, que somaram R$ 19,1 trilhões. Especialistas atribuem esse sucesso a uma mudança significativa nos hábitos financeiros da população brasileira. Para o balanço de 2024, a expectativa é de que o impacto do Pix seja ainda maior. A Febraban prevê um crescimento de quase 60% no valor total das transações, que deverão movimentar cerca de R$ 27,3 trilhões em 63,7 bilhões de operações.
Segundo Fábio Mostafe, especialista em segurança da informação da Tecnobank, o crescimento vertiginoso do Pix reflete não apenas sua popularidade e eficiência, mas também eleva a preocupação com a segurança digital. “Enquanto o Pix cresce, os golpistas também evoluem, tornando-se mais criativos. Por isso, é essencial conhecer as fraudes mais comuns e saber como se proteger”, explica. Para entender melhor esse cenário e ajudar os usuários a se defenderem, o especialista lista os sete golpes mais frequentes atualmente.
1. Phishing (Links e Mensagens Falsas)
Os criminosos enviam mensagens disfarçadas, como e-mails, SMS ou mensagens de WhatsApp, para roubar dados. Geralmente, essas mensagens criam um senso de urgência, com alertas como “Atualize seus dados do Pix agora para não perder o acesso!”, e incluem links que redirecionam o usuário sites falsos. “Para se proteger, é fundamental evitar clicar em links recebidos por mensagens e acessar diretamente o site oficial do banco. Além disso, erros ortográficos e remetentes desconhecidos são sinais claros de tentativa de fraude”, alerta Mostafe.
2. Falso pedido de dinheiro (Golpe do WhatsApp)
Neste golpe, criminosos se passam por amigos ou familiares em situações urgentes para pedir transferências de dinheiro, usando pretextos como “meu cartão foi bloqueado, preciso de uma transferência rápida!”. A recomendação é sempre confirmar a identidade da pessoa, ligando diretamente um número conhecido, em vez de responder à mensagem. Também é importante observar se o estilo de escrita na mensagem é diferente do habitual. Mensagens que pedem dinheiro com urgência são um forte indicativo de possíveis fraudes.
3. QR Code falso
Golpistas podem adulterar QR Codes para redirecionar pagamentos para suas próprias contas, uma fraude comum em faturas falsas ou em sites duvidosos. “Para evitar problemas, é crucial verificar os dados do destinatário antes de concluir o pagamento. Sempre prefira digitar a chave Pix manualmente, em vez de escanear o QR Code. Além disso, em locais públicos, verifique atentamente se o QR Code exibido não mostra sinais de alteração ou substituição”, aconselha Mostafe. Este cuidado é importante especialmente em locais onde QR Codes podem ser facilmente acessíveis e manipulados por terceiros.
4. Golpe da compra on-line falsa
Fraudadores criam anúncios de produtos inexistentes em marketplaces e redes sociais, muitas vezes com ofertas tentadoras, como “Smartphone com 70% de desconto, só hoje!”. Para evitar cair nesse golpe, pesquise a reputação do vendedor, verifique suas avaliações e histórico de vendas. Leia as opiniões de outros compradores e certifique-se de que as transações sejam sempre realizadas dentro das plataformas oficiais. Transacionar fora desses ambientes pode expor o consumidor a riscos significativos, como a perda de dinheiro sem receber o produto anunciado.
5. WhatsApp clonado
Os golpistas replicam sua foto e fingem ser você, pedindo dinheiro aos seus contatos com mensagens como “Oi, troquei de número. Pode me ajudar com um Pix?”. Para se prevenir, ative a verificação em duas etapas no WhatsApp e nunca compartilhe o código de verificação enviado por SMS. Paralelamente, oriente amigos e familiares a sempre confirmarem diretamente com você antes de realizarem qualquer transferência.
6. Golpe do falso suporte bancário
Fraudadores telefonam fingindo ser representantes do banco e solicitam informações confidenciais, como senhas ou acesso ao aplicativo, com pretextos como “Detectamos uma movimentação suspeita. Informe sua senha para bloqueio”. É importante lembrar que instituições financeiras nunca requisitam senhas por telefone. Caso receba uma ligação desse tipo, desligue imediatamente e contate seu banco pelos canais oficiais. Sempre desconfie de abordagens que exigem ações imediatas.
7. Sorteios e promoções falsas
O fraudador avisa que você ganhou um prêmio, exigindo o pagamento de uma taxa para liberá-lo, com mensagens do tipo: “Parabéns! Você ganhou um prêmio! Envie um Pix de R$ 50 para resgatá-lo!”. Para se proteger, desconfie de mensagens relacionadas a sorteios dos quais você não participou. Empresas legítimas não solicitam pagamentos antecipados para a liberação de prêmios. Sempre confirme a autenticidade das promoções diretamente no site oficial da marca.
O Pix é uma das maiores inovações financeiras recentes, mas requer precauções adequadas. “Conhecer os golpes mais comuns e aprender a se proteger é o melhor jeito de manter seu dinheiro seguro. Desconfie sempre, verifique duas vezes e, em caso de dúvida, consulte seu banco”, finaliza Mostafe.
Sobre a Tecnobank
A Tecnobank é uma empresa brasileira de tecnologia que atua no registro de contratos de financiamentos de veículos e na recuperação de garantias. Pioneira e líder de mercado, a companhia foi fundada em 2007 e tem sede em São Paulo (SP), mas atua nos 15 estados brasileiros onde é homologada pelos órgãos executivos de trânsito (Detrans). Com o objetivo de aumentar a confiabilidade e a agilidade nas operações, a Tecnobank possui programas rigorosos de Compliance, Segurança da Informação e Privacidade & Proteção de Dados, sendo certificada com as ISOs 27001, ISO 27701, ISO 37001 e ISO 37301. Outra prioridade da Tecnobank é o bem-estar, a saúde e a segurança de seus colaboradores, o que lhe rendeu quatro prêmios de melhor empresa para trabalhar e o quarto selo consecutivo do Great Place to Work (GPTW). Com equipe altamente qualificada e sistemas de cibersegurança avançados, a Tecnobank emprega inovação tecnológica para estabelecer um padrão de excelência no setor de financiamento de veículos.
Na noite da última quinta-feira (26), uma mulher de 30 anos foi socorrida após ser espancada violentamente pelo marido, de 29 anos, em Amambai, a 351 quilômetros de Campo Grande. Conforme o site Midiamax, a agressor acabou preso após o crime.
De acordo com informações do boletim de ocorrência, o crime ocorreu por volta das 22h. O homem teria visto fotos no celular da esposa e, tomado por ciúmes, iniciou uma série de agressões com socos. Em seguida, ele expulsou a mulher de casa, mas as agressões continuaram do lado de fora.
A vítima chegou a ser esganada pelo agressor, o que a fez desmaiar. Ao tentar fugir, ela foi alcançada e agredida novamente, desmaiando mais uma vez devido à violência dos golpes.
Após o ataque, o homem entrou em contato com familiares, que o ajudaram a fugir. A mulher foi socorrida e encaminhada para uma unidade de saúde, onde recebeu atendimento médico.
A polícia conseguiu localizar e prender o agressor, que agora responderá pelas agressões. O caso segue sob investigação.
Na madrugada desta sexta-feira (27), três mulheres — duas bolivianas e uma argentina — foram detidas na BR-262, em Miranda, após serem flagradas transportando cerca de 30 kg de cocaína e pasta base amarradas ao corpo em um ônibus de viagem. Uma das envolvidas é menor de idade e carregava, além da droga, um bebê de colo.
Segundo informações apuradas pelo site Água Clara MS, as suspeitas estavam em um veículo com destino a São Paulo. Durante uma abordagem de rotina da Polícia Rodoviária Federal (PRF), os agentes identificaram a droga escondida junto aos corpos das passageiras.
Para tentar despistar a fiscalização, as duas bolivianas estavam acompanhadas da adolescente argentina e do bebê, buscando passar despercebidas pelos agentes.
