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sexta-feira, 19 de junho de 2026
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Rapaz é socorrido em estado grave após ser baleado no peito e no rosto

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Entrada de Ribas do Rio Pardo cidade onde tentativa de homicídio aconteceu (Foto: Adré Luiz | All Drones)

Vítima estava caída sobre uma cama e foi transferida para Campo Grande por conta dos ferimentos

Rapaz de 29 anos foi socorrido em estado grave na madrugada deste domingo (19), em Ribas do Rio Pardo, a cerca de 100 quilômetros de Campo Grande, após ser baleado. O crime ocorreu por volta das 2h, em frente a um bar localizado na Rua Elizeu Sanches da Silva, no bairro Santo André.

De acordo com o boletim de ocorrência, a PM (Polícia Militar) foi acionada após denúncia de disparos de arma de fogo. Ao chegar ao local, os policiais encontraram a vítima, identificada como José dos Santos Cruz, caída sobre uma cama em uma kitnet próxima ao estabelecimento, com ferimentos no maxilar e no tórax.

Mesmo ferido, o rapaz conseguiu relatar aos policiais que o autor dos disparos seria um indivíduo conhecido como “Preto”, que estaria acompanhado de outros dois suspeitos. O principal suspeito foi posteriormente identificado.

O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) prestou os primeiros socorros e encaminhou a vítima ao Hospital Municipal José Maria Marques Domingues. Devido à gravidade dos ferimentos, ele foi transferido para a Santa Casa de Campo Grande.

A Polícia Militar realizou diligências em locais onde o suspeito poderia ser encontrado, incluindo um estabelecimento nas proximidades da rodoviária, mas ele não foi localizado. Buscas também foram feitas na residência do homem, com autorização da esposa, porém sem sucesso.

A Polícia Civil investiga o caso como tentativa de homicídio. A perícia foi acionada para realizar os levantamentos no local do crime.

Fonte: Campo Grande News (por Ana Paula Chuva)

Para 95% dos leitores, salário mínimo não é suficiente para despesas básicas

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Os 13 itens considerados básicos para a alimentação de uma família custam R$ 805,93 em Campo Grande (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Somente a cesta básica compromete mais da metade do valor em Campo Grande

O salário mínimo de R$ 1.621 não é suficiente para cobrir as despesas básicas da maioria dos leitores do Campo Grande News. De acordo com a enquete deste sábado (18), 95% dos votantes apontam que, com o valor em vigor em 2026, não dá para pagar o aluguel, água, luz, transporte e alimentação de uma família.

Somente a cesta básica consome mais da metade desse valor. É o que aponta boletim divulgado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Na Capital sul-mato-grossense, os 13 itens considerados básicos para a alimentação de uma família custam R$ 805,93.

Isso significa que, em março deste ano, o trabalhador assalariado de Campo Grande precisou trabalhar 109 horas e 23 minutos para adquirir a cesta básica.

Esta é a realidade de cerca de 62 milhões de pessoas. Segundo levantamento do Dieese, feito em dezembro de 2025, três em cada 10 brasileiros estão nessa faixa de renda no país.

Reajuste

Para 2027, o salário mínimo terá aumento de 5,9%. O valor está previsto no PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2027, enviado ao Congresso Nacional na última quarta-feira (15). O que significa um aumento de R$ 96, chegando ao valor total de R$ 1.717.

A proposta, que funciona como base para a elaboração do Orçamento, ainda será analisada pela CMO (Comissão Mista de Orçamento) e deve ser votada até julho. O reajuste segue a política de valorização do salário mínimo, baseada na inflação e no crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), mas o valor final dependerá da consolidação de índices como o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

Fonte: Campo Grande News (por Fernanda Palheta)

Espiritualidade ancestral perde espaço e só 3% dos indígenas seguem tradição

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Casa de reza da terra indígena Jaguapiré, em Tacuru, no Mato Grosso do Sul, poucos anos antes de ser incendiada em 2019 (Foto: Pablo Albarenga / Agência O Globo)

Presença crescente de igrejas divide comunidades e impacta transmissão cultural entre gerações

Neste domingo (19), em que se celebra o Dia dos Povos Originários, um dado chama mais atenção do que qualquer discurso oficial: em Mato Grosso do Sul, apenas 3% da população indígena declara seguir tradições religiosas ancestrais. Enquanto isso, 45% se identificam como evangélicos e 25% como católicos.

Os números fazem parte do Painel Povos Originários, lançado nesta semana pelo Observatório da Cidadania, plataforma que reúne dados inéditos sobre território, perfil populacional e condições de vida indígena no Estado.

A leitura fria dos dados pode sugerir apenas uma mudança de preferência religiosa. Mas, na prática, o que está em jogo é bem mais profundo. “Hoje a gente vive uma divisão dentro das comunidades”, resume o técnico da Subsecretaria de Políticas Públicas para Povos Originários, Heliton Cavanha, que é kaiowá.

“De um lado, a religião dos não indígenas. Do outro, a espiritualidade tradicional.” Segundo ele, essa divisão não é neutra. Ela impacta diretamente a estrutura social das aldeias.

“A raiz das comunidades são os anciões, os nhanderu e as nhandery. E o futuro é a juventude. Só que a gente está esquecendo esses anciões, esquecendo de fortalecer eles”, afirma.

Essa fala expõe um ponto incômodo que pouca gente quer encarar de frente. Não é só sobre fé. É sobre transmissão de conhecimento. Sem os anciãos, não há quem ensine. Sem os jovens interessados, não há quem aprenda.

Heliton evita confronto direto com outras religiões. Faz questão de dizer que o respeito precisa existir dentro e fora das comunidades. Mas também deixa claro que há um limite. “É preciso respeitar todas as religiões. Mas não deixar de lado a nossa cultura. Isso é essencial.”

O avanço de igrejas nas aldeias ocorre ao mesmo tempo em que espaços tradicionais perdem força. Casas de reza, por exemplo, passaram a ser alvo de conflitos e até destruição, segundo relatos de lideranças. “Tem situações de queima de casas de reza e até violência contra quem defende esses espaços”, afirma o técnico.

A resposta tem sido institucional. Programas estaduais e federais tentam proteger esses territórios e práticas, incluindo iniciativas voltadas à preservação das casas de reza e fortalecimento cultural.

Mas dá para proteger cultura só com política pública, sem engajamento da própria comunidade? Diferente das religiões estruturadas em templos, a espiritualidade indígena está ligada à natureza. “A gente precisa entender a relação com a natureza. O povo guarani é conhecido como povo da floresta”, explica Heliton.

Por isso, iniciativas atuais tentam conectar espiritualidade com ações práticas, como agroecologia, saúde e autocuidado. A lógica é simples: cultura não se preserva em discurso, mas no cotidiano.

Mato Grosso do Sul tem a terceira maior população indígena do país, com mais de 116 mil pessoas, a maioria jovem. Ou seja, há base demográfica para manter tradições vivas.

Ao concluir, Heliton cita alguns desses pontos que também podem estar influenciando esse apagamento: drogas, álcool e conflitos internos fragilizam justamente quem sustenta a tradição.

Incêndios

Ataques a casas de reza indígenas têm se intensificado desde 2020, quando o povo Guarani Kaiowá é o mais atingido. Os incêndios criminosos destroem não apenas estruturas físicas, mas elementos centrais da espiritualidade, como o chiru, objeto sagrado transmitido por gerações e considerado um ser vivo na cultura indígena.

Para  reportagem do O Globo, lideranças relatam que a destruição desses espaços representa uma perda profunda, comparável à própria vida e à identidade cultural. As casas de reza também funcionam como locais de ensino, organização social e decisões coletivas, indo muito além de um templo religioso.

Especialistas e indígenas apontam duas principais causas para os ataques: intolerância religiosa, muitas vezes ligada ao avanço de igrejas evangélicas nas aldeias, e conflitos por terra, já que esses espaços são pontos de agrupamento e resistência nas comunidades.

Fonte: Campo Grande News (por Kamila Alcântara)

Polícia Militar apreende mais de 100 quilos de maconha em Ponta Porã

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Foto: Divulgação

Uma ação da Polícia Militar resultou na apreensão de pouco mais de 100 quilos de maconha na madrugada deste domingo (19), em Ponta Porã.

De acordo com informações, a equipe realizava rondas ostensivas na região norte da cidade quando, por volta das 2h28, avistou um veículo VW Gol trafegando em baixa velocidade pela Rua das Flores, no cruzamento com a Rua das Camélias.

