22/04/2016 17h16 – Atualizado em 22/04/2016 17h16

Foram apreendidas 17 redes de pesca armadas, medindo ao todo mil metros. Parte das redes estava armada nas proximidades do aterro da Usina, que se trata de local proibido para a pesca

Assessoria

Em fiscalização durante a operação Tiradentes no lago da usina Sérgio Motta, no rio Paraná, nos municípios de Batayporã, Angélica e Bataguassu, Policiais Militares Ambientais do Grupamento de Porto Primavera, em Batayporã (MS), apreenderam 17 redes de pesca armadas, medindo ao todo 1.000 metros. Parte das redes estava armada nas proximidades do aterro da Usina, que se trata de local proibido para a pesca.

Um lance de redes malha 14 centímetros, medindo 390 metros, estava identifica com o número de registro de um pescador profissional, porém, estava irregular com relação a distância entre lances, inferior a permitida pela legislação. Ele será identificado e autuado, caso tenha armado os petrechos de forma irregular. Os demais infratores não foram identificados. Os policiais soltaram 20 kg de pescado que estavam presos às redes, porém, vivos.

O uso de petrechos proibidos do tipo redes de pesca é muito comum na região, pois, nos lagos das Usinas Hidrelétricas do rio Paraná, este petrecho é permitido para o pescador profissional, desde que identificado e com malha de tamanho a partir de 140 milímetros. Ocorre que muitos pescadores profissionais armam redes com malha menor à permitida e não identificam, além de pescadores amadores utilizarem estes petrechos sem previsão legal, o que caracteriza crime ambiental. Também armam redes emendadas, às vezes com mais de 2 km, sendo que a legislação só permite no máximo 100 metros, localizadas, a pelo menos, 150 metros uma da outra.

A PMA continuará com a fiscalização no local para evitar a pesca predatória e a depredação dos cardumes. A manutenção da fiscalização e retirada destes petrechos precisam ser constantes, tendo em vista, a grande capacidade de captura e ocasionamento de mortes dos peixes, pois, os elementos armam o material pela madrugada e ficam somente conferindo, quando não observam presença da fiscalização.

(*) Assessoria de Comunicação da Polícia Militar Ambiental – PMMS

Os policiais soltaram 20 kg de pescado que estavam presos às redes, porém, vivos (Foto: Assessoria)

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