Após o flagrante, as três foram encaminhadas à Delegacia de Polícia Federal em Campo Grande. No entanto, como o caso envolve uma menor de idade, a ocorrência precisou ser registrada na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, onde será formalizada como tráfico de drogas.
O Brasil é um dos maiores produtores de milho do mundo. De acordo com estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção 2024/2025 pode chegar a 119,8 milhões de toneladas. Porém, o resultado poderia ser melhor. Além das questões climáticas, as pragas são grandes vilãs da safra. “Um dos principais problemas dessa cultura é a cigarrinha do milho, um inseto difícil de manejar e o principal vetor das doenças do complexo de enfezamento e raiado fino, que impactam drasticamente o rendimento do milho”, explica Samir Filho, coordenador de Desenvolvimento de Mercado da Acadian Plant Health no Brasil.
Diante das dificuldades enfrentadas pelos agricultores brasileiros, a Acadian Plant Health (APH) desenvolveu estudo, em parceria com a UNESP de Botucatu, que revelou a eficácia de bioativadores à base de Ascophyllum nodosum, alga marinha que cresce exclusivamente nas águas frias do Atlântico Norte. “Nosso objetivo foi avaliar a eficácia do extrato de Ascophillum nodosum na ativação do metabolismo de resistência contra estresses biótico e abiótico em milho. O estudo investigou a aplicação foliar da solução em conjunto com inseticidas biológicos em condições de campo do Brasil, durante as safras de 2023 e 2024”, comenta o especialista.
Durante o período de estudos, foram avaliados os efeitos do extrato de alga marinha da Acadian Plant Health no desenvolvimento e rendimento do milho, comparando-o com controle positivo (plantas protegidas contra o ataque de cigarrinhas), controle negativo (plantas expostas ao ataque de cigarrinhas), além de um inseticida biológico isolado e combinado com extrato de Ascophyllum nodosum. Entre os resultados, houve destaque para:
Vigor da cultura: O extrato de alga marinha, sozinho ou combinado com inseticida biológico, aumentou significativamente o vigor das plantas de milho em comparação com o controle negativo em ambas as temporadas de cultivo (2023 e 2024). O controle positivo apresentou o maior índice de vigor por estar em uma condição totalmente livre do ataque de cigarrinhas;
Doença do Enfezamento do Milho (DEM): Plantas de milho não tratadas (controle negativo) apresentaram os maiores índices de DEM. O extrato de alga marinha não reduziu a incidência da doença, mas melhorou o desenvolvimento das plantas mesmo na presença da DEM;
Fitoalexinas: O extrato de alga marinha aumentou significativamente a produção de zealexina, uma fitoalexina produzida pelo metabolismo secundário das plantas em resposta a um fator de estresse biótico. As fitoalexinas são substâncias de defesa da planta contra fungos e bactérias patogênicos. Nesse, a produção de zealexina elicitado pelo extrato de Ascophyllum nodosum.
Pigmentos fotossintéticos: O extrato de alga marinha, especialmente quando combinado com inseticidas biológicos, aumentou a produção de clorofila, ultrapassando até mesmo o controle positivo. Plantas com maior severidade de DEM apresentaram níveis mais baixos de clorofila;
Estresse oxidativo: O uso do extrato de alga marinha resultou em menores concentrações de peróxido de hidrogênio (H₂O₂) e peroxidação lipídica (MDA), indicando menor estresse oxidativo;
Enzimas antioxidantes: A atividade da enzima superóxido dismutase (SOD) foi maior em plantas afetadas pela DEM, sem diferença entre os tratamentos. A atividade da catalase foi aumentada pela aplicação do extrato de alga marinha;
Componentes de produção e rendimento: A aplicação combinada de extrato de alga marinha e inseticidas biológicos resultou em aumentos nos componentes de produção, como número de grãos por fileira e por espiga, levando a um maior rendimento final de grãos. O extrato de Ascophillum nodosum, sozinho, mitigou as perdas de rendimento em comparação com o controle negativo.
Segundo Samir, apesar de não ser um agente direto de combate à cigarrinha do milho, o extrato de Ascophyllum nodosum é um grande aliado dos produtores ao contribuir para o fortalecimento e crescimento da cultura. “A aplicação do extrato de alga marinha demonstrou efeitos positivos no desenvolvimento e rendimento do milho, o que resultou em plantas mais robustas e com menor estresse oxidativo, o que pode contribuir para uma maior tolerância a infecções”.
Ascophyllum nodosum
Matéria-prima dos produtos APH, a Ascophyllum nodosum é exclusiva de águas frias do Atlântico Norte. Cresce em zonas intermaré, sob condições inóspitas: durante a variação de maré, fica submersa em água salgada na maré altas e logo depois à desidratação em razão da maré baixa. Enfrenta temperaturas extremas no verão (até 40ºC) e no inverno (-20ºC). Tais características fizeram com que ela desenvolvesse mecanismos de sobrevivência, produzindo compostos bioativos que lhe confere defesa contra tais condições ambientais extremas.
Sobre a Acadian Plant Health
A Acadian Plant Health (APH), fundada em 1981 no Canadá, é a maior empresa independente de colheita, manejo e extração de plantas marinhas do mundo, além de líder internacional em soluções biológicas sustentáveis baseadas em ciência para cultivos de alto valor, bem como para cultivos em larga escala. A empresa está comprometida com o desenvolvimento de produtos inovadores patenteados, com foco em sustentabilidade e agricultura regenerativa. Com atuação em mais de 80 países e cerca de 400 colaboradores no mundo, a APH se dedica a pesquisas com Ascophyllum nodosum, alga marinha que deu origem a seus bioativadores.
O ano de 2025 já começa na próxima semana e muitas prefeituras da região do Bolsão começam janeiro com novos prefeitos. O Vale da Celulose segue disparando a economia de Mato Grosso do Sul e em suas gestões quem assume a cadeira do Executivo vai precisar lidar com os desenvolvimentos das cidades.
Em Três Lagoas, cidade pioneira no Estado quando o assunto é celulose, é um dos municípios que terá troca de chefia na Prefeitura. Ângelo Guerreiro (PSDB) deixa o cargo após oito anos de mandato. Em 2025, quem assume a gestão é o presidente da Câmara e também tucano, o médico Cassiano Maia (PSDB).
BRASILÂNDIA E BATAGUASSU
Em Brasilândia, quem assume a prefeitura em 2025 é Márcia Regina do Amaral Schio (PSDB) e o atual Antônio de Pádua Thiago (MDB), deixa o cargo do Executivo. Márcia Amaral é filha da ex-prefeita Marilza Maria Rodrigues do Amaral.
Assim como Água Clara, onde e atual prefeita Gerolina foi reeleita, em Brasilândia e Bataguassu, a vereadora Márcia Amaral vai administrar Brasilândia, enquanto em Bataguassu, a esposa do deputado estadual Pedro Caravaina, Wanderleia Caravina, vai suceder o atual prefeito (Foto: Divulgação)
Em Bataguassu, cidade que em breve deve abrigar a Zona de Processamento de Exportação (ZPE), após mais de meio século de serviço público, Akira Otsubo (MDB), deixa a prefeitura da cidade e quem assume é Wanderleia Caravina (PSDB).
Em Inocência, cidade onde a gigante Chilena Arauco está sendo instalada, quem continua à frente da chefia municipal é Toninho da Cofapi, do PP. Já em Ribas do Rio Pardo, município em que a Suzano entrou em operação em 2024, Roberson, do PSDB, foi eleito e João Alfredo (PT) deixa o cargo do Executivo agora, em dezembro.
Em Água Clara, cidade que vai abrigar uma Bracell, Gerolina da Silva Alves (PSDB) foi reeleita prefeita e segue no mandato à frente do Executivo até 2029.
Professora do curso de Nutrição da Estácio explica como proteger os alimentos da deterioração e evitar riscos à saúde durante o verão
Com a chegada das altas temperaturas, a conservação adequada dos alimentos se torna uma questão crucial para evitar a contaminação e preservar a saúde. A professora do curso de Nutrição da Estácio, Camila Pazello, destaca que o calor favorece a proliferação de microrganismos, como bactérias e fungos, que podem causar intoxicações alimentares graves. Segundo ela, adotar medidas simples, mas essenciais, é fundamental para manter os alimentos seguros e garantir sua qualidade.