Os policiais ao tentaram realizar a abordagem, o condutor desobedeceu à ordem de parada e acelerou bruscamente, iniciando uma fuga. Foi então desencadeado acompanhamento tático, que seguiu até a rodovia MS-164.

Durante a perseguição, o motorista chegou a apagar as luzes do veículo em alguns trechos da rodovia, na tentativa de dificultar a visualização do veículo por parte dos policiais. O fato foi comunicado em tempo real ao Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM), que prestou apoio à ocorrência.

Após diligências na região, o veículo foi localizado abandonado em meio a uma área de mata próxima à rodovia. Apesar das buscas, o autor não foi encontrado no local.

No interior do automóvel, os policiais encontraram 150 tabletes de maconha, totalizando aproximadamente 100,42 quilos da droga. O material estava embalado com fita crepe de cor marrom e apresentava marcação com fita isolante vermelha.

O veículo e a droga apreendida foram encaminhados à Primeira Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã, onde o caso foi registrado e segue sob investigação.

Fonte: Ponta Porã News

Mais Social garante segurança alimentar e nutricional de 20 mil famílias indígenas em MS

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Foto: Laucymara Ayala/Sead

Dona Lourença, aos 90 anos, garante sua segurança alimentar graças ao programa de auxílio

Arroz, feijão, sal, macarrão, leite em pó, óleo de soja, açúcar cristal, fubá de milho, charque bovino, canjica amarela e erva de tereré. São alimentos simples que fazem parte do dia a dia do sul-mato-grossense e que garantem a segurança alimentar de 20 mil famílias indígenas de 88 aldeias em áreas rurais de 27 municípios no Estado.

Na aldeia Passarinho, em Miranda, Angélica dos Santos, de 35 anos, recebe a cesta todos os meses. A entrega feita pelo Governo de MS, por meio da Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), garante o sustento de 8 pessoas da família dela. O esposo trabalha como pedreiro enquanto ela cuida das crianças, 4 meninos e 2 meninas, mas o salário não é suficiente.

“Eu tenho seis filhos. O mais velho está com 15 (anos) e a menina mais nova tem seis anos. Só com o salário de pedreiro ia ficar difícil, né? Essa cesta é muito boa, os alimentos ajudam muito”, conta a indígena da etnia Terena.

Ali perto, na Aldeia Moreira, também em Miranda, Lourença Gonçalves, de 90 anos, é outra a receber os alimentos todos os meses. Viúva, ela mora com o neto de 17 anos. “Criei três filhos. Minha filha vai carregar a comida até em casa. Hoje só meu neto mora comigo. Eu cozinho e lavo roupa. E essa comida eu não ia ter se não fosse o governo”, explica.

Somente em Miranda são 2.248 famílias indígenas que recebem cestas do programa Mais Social em 9 aldeias. A entrega de alimentos faz parte do Mais Social. Para quem mora na área urbana, o programa fornece um cartão no valor de R$ 450,00 para aquisição, exclusivamente, de alimentos, gás de cozinha e produtos de limpeza e higiene, sendo proibida a aquisição de bebida alcoólica ou produtos à base de tabaco.

Já para os indígenas que moram na área rural, a Sead faz a entrega da cesta de alimentos. Com isso, eles não precisam se deslocar para a cidade para fazer as compras. Têm direito ao Mais Social famílias inscritas e atualizadas no CadÚnico, com renda per capita de até meio salário mínimo, residentes em Mato Grosso do Sul há pelo menos dois anos. O programa prioriza famílias com menor renda, chefiadas por mulheres, com crianças pequenas ou mulheres em situação de violência doméstica.

Serviço

A lista de telefones e endereços das sedes do programa estão disponíveis em https://www.sead.ms.gov.br/programas-e-projetos/mais-social

Paulo Fernandes, Comunicação Sead

Trabalhador morre após descarga elétrica em rede de alta tensão em frente de alojamento em Inocência

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Um trabalhador morreu na tarde deste sábado após sofrer uma descarga elétrica enquanto realizava atividades em Inocência. O caso foi registrado pela Polícia Militar como acidente de trabalho com vítima fatal, por volta das 14h.

De acordo com as informações apuradas, o acidente ocorreu no Alojamento Heppi, localizado na entrada da cidade. A vítima operava um caminhão munck no momento em que realizava a manobra para descarregar um contêiner.

Durante o procedimento, o equipamento acabou encostando na rede elétrica de alta tensão. O contato provocou uma forte descarga elétrica, atingindo o trabalhador, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

As circunstâncias do acidente devem ser apuradas pelas autoridades competentes. O caso reforça a importância de medidas rigorosas de segurança em atividades realizadas próximas à rede elétrica.

Saiba como vai funcionar o cashback da restituição automática do IR

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Aplicativo da Receita Federal em telefone celular (Foto: Campo Grande News/Arquivo)

Quem não foi obrigado a declarar o Imposto de Renda em 2025 poderá receber valores

Uma das maiores novidades da declaração do Imposto de Renda de 2026 vai impactar, curiosamente, pessoas que não prestaram contas ao fisco no ano passado.

Trata-se da restituição automática, chamada de cashback pela própria Receita Federal.

Quem não foi obrigado a declarar em 2025 e, de acordo com cálculos da Receita Federal, teve direito à restituição de até R$ 1.000, poderá receber o dinheiro de volta em conta via Pix em um lote a ser pago no dia 15 de julho deste ano. Porém, para isso, há algumas exigências.

  • Estar com o CPF em situação regular (sem dívida ou outra pendência)
  • Estar com dados bancários atualiados, como chave Pix vinculada ao CPF
  • Não ter restrição junto à Receita Federal

A Receita Federal estima que 4 milhões de brasileiros deverão receber a restituição automática e que o valor médio de recebimento será de R$ 125.

Como saber se você está nesta lista? 

O contribuinte será avisado pelos canais oficiais da Receita Federal, como o aplicativo Meu Imposto de Renda, portal do e-CAC, portal do contribuinte ou até mesmo no site da Receita Federal (na aba consulta pública das restituições).

“Caso o contribuinte cheque que tem restituição e a Receita não tenha feito essa inclusão na base do lote residual, ele pode entrar com um recurso demonstrando que ele tinha direito, pelo e-Processo da Receita Federal, e buscar esse valor para ele de volta”, explica o vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro, Edilson Júnior.

É importante destacar que, na realidade, essa restituição se refere ao ano-calendário de 2024, ou seja, a declaração do Imposto de Renda de 2025.

Eventuais valores relativos ao ano-calendário de 2025 e à declaração de 2026 só serão pagos no ano que vem.

Edilson Júnior alerta que vale a pena o contribuinte entregar a declaração deste ano, mesmo sabendo que terá direito ao cashback não sendo obrigado a declarar.

“Com certeza, porque quando você declara, você antecipa. Quem fez a declaração em 2025 recebeu, no ano passado mesmo, a restituição, e não só agora com o cashback. Ou seja, você deve fazer a declaração mesmo sem estar obrigado para ter esse dinheiro de volta”.

O prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda vai até 29 de maio deste ano.

Qual é a ordem de recebimento da restituição do IRPF?

A Receita Federal estima que cerca de 23 milhões de contribuintes devem receber a restituição neste ano. Em 2026 serão quatro lotes, pagos nos dias:

  • 29 de maio
  • 30 de junho
  • 31 de julho
  • 28 de agosto

De acordo com a Receita Federal, 80% dos contribuintes devem ser restituídos nos dois primeiros lotes. A expectativa é de que até junho o dinheiro já esteja na conta.

Como é a lista de prioridades nas restituições?

Existem grupos prioritários para receber a restituição do Imposto de Renda:

  • idosos com 80 anos ou mais;
  • idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência ou doença grave;
  • professores cuja maior fonte de renda seja o magistério.

Depois desses grupos, passam a ter prioridade os contribuintes que utilizarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via Pix, com chave vinculada ao CPF.

Como saber exatamente a data em que vai receber a restituição?

É só consultar via internet, na página da Receita Federal, no aplicativo ou diretamente no site www.restituicao.receita.fazenda.gov.br

O contribuinte precisa informar o CPF e a data de nascimento.

Mas saiba que, enquanto a declaração estiver na malha fina, não tem pagamento de restituição.

“A restituição do imposto de renda só pode ser creditada em conta corrente, conta poupança ou conta de pagamento pertencente ao CPF do titular da declaração, ou via Pix, desde que a chave seja o CPF do titular da declaração”, alerta o professor do Centro Universitário UDF, Deypson Carvalho.

