Rede alega que já é cadastrada como hipermercado no CNAE e que está se “reinventando”

A rede de lojas Havan informa que incluiu no seu mix de produtos, há algumas semanas, itens de necessidade básica, como arroz, feijão, macarrão e outros.

A ideia é incluir a rede na categoria de “atividades essenciais”, assim como o supermercados, e ficar livre de fechar as portas no caso de um lockdown ou mesmo de decretos que determinem o fechamento de lojas de departamentos para contenção da expansão do coronavírus.

Segundo nota enviada pela empresa, a Havan tem no seu Cadastro Nacional de Atividade Econômica (CNAE) a categoria hipermercado, que lhe permitiria vender qualquer tipo de gênero alimentício. Ainda segundo a nota, “há muitos anos, a empresa já vendia produtos importados e é uma das maiores vendedoras de chocolates no período da Páscoa”.

A Havan argumenta que muitas lojas de departamento do mundo, como a Harrods, em Londres, e a Americanas, no Brasil, vendem alimentos. “Estamos nos reinventando, assim como todo o comércio, e oferecendo itens de primeira necessidade, assim como álcool em gel e máscaras, e nossos clientes podem comprar com o cartão Havan. Cada empresa está adotando medidas diferentes para sobreviver, algumas que não tinham e-commerce estão vendendo pela internet. E nas lojas maiores temos um departamento sazonal que estamos utilizando para a venda de alimentos. Todos estamos nos adaptando as novas necessidades dos nossos clientes”, declara o dono da Havan, Luciano Hang. 

O Perfil News entrou em contato com a loja de Três Lagoas. Segundo informações, a unidade já recebeu a informação de que começará a operar com esse tipo de produto, mas eles ainda não chegaram e não estão à disposição para comercialização.

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