“Temperaturas acima de 5°C já são suficientes para acelerar a multiplicação de bactérias em alimentos perecíveis. Por isso, é indispensável que alimentos como carnes, laticínios, ovos e frutas cortadas sejam mantidos na geladeira e consumidos rapidamente”, explica a nutricionista. Ela ressalta que, em dias quentes, o tempo máximo para deixar alimentos preparados fora da refrigeração é de duas horas e, quando a temperatura ultrapassa os 32°C, esse período deve ser reduzido para apenas uma hora.
Outro ponto destacado pela especialista é a importância de preservar a cadeia de frio no transporte e armazenamento de alimentos perecíveis, principalmente durante deslocamentos para praias, piqueniques ou churrascos. “O uso de bolsas térmicas com gelo ou geladeiras portáteis é essencial para manter os alimentos em condições seguras até o momento do consumo”, orienta. Quanto à organização dentro da geladeira, Camila recomenda: “Manteiga deve ser armazenada na prateleira superior ou em compartimentos específicos para laticínios. Requeijão e queijos cremosos na parte central, onde a temperatura é mais estável, enquanto queijos mais duros podem ser mantidos na parte inferior, sempre em embalagens herméticas.”
A nutricionista também esclarece dúvidas comuns sobre o armazenamento de frutas e verduras no verão. “Nem todas as frutas e verduras precisam ser armazenadas na geladeira. Algumas frutas, como bananas, abacates e tomates, ficam melhores fora da geladeira até amadurecerem. No entanto, verduras, em geral, devem ser armazenadas na geladeira para manter sua frescura e evitar a perda de nutrientes.” Além disso, ela reforça que frutas inteiras podem ser mantidas fora da geladeira, mas, uma vez cortadas, devem ser guardadas na geladeira em recipientes fechados para evitar a oxidação e a contaminação. “Isso ajuda a preservar o sabor e a textura”, complementa. Para os legumes, assim como para as frutas, a dica é armazená-los em locais frescos e bem ventilados. “Utilizar sacos plásticos perfurados ou recipientes que permitam a circulação de ar ajuda a preservar os nutrientes e prolongar a vida útil desses alimentos”, orienta.
Para quem não tem acesso constante à refrigeração, Camila recomenda investir em alimentos não perecíveis, como grãos, leguminosas secas e frutas de maior durabilidade, como batatas e cebolas. Além disso, ela sugere métodos de conservação tradicionais, como a fermentação e o uso de potes herméticos, que também auxiliam para prolongar a durabilidade dos alimentos em regiões mais quentes.
A nutricionista também alerta para os riscos de contaminação cruzada durante o preparo de refeições, principalmente quando se manipulam alimentos crus e cozidos sem a devida separação. “Lavar bem as mãos e utensílios, além de usar recipientes adequados, são práticas indispensáveis para evitar a contaminação e garantir a segurança dos alimentos”, completa. Outro ponto fundamental, destacado por ela, é a correta temperatura da geladeira: “A temperatura da geladeira deve estar entre 1°C e 5°C. Temperaturas muito baixas podem congelar alguns alimentos e afetar sua textura e sabor”. Camila ainda ressalta que não é adequado armazenar produtos como açúcar, arroz e feijão na geladeira, pois a umidade pode comprometer sua qualidade: “Esses alimentos devem ser guardados em locais secos e frescos, longe da umidade.”
Pessoas interessadas podem se inscrever no processo seletivo para a qualificação profissional até o dia 8 de janeiro deste ano
A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, em parceria com o SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) de Três Lagoas estão com inscrições abertas para a terceira turma do Programa Escola de Motoristas Profissionais. Com gratificação de R$ 1,4 mil aos aprovados(as) no final do curso, a iniciativa visa a qualificação de pessoas interessadas em ingressar no setor de logística florestal e conta com 24 vagas disponíveis.
Para participar da seleção, candidatos(as) devem atender alguns pré-requisitos. Entre eles, ter idade mínima de 21 anos (completos na data de inscrição), possuir Cadastro de Pessoa Física (CPF); possuir CNH (Carteira Nacional de Habilitação) na categoria “D” ou “E” e que esteja em situação válida; não ter cometido infração grave ou gravíssima ou ser reincidente em infrações médias nos últimos 12 meses e residir em Três Lagoas (MS). As inscrições para o processo seletivo seguem abertas até o dia 8 de janeiro e devem ser feitas presencialmente, na sede do SEST SENAT (avenida Júlio Ferreira Xavier, 2640 ao lado da Faculdade AEMS – Jardim Alvorada, Três Lagoas – MS, 79610-320), em horário comercial.
“As inscrições para esta nova turma estão abertas a todas as pessoas interessadas, desde que atendam aos pré-requisitos do programa. Vale destacar que, como nosso objetivo é promover a igualdade e equidade de oportunidades, as vagas para essa e as próximas turmas continuam sendo preferencialmente para mulheres, mas não são exclusivas. Homens que também queiram ingressar no setor de logística florestal podem se inscrever no processo seletivo do programa”, destaca Gustavo Henning, Gerente de Logística Florestal da Unidade Três Lagoas da Suzano.
Após a inscrição, candidatos(as) passarão por processo de seleção que inclui análise de documentação apresentada e do histórico no trânsito. Por isso, é importante, no momento da inscrição, estar munido de CNH; CTPS – Carteira de Trabalho e Previdência Social (caso seja trabalhador(a) com vínculo empregatício); histórico de pontuação do Detran e comprovante de residência em nome do aluno. Os documentos deverão ser entregues pessoalmente, no momento da inscrição. Não serão aceitos documentos enviados por terceiros ou via postal.
Formação profissional
Iniciado em julho deste ano, o Programa Escola de Motoristas visa colaborar com o desenvolvimento socioeconômico de Três Lagoas por meio da qualificação da mão de obra local e igualdade de oportunidades. Somente neste ano, foram cerca de 36 pessoas formadas pelo programa, sendo 23 delas mulheres. A expectativa é que, até o fim do primeiro semestre de 2025, o programa tenha qualificado cerca de 150 profissionais para atuarem na área.
A formação tem duração média de um mês e meio, dividida entre aulas teóricas, simuladas e práticas. Nesse período, os profissionais terão acesso a temas como: comportamento, segurança, relacionamento interpessoal, legislação, noções de primeiros socorros, respeito ao meio ambiente e prevenção de incêndios e movimentação de cargas. O curso também prevê aulas utilizando simulador de direção e aulas práticas de direção segura. Só poderão participar do Módulo Especializado para Condutores de Veículos de Transporte de Cargas Indivisíveis (50h) alunos(as) com CNH de Mato Grosso do Sul para a devida homologação Detran/MS.
Serviços
Mais informações sobre o programa podem ser obtidas na sede do SEST SENAT de Três Lagoas, pelo telefone (67) 2105-5302 ou pelo link: https://forms.office.com/r/NyZYZ48C5G
Sobre a Suzano
A Suzano é a maior produtora mundial de celulose, uma das maiores produtoras de papéis da América Latina, líder no segmento de papel higiênico no Brasil e referência no desenvolvimento de soluções sustentáveis e inovadoras a partir de matéria-prima de fonte renovável. Nossos produtos e soluções estão presentes na vida de mais de 2 bilhões de pessoas, abastecem mais de 100 países e incluem celulose; papéis para imprimir e escrever; papéis para embalagens, copos e canudos; papéis sanitários e produtos absorventes; além de novos bioprodutos desenvolvidos para atender a demanda global. A inovação e a sustentabilidade orientam nosso propósito de “Renovar a vida a partir da árvore” e nosso trabalho no enfrentamento dos desafios da sociedade e do planeta. Com 100 anos de história, temos ações nas bolsas do Brasil (SUZB3) e dos Estados Unidos (SUZ). Saiba mais na páginawww.suzano.com.br
Na noite da última quarta-feira (25), um motociclista que descia pela Rua Brasil, em Chapadão do Sul, não respeitou o sinal de parada obrigatória no cruzamento com a Avenida Rio Grande do Norte.