Fonte: Campo Grande News (por Edgard Matsuki, da Radioagência Nacional)

Sistema de reconhecimento facial localiza foragido durante Expogrande em Campo Grande

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Totem com câmera no Parque de Exposições, em Campo Grande. (Foto: Osmar Veiga)

Homem tinha mandado de prisão em aberto por não pagar pensão

O sistema de reconhecimento facial, novidade nesta edição da Expogrande, resultou na prisão de foragido na tarde deste sábado (dia 18), em Campo Grande. O homem de 48 anos tinha mandado de prisão em aberto por falta de pagamento de pensão alimentícia

A ferramenta tecnológica, que adota inteligência artificial, cruza imagens captadas no evento com bases de dados oficiais, permitindo a localização imediata de foragidos da Justiça.

De acordo com o delegado Antonio Souza Ribas Júnior, equipes da Deleagro (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato) acionaram-se após a confirmação da identidade e localizaram o suspeito dentro do parque.

O homem foi abordado, preso e encaminhado à base operacional instalada no local, sendo posteriormente levado à Depac Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário).

A ação deste sábado integra a Operação Acrissul, estratégia coordenada pela Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública) em parceria com a Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), que marca a adoção de tecnologia de reconhecimento facial como projeto piloto na segurança pública estadual.

A iniciativa permite identificar pessoas com pendências judiciais em meio ao grande fluxo de visitantes, que pode ultrapassar 120 mil durante o evento.

A operação conta com atuação integrada da Polícia Civil, GOI (Grupo de Operações e Investigações), Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) e PM (Polícia Militar).

Fonte: Campo Grande News (por Aline dos Santos)

ProInova deve mudar a vida de muitos jovens em Três Lagoas, avalia vereador Fernando Jurado

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Foto: Divulgação

O Programa ProInova, lançado em 8 de abril pelo prefeito Cassiano Maia, e aprovado na noite do dia 16/04/26 pelos vereadores, é um marco histórico para Três Lagoas, posicionando a cidade como polo de inovação no Centro-Oeste brasileiro.

Fernando Jurado foi o primeiro político local a defender incentivos fiscais ao setor de inovação, propondo medidas como a redução do ISS de 5% para 2% em atividades econômicas ligadas à tecnologia. Essa visão estratégica cria um ambiente de negócios favorável, atraindo startups, empresas de software e automação, gerando empregos qualificados e resolvendo o crônico problema da exportação de mão de obra qualificada. Jovens formados nas universidades de Três Lagoas – como IFMS e UFMS – deixavam a cidade para trabalhar em hubs consolidados como Porto Digital (Recife) ou Campinas. Agora, com o ProInova, eles têm oportunidades locais.

Na prática, o ProInova não tem poder de mudar apenas a economia – ele deve mudar a vida de jovens de nossa cidade: como Cainã, formado em Ciência da Computação no IFMS, que trabalhava como auxiliar de loja no Shopping com salário abaixo do esperado e agora está empregado em uma startup local, fazendo o que ama na cidade que ama. Histórias assim provam o impacto real.

O programa inclui:

  • Redução do ISS para 2% (piso legal, com segurança jurídica).
  • Isenção de taxas municipais por até 5 anos.
  • Programa Centelha 3, com até R$ 135 mil para startups.
  • Maratonas de inovação e cursos gratuitos no SEBRAE.

“Defendi isso desde o início porque acredito que Três Lagoas merece ser a melhor cidade do MS. Não basta formar talentos; precisamos retê-los aqui, atraindo empresas que geram renda e futuro. O ProInova é prova de que visão técnica e compromisso com o povo transformam realidade”, afirma o vereador Fernando Jurado.

Resultados esperados: milhares de empregos de alto valor, diversificação econômica além da indústria tradicional (celulose) e retenção de talentos. Exemplos como Recife (21 mil empregos no Porto Digital) e Campinas inspiram, mas Três Lagoas inova com foco regional – mudando vidas como a de Cainã.

Ações da Sejusp unem segurança, assistência e cultura da paz nas aldeias indígenas de MS

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Foto: Matheus Carvalho/SEC

No Dia dos Povos Indígenas, comemorado domingo, 19 de abril, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS) evidencia o avanço de políticas públicas voltadas às comunidades indígenas, pautadas na promoção da cidadania, no fortalecimento da segurança e, sobretudo, na construção de uma relação de confiança entre as forças de segurança e os povos originários.

Com a terceira maior população indígena do país, Mato Grosso do Sul se destaca por iniciativas inovadoras, sendo o primeiro no mundo a promover uma formação que integra conceitos de Justiça Restaurativa, Policiamento Restaurativo e Policiamento Indígena, reunindo experiências nacionais e internacionais desenvolvidas no Canadá e nos Estados Unidos, adaptadas à realidade brasileira.

Com recursos do Fundo Estadual de Segurança Pública (FESP), a formação é voltada exclusivamente a agentes de segurança pública estaduais — policiais militares e civis, bombeiros militares e peritos criminais — e teve sua primeira edição em Campo Grande, em fevereiro, quando 35 profissionais foram capacitados.

O modelo propõe uma atuação baseada no diálogo, na escuta ativa e na reparação de danos, priorizando a construção de soluções conjuntas e a promoção da cultura de paz, em substituição a práticas exclusivamente punitivas. A partir da próxima quinta-feira (23), o curso contemplará mais cinco regiões do interior de Mato Grosso do Sul: Dourados, Naviraí, Ponta Porã, Aquidauana e Corumbá.

Na sequência das ações que percorrem as comunidades indígenas, o programa MS em Ação – Segurança e Cidadania, criado em 2023, será realizado em junho, no município de Nioaque; em agosto, em Ponta Porã; e em setembro, em Iguatemi. A iniciativa tem como objetivo levar serviços essenciais às regiões mais afastadas dos centros urbanos, promovendo inclusão social e acesso a direitos básicos.

O mutirão envolve todas as instituições vinculadas à Sejusp e já percorreu aldeias localizadas nos municípios de Dourados, Amambai, Paranhos, Miranda, Caarapó, Japorã e Porto Murtinho, totalizando 41.921 atendimentos e 8.521 documentos emitidos. Entre eles, destacam-se 2.510 Carteiras de Identidade Nacional expedidas pelo Instituto de Identificação Gonçalo Pereira.

Com mais de 40 serviços gratuitos ofertados em parceria com diversas instituições públicas e privadas, a iniciativa contempla atendimentos médicos e odontológicos, apoio jurídico, orientações de trânsito e regularização documental — uma das principais demandas identificadas nas comunidades indígenas.

Presença permanente

Como parte das ações estratégicas e permanentes, a Sejusp tem ampliado a atuação dos Conselhos Comunitários de Segurança Indígena (CCSInds), fortalecendo a participação direta das comunidades na construção de soluções para a segurança no interior das aldeias.

Formados por representantes das próprias aldeias, os conselhos se reúnem para analisar demandas, planejar ações e acompanhar resultados, em articulação direta com a Polícia Militar, a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros Militar. Atualmente, o Estado conta com 18 conselhos implantados, com a doação de 16 veículos, contemplando 34 comunidades indígenas e alcançando 57.164 indígenas.

A iniciativa fortalece a prevenção, a mediação de conflitos e a pacificação social, além de ampliar o diálogo intercultural e superar desafios como as barreiras linguísticas, promovendo uma comunicação mais efetiva entre as forças de segurança e as diferentes etnias.

Proteção das mulheres indígenas

Complementando as ações permanentes, o Promuse Indígena, desenvolvido pela Polícia Militar desde 2023, tem se consolidado como referência no enfrentamento à violência contra mulheres indígenas. Criado inicialmente para atender às aldeias Jaguapiru e Bororó, em Dourados e Itaporã, o programa já chegou a comunidades indígenas de Amambai e será implantado, em breve, em Aquidauana.

A iniciativa realiza a fiscalização de 100% das medidas protetivas envolvendo mulheres indígenas nessas localidades, além de desenvolver ações de orientação e prevenção dentro das aldeias. O trabalho contribui para o fortalecimento da rede de proteção e para a construção de vínculos de confiança entre a Polícia Militar e as comunidades indígenas, garantindo um atendimento mais humanizado e efetivo.

Pela relevância e inovação, o Promuse Indígena conquistou reconhecimento nacional ao alcançar o 2º lugar no Prêmio de Boas Práticas em Segurança Pública do Consórcio Brasil Central.

