24/08/2017 16h02

Balanço é deste ano e foi divulgado ao Perfil News pela Polícia Federal. Delegado deu orientações aos moradores para não se tornarem vítimas desse crime.

Flávio Veras

De acordo com um levantamento feito com exclusividade ao Perfil News pela delegacia da Polícia Federal (PF) de Três Lagoas, revelou que o órgão retirou de circulação mais de 40 mil reais em cédulas falsificadas este ano. Além disso, o órgão divulgou que em todo 2016, foram 14 flagrantes envolvendo este tipo de crime. Porém, de janeiro a agosto de 2017, foram 15, ou seja, um a mais.

Segundo o delegado da PF, Alan Givigi, o que mais chamou atenção foram três ocorrências devido a quantidade notas de falsas interceptadas. Uma delas foram 460 de R$ 50, totalizando assim, R$ 23 mil. Em outra abordagem, foram 341 notas do mesmo valor, somando o montante de R$ 17.050. Por fim, em menor quantidade, foram flagradas 36, também com a mesma cifra, equivalendo a quantia de R$ 1.800.

“Nós orientamos que os comerciantes devem estar atentos na hora de receber o valor do produto oferecido. Existem diversas formas de identificar dinheiro falsificado, porém, a maioria das pessoas é leiga e, por isso, orientamos que usem equipamentos como luzes ou canetas que certificam se elas têm procedência legal ou não. Esses equipamentos têm uma eficácia comprovada”, esclareceu, Givigi.

Ao ser questionado se já foi procurado a orientar os donos de estabelecimentos comerciais da cidade, Givigi alegou que nenhuma palestra nesse sentido foi solicitada por nenhum órgão. “No entanto, na internet, ou mesmo no nosso site ou no Banco Central, existem diversas orientações para os lojistas seguirem. Além disso, se algum cidadão tiver alguma dúvida – que não seja esclarecida por esses meios – pode vir até a delegacia que tentaremos retirá-las”, informou.

SETOR

Preocupada com a quantidade de ocorrências registradas desse tipo de crime na cidade, a Associação Comercial e Industrial de Três Lagoas (ACI-TL) emitiu uma nota na última terça-feira (22) em seu site prestando diversas orientações aos interessados. Conforme informado por telefone pelo órgão, cada um dos seus associados também recebeu, via e-mail, o mesmo material para não cair nesse tipo de golpe.

Na nota, a entidade explica que “todos devem ficar atentos sobre a circulação de notas falsas, pois é justamente em grandes eventos e nos horários de pico do comércio que criminosos se aproveitam do movimento para passar dinheiro falso”.

Em outro trecho do texto, a entidade garante que “uma das táticas é utilizar notas falsas de valores elevados para comprar itens mais baratos, em busca do troco ‘limpo’. O perigo está aí, a pessoa que recebe uma cédula falsificada quase sempre terá de arcar com o prejuízo, porque não existe uma legislação que garanta a troca por dinheiro verdadeiro. Se o saque for feito em caixa eletrônico, a recomendação é que o consumidor tire um extrato que comprove o saque e procure o gerente da agência afim de que possa haver um entendimento mútuo acerca do ressarcimento dos valores”.

ALERTA

Por fim, o órgão alerta que o crime de moeda falsa está previsto no artigo 289 do Código Penal. “Quem falsifica, fabrica, adquire, vende, troca, guarda ou tentar colocar uma cédula falsa em circulação está passivo de prisão com penas que variam de 3 a 12 anos de reclusão. Por isso, é importante não repassar a nota. Ao receber dinheiro falso deve procurar a Polícia Federal ou entregar a um banco, que fará o encaminhamento”, finalizou a ACI-TL.

Confira as dicas de segurança da Polícia Federal:

1 – Método “Tocar – Observar – Inclinar”: Percebendo se a textura da nota é diferente do normal e se os elementos de segurança são visíveis pela observação da nota em contraluz ou através da sua inclinação, este método permite identificar um grande número de notas falsas.

2 – Comerciante, não tenha pressa no atendimento: Geralmente essas notas são passadas em locais de grande concentração de pessoas, feiras, lojas, supermercados, comércio ambulante, e muitas vezes a pressa do comerciante para atender um maior número de clientes faz com que ele não tome o devido cuidado em verificar a nota que está recebendo.

3 – Conheça bem a nota verdadeira: Geralmente pessoas que lidam diariamente com dinheiro, como os caixas de banco e comerciantes, sabem facilmente identificar uma nota falsa – essa experiência em manusear diariamente o dinheiro verdadeiro faz com que eles se tornem especialistas em identificar notas falsas.

4 – No caso de dúvida, compare a nota suspeita com uma nota verdadeira.

5 – Observe a textura da nota: Outra cautela que pode ser tomada é reparar na textura do papel das notas que estão sendo recebidas, as notas falsas tendem a ser lisas, enquanto as notas verdadeiras são ásperas e possuem um alto relevo e saliência nos itens de segurança que pode ser percebido pelo tato. Sinta com os dedos o papel e a impressão.

6 – Observe a impressão da nota: Nas cédulas legítimas, as tonalidades de cores são firmes – as notas falsas têm cores com pouca nitidez e costuma haver borramento das cores.

7 – Verifique a marca d’água colocando a nota contra a luz.

8 – Baixe de forma gratuita no seu smartphone o aplicativo “Dinheiro Brasileiro”: A ferramenta foi desenvolvida pelo Banco Central não analisa a autenticidade da cédula, mas ajuda a identificar e conhecer os itens de segurança.

Cidadãos que tiverem dúvidas de como identificar notas falsas podem acessar o site da PF ou do Banco Central para obter orientações. (Arquivo / Perfil News)

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