Conforme o site Jovem Sul News, o resultado foi uma colisão violenta contra a lateral de um Chevrolet Celta que seguia pela avenida, em frente à Feira do Produtor. O impacto da batida fez com que o carro rodasse sobre a pista, colidisse com o meio-fio e interditasse o acesso ao viaduto no sentido bairro/centro.
O motociclista chegou a perder os sentidos. O Corpo de Bombeiros foi acionado, prestou os primeiros socorros no local e encaminhou a vítima ao PAM do Hospital Municipal.
A condutora do Chevrolet Celta, uma mulher, saiu ilesa do acidente, mas ficou bastante abalada emocionalmente. Após ser acalmada por familiares, não precisou de atendimento médico.
A Polícia Militar esteve no local, colheu depoimentos e realizou os procedimentos de praxe para esclarecer as circunstâncias do acidente.
Policiais do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) prenderam um homem suspeito de furtar equipamentos eletrônicos de uma empresa em Ribas do Rio Pardo.
Conforme o site Midiamax, a prisão ocorreu na quinta-feira (26), dois dias depois de duas pessoas terem sido identificadas como receptadoras dos itens furtados, sendo encontrados cinco notebooks.
Durante as investigações, os policiais identificaram o suspeito, um homem de 34 anos e funcionário da empresa, como o responsável pelos furtos. Ele teria aproveitado sua posição de confiança para subtrair diversos equipamentos eletrônicos de forma sistemática.
Na tarde de quinta-feira (26), o suspeito foi abordado no bairro Nova Campo Grande, em Campo Grande. Com ele, foram encontrados um dos notebooks furtados e outros itens eletrônicos, todos da mesma empresa.
O homem foi preso em flagrante por furto qualificado, por abuso de confiança.
Mato Grosso do Sul já registrou 19.473 casos prováveis de Dengue, sendo 16.207 casos confirmados, em 2024. Estes dados foram apresentados no boletim referente à 51ª semana epidemiológica, divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) nesta sexta-feira (27). Segundo o documento, 32 óbitos foram confirmados em decorrência da doença e outros 17 estão em investigação.
Nos últimos 14 dias, Amambai, Laguna Carapã, Inocência, Miranda, Aquidauana, Itaquiraí, Bataguassu, Chapadão do Sul, Três Lagoas e Dourados registraram incidência baixa de casos confirmados para doença. Já os óbitos registrados ocorreram nos municípios de Maracaju, Chapadão do Sul, Coronel Sapucaia, Dourados, Laguna Carapã, Naviraí, Sete Quedas, Amambai, Paranhos, Ponta Porã, Iguatemi, Itaquiraí, Aparecida do Taboado, Mundo Novo, Campo Grande, Bonito, Três Lagoas e Japorã. Entre as vítimas, 15 delas possuíam algum tipo de comorbidade.
Vacinação
Ainda conforme o boletim, 120.267 doses do imunizante já foram aplicadas para idade permitida na bula na população. Ao todo, Mato Grosso do Sul já recebeu do Ministério da Saúde 189.910 doses do imunizante contra a dengue. O esquema vacinal é composto por duas doses com intervalo de três meses entre as doses.
A vacinação contra a dengue é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue, dentro do quadro de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos de idade.
Chikungunya
Em relação à Chikungunya, o Estado já registrou 2.757 casos prováveis, sendo 919 confirmados. Não há óbitos registrados. A SES alerta que as pessoas devem evitar a automedicação. Em caso de sintomas de dengue ou Chikungunya, a recomendação é procurar uma unidade de saúde do município.
Um incêndio em uma caçamba de entulho mobilizou o Corpo de Bombeiros Militar na noite da última quinta-feira (26), na região central de Nova Andradina. Conforme o site Midiamax, felizmente, ninguém ficou ferido.
Os militares realizaram o combate às chamas nos resíduos contidos na caçamba e procederam com o rescaldo para evitar uma possível reignição do fogo.
De acordo com informações do site Nova News, o incidente ocorreu no mesmo endereço onde os bombeiros combateram um princípio de incêndio em uma residência na última segunda-feira (23).
Um casal, ainda não identificado, foi socorrido após o condutor perder o controle do veículo Voyage, que capotou às margens da BR-163 na manhã desta sexta-feira (27). Conforme o site Campo Grande News, o acidente ocorreu no km 379, no trecho entre Nova Alvorada do Sul e Campo Grande.
De acordo com informações do portal Alvorada Informa, o carro seguia em direção a Nova Alvorada do Sul quando, por razões ainda desconhecidas, saiu da pista. O veículo, com placas de Campo Grande, parou tombado próximo a uma árvore e ficou bastante danificado.
Equipes da CCR MSVia prestaram atendimento no local, e o casal foi encaminhado para o Hospital Francisco Ortega, situado a 116 quilômetros de Campo Grande. Até o momento, não há informações sobre o estado de saúde das vítimas nem sobre a possível presença de outros passageiros no automóvel.
Funcionários da concessionária responsável pela rodovia destombaram o veículo e realizaram sua remoção com o auxílio de um guincho.
Um homem identificado como José Junior de Oliveira, de 57 anos, morreu após quatro dias vítima de um grave acidente de trânsito ocorrido no último dia 23 na BR-376, próximo à entrada do bairro Escolinha, em Nova Andradina.
De acordo com o site Da Hora Bataguassu, José Junior, morador de Taquarussu, foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros Militar no dia do acidente e transportado para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos. Ele faleceu na madrugada desta sexta-feira (27) no Hospital Regional.
O acidente envolveu um VW/Gol, onde José Junior era ocupante, e um Honda/HR-V. O Gol trafegava no sentido Nova Andradina a Ivinhema quando, ao realizar uma conversão à esquerda para acessar o bairro Escolinha, colidiu de frente com o outro veículo, que seguia na direção oposta.
Com o impacto, José Junior sofreu ferimentos graves e foi prontamente encaminhado ao Hospital Regional de Nova Andradina. Apesar dos esforços da equipe médica, ele veio a óbito na madrugada desta sexta-feira.
As autoridades competentes investigam as causas do acidente para determinar as responsabilidades. Familiares e amigos lamentam profundamente a perda de José Junior, que era conhecido por sua dedicação e amizade na comunidade de Taquarussu.
Uma moradora denunciou, nesta sexta-feira (27), a limpeza da área próxima à ponte da Rua Joaquim Balduíno de Souza, que liga o centro à região do Laranjeiras, em Cassilândia. De acordo com o site Cassilândia Urgente, a moradora cobra da prefeitura da cidade que tome providência sobre o local abandonado pelo poder público.
Segundo relato da moradora, a falta de manutenção no local representa um risco à segurança de pedestres e trabalhadores que transitam pela região durante a madrugada. “O meu marido tem que esperar o ônibus às 3h da madrugada para ir trabalhar no frigorífico do Aporé e está correndo risco, pois os ladrões podem se esconder naquele mato e fazer algum mal a ele”, afirmou.
A equipe de reportagem esteve no local e registrou a situação. A expectativa é de que a Prefeitura de Cassilândia tome as devidas providências para garantir a segurança e o bem-estar dos moradores que utilizam o trajeto diariamente.
MP cobrava a destinação de verba recebida de empresa de celulose Eldorado Brasil para ações ambientais
Por: Por Maristela Brunetto
O desembargador do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) Nélio Stábile atendeu pedido do Imasul (Instituto de Meio Ambiente do Estado) e suspendeu determinação da Justiça de Três Lagoas para o órgão destinar cerca de R$ 46 milhões para ações em Três Lagoas. O valor foi apontado em uma ação civil pública do Ministério Público, através do promotor, Antonio Carlos Garcia de Oliveira, titular da pasta do Meio Ambiente, que reivindicou a aplicação na cidade de toda a verba recebida da empresa Eldorado Brasil Celulose S/A a título de compensação ambiental.