Para o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, o conjunto de ações desenvolvidas em Mato Grosso do Sul representa um novo paradigma na atuação das forças de segurança junto às comunidades indígenas.

“Mais do que ampliar a presença do Estado ou ofertar serviços, estamos construindo uma relação sólida, baseada no respeito, na escuta qualificada e na confiança mútua. A segurança pública que defendemos é aquela que dialoga com as realidades locais, reconhece e valoriza as culturas e atua como instrumento de promoção da paz. Os resultados já alcançados demonstram que esse é o caminho: integrar esforços, acolher as especificidades e trabalhar lado a lado com os povos indígenas para garantir direitos, dignidade e proteção efetiva”, destacou o secretário.

Joilson Francelino, Comunicação Sejusp

Oportunidade para todos: programa MS Supera fomenta estudos e tem mais 150 estudantes indígenas

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Foto: Laucymara Ayala/Sead

O MS Supera é um instrumento que tem transformado a vida de milhares de pessoas em Mato Grosso do Sul, em especial os povos originários. Graças ao programa, 158 indígenas recebem, todos os meses, R$ 1.621 para continuar estudando, sendo que 155 fazem cursos universitários e três fazem cursos técnicos.

São números que vão aumentar muito em breve. Neste ano, o MS Supera vai contemplar 2.500 alunos (indígenas e não indígenas), um número recorde, sendo que o Governo do Estado, por meio da Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), está em processo para preencher 600 vagas e constituir cadastro de reserva. As inscrições já se encerraram e a seleção contou com 6.094 inscritos, sendo que 1.491 foram habilitados.

Mãe solteira, a indígena Ana Vanessa Neres, de 38 anos, vê no estudo a chance de dar uma vida melhor para os filhos. Da etnia Kinikinau, ela mora em Anastácio e estuda Geografia – Licenciatura em Aquidauana, no campus II da UFMS.

Com o dinheiro do programa, ela conseguiu comprar um notebook e se dedica aos estudos, paga a gasolina da “carona amiga” para a universidade e não deixa faltar nada para os filhos. “Para mim, o MS Supera é tudo! O MS Supera é como se fosse o meu marido. Ele me sustenta. Sem ele, não conseguiria estudar, apenas trabalhar. Casei com ele, com o MS Supera (risos). Eu tenho uma estabilidade com ele”, conta.

“Fico com a minha cabeça sossegada, para focar no estudo, porque eu sei que todo mês tá ali; tenho dinheiro pra pagar minhas contas e tenho foco total no estudo. Tem gente que falta às aulas de campo porque tem que trabalhar. Eu não. Trabalho de diarista, trabalho de noite em serviço de garçom, festa de casamento, faço cerimonial, mas quando é pra estudar, eu estudo. Tenho essa tranquilidade”, acrescenta Ana Vanessa.

Para ser beneficiário, o estudante deve ter renda individual de até 1,5 salário mínimo (para quem mora sozinho) ou renda familiar total de até 3 salários mínimos; estar aprovado ou matriculado em curso técnico ou superior (presencial ou EAD autorizado pelo MEC); e estudar em instituição que tenha polo em Mato Grosso do Sul.

Além disso, o bolsista não pode ter curso superior concluído; deve morar em Mato Grosso do Sul há mais de 2 anos; estar inscrito no CadÚnico; não receber outra bolsa ou auxílio semelhante; não ter mais de 4 reprovações no curso; e não ter outro familiar já beneficiário do MS Supera.

Sobrevivente

Ana Vanessa Neres é uma sobrevivente. Ela foi registrada como Terena, porém é Kinikinau – uma etnia que chegou a ser declarada extinta, mas que resiste. Por não haver mais aldeias Kinikinau, muitos foram registrados como Terena. A estimativa é de que cerca de 600 Kinikinau vivam entre territórios Kadiweu e Terena.

“Sou kinikinau, só que na época a minha mãe não fez o registro Kinikinau. Só a minha avó tem. E quando a minha avó fez aqui o cacique a colocou como Terena, mas nosso sangue é KiniKinau. Aí foram nos registrando como Terena. Quando fui registrar o meu já não quiseram mudar. Eu fiquei como Terena. Meu professor falou para eu ir atrás, mas é muito complicado. Eu queria muito ter Kinikinau no meu registro, mas não foi possível, por esse detalhe. Sou Kinikinau registrada como Terena”, disse.

A indígena conta que os antepassados dela se mudaram do município de Bonito para Anastácio com o objetivo de estudar. Deu certo. O irmão dela é engenheiro civil e mora em Campo Grande. E ela tem primas que são enfermeira e pedagoga e todos eles são exemplos para os filhos, que estão estudando.

Paulo Fernandes, Comunicação Sead

Biblioteca Isaías Paim celebra Dia Nacional do Livro Infantil com histórias que formam futuros

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Foto: Comunicação Setesc

Entre páginas coloridas e palavras ainda em descoberta, nascem mundos, afetos e perguntas. Os livros infantis são cativantes ao abordarem de forma lúdica e singela nossa humanidade. Um portal mágico – que se abre sempre que se lê uma nova página – pode ser encontrado no Centro de Campo Grande: a Biblioteca Pública Estadual Dr. Isaías Paim, unidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.

O espaço, como de costume, celebra o Dia Nacional do Livro Infantil, comemorado neste sábado, 18 de abril, convidando o público de todas as idades a cultivar a magia da leitura. A Biblioteca Isaías Paim carrega em suas estantes histórias de diferentes tempos e lugares, um território de descobertas para todos.

Instituído em 2002, o Dia Nacional do Livro Infantil homenageia o escritor Monteiro Lobato, nascido neste mesmo dia em 1882. Sua obra ajudou a moldar o imaginário de gerações de leitores. A data reafirma a leitura como direito fundamental da infância — uma ferramenta que amplia horizontes e constrói futuros.

Recentemente a biblioteca renovou seu acervo com a incorporação de cerca de 600 novos livros infantis, ampliando as possibilidades de encontro entre leitores e narrativas. São histórias mágicas, diversas e instigantes — como um mosaico de vozes que dialogam com as infâncias contemporâneas, respeitando suas múltiplas formas de ver e sentir o mundo.

Mas o papel da biblioteca vai além da guarda dos livros. Ao longo do ano, o espaço desenvolve ações voltadas ao público infantil, como mediações de leitura, visitas escolares orientadas e atividades que estimulam o contato direto com a literatura desde os primeiros anos. São iniciativas que transformam a leitura em experiência viva, compartilhada, sensível e, sobretudo, significativa.

“Felizmente temos um grande fluxo de jovens leitores aqui, que é um local muito diverso para eles. Há um espaço infantil que sempre atrai visitantes, com um grande público inclusive aos sábados. Alguns vem para estudar, muitos para conhecer novas obras, ler por recreação e levá-las por empréstimo. Essa nova aquisição é bem importante, pois reforça nosso acervo e ajuda na formação de novos leitores”, explica Aparecido Melchiades, coordenador da Biblioteca.

Esse cuidado se reflete também na organização do ambiente, pensado para acolher os pequenos leitores com conforto e estímulo visual, favorecendo a autonomia na escolha dos livros e o prazer da leitura espontânea.

Portas abertas

Os livros infantis que integram o acervo da Biblioteca Isaías Paim navegam entre prosa e poesia pelas belezas da natureza e da gentileza, revelando histórias mágicas, diversas e instigantes. Um universo único que pode ser acessado lá mesmo ou levado para casa por empréstimo, de forma muito simples.

O primeiro passo é a emissão da carteirinha, de forma gratuita. É necessário apresentar na Biblioteca Isaías Paim um documento com foto e comprovante de residência. Ela sai na hora. A partir daí já é possível consultar o acervo de mais de 40 mil obras e levar um livro para casa.

Com a carteirinha em mãos é possível consultar livros e realizar reservas também de forma remota. “Nosso novo sistema integrado e digital conta com o acervo da Biblioteca e é muito fácil de ser acessado. Por meio dele, sem custo algum, a pessoa encontra dentro de uma enorme variedade de estilos e títulos o que gostaria de ler e já garante a reserva”, explica Aparecido Melchiades. Basta acessar o link: fcms.phlnet.com.br

Além do acervo catalogado, a Biblioteca Isaías Paim conta com o Troca Book. Funciona assim: são dois expositores com livros doados dos mais variados gêneros. A pessoa deixa um e leva outro. Um processo de circulação permanente, simples e totalmente gratuito.

