09/11/2006 09h37 – Atualizado em 09/11/2006 09h37

Agência Anhangüera

Os parentes, amigos e até mesmo curiosos que chegavam quarta-feira ao Cemitério Nossa Senhora Montenegro, no Bairro Jardim do Lago, em Jundiaí, para o velório e enterro dos irmãos Vínicius e Thais de Paula Oliveira procuravam uma explicação para atitude de Elisângela Rosa de Paula Oliveira. “Ela nunca levantou a mão para os filhos. Era sempre uma pessoa feliz. Não dá para entender” , disse a amiga Simone Ferreira, de 27 anos. Vinícius de Paula Oliveira, de 6 anos, e Thais de Paula Oliveira, de um ano e sete meses, foram decapitados. Uma lixadeira industrial deve ter sido usada para o crime que chocou Jundiaí. A irmã da acusada, Sirlei Rosa Camargo, 24 anos, contou que Elisângela estava com depressão há cerca de quatro meses e só pensava nos dois filhos. “Ela não cuidava mais dela e ficou afastada de todos. Só pensava e queria ficar perto dos filhos” , disse. Segundo ela, a acusada teria passado por uma consulta médica há menos de um mês, na qual foi identificado que ela deveria passar por tratamento psiquiátrico. “Ela teve depressão pós parto após o nascimento da menina (Thais). Não dá para entender. Ela era tão dedicada aos filhos. Só podia não estar boa da cabeça” , comentou Sirlei. As pessoas presentes ao local se mostravam mais chocadas com o crime do que revoltadas contra a ação da acusada. Alguns que não conheciam ou tinham qualquer relação com a família também compareceram ao cemitério. “Eu vi na televisão e vim ver. Que absurdo” , disse uma das curiosas. O flanelinha, que cuida dos carros das pessoas no local e não quis se identificar, ficou muito emocionado ao prestar a homenagem as duas crianças mortas, que sequer conhecia. “Eu trabalho há muitos anos aqui e jamais vi uma coisa dessa. É muito triste”.

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