Em entrevista ao Perfil News, o representante do Ministério Público, Antonio Carlos Garcia de Oliveira, disse que o Imasul usou o dinheiro no Aquário Pantanal e não na unidade de conservação local, em contrariedade a lei federal.
“A aplicação dos recursos deve ser no local do impacto ambiental direto e indireto, como por exemplo, em unidade de conservação como o Parque do Pombo. Agora onde será que o Imasul vai aplicar as verbas de compensação da fábrica da Suzano de Ribas do Rio Pardo e da Arauco, que está sendo construída em Inocência? Além disso, o recursos que deveria ser aplicado em Três Lagoas, o Imasul usou o dinheiro no Aquário Pantanal e não e unidade de conservação local, em contrariedade a lei federal.”
De acordo com o Campo Grande News, a decisão do TJMS foi publicada já na reta final antes do recesso do Judiciário. A PGE (Procuradoria do Estado) ingressou no começo do mês com uma ação rescisória após não conseguir reduzir o valor cobrado no juízo local. A demanda começou a ser discutida em 2015, quando o MP apontou que foram depositados pela empresa de celulose R$ 24.589.068,07 a título de compensação ambiental por impactos previsto com a instalação de uma nova linha de produção, que acabou sendo adiada e até hoje não implantada. O recurso foi destinado a um fundo especial e a Câmara de Compensação Ambiental do Imasul acabou permitindo a aplicação dos valores fora de Três Lagoas. O argumento do Ministério Público, acolhido pela Justiça no ano seguinte, em 2016, foi que verba de compensação ambiental deve ser aplicado onde ocorreu o impacto.
O Estado chegou a destinar recursos para as obras do Bioparque Pantanal, parques em Campo Grande, como o Prosa, do Taquari e riso cênicos, sem priorizar o meio ambiente em Três Lagoas, segundo o MP. Na sentença proferida à época, a Justiça determinou que em seis meses o valor deveria ser destinado a ações na cidade. Uma apelação do órgão ambiental foi em parte acolhida no TJMS, mas somente para estender o prazo para a aplicação da verba, para um ano.
O assunto foi alvo de outros recursos e somente neste ano o MPMS pediu o cumprimento da obrigação, apontando que o valor corrigido chegava a R$ 79,3 milhões. O Imasul tentou reduzir a cobrança e teve reconhecida a alegação de que havia supervalorização na correção, com R$ 30,1 milhões a mais. Mas a Justiça em Três Lagoas rejeitou pedido para abater alguns investimentos que foram feitos na área ambiental, como R$ 12 milhões para as obras do Bioparque e R$ 15,8 milhões para o Parque do Pombo, localizado em Três Lagoas. A juíza Ana Beatriz de Oliveira Lacerda reconheceu somente a destinação de valor para a Unidade de Conservação Parque Natural das Capivaras (R$ 3,5 milhões) e manteve a cobrança de R$ 45,6 milhões, valor atualizado até maio, em decisão proferida em outubro.
AÇÃO RESCISÓRIA
Obrigado a comprovar a aplicação no prazo de 12 meses, o Estado obteve a decisão favorável, suspendendo a cobrança até o julgamento final da rescisória. O desembargador Stábile entendeu que “há possibilidade de que seja desconstituído o título executivo transitado em julgado” e a prudência exigia uma análise mais aprofundada.
O Imasul, via PGE, tem um argumento forte para tentar anular a sentença referente à verba que recebeu da Eldorado, obrigando-o a aplicar os recursos em Três Lagoas. Uma ação civil pública foi movida para questionar a destinação de recursos de compensação ambiental em locais diferentes de onde ocorreu o dano com algum empreendimento. O motivo da ação foi questionar lei aprovada em 2014 que permitiu a destinação de recursos de várias compensações para as obras de conclusão do Bioparque e uso em outras cidades que não aquela onde o empreendimento que causou impacto ambiental depositou verba compensatória. Nesta ação, foi reconhecida a discricionariedade do órgão ambiental em destinar valores depositados no Fundo de Compensação Ambiental.
A PGE aponta nos autos que não ingressou com a ação rescisória anteriormente porque a decisão nesta ação civil pública que válida a autonomia do Imasul em destinar os recursos somente se tornou definitiva este ano.
A indústria de papel e celulose no Brasil vive, nos últimos anos, um ciclo esfuziante com projeções indicando forte crescimento até o final desta década. As companhias brasileiras e grupos estrangeiros que já atuam no País anunciaram novos projetos e investimentos em programas de expansão. O setor conta com companhias centenárias (Suzano e Klabin), controladas por grupos familiares locais, bem como grupos do exterior, caso das chilenas Arauco e CMPC e da indonésia Bracell.
RECEITA BRUTA
Em 2023, o setor teve receita bruta de R$ 260 bilhões, conforme números da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), entidade que representa os produtores no País. O valor significou 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. Segundo a reportagem publicada pelo Estadão Conteúdo, a produção de celulose atingiu 24,3 milhões de toneladas, sendo 21,3 milhões de fibra curta (vem do eucalipto), 2,5 milhões de fibra longa (vem do Pinus) e 500 mil toneladas de pasta de alto rendimento. As exportações somaram US$ 12,7 bilhões, no patamar de 18 milhões de toneladas embarcadas. A área plantada para fins industriais é de 10,2 milhões de hectares.
VANTAGENS
O Brasil tem vantagens nessa indústria comparado a outros países, principalmente os do Hemisfério Norte: clima, solo e água que permitem desenvolver florestas de eucaliptos em menos de sete anos, bem mais competitivas. E disponibilidade de terras, geralmente pastagens ou áreas degradadas. Isso tornou o País um atrativo a grandes grupos mundiais. Além disso, na produção de celulose, o País é tecnologicamente um dos mais avançados. Mato Grosso do Sul acaba de ganhar a nova unidade industrial da Suzano, em Ribas do Rio Pardo – maior linha produtora do mundo.
Os empreendimentos de celulose e papel estão espalhados em vários Estados: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Maranhão. A nova fronteira de projetos é Mato Grosso do Sul, onde há incentivos locais e vastas áreas disponíveis para plantios de florestas.
Ainda segundo o Estadão Conteúdo, em recente levantamento, a Ibá listou investimentos de R$ 105,6 bilhões em novos projetos e expansões deste ano a 2028. Os destaques são o projeto Cerrado, da Suzano, que entrou em operação em julho (R$ 22,85 bilhões); Sucuriú, da Arauco (R$ 25 bilhões); Barra do Ribeiro, da CMPC (R$ 24 bilhões); e a duplicação da Eldorado, em Três Lagoas (R$ 25 bilhões).
CONHEÇA AS DEZ MAIORES EMPRESAS:
Suzano
A unidade da Suzano de Três Lagoas possui duas linhas de celulose (Foto: Divulgação)
Maior fabricante mundial de celulose de fibra curta de eucalipto, a companhia Suzano foi fundada há 100 anos pelo imigrante ucraniano Leon Feffer, a partir de uma firma individual de comércio de papéis, que em 1929 se transformou numa pequena fábrica de sacos de papel. Max Feffer, filho de Leon, em 1952, liderou pesquisas para produzir celulose no Brasil e testou o eucalipto. Em Suzano (SP), em 1955 adquiriu e instalou a planta piloto para produção de celulose de eucalipto. A produção começou em 1956 e, segundo informações da empresa, isso revolucionou a indústria de celulose no Brasil e no mundo.
Hoje, a companhia conta com capacidade instalada para fazer 13,4 milhões de toneladas por ano de celulose, em nove fábricas situadas nos Estados de São Paulo (3), Mato Grosso do Sul (2), Espírito Santo (1), Bahia (2, incluindo a jo int venture Veracel) e Maranhão (1). Em 2001, com a morte de Max Feffer, a terceira geração da família assumiu o comando, sob a direção de David Feffer.