Serviço

Conheça a Biblioteca Pública Estadual Dr. Isaías Paim. Ela fica no térreo do Memorial da Cultura Apolônio de Carvalho, localizado na Av. Fernando Corrêa da Costa, 559, Centro, em Campo Grande. Funciona das de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30, e aos sábados, das 8h às 13h. 

Comunicação Setesc

Mato Grosso do Sul inaugura Agência de Divulgação Científica com alunos de escolas públicas

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Foto: Comunicação UEMS

Tiveram início nesta semana os trabalhos da “Agência Mídia Ciência de Divulgação Científica”, uma ação inovadora que vai capacitar estudantes do ensino médio da rede pública estadual a atuarem como comunicadores científicos e produtores de conteúdos educativos para as redes sociais.

A iniciativa é do projeto Mídia Ciência, realizado conjuntamente entre Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect).

O projeto também integra ações estratégicas do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

O grupo que compõe a primeira turma da Agência é formado por 32 estudantes e 8 professores que ao longo de um ano receberão oficinas de capacitação e consultoria, preparando os próprios estudantes a comunicarem os projetos que já desenvolvem utilizando linguagens e formatos adequados às redes sociais e ao público jovem do qual eles também fazem parte.

A ação ocorre atrelada ao Programa de Iniciação Científica no Ensino Médio (Pictec), permitindo que os participantes recebam mensalmente bolsas ao longo do processo, de R$ 400 para os estudantes e R$ 800 para os professores.

Entre os oito projetos selecionados, quatro são desenvolvidos em Campo Grande e quatro em municípios do interior do Estado, nas cidades de Aral Moreira, Batayporã, Ponta Porã e Três Lagoas. Segundo o coordenador do projeto Mídia Ciência, o jornalista e professor André Mazini, a ideia inicial é responder a um desafio contemporâneo: popularizar a ciência junto a um público nativo digital imerso na dinâmica dos algoritmos das redes sociais.

“O Brasil tem hoje o segundo maior tempo de uso diário de tela do mundo, as pessoas ficam mais de 9h30 do dia conectados e nós temos percebido que essa realidade tem impactado intensamente o contato que os adolescentes têm atualmente com conteúdos científicos”, explica o coordenador do projeto, André Mazini.

Além de potencializar a comunicação dos próprios projetos, a iniciativa busca, de forma paralela, fomentar a formação de novos divulgadores científicos no Estado, estimulando que esses jovens se tornem protagonistas na circulação de conhecimento de qualidade. “É uma ação inovadora em nível nacional e acreditamos que ajuda a posicionar Mato Grosso do Sul como um case positivo na área de popularização da ciência”, complementa Mazini. 

A atuação da agência está estruturada em oficinas contínuas, que envolvem desde a construção de identidade visual e produção audiovisual até a elaboração de roteiros, aprofundamento no método científico e discussão sobre o uso ético de tecnologias. Ao longo do processo, os participantes desenvolvem conteúdos, recebem feedback e aprimoram suas produções, consolidando um ciclo de aprendizado prático.

Retorno da comunidade escolar

A experiência tem mobilizado estudantes e professores, que destacam o impacto da iniciativa na formação acadêmica e pessoal dos participantes.

A professora Ana Paula Floriano, da Escola Estadual Arlindo de Andrade Gomes, coordena o projeto “Posta Aí, Ciência: divulgação científica na linguagem jovem”, iniciativa que busca aproximar a produção científica do público jovem por meio de conteúdos acessíveis e criativos.

Desenvolvido com estudantes de cursos técnicos, como Ciência de Dados e Direito, o projeto reúne diferentes perspectivas e estimula a construção coletiva de estratégias de comunicação científica voltadas às redes sociais.

“Para que tudo isso aconteça, a Agência Mídia Ciência será um suporte importantíssimo, tanto na execução quanto na divulgação, que é um ponto crucial do nosso trabalho. As oficinas vão auxiliar no desenvolvimento de habilidades necessárias para produzir um trabalho de excelência no PICTEC e também para o caminho que as meninas pretendem seguir na vida acadêmica”, afirma a professora.

“Participar de tudo isso é uma grande experiência para mim e para as minhas colegas. Gosto de me expressar e acho que trará muito conhecimento e experiência para todos nós”, afirma a estudante Raysla da Silva, aluna da professora Ana.

“Nunca participei de um projeto assim e está sendo uma experiência nova. Estou ansiosa e com grandes expectativas”, relata a estudante Eloara Alves, também da escola Arlindo.

Entre outros professores que orientam os projetos do PICTEC, a Agência é encarada como uma oportunidade de fortalecer a formação científica e ampliar o alcance do conhecimento produzido.

“A gente viu no Mídia Ciência uma oportunidade de trabalhar e aprimorar o trabalho com educomunicação”, destaca a professora Jéssica Ernandes da Silva, da escola Jomap, em Três Lagoas.

“Gosto da perspectiva trazida pelo Mídia Ciência de já fazer a pesquisa pensando em como divulgar a produção científica”, complementa a professora Loren Berbert, da escola estadual Joaquim Murtinho, em Campo Grande.

Mídia e Ciência

O projeto Mídia e Ciência é uma iniciativa voltada à popularização da ciência e à aproximação do conhecimento científico da sociedade, com foco especial no público jovem. Em 2025 o projeto recebeu o primeiro lugar do Prêmio Nacional Confap de Ciência, Tecnologia e Inovação. O projeto integra ações estratégicas do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc). 

A proposta é fortalecer a cultura científica no Estado, promovendo a produção e a disseminação de conteúdos acessíveis e letramento digital, além de incentivar a formação de novos comunicadores da ciência a partir das próprias instituições de ensino.

Comunicação UEMS

Prefeitura de Três Lagoas homologa resultado final do MS Alfabetiza e conclui processo seletivo

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Foto: Divulgação/Prefeitura de Três Lagoas

A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), concluiu mais uma etapa importante do Programa MS Alfabetiza – Todos pela Alfabetização da Criança, com a divulgação do resultado final e homologação do Processo Seletivo nº 001/2026 para formação de cadastro reserva de Formador(a) Municipal.

O edital torna público os candidatos aprovados em todas as etapas do processo, consolidando o encerramento da seleção dentro das normas estabelecidas. A classificação final considerou todos os critérios previstos, incluindo os parâmetros de desempate definidos nos itens 4 e 4.6 do edital.

Além disso, a SEMED também divulgou o resultado final da Etapa II – Análise Curricular, após a apreciação dos recursos apresentados pelos candidatos. Esta fase, de caráter classificatório e obrigatório, seguiu os critérios estabelecidos nos itens 6 e 6.1 do edital, garantindo rigor técnico e transparência na avaliação.

Com a homologação, o processo seletivo passa a ter validade oficial, permitindo que o município convoque os profissionais conforme a necessidade da rede municipal de ensino.

O Programa MS Alfabetiza integra uma estratégia voltada ao fortalecimento da alfabetização na idade certa, alinhado ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), e tem como foco a qualificação dos profissionais que atuam diretamente no processo de ensino-aprendizagem.

A Prefeitura reforça que todas as etapas foram conduzidas com transparência, respeito às normas e igualdade de condições entre os participantes, assegurando um processo seletivo técnico e eficiente.

Os candidatos devem acompanhar os canais oficiais do município para eventuais convocações e orientações futuras.

Confira o resultado final Processo Seletivo e a lista dos aprovados para a Etapa II

Agressor de tamanduá-bandeira é identificado e foge da cidade de Itapura após repercussão

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Indignação toma conta das redes enquanto autoridades são cobradas por providências imediatas e busca pelo corpo do animal em Itapura

Um caso de extrema crueldade contra a fauna brasileira ganhou grande repercussão nas últimas horas: o homem responsável por espancar violentamente um tamanduá-bandeira foi identificado, mas, diante da comoção pública nas redes sociais, teria deixado a cidade às pressas utilizando um carro por aplicativo.

O crime, divulgado pelo site Perfil News, chocou leitores e internautas. A matéria com o vídeo, que mostra o animal sendo brutalmente agredido dentro de uma pousada, gerou uma onda imediata de revolta. Nas redes sociais, centenas de mensagens exigem punição exemplar ao agressor, classificado por muitos como autor de uma verdadeira atrocidade.

COMOÇÃO NAS REDES SOCIAIS

As imagens chegaram de forma anônima ao promotor Antônio Carlos Garcia de Oliveira, que, ao tomar conhecimento da gravidade do conteúdo, encaminhou o material ao Perfil News para que o caso ganhasse visibilidade e pudesse ser investigado.

Com o avanço das apurações, descobriu-se que o episódio teria ocorrido em uma pousada localizada no município de Itapura. O local estaria sendo utilizado como alojamento por trabalhadores de uma empresa terceirizada contratada para atuar na parada geral de uma fábrica de celulose em Três Lagoas.

Ainda segundo informações levantadas pela reportagem, o suspeito reside em Lençóis Paulista e, ao perceber a repercussão do caso, teria solicitado um Uber e deixado a cidade rapidamente. Há indícios de que ele não se encontra mais no local onde o crime ocorreu.

EXPECTATIVA

Diante da gravidade da situação, cresce a expectativa de que a Polícia Militar Ambiental de Castilho realize diligências até a pousada em Itapura, inclusive com o objetivo de localizar o corpo do animal e reunir mais provas que possam fortalecer a responsabilização do agressor.

De acordo com o promotor Antônio Carlos Garcia de Oliveira, caso seja preso, o indivíduo deverá responder com base no artigo 29 da Lei 9.605/1998, que prevê pena de seis meses a um ano de detenção, além de multa que pode chegar a R$ 50 mil. A pena pode ser agravada, sendo aumentada pela metade, por se tratar de uma espécie ameaçada de extinção.

INFORMAÇÕES DETALHADAS

A reportagem do Perfil News já possui informações detalhadas, incluindo endereços do suspeito e da pousada, e pretende ir até Itapura para verificar a situação no local. Paralelamente, o promotor informou que irá acionar autoridades da região de Andradina, responsável pela jurisdição, para que medidas legais sejam tomadas com urgência.

O caso segue gerando forte comoção e pressão popular, reforçando a cobrança por justiça e por ações concretas no combate aos crimes ambientais.

Nem passado, nem futuro: MS aposta na conexão entre gerações para construir políticas públicas

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Foto: Comunicação da Cidadania

Durante dois dias de trocas, escuta e construção coletiva, o Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da SEC (Secretaria de Estado da Cidadania), realizou o 1º Fórum Conectando Gerações – Caminhos para Promoção da Intergeracionalidade. O encontro reuniu representantes de 20 municípios sul-mato-grossenses, entre gestores públicos, conselheiros e lideranças locais, no auditório da Secretaria, em Campo Grande, nos dias 8 e 9 de abril.

Promovido pelas subsecretarias de Políticas Públicas para Pessoa Idosa e Juventude, o Fórum se consolidou como um espaço estratégico de formação, articulação e planejamento, com foco na construção de políticas públicas que integrem diferentes gerações e respondam aos desafios do envelhecimento da população.

A programação foi organizada para combinar sensibilização, conteúdo técnico e planejamento prático. No primeiro dia, o foco esteve no alinhamento institucional e conceitual, com apresentações culturais, abertura oficial e painéis sobre cidadania ao longo do ciclo de vida, direitos da juventude, envelhecimento ativo e o papel dos municípios. Também houve momentos de troca de experiências entre gestores, debates sobre interseccionalidade nas políticas públicas e visita técnica ao ônibus de letramento digital do SESI, aproximando teoria e prática.

Já o segundo dia foi voltado à formação técnica e à construção de estratégias, com palestras sobre transformação digital, longevidade, inclusão tecnológica e prevenção a golpes digitais, além de atividades interativas e oficinas de planejamento. Ao final, os participantes elaboraram propostas iniciais para implementação de ações intergeracionais e de letramento digital em seus municípios.

Para além de um evento, o encontro foi marcado por experiências compartilhadas, conexões construídas e um sentimento comum: a urgência de aproximar gerações para fortalecer vínculos e ampliar o acesso a direitos.

“Isso aqui é muito mais que um evento. Isso aqui é um encontro de histórias”, destacou a vice-prefeita de Campo Grande e secretária municipal de Assistência Social, Camilla Nascimento. “Uma sociedade que não escuta seus idosos perde memória. E quando não protege seus jovens, perde o futuro. A intergeracionalidade é essa ponte que garante continuidade, sentido e pertencimento.”

Para a subsecretária de Políticas Públicas para Pessoa Idosa, Larissa Paraguassu, o Fórum representa um movimento concreto diante das transformações demográficas do Estado. “Estamos aqui para pensar respostas mais integradas para um desafio real, que é o envelhecimento populacional. Mais do que debater, este espaço foi pensado para alinhar, construir e formar caminhos estruturados para os municípios, promovendo as relações intergeracionais como estratégia de política pública”, afirmou.

A proposta de integração entre gerações também foi destacada pelo subsecretário de Políticas Públicas para Juventude, Jessé Fragoso da Cruz, que ressaltou o caráter humano do projeto. “O Conectando Gerações é, antes de tudo, um projeto que nos lembra da nossa humanidade. Ele parte da ideia de que não somos independentes, somos interdependentes. Precisamos uns dos outros. A política pública, no fim, é um instrumento para servir e para aproximar pessoas”, disse.

Essa aproximação foi percebida na prática por quem participou do encontro. A secretária de Assistência Social de Pedro Gomes, Marislaine Targino, destacou a importância da iniciativa para fortalecer ações no município.

“Eu amei participar. Era exatamente isso que eu queria conhecer. A gente já desenvolve algumas ações com a população idosa, mas quer aprimorar, e com a juventude ainda temos pouco. Agora queremos levar esses projetos para o nosso município”, afirmou.

O Fórum também evidenciou o papel da tecnologia como aliada e também desafio na promoção da cidadania. O secretário-executivo de Transformação Digital, Robson Duarte de Alencar, chamou atenção para a necessidade de inclusão digital, especialmente entre a população idosa.

“Não basta oferecer serviços digitais se uma parte da população não consegue acessá-los. Muitas vezes não é falta de internet, é medo, é falta de conhecimento. E é aí que iniciativas como o Conectando Gerações fazem a diferença, ao aproximar jovens e pessoas idosas nesse processo de aprendizado”, explicou.

A urgência do tema foi reforçada pela presidente do Conselho Estadual da Pessoa Idosa, Irma Macário, que destacou o envelhecimento acelerado da população brasileira.

“Esse momento é urgente. Estamos envelhecendo rapidamente e precisamos criar essas conexões agora. As pessoas idosas têm uma potência enorme de conhecimento e experiência, e essa troca com a juventude é fundamental”, pontuou.

Na mesma linha, a presidente do Conselho Estadual da Juventude, Isabela Nantes, definiu o projeto como “uma poesia em forma de política pública”, ressaltando a sensibilidade de aproximar gerações que, muitas vezes, não ocupam os mesmos espaços.

Participaram do encontro representantes de Campo Grande, Ponta Porã, Rio Brilhante, Paranhos, Corumbá, Três Lagoas, Coxim, Aquidauana, Nova Andradina, Fátima do Sul, Iguatemi, Ribas do Rio Pardo, Maracaju, Terenos, Pedro Gomes, Jaraguari, Rochedo, Chapadão do Sul, Jardim e Laguna Carapã.

Ao final dos dois dias, o Fórum deixou como resultado o fortalecimento da articulação entre Estado e municípios, a qualificação técnica de gestores e o avanço no planejamento de ações intergeracionais nos territórios.

Paula Maciulevicius, da Comunicação da Cidadania

De Três Lagoas para a Europa: Silvânia Costa entra na disputa no Mundial de Ciclismo na Itália

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Foto: Divulgação

Atleta paralímpica brasileira inicia nova fase na carreira, agora no ciclismo, levando experiência e conquistas do atletismo para o cenário internacional

A atleta paralímpica Silvânia Costa, um dos grandes nomes do esporte brasileiro e orgulho de Três Lagoas, se prepara para mais um desafio internacional. Desta vez, o destino é a Itália, onde representará o Brasil no Mundial de Ciclismo, ampliando sua trajetória esportiva para além das pistas de atletismo.

Reconhecida mundialmente por suas conquistas no salto em distância — incluindo títulos paralímpicos, mundiais e recorde global —, Silvânia inicia agora uma nova etapa, apostando no ciclismo como mais um campo para consolidar sua carreira de alto rendimento.

TRAJETÓRIA

A participação no Mundial simboliza não apenas uma mudança de modalidade, mas também a continuidade de uma trajetória marcada por disciplina, foco e resultados expressivos. A atleta mantém uma rotina intensa de preparação, refletindo o mesmo comprometimento que a levou ao topo do esporte paralímpico.

Em 2025, Silvânia estruturou sua temporada com planejamento técnico voltado à evolução física e à prevenção de lesões. Mesmo em fase inicial de treinos, os primeiros resultados já indicam um desempenho promissor.