Em 2003, o empresário profissionaliza a gestão da companhia, que nos últimos anos tem avançado num plano de diversificação de negócios e também geográfica – está na Finlândia e nos EUA. Desde 2017, a empresa é listada no Novo Mercado na B3. O segundo grande negócio da empresa é a fabricação de papéis (1,7 milhão de toneladas) e de itens de higiene (papéis tissue), com 280 mil toneladas. No ano passado, Suzano teve receita líquida de R$ 39,75 bilhões.
KLABIN
Foto: Divulgação/Klabim
Fundada e controlada pelas famílias Klabin e Lafer Piva, a história da empresa, companhia líder nacional na produção de embalagens de papelão e papel-cartão, além de celulose, remonta a 1889. São 135 anos de história. Tudo começou com a chegada do imigrante lituano Maurício Freeman Klabin ao Brasil, que se estabeleceu na cidade de São Paulo, onde passou a vender cigarros para empórios e albergues, importando papel e tabaco para fabricação.
Conforme o Estadão Conteúdo, passados dez anos, com os irmãos Salomão e Hessel e com o primo Miguel Lafer, fundou a Klabin Irmãos e Cia, a KIC. Em 1901, iniciou a produção de papel com arrendamento de uma fábrica em Itú. Em 1934, comprou a Fazenda Monte Alegre, no Paraná, para instalação da Indústria Klabin do Parana, primeira fábrica integrada de produção de papel. Sete anos depois foi constituída a primeira empresa sociedade anônima do grupo, a Indústria Klabin de Papel e Celulose.
Desde então, a companhia teve uma trajetória de expansão e diversificação: em 1947 passou a suprir o mercado de papel de imprensa e alguns anos depois iniciou a produção de papelão ondulado, para fabricar embalagens. A partir dos anos 60 entrou numa fase de crescimento acelerado, com abertura de mercados, movimento de aquisições e de investimentos em países vizinhos.
Neste milênio, em 2001, foi criada a Klabin S.A., com a saída de alguns negócios, focando em embalagens. Conclusão da expansão da fábrica de Monte Alegre (PR) em 2008, ficando entre as dez maiores de papel do mundo e a empresa entre os seis maiores fabricantes globais de cartões de fibras virgens.
O salto seguinte ocorreu em 2016, com a unidade de Puma, no Paraná, para fazer 1,5 milhão de toneladas de celulose, tornando a Klabin a primeira no País a fornecer, ao mesmo tempo, celulose de fibra curta (eucalipto) e de fibra longa e fluff (pinus). Em 2019 é lançado o Puma II, em Ortigueira (PR), com duas máquinas de papel para embalagens em produção de celulose integrada. A companhia teve receita líquida R$ 18 bilhões em 2023.
CMPC
Foto: CMPC/Divulgação/JC
Fundada em 1920 e controlada pela família Matte, a chilena CMPC opera 44 plantas industriais em oito países da América Latina, incluindo o Brasil, produzindo madeira, celulose, papel, embalagens e produtos de tissue. No País, é dona de uma fábrica de celulose no município gaúcho de Guaíba, região metropolitana de Porto Alegre.
Com um programa de expansão e modernização, a fábrica passou a fazer 2,4 milhões de tonelada por ano. A empresa confirmou recentemente novo projeto, em Barra do Ribeiro (RS), onde prevê produzir 2,5 milhões de toneladas, dobrando o tamanho da empresa. O “Projeto Natureza” tem investimento estimado em US$ 4,6 bilhões (quase R$ 28 bilhões).
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A companhia prevê o licenciamento e aprovação do conselho no decorrer de 2026 e início de produção em meados de 2029 . No Chile, com três fábricas de celulose, pode fazer 2,2 milhões de toneladas ao ano. No Brasil, é dona também da Softys, que faz papéis tissue (higiênicos e sanitários), fruto da aquisição, em 2009, da antiga Melhoramentos Papéis, e em 2019, da Sepac. No ano passado, a CMPC gerou receita de US$ 8,1 bilhões.
ARAUCO
O grupo chileno, segundo maior fabricante de celulose de fibra curta do mundo, atrás da Suzano, anunciou neste ano a aprovação pelo conselho administrativo para a construção de sua primeira fábrica de celulose no Brasil, no município de Inocência, região nordeste de Mato Grosso do Sul.
O Projeto Sucuriú marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no País, com investimento de US$ 4,6 bilhões (R$ 27,6 bilhões ao câmbio atual). A fábrica, com duas linhas de produção, terá capacidade de produzir 3,5 milhões de toneladas de fibra curta de eucalipto por ano a partir do início de 2028. A empresa está iniciando a fase de terraplenagem do terno.
Uma gigante de celulose e produtos de madeira (painéis), a Arauco foi fundada em 1979 por Anacleto Angelini. Atualmente tem cinco fábricas no Chile, uma na Argentina e uma no Uruguai. Com produção de 3,8 milhões de toneladas de celulose e 9,5 milhões de metros cúbicos de madeira e painéis, em 2023 a companhia registrou receita de US$ 6 bilhões. A Arauco é controlada pela holding AntarChile, que tem outros negócios.
BRACELL
Foto: Divulgação
O grupo indonésio RGE (Royal Golden Eagle), controlado pela família do bilionário Sukanato Tanoto, também dona da gigante de celulose e papel April, iniciou atividades no Brasil em 2003, por meio da Bracell. A subsidiária adquiriu a BSC (Bahia Specialty Cellulose), produtora de celulose solúvel, e a Copener Florestal, no Estado da Bahia.
Em agosto de 2018, fez um novo movimento de compra de ativos locais, assumindo o controle da Lwarcel Celulose, em Lençóis Paulista SP). A Bracell é uma das líderes mundiais na produção de celulose solúvel – somente na unidade da Bahia são 500 mil toneladas. Com a Lwarcel, a Bracell lançou o “Projeto Star”, saltando a capacidade de 250 mil toneladas ao ano celulose de eucalipto tipo kraft para até 3 milhões de toneladas, podendo desse volume gerar 1,5 milhão de toneladas do tipo solúvel.
A celulose kraft é aplicada na fabricação de papéis de impressão, sanitários (higiênico e toalha), embalagens e de aplicações especiais. A solúvel vai para tecidos, fibras de viscose, modal e liocel, lenços umedecidos, máscaras cosméticas, celofane, entre outras.
Neste ano, a Bracell inaugurou ao lado do site paulista o que informa ser a maior fábrica de papel tissue (itens sanitários) da América Latina, com investimentos de R$ 2,5 bilhões e capacidade de produção de 240 mil toneladas por ano. Neste ano, comprou a OL Papéis para reforçar a entrada no mercado tissue, com operação concentrada na região Nordeste.
ELDORADO BRASIL
Foto: Ricardo Ojeda
A Eldorado Brasil Celulose, que iniciou produção em 2012, é controlada pela família Batista, dona do grupo J&F Investimentos e pela gigante de proteínas JBS. Com 50,59% do capital da Eldorado, a J&F tem como sócio, desde 2017, o grupo indonésio Paper Excellence, do empresário Jackson Wijaya, com 49,41% das ações.
Com fábrica em Três Lagoas (MS), erguida a partir de 2010, a Eldorado nasceu com capacidade de produzir 1,5 milhão de toneladas de celulose ao ano. Ao longo dos anos teve ganhos marginais nas linhas de produção e atualmente faz 1,8 milhão de toneladas.
Como outras fabricantes de apenas fibra curta de eucalipto, a empresa exporta cerca de 90% da produção, principalmente para o mercado chinês. Os despachos são feitos pelo terminal próprio no Porto de Santos. A fábrica se abastece de 285 mil hectares de florestas de eucaliptos plantadas em Mato Grosso do Sul, sendo 98% arrendadas de cultivadores locais. Em 2023, a Eldorado obteve receita líquida de R$ 5,75 bilhões ao vender 1,86 milhão de toneladas.
Desde julho de 2018, a Eldorado vive sob uma disputa judicial entre os dois acionistas envolvendo o controle total da companhia, que teve 100% do capital vendido à Paper em setembro de 2017. Porém, a J&F passou a argumentar que a sócia não cumpriu os requisitos legais para efetivar a aquisição da sua participação e busca desfazer o negócio em instâncias na Justiça.
CENIBRA
Foto: Assessoria
Desde 2001, a Celulose Nipo-Brasileira (Cenibra) é integralmente controlada pelo grupo japonês Japan Brazil Paper and Pulp Resources Development (JBP), cujo acionista principal é Oji Holdings Corporation. Naquele ano, por decisão estratégica, a então Cia. Vale do Rio Doce, hoje Vale, decidiu sair do capital da companhia.
Fundada em 1973, a empresa tem fábrica em Belo Oriente, região leste de Minas Gerais, com capacidade de produzir 1,2 milhão de toneladas por ano de celulose branqueada de fibra curta de eucalipto. A produção do ano passado foi de 1,13 milhão de toneladas.
A Cenibra tem terras em 54 municípios do Estado e maneja área total de 254 mil hectares, sendo 52% de eucalipto para suas operações e mais de 40% de áreas nativas, legais e preservação permanente. Das vendas, mais de 90% vai para Japão, EUA, Europa, América Latina e Ásia, com embarques pelo terminal portuário dedicado Portocel, no Espírito Santo, do qual é dona de 49%. Gerou receita líquida de R$ 3,34 bilhões em 2023.
LD CELULOSE
Foto: Assessoria
Concebida em 2019 e construída entre 2020 e 2022, a LD Celulose é especializada na produção de celulose solúvel. Seus investidores são a Dexco, controlada pelas famílias Setúbal e Villela (donas da holding Itaúsa) e Seibel, e o grupo austríaco Lenzing, líder mundial em fibras de celulose. A Dexco, maior produtora de painéis de madeira industrializada do Hemisfério Sul, ficou com 49% da sociedade e a companhia austríaca, 51%.
Considerada uma das maiores fábricas de celulose solúvel do mundo, a LD está situada no Triângulo Mineiro, entre os municípios de Indianópolis (localização da fábrica) e Araguari. Tem capacidade de produzir 500 mil toneladas por ano de fibras especiais de celulose, utilizadas na indústria têxtil, e gera 144 MW de energia a partir da biomassa da madeira.
O empreendimento teve investimento de US$ 1,38 bilhão (R$ 8,3 bilhões ao câmbio atual). A empresa conta com mais de 40 mil hectares de florestas de eucalipto no entorno de sua fábrica, que está ao lado de uma ferrovia por onde despacha a celulose. Em 2023, a LD teve receita líquida de R$ 2,42 bilhões e lucro líquido de R$ 540 milhões.
SYLVAMO
Foto: Divulgação
Uma cisão da americana International Paper (IP), que desmembrou seu negócio global de papel e embalagens, a Sylvamo tornou-se uma empresa independente de capital aberto em outubro de 2021. Com sede em Memphis, Tennessee, EUA, a companhia herdou o negócio de papel de imprimir e escrever, com fábricas na Europa, América Latina, e América do Norte.
No Brasil, tem operações em três sites: Mogi Guaçu e Luiz Antônio (SP) e Três Lagoas (MS). A empresa faz papéis de imprimir e de escrever com as marcas Chamex, Chamequinho e Chambril com a celulose obtida da madeira de florestas próprias de eucaliptos, que ficam no entorno das duas fábricas paulistas.
São 100 mil hectares, sendo 25% de reservas nativas preservadas. As unidades fabris da Sylvamo produzem mais de 1 milhão de toneladas de papel não revestido por ano. Globalmente, a companhia gerou receita de US$ 3,72 bilhões no ano passado.
VERACEL
Foto: Divulgação
Associação entre a Suzano e o grupo sueco-finlandês Stora Enso, com 50% do capital de cada sócia, a Veracel Celulose foi fundada em 1991 pelo grupo Odebrecht, na época com o nome Veracruz Celulose. Em 1997, a sueca Stora assume participação na companhia e em 2002 a Odebrecht deixa a sociedade, que passa a ser dividida com a Aracruz Celulose.
A Suzano entrou no capital ao comprar a Fibria em 2018 do grupo Votorantim, que havia adquirido a Aracruz dez anos antes. Atualmente, a empresa tem operações em 11 municípios da chamada Costa do Descobrimento, no extremo sul da Bahia. A unidade fabril está no município de Eunápolis e os plantios florestais atingem também o norte de Minas Gerais (até o Vale do Jequitinhonha). A Stora Enso, resultado de uma fusão, é uma gigante global na indústria papeleira.
A Veracel tem um terminal marítimo a 60 km de sua fábrica, em Belmonte (BA), que recebe 1,1 milhão de toneladas por ano por meio de caminhões. Dalí, é transportada em barcaças até o terminal Portocel, no Espírito Santo, de onde é despachada para clientes no exterior.
A partir de 2025, cães e gatos em todo o Brasil contarão com uma Carteira de Identidade Nacional. A medida visa promover um controle mais eficiente de zoonoses, facilitar a localização de tutores de animais perdidos e reforçar a segurança nas transações de compra e venda.
Além disso, o Cadastro Nacional de Animais representa um avanço significativo no combate aos maus-tratos contra animais.
Como Funcionará o Cadastro Nacional?
A criação do Cadastro Nacional de Animais Domésticos já foi sancionada como lei e está em fase final de desenvolvimento. Previsto para lançamento em janeiro de 2025, o sistema atribuirá um número de identidade único e intransferível para cães e gatos.
O cadastro será acessível pelo sistema Gov.BR e exigirá as seguintes informações:
Dados do tutor: nome, CPF, endereço;
Dados do animal: nome, idade, raça;
Histórico de doenças e vacinas.
Após o registro, será gerada uma carteirinha com a foto do animal e um QR Code, que poderá ser impresso e anexado à coleira. ONGs e administrações municipais poderão realizar os cadastros, e o processo será totalmente gratuito.
Microchips como Opção Complementar
Embora o Cadastro Nacional seja obrigatório, a inserção de microchips em animais será opcional. Esses dispositivos armazenam informações como raça, idade, histórico de saúde e dados do tutor.
O custo do microchip pode chegar a R$ 300. Caso o animal já possua o dispositivo, seus dados poderão ser vinculados ao novo cadastro nacional.
Benefícios do Cadastro para a Sociedade
O Cadastro Nacional de Animais Domésticos promete trazer benefícios significativos, como:
Localização de Animais Perdidos: Mais chances de reencontro entre tutores e pets;
Planejamento de Políticas Públicas: Melhor conhecimento sobre a população animal no Brasil;
Combate aos Maus-Tratos: Maior controle e responsabilização de tutores;
Segurança em Transações Comerciais: Registros confiáveis para compra e venda de animais.
A nova medida reforça o compromisso do país com a proteção e bem-estar dos animais domésticos, promovendo segurança e eficiência no controle de dados e políticas voltadas para os pets.
A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), alerta a população sobre uma notícia falsa que tem circulado nos grupos de WhatsApp e outras redes sociais. A mensagem afirma que um paciente internado na UTI com HIV estaria realizando hemodiálise com materiais reutilizados, o que não procede.
Segundo a notícia falsa, os materiais utilizados no procedimento não estariam sendo descartados corretamente, e a máquina de hemodiálise estaria sendo utilizada por outros pacientes da UTI. A mensagem ainda acusa o hospital de negligência, alegando que o diagnóstico de HIV e sífilis do paciente foi descoberto apenas após a admissão, o que também é falso.
OS PROCEDIMENTOS
A SMS esclarece que as máquinas exclusivas para pacientes com sorologia positiva se referem apenas às hepatites virais do tipo B e tipo C. Para pacientes com HIV, não é obrigatório o uso de máquina exclusiva, pois as máquinas podem ser utilizadas por outros pacientes após a desinfecção completa química (hipoclorito, calor) e a limpeza da máquina externa e poltrona, conforme rotina preconizada pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). A máquina não tem contato direto com o sangue do paciente; apenas os filtros que são utilizados e descartados após cada uso, garantindo segurança total.