De Três Lagoas para a Europa: Silvânia Costa entra na disputa no Mundial de Ciclismo na Itália
Foto: Divulgação

“A gente ainda estava na base de força, mas, mesmo assim, conseguimos resultados surpreendentes. Ainda temos muito a crescer, muita competição pela frente”, afirmou.

TREINAMENTO COM A SELEÇÃO BRASILEIRA

Atualmente treinando com a Seleção Brasileira em São Paulo, a atleta encara um calendário decisivo nos próximos meses. Agosto será estratégico, com duas competições previstas que servirão como preparação e ajuste fino para os compromissos internacionais.

Após ter ficado fora de uma convocação importante no ano passado — fato que gerou repercussão entre fãs e especialistas —, Silvânia transformou a frustração em motivação para seguir evoluindo.

Agora, com foco total na Europa, ela carrega consigo não apenas a bandeira do Brasil, mas também o orgulho de Três Lagoas, reafirmando que talento, resiliência e determinação seguem sendo suas principais marcas dentro e fora das competições.

DESAFIO SOBRE DUAS RODAS

Na competição, Silvânia terá pela frente dois grandes desafios no ciclismo. Ela disputará a prova de contrarrelógio, com percurso de 32 quilômetros, onde vence quem registrar o melhor tempo ; e também a prova de estrada de resistência, com um trajeto ainda mais exigente de 105 quilômetros.

Para encarar as disputas, a atleta utilizará uma bicicleta modelo tandem, conhecida popularmente como “bicicleta dupla”. Nesse formato, Silvânia será responsável pela força e pedalada, enquanto a piloto atua na condução. A dupla competirá em alto nível, inclusive enfrentando atletas que enxergam normalmente, o que eleva ainda mais o grau de dificuldade da prova.

A competição promete ser uma das mais disputadas, reunindo cerca de 446 atletas de 50 países, consolidando-se como um verdadeiro palco internacional de alto rendimento no ciclismo.

Além do foco na Copa, Silvânia segue mantendo o ritmo intenso em duas modalidades. No atletismo, ela já tem compromisso marcado para julho, quando disputa a segunda fase do Circuito Loterias Caixa, mostrando sua versatilidade e alto nível competitivo.

Determinada e em constante evolução, Silvânia Costa segue escrevendo seu nome na história do esporte, agora também sobre duas rodas.

De Três Lagoas para a Europa: Silvânia Costa entra na disputa no Mundial de Ciclismo na Itália
Foto: Divulgação

SES orienta população sobre riscos em exames de vista realizados fora das normas sanitárias

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Foto: Divulgação SES

Irregularidades podem resultar em diagnósticos imprecisos e prejuízos à saúde ocular

Em meio à rotina cada vez mais acelerada e à busca por soluções rápidas e acessíveis, a realização de exames de vista fora de ambientes adequados tem se tornado uma prática comum e preocupante. Diante disso, a SES (Secretaria de Estado de Saúde), por meio da coordenadoria de Vigilância Sanitária, emitiu um alerta à população sobre práticas irregulares na oferta de atendimentos oftalmológicos em Mato Grosso do Sul.

O comunicado destaca o risco de prescrição incorreta de grau, especialmente quando o exame está atrelado à venda de lentes e armações.

Segundo a Vigilância Sanitária, a oferta de exames de vista, muitas vezes gratuitos ou com preços reduzidos, vinculada diretamente à comercialização de produtos ópticos pode comprometer a qualidade do atendimento e trazer prejuízos à saúde visual.

Entre as principais irregularidades identificadas estão a inadequação técnica dos serviços prestados. Isso inclui locais sem estrutura apropriada, uso de equipamentos fora dos padrões exigidos e atuação de profissionais que não atendem aos critérios estabelecidos pela legislação sanitária. Esse conjunto de falhas compromete a qualidade do atendimento e pode resultar em diagnósticos imprecisos.

De acordo com o gerente de Apoio aos Municípios da Vigilância Sanitária, Matheus Pirolo, é fundamental que a população esteja atenta à forma como esses serviços são ofertados. “Quando o exame de vista está condicionado à venda de óculos, existe um claro conflito de interesses, que pode comprometer a qualidade da avaliação e levar a prescrições incorretas. A recomendação é sempre buscar serviços regularizados, que garantam uma avaliação técnica adequada e segura”, afirma.

Outro ponto de preocupação é o possível agravamento de doenças oculares. Atendimentos realizados sem o devido rigor técnico podem não identificar problemas existentes ou até contribuir para o surgimento de novas condições, impactando diretamente a saúde do paciente.

A SES reforça que a atuação das Vigilâncias Sanitárias, tanto no âmbito estadual quanto municipal, tem como objetivo garantir que os serviços ofertados sejam seguros, eficazes e estejam em conformidade com as normas vigentes. A fiscalização também busca proteger os direitos do consumidor, coibindo práticas abusivas e enganosas.

Fiscalização e denúncia

A oferta desses serviços, seja em mutirões ou em estabelecimentos comerciais, está sendo monitorada pelos órgãos de fiscalização, e a participação da população é considerada essencial para coibir irregularidades.

Caso identifique situações em que exames de vista estejam atrelados à compra de óculos, o cidadão pode registrar denúncia de forma anônima pelos canais oficiais da SES:

A Secretaria orienta que a população procure sempre serviços de saúde devidamente regularizados e alinhados às normas sanitárias, garantindo um atendimento seguro, responsável e de qualidade.

Kamilla Ratier, Comunicação SES

Força do agro: resiliência e inovação protagonizam a transformação produtiva e econômica de MS

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Foto: Bruno Rezende/Secom MS

Um estado que até duas décadas atrás era conhecido nacionalmente pela produção concentrada no binômio boi-soja, mas que experimentou nesse período uma rápida e forte evolução em suas matrizes, com um verdadeiro salto qualitativo que atraiu investimentos privados, gerando empregos e renda. Esse é o Mato Grosso do Sul, terra onde políticas públicas aplicadas pelo Governo do Estado vem dando certo, alavancando índices econômicos, sociais e a prosperidade sentida pela população no dia a dia dos 79 municípios sul-mato-grossenses.

E foi dando continuidade a esse trabalho que o governador Eduardo Riedel passou todo a quinta-feira (16) na 86ª Expogrande, onde concentrou no ‘gabinete itinerante’ conversas com setores produtivos para ouvir demandas e avançar em ações desenvolvimentistas, além discutir e trocar ideias sobre novas iniciativas que podem ser realizadas no Estado. A agenda no Parque de Exposições Laucídio Coelho começou às 7h30 e terminou só à noite, depois das 20h.

“Foi um dia cansativo, mas bastante especial e importante. Vimos aqui uma feira viva, com a presença de toda a qualificação tecnológica que o agronegócio tem ao dispor atualmente. Aqui também pudemos avançar em discussões com várias cadeias produtivas. Fico bastante feliz de terminar esse dia após ouvir, dialogar com todos os atores que protagonizam essa evolução econômica que Mato Grosso do Sul está tendo, tanto na produção no campo como na indústria”, frisa o governador Eduardo Riedel ao finalizar as agendas dessa quinta.

O dia começou já com Riedel encontrando 13 lideranças setoriais do agronegócio sul-mato-grossense para discutir o fortalecimento das cadeias produtivas e formalizar protocolos de intenções envolvendo o Governo, setor produtivo e instituições setoriais, reforçando o diálogo institucional e a busca por maior competitividade no mercado global.

Entre as iniciativas discutidas estão a criação de um centro de ensino no Pantanal, com foco em educação gratuita e permanência das famílias na região, e o desenvolvimento de ferramenta baseada em inteligência artificial para agilizar a regularização fundiária em áreas de fronteira.

Também pela manhã, Riedel participou de uma apresentação de dados da safra de soja, que já alcançou cerca de 4,5 milhões de toneladas, com destaque para o avanço da colheita nas diferentes regiões do Estado, e de um ato simbólico de remoção de murtas, planta proibida em Mato Grosso do Sul por ser hospedeira do vetor principal da doença da laranja. O objetivo da ação foi justamente o de fortalecer ainda mais a citricultura sul-mato-grossense, combatendo a praga do grenning que afeta os pomares, mas ainda não chegou ao Estado.

A agenda matinal do gabinete itinerante incluiu também a apresentação de dados e políticas públicas estratégicas voltadas à produção de leite. Os avanços do Proleite MS, programa voltado ao fortalecimento da bovinocultura de leite integrando incentivos financeiros, assistência técnica, melhoramento genético e apoio à indústria láctea para aumentar a competitividade do setor destacou que até aqui foram investidos R$ 9,2 milhões em genética, com a entrega de animais a produtores e a aplicação de biotecnologias reprodutivas.

Ao todo, mais de 200 produtores serão beneficiados diretamente, com previsão de ampliação por meio de parcerias que incluem serviços de inseminação e implantação de embriões, ampliando a produtividade e a qualidade do rebanho leiteiro no Estado. Além disso, o Proleite contempla ações de incentivo à produção, como o programa Extra Leite, assistência técnica contínua por instituições como Agraer e Senar-MS, e o fortalecimento do associativismo com a criação da Assuleite, que já reúne milhares de produtores.

Tarde e noite

Já no período vespertino, as reuniões setoriais prosseguiram, debatendo e apresentando ações de fortalecimento de cadeias produtivas estratégicas para o Mato Grosso do Sul, como a de suínos, peixes, aves, bovina e florestal, responsáveis por atrair grandes investimentos recentemente ao Estado. Ao Poder Público, ficam designados infraestrutura, qualificação profissional, e programas com foco na sustentabilidade e ampliação da competitividade.

Os números mostram a relevância dessas cadeias, como a suinocultura com mais de 3,6 milhões de abates e 32 mil empregos, a avicultura com 177,1 milhões de frangos movimentados e a piscicultura com produção de 53 mil toneladas em 2025. O governador destacou a importância do diálogo direto com o setor produtivo para orientar políticas públicas, identificar desafios e fortalecer o desenvolvimento econômico, com geração de emprego e incentivo à industrialização.

À noite, mais visitas pelo Parque de Exposições foram realizadas, onde Riedel pode trocar ideia com expositores sobre inovação, tecnologia e novidades já disponíveis para os produtores rurais. Além disso, o governador também participou de homenagens realizadas pela Câmara Municipal e pela Novilho Precoce MS – ele, inclusive, foi um dos homenageados.

“Não podiamos deixar de estar presentes aqui nesse momento de homenagem a pessoas tão importantes. O setor produtivo vem liderança um movimento de transformações, e aqui é o momento em que exercitamos o diálogo, conversandos, trocamos informações, fazemos a construção que dá as diretrizes, a linha a ser seguida”, disse o governador, antes de concluir.

“A transformação não vem em seis meses, um ano. O agro enfrentou várias crises, mas mesmo assim o produtor teve a capacidade de resiliência para seguir produzindo para alimentar 1 bilhão de pessoas, seguir no enfrentamento por mais sustentabilidade, evoluindo na transição energética, ações que garantem nossa biodiversidade. Essa resiliência, inovação e uso de tecnologia estão entre as razções da transformação que passamos. Discussões políticas acontecem e são normais, mas não podemos perder o foco de questões fundamentais”.

Nyelder Rodrigues, Comunicação Governo de MS

Segurança pública de MS é destaque internacional no combate ao crime organizado e redução da criminalidade

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Foto: Divulgação/Brasil Project

A segurança pública de Mato Grosso do Sul ganhou espaço e destaque em evento de prestígio internacional, realizado em Massachusetts, nos Estados Unidos. A sua participação ocorreu na conferência “Brazil Project”. Foi uma grande oportunidade de apresentar trabalhos de sucesso no Estado, que reduziu índices de criminalidade e faz um combate efetivo do crime organizado na fronteira.

O secretário estadual de Segurança Pública e Justiça, Antônio Carlos Videira, participou do painel “Segurança pública: Endereçando a Maior Preocupação dos Brasileiros”, no último sábado (11). Ele destacou que Mato Grosso do Sul se tornou referência nacional e eixo importante, já que além de fazer fronteira com Paraguai e Bolívia, também será porta de entrada do brasil na Rota Bioceânica.

“O convite para participarmos na Universidade de Harvard no painel sobre segurança pública mostra o papel relevante do Mato Grosso do Sul no cenário da América Latina. Nosso Estado tem fronteiras importantes com o Paraguai e Bolívia, em uma grande extensão que é seca, onde temos um combate efetivo principalmente contra o tráfico de drogas, que vai para outros estados e países”, ressaltou Videira.

Além deste trabalho de sucesso, também foi mostrado no evento os bons índices do Estado contra os crimes de patrimônio. “Temos um trabalho desenvolvido no Estado com índices (criminalidade) que estão menores que média nacional. Discutir segurança pública em um evento e ambiente como este é fomentar boas práticas”, completou.

Videira ainda citou que o Estado tem papel fundamental na Rota Bioceânica, já que representa a porta de entrada do Brasil neste projeto. “Será um corredor que pode ser explorado pelo crime organizado, por isso precisa estar no nosso planejamento e radar. O tema já está em pauta e nós fazemos parte desta discussão”.

O painel ainda tratou de temas atuais como a PEC da Segurança Pública, assim como combate a crimes ambientais. Em Mato Grosso do Sul o trabalho tem feito um trabalho preventivo para evitar danos a biomas como Pantanal, Cerrado e Mata Atlântica.

O debate reuniu especialistas e autoridades para discutir um dos principais desafios do país e contará também com a presença do deputado federal Mendonça Filho, relator da PEC da Segurança Pública na Câmara, e do secretário de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, Roberto Sá.

Iniciativa

Evento de renome internacional, o “Brazil Project” reúne lideranças brasileiras e a comunidade acadêmica da Harvard e do MIT para debater temas estratégicos para o futuro do país.

A edição de 2026 teve como eixo central os desafios institucionais do Brasil, com destaque para a segurança pública, o fortalecimento do Estado de Direito e a construção de um ambiente mais estável e previsível para o desenvolvimento nacional.

A iniciativa congrega um grupo seleto de participantes, incluindo estudantes das duas instituições e de outras universidades dos Estados Unidos, além de empreendedores, gestores públicos, atletas e pesquisadores.

Índices positivos

Mato Grosso do Sul ganha cada vez mais destaque pelos índices positivos no combate a criminalidade. Números que interferem diretamente na vida das pessoas. No ano passado houve redução de roubos e furtos e aumento histórico na apreensão de drogas.

O combate ao crime organizado na fronteira mostra o trabalho efetivo nas forças estaduais. No ano passado (2025) o DOF (Departamento de Operações de Fronteira) alcançou a 2ª maior marca histórica desde a criação da unidade, com a apreensão de 196,5 toneladas de drogas apreendidas.

O volume supera o registrado em 2021, quando foram apreendidos 195.034 quilos de entorpecentes em Mato Grosso do Sul. Isto representa um aumento superior a 30% em relação a 2024, quando o DOF retirou de circulação 150 toneladas de drogas no Estado.

O maior volume histórico de apreensões foi registrado em 2020, com 264 toneladas, período marcado pelo auge da pandemia da Covid-19, que impactou diretamente a dinâmica do tráfico.

O primeiro trimestre de 2026 (janeiro a março) mostra que o trabalho continua em ascensão. Já foram apreendidos 94.887,61 quilos de drogas. Em comparação a 2023 (janeiro a março), no mesmo período, houve um crescimento de 87,71%, já que naquela época a apreensão foi de 50.549,73 kg.

Queda de crimes

Dados da Coordenadoria de Estatística da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontaram queda nos crimes de roubo e furto no período de janeiro a dezembro de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024.

O levantamento indica que, em 2025, foram registrados 2.631 roubos em todo o Estado, frente a 3.130 ocorrências em 2024, o que representa uma redução de 15,9%. Entre as modalidades, o roubo seguido de morte apresentou a maior queda percentual, com variação de -23,5%. Na sequência aparecem o roubo ao comércio (-21,3%), o roubo em via urbana (-17,4%), o roubo de veículo (-11,5%) e o roubo em residência (-8,9%).

Os índices de furto também apresentaram redução no Estado. Em 2024, foram contabilizados 33.265 registros, enquanto em 2025 o total foi de 32.739 ocorrências, resultando em queda de 1,6%. O furto de veículo foi a modalidade com maior redução, com diminuição de 17,2%, seguido do furto em residência, que apresentou retração de 1,2%.

Este cenário positivo além de dar mais tranquilidade e segurança ao sul-mato-grossense, interfere diretamente na economia e atração de investimentos privados. A segurança pública é um dos critérios avaliados por grandes empresas antes de investir e construir grandes unidades no Estado, que trazem empregos, aumento de renda e oportunidades à população.

(*) Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS
* Com informações da Sejusp

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