A mensagem enganosa traz também que o Hospital havia descoberto a sorologia positiva para HIV do paciente após um colaborador ter se perfurado com uma agulha contaminada. Neste caso, é obrigatório o envio do colaborador ao esquema antirretroviral, o que não foi solicitado, desmentindo a alegação de negligência.
VERIFIQUE E DENÚNCIE
A Prefeitura e a SMS reforçam a importância de verificar a veracidade das informações antes de compartilhá-las. Quem visualizar novamente esta notícia falsa é incentivado a utilizar as ferramentas de denúncia de fake news das redes sociais para impedir sua circulação.
A disseminação de notícias falsas não só gera pânico desnecessário, como também desinforma a população e é crime, prejudicando o bom funcionamento dos serviços de saúde e a segurança pública.
A elevação dos juros e o aumento do preço do dólar têm sido uma pedra no sapato nos planos do governo do Estado de Mato Grosso do Sul para conceder à iniciativa privada o conjunto de rodovias formado majoritariamente pela BR-262, MS-040, MS-338 e MS-393, além da BR-267, chamado de Rota da Celulose.
No início deste mês de dezembro, após as demonstrações dos grandes players do setor de logística de que ninguém estava interessado em investir pelo menos R$ 9 bilhões nestas rodovias de Mato Grosso do Sul ao longo dos próximos 30 anos, o governo de Mato Grosso do Sul retirou o edital e pretende enviar à B3, no primeiro semestre de 2025, um novo edital para tentar leiloar estas rodovias à iniciativa privada.
O fator preponderante para a falta de interessados foi a concorrência desleal com a Taxa Selic, a taxa de juros do Banco Central do Brasil (BC), que subiu 1% neste mês, para 12,75%, e tem viés de alta de mais um ponto percentual nas duas próximas reuniões do Conselho Nacional de Política Monetária (Copom), chegando a 14,75% ao ano até o mês de março.
O conjunto de rodovias que o governo de Mato Grosso do Sul pretende leiloar estava oferecendo às empresas interessadas uma Taxa Interna de Retorno do Investimento (TIR) de 10,37% ao ano. A taxa foi calculada em abril de 2024, quando o horizonte no médio prazo para os juros da economia brasileira era bem mais otimista, com a possibilidade de a Taxa Selic voltar a ser de apenas um dígito (menos de 10%) já em 2026.
Agora, esta expectativa de redução na curva dos juros no médio e longo prazos foi prorrogada por pelo menos mais um ano, com perspectiva de início de queda para menos de um dígito em 2027, conforme indica o Boletim Focus mais recente do Banco Central. Certamente o governo de Mato Grosso do Sul terá de aumentar a TIR para competir em pé de igualdade com a Selic.
ESTRATÉGIAS
Uma das estratégias que serão adotadas pelo governo de Eduardo Riedel (PSDB) é a de alongar o encargo dos investimentos a serem realizados.
O edital da Rota da Celulose prevê investimentos diretos – chamados de Capex, no “idioma” do mercado – de R$ 6 bilhões durante a concessão de 30 anos, sendo que mais da metade deste valor seria despendida nos primeiros três anos de concessão.
A ideia é esticar as exigências, como implantação de terceiras faixas e duplicação de Campo Grande a Ribas do Rio Pardo pela BR-262.
Um servidor de alto escalão da administração estadual disse ao Correio do Estado, neste mês, que há apenas duas formas de aumentar o interesse pelo conjunto de rodovias neste cenário de juros altos e aumento dos custos (alta do dólar): redução do Capex ou aumento na tarifa de pedágio.
Claramente, Eduardo Riedel (PSDB) deu mostras de que vai optar pela flexibilização das operações. “Sem mexer em preço de pedágio e sem mexer no projeto original, mas deslocando algumas ações”, disse o governador de Mato Grosso do Sul durante evento na Federação da Indústria de Mato Grosso do Sul (Fiems) na sexta-feira (20).
Riedel pretende alongar os investimentos. Obras que estavam previstas para os primeiros anos de contrato serão empurradas também para o médio prazo. O edital que foi a leilão e não teve interessados previa a concentração dos investimentos da ampliação da capacidade até 2028, ano em que eles bateriam R$ 400 milhões. A ideia é diluir esses valores, que somam R$ 1,8 bilhão, em um período maior.
Conforme o Correio do Estado, esse R$ 1,8 bilhão está incluído nos aproximadamente R$ 6 bilhões em investimentos em melhorias (Capex). Também existem mais R$ 3 bilhões de investimentos em custo fixo de manutenção (Opex). O governo não deve mexer neste valor, apesar de existir certa flexibilidade.
Somente para garantir todos os investimentos necessários no Capex, seria necessário o levantamento de R$ 1,895 bilhão por meio de financiamentos em bancos, praticamente todo o valor da ampliação da capacidade. A receita com pedágio não daria conta desse investimento.
A alta da Selic, além de reduzir a atratividade para a remuneração do investidor, ainda deixou o custo do dinheiro para reformar as rodovias maior.
O governo também prevê uma outorga – o valor que o concessionário paga ao poder concedente pela concessão – de R$ 74 milhões de entrada e mais R$ 297 milhões de outorga variável, que será pago ao longo dos 30 anos de concessão. Esses valores estão incluídos nas “despesas operacionais”, o chapado “Opex”.
Os recursos da outorga variável serão usados para financiar a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos (Agems), a Polícia Rodoviária Estadual, entre outras instituições.
TARIFA DE PEDÁGIO
A modelagem econômico-financeira da Rota da Celulose prevê a instalação de 12 praças de pedágio, sendo que a praça de Bataguassu, na BR-262, teria o valor mais barato: R$ 4,70, enquanto a praça de Ribas do Rio Pardo, na BR-262, teria o valor maior: R$ 15,20.
As praças de Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, na MS-040, seriam as segundas mais caras: R$ 13,70.
Na manhã desta sexta-feira, 27 de dezembro, o prefeito de Três Lagoas, Angelo Guerreiro, acompanhado pelo prefeito eleito, Cassiano Maia, reuniu secretários da atual e da nova gestão, bem como diretores, em frente à Feira Central Turística. O encontro teve como objetivo a prestação de contas da frota municipal, que está estacionada no local, além de abordar questões relacionadas à manutenção dos veículos e à transição de governo.
Durante o evento, ambos os gestores destacaram que a troca de administração será muito mais tranquila e bem encaminhada em diversos setores da administração pública, como obras, saúde e educação devido a atuação, não somente do Prefeito Angelo Guerreiro, mas de todos os servidores.
Inclusive, essa situação é contrastante com a experiência de 2016 para 2017, quando Guerreiro assumiu uma prefeitura com poucos recursos em caixa, sem obras em andamento e com uma frota sucateada.
No estacionamento da Feira Central, estão expostos os veículos que estão fora de serviço durante o período de recesso, enquanto outros permanecem em uso, principalmente os da Secretaria de Saúde, que não pode interromper suas atividades. Além disso, parte da frota está em manutenção para garantir sua funcionalidade e diversos maquinários, como patrolas, pá-carregadeiras, estão no pátio do Departamento de Serviços Públicos (DSP).
Em sua fala, Angelo Guerreiro agradeceu aos servidores municipais pelo empenho e ressaltou a importância do trabalho coletivo para o desenvolvimento de Três Lagoas. “O sucesso da nossa gestão é resultado do esforço de cada servidor. Juntos, conseguimos avançar em áreas fundamentais e entregar uma administração mais estruturada para o futuro”, afirmou.
Cassiano Maia também agradeceu ao prefeito Angelo Guerreiro pela gestão que está sendo entregue e destacou as diferenças de personalidade entre ambos. Contudo, enfatizou que compartilham o mesmo objetivo: desenvolver ainda mais Três Lagoas, ser bons gestores, respeitar o orçamento público e atender à população com responsabilidade. “Temos estilos diferentes, mas somos movidos pelo mesmo propósito. Meu compromisso é continuar esse trabalho e garantir que Três Lagoas siga no caminho do progresso”